“Plano de Aula Criativo: Entreprestação no 3º Ano do Ensino Fundamental”

Esta proposta de plano de aula visa desenvolver a temática da entreprestação com crianças do 3º ano do Ensino Fundamental. O enfoque estará na leitura e produção de texto, habilidades essenciais para a formação do leitor crítico e do escritor articulado. Neste sentido, o plano busca promover um aprendizado ativo, onde os alunos não apenas consomem informações, mas também as produzem, refletindo sobre o que aprendem e compartilhando suas opiniões e criações, sempre com respeito e colaboração.

Esse plano é projetado para que os alunos desenvolvam suas habilidades de leitura e escrita num ambiente lúdico e criativo, integrando a literatura, a produção textual e o jogo, a fim de estimular a autonomia e a criatividade dos alunos. A prática não se limita ao ato de escrever, mas também envolve a apreciação de diferentes gêneros textuais, o que abrange desde a leitura crítica de obras literárias até a produção de textos em diferentes formatos e gêneros, contextualizando a experiência dentro da realidade dos alunos.

Tema: Entreprestação
Duração: 30 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 3º Ano
Faixa Etária: 7 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar experiências de leitura e produção de textos que favoreçam a construção de conhecimentos sobre o tema da entreprestação, despertando a criatividade e o espírito crítico dos alunos.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a habilidade de ler e compreender diferentes gêneros textuais relacionados ao tema.
– Estimular a produção escrita através da criação de textos diversos na forma e no conteúdo.
– Promover a identificação e utilização de diferentes elementos linguísticos em seus textos, com foco na estrutura e no propósito comunicativo.

Habilidades BNCC:

– (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas.
– (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
– (EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais.

Materiais Necessários:

– Livros ilustrados que abordem a temática da entreprestação.
– Papel e canetas coloridas.
– Cartolina e materiais de desenho e pintura (lápis de cor, guache, etc.).
– Computadores ou tablets (se disponíveis).
– Projetor (opcional).

Situações Problema:

Como a leitura e a escrita podem transformar nossas ideias em realidades? De que maneira o ato de entreprestação pode influenciar a compreensão e a produção textual?

Contextualização:

A entreprestação é um conceito que se refere ao compartilhamento e combinação de ideias e informações, crucial no processo de leitura e escrita. Para as crianças, entender como se dá esse compartilhamento é uma ótima maneira de integrar suas vivências ao conhecimento adquirido.

Desenvolvimento:

A aula será dividida em etapas:

1. Abertura (10 minutos): Coincidindo para abordar o que cada aluno entende por entreprestação. Estimular perguntas e reflexões.
2. Leitura (10 minutos): Apresentar um livro ou texto que exemplifique a entreprestação, destacando palavras-chave e elementos importantes da narrativa. Os alunos devem ouvir atentamente e comentar posteriormente.
3. Produção Textual (10 minutos): Cada aluno será incentivado a criar seu próprio texto a partir do conceito estudado. Eles podem escolher entre uma história, uma receita ou um guia, utilizando as ideias discutidas em sala.

Atividades sugeridas:

1. Leitura de Texto (Segunda-feira):
Objetivo: Compreender a estrutura e as funções das palavras em um texto.
Descrição: Ler um texto curto relacionado à entreprestação.
Material: Texto impresso.
Instruções: Os alunos devem identificar substantivos e verbos.

2. Criação de História (Terça-feira):
Objetivo: Produzir uma narrativa com base na leitura.
Descrição: Escrever uma história em grupo.
Material: Papel e canetas.
Instruções: Definir um personagem e cenário juntos.

3. Desenho Ilustrativo (Quarta-feira):
Objetivo: Representar graficamente a história criada.
Descrição: Ilustrar um trecho da história.
Material: Lápis de cor e cartolina.
Instruções: Cada aluno desenha e compartilha sua ilustração.

4. Apresentação de Textos (Quinta-feira):
Objetivo: Desenvolver habilidades orais de apresentação.
Descrição: Apresentar a história para a turma.
Material: Texto escrito e ilustrações.
Instruções: Cada grupo apresenta, e os colegas fazem perguntas.

5. Reflexão sobre Entreprestação (Sexta-feira):
Objetivo: Refletir sobre a experiência de leitura e produção.
Descrição: Discutir o que aprenderam com a atividade.
Material: Quadro branco para anotações.
Instruções: Anotar as principais aprendizagens e elaborar uma conclusão.

Discussão em Grupo:

O grupo discutirá como a entreprestação, a leitura e a escrita podem impactar o cotidiano e quais novas ideias surgiram a partir da vivência desta experiência.

Perguntas:

– O que se refere à entreprestação na prática do que fizemos aqui?
– Como a leitura pode ajudar na criação de novas histórias?
– Quais partes mais gostaram de trabalhar juntos?

Avaliação:

Os alunos serão avaliados com base em sua participação nas atividades, na qualidade do texto produzido e na criatividade demonstrada nas ilustrações e apresentações.

Encerramento:

Finalizar a aula ressaltando a importância da entreprestação e como isso se relaciona com outras áreas do conhecimento.

Dicas:

– Use sempre textos que conectem a literatura com a vivência dos alunos.
– Valorize a criatividade e a originalidade de cada aluno em suas produções.
– Esteja aberto a adaptações durante a aula, conforme o andamento e o interesse do grupo.

Texto sobre o tema:

A entreprestação é um conceito essencial que podemos compreender como a prática de troca e mistura de conhecimentos, experiências e sentimentos, principalmente nas atividades pedagógicas. Quando falamos em entreprestação, estamos referindo-nos a um modelo de interação onde diferentes perspectivas são bem-vindas. Assim, o ato de ler e escrever se transforma em um caminho e um destino. A pratica da leitura não consiste apenas em decifrar palavras, mas em criarmos o hábito de imaginar novos mundos, fazer referências e tecer narrativas a partir do que observamos na vida cotidiana.

Com isso, ao introduzir a leitura e produção de textos na sala de aula, o professor tem a chance de guiar os alunos por um percurso onde eles podem encontrar vozes e estilos diversos. Ler é um ato de escuta e, ao mesmo tempo, um processo de criação onde o leitor se torna coautor. Assim, a prática do entreprestação se intensifica, tornando-se uma habilidade que se estica por vários níveis de conhecimento e desenvolvimento, permitindo que os alunos se vejam como parte ativo de um contexto maior.

A produção textual, nesse sentido, é uma extensão dessa prática. Ao escrever, o estudante tem a chance de organizar suas ideias, valorizar sua voz e, sobretudo, compartilhar suas percepções. É um convite à reflexão, à construção de significados e à expressão de opiniões e sentimentos, elementos fundamentais para o desenvolvimento de cada aluno. A sala de aula se torna, portanto, um espaço de contradição e descoberta onde a colaboração e a troca são essenciais para um aprendizado mais significativo.

Desdobramentos do plano:

As possibilidades de desdobramentos deste plano são inúmeras, refletindo a integração do aprendizado da leitura e da escrita em múltiplas disciplinas e contextos. A partir do entendimento sobre a entreprestação, os alunos podem ser encorajados a explorar e criar projetos que abordem não só a literatura, mas diversas áreas do conhecimento, como ciências sociais, geografia e artes, onde a interação entre diferentes saberes enriquece a formação integral dos estudantes. Além disso, ao promover a troca de ideias e a colaboração entre pares, o ambiente escolar torna-se um espaço onde a criatividade e a comunicação se destacam.

Outros desdobramentos podem incluir a realização de um projeto literário mais amplo, onde os alunos podem coletar histórias da comunidade, envolvendo a família e amigos. Essa experiência não apenas enriquece o aprendizado de leitura e escrita, mas também solidifica as relações comunitárias e a importância da cultura local. Assim, as crianças aprenderão a valorizar e transmitir a sabedoria de várias gerações, utilizando a prática da entreprestação como ponto central.

Por fim, as oportunidades de reflexão e correção da escrita também são elementos que podem ser ampliados a partir desse plano. Os alunos podem participar de ateliers de escrita criativa, onde revisar e reescrever seus textos se tornará parte do processo de aprendizado. Dessa forma, a prática da escrita se transforma em um exercício de paciência e autocrítica, promovendo a autonomia e a autoconfiabilidade. Isso contribui diretamente para a formação de futuros leitores e escritores, com uma base sólida para se tornarem comunicadores efetivos no futuro.

Orientações finais sobre o plano:

É vital lembrar que, ao conduzir uma aula sobre leitura e escrita em torno da entreprestação, a flexibilidade é a chave. Os educadores devem estar atentos às dinâmicas que se desenvolvem na sala de aula, adaptando as atividades para atender às diversas necessidades e ritmos dos alunos. Além disso, é importante proporcionar um ambiente seguro onde os estudantes se sintam confortáveis para expressar suas ideias e sentimentos sem medo de julgamento. O aprendizado deve ser visto como uma jornada coletiva, onde todos têm a oportunidade de contribuir e se beneficiar das experiências dos demais.

A interação entre os alunos, o respeito pelas diferentes opiniões e o incentivo à criatividade devem permear todas as atividades propostas. O uso de diferentes mídias e recursos também pode ser explorado para tornar as experiências de leitura e escrita mais dinâmicas. Isso inclui a integração de tecnologia, como vídeos, aplicativos e apresentações digitais, ampliando os horizontes de aprendizado dos alunos e conectando-os com as novas formas de comunicação na era moderna.

Além disso, a avaliação deve ser ampla e considerar tanto os produtos finais quanto o processo criativo e colaborativo. Acompanhar o desenvolvimento do aluno ao longo das atividades e reconhecer os progressos individuais e coletivos é fundamental para a construção de um ambiente realmente inclusivo e estimulante. Estimular a autoavaliação e a reflexão sobre o próprio aprendizado são práticas valiosas que ajudam a moldar estudantes conscientes e críticos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Criar fantoches baseados nos personagens de sua história e encenar uma peça. Objetivo: Trabalhar a interpretação e a oralidade. Materiais: Meia ou papel, canetas e outros itens de artesanato.

2. Caça ao Tesouro Textual: Elaborar pistas que levam a partes de um texto. Objetivo: Criar um senso de equipe e ajudar os alunos a identificar partes de texto. Materiais: Pistas escritas e espaços diversos na escola.

3. Diário de Aventuras: Propôr que os alunos escrevam um diário sobre uma aventura que viveram, incluindo elementos de entreprestação. Objetivo: Encorajá-los a inscrever suas ideias de forma pessoal. Materiais: Cadernos e canetas.

4. Criação de Histórias em Quadrinhos: Os alunos devem criar uma história em quadrinhos baseando-se no conceito de entreprestação. Objetivo: Estimular a criatividade e a narrativa gráfica. Materiais: Folhas em branco e lápis de cor.

5. Aplicativo de Contação de Histórias: Utilizar um aplicativo que permite aos alunos gravarem suas histórias e personagens. Objetivo: Integrar tecnologia e narrativas criativas. Materiais: Tablets ou computadores com o aplicativo instalado.

Este plano de aula foi formulado para ser um guia completo e flexível, permitindo que os educadores adaptem as atividades às necessidades de seus alunos, tornando o processo de aprendizagem sobre entreprestação enriquecedor e prazeroso.

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