“Plano de Aula: Conscientização sobre Autismo no Abril Azul”

Este plano de aula é voltado para a introdução do tema Abril Azul, que aborda a conscientização sobre o autismo. A ideia central é explorar a importância da empatia e do respeito às diferenças, promovendo um ambiente inclusivo e acolhedor para todas as crianças. Por meio de atividades lúdicas que envolvem contação de histórias, artes manuais e trabalho em grupo, os alunos terão a oportunidade de vivenciar e expressar suas ideias e sentimentos sobre a diversidade.

No contexto dessa aula, o uso de uma narrativa acessível e cativante é fundamental para capturar a atenção dos pequenos e facilitar a compreensão do tema. Além disso, as atividades práticas propostas permitirão que os alunos desenvolvam suas habilidades motoras e criativas, ao mesmo tempo em que refletem sobre o significado da inclusão e do respeito às diferenças.

Tema: Abril Azul (conscientização sobre o autismo)
Duração: Uma aula
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a compreensão e a conscientização sobre o autismo por meio de atividades artísticas e de interação que estimulem a empatia e o respeito às diferenças.

Objetivos Específicos:

Realizar a contação da história “Vicente, o Diferente” para introduzir o tema e gerar reflexões.
Refletir sobre a inclusão e a aceitação das diferenças através de atividades lúdicas.
Promover a expressão artística ao criar o símbolo do autismo com as próprias mãos, através de pintura e recorte.
Trabalhar a cooperação e a socialização durante a elaboração de um cartaz coletivo.

Habilidades BNCC:

(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.

Materiais Necessários:

– Livro “Vicente, o Diferente” (ou história similar).
– Papéis em branco e coloridos.
– Tintas nas cores azul e amarelo.
– Pincéis e esponjas.
– Tesouras e cola.
– Cartolina para o cartaz coletivo.
– Canetinhas e lápis de cor.
– Lápis de papel em formato de coração como símbolo do autismo.

Situações Problema:

– Como podemos mostrar que todos são especiais de uma maneira diferente?
– O que significa incluir e respeitar as diferenças?

Contextualização:

Abril é celebrado como o mês de conscientização sobre o autismo, e é fundamental que as crianças entendam a importância de respeitar as diferenças. O autismo é uma condição que afeta a forma como uma pessoa se comunica e interage com o mundo ao seu redor. Ao trabalhar este tema, as crianças podem aprender sobre empatia, inclusão e aceitação, tornando-se cidadãos mais conscientes e respeitosos.

Desenvolvimento:

1. Abertura da Aula: Apresentar o tema “Abril Azul” e sua importância. Perguntar se as crianças conhecem alguém que é diferente e como elas se sentem a respeito.
2. Contação da História: Ler o livro “Vicente, o Diferente”, incentivando as crianças a se envolverem e a comentarem durante a narrativa. Perguntar sobre as emoções sentidas pelos personagens.
3. Pintura do Símbolo do Autismo: Distribuir papéis e tintas. As crianças irão pintar um coração em azul e amarelo, representando o símbolo do autismo. Orientar que é um símbolo que mostra o respeito às diferenças.
4. Cartaz Coletivo: Criar uma “Árvore da Inclusão”. Cada criança irá fazer uma impressão da ponta dos dedos em um papel grande (cartaz coletivo), explicando que cada palmo representa a diversidade.
5. Recorte do Símbolo: Usar os lápis de papel em formato de coração e pedir que as crianças recortem e decorem os corações, que serão colados no cartaz após a atividade.

Atividades sugeridas:

1. Contação da História: O professor lê ou conta a história de “Vicente, o Diferente”. O objetivo é despertara empatia. Dicas: utilizar os personagens de forma expressiva, mudar a voz para cada personagem, ou até dramatizar partes para engajar mais as crianças.
2. Pintura do Símbolo do Autismo: As crianças pintarão corações. O objetivo é refletir sobre a inclusão. Adaptar para alunos que têm dificuldade motora oferecendo pincéis maiores ou esponjas.
3. Criação do Cartaz da Inclusão: Usar impressões de dedos para criar as folhas da árvore. O ensino deve ser sobre como cada um contribui de maneira única. Propor um bate-papo sobre o que cada cor representa.
4. Recorte e Decoração de Corações: Este momento é também uma construção de habilidades motoras. O professor deve prestar atenção às dificuldades que o aluno possa ter com recortes e ajudá-lo individualmente.
5. Revisão e Reflexão: Ao final, conversar sobre a importância do que foi feito e o que significa para cada um ser diferente. Utilizar canetas e lápis para cada um expressar um desejo sobre o respeito à diversidade.

Discussão em Grupo:

Promover uma conversa após as atividades, perguntando:
– O que você aprendeu com Vicente?
– Como podemos ajudar alguém que se sente diferente?
– Por que é importante respeitar as diferenças?

Perguntas:

1. O que faz de cada um de nós seres especiais?
2. Você já conheceu alguém que precisava de ajuda? Como você se sentiu?
3. Qual é a importância de termos um coração azul?

Avaliação:

A avaliação será realizada de forma contínua, observando a participação e o envolvimento das crianças durante a atividade, a expressão de sentimentos e opiniões, além da aplicação prática dos conceitos trabalhados.

Encerramento:

Finalizar a aula com um momento de reflexão e agradecimento. Reforçar a importância do respeito às diferenças e o quanto cada criança é especial. Agradecer pela participação e solicitar que cada um leve uma mensagem de inclusão e respeito para casa.

Dicas:

1. Use linguagem simples e clara para que todas as crianças compreendam.
2. Seja paciente e acolhedor durante a aula, permitindo que todas as vozes sejam ouvidas.
3. Utilize recursos visuais que ajudem a ilustrar os conceitos de forma que todos possam assimilar.
4. Ajuste a execução das atividades de acordo com o perfil e a necessidade da turma, permitindo adaptações se necessário.
5. Estimule as trocas de experiências entre pares, para que aprendam juntos no processo.

Texto sobre o tema:

A conscientização sobre o autismo é de fundamental importância na formação de cidadãos empáticos e respeitosos. O autismo não define uma pessoa, mas complementa sua identidade. Cada indivíduo autista apresenta características e capacidades únicas, e compreendê-las é um passo importante na construção de uma sociedade mais inclusiva. O mês de abril foi escolhido para a conscientização do autismo, associado à cor azul, que simboliza a calma e fará com que refletirmos sobre o respeito às diferenças. Além disso, a inclusão é uma questão de direitos humanos, e, por isso, é detalhando o aspecto social da vivência das pessoas com autismo que se busca promover uma convivência saudável.

As atividades lúdicas, como a contação da história “Vicente, o Diferente”, são fundamentais para que crianças possam se ver no lugar do outro. Ao escutarem sobre as dificuldades e os sucessos de Vicente, elas tendem a desenvolver empatia. O brincar é uma forma poderosa de aprendizado; através dele, as crianças experimentam diferentes emoções, aprendendo a lidar tanto com a frustração quanto com a alegria. Além disso, a pintura do símbolo do autismo e a criação de um cartaz coletivo estimulam a expressão de sentimentos e a criatividade, que são essenciais para o desenvolvimento infantil.

Promover o respeito às diferenças deve ser uma prática constante na Educação Infantil. Essa responsabilidade recai especialmente sobre os educadores, que devem conduzir discussões e atividades que estimulem a aceitação e a inclusão das diversas realidades que coexistem em nosso meio. Ao trabalhar esse tema, os educadores não apenas informam, mas também formam futuros adultos mais sensíveis e conscientes na sua convivência em sociedade, tornando assim a experiência educativa ainda mais significativa e transformadora.

Desdobramentos do plano:

Após a atividade inicial, é possível planejar um projeto maior sobre inclusão, envolvendo outras turmas ou escolas. Isso permitirá a promoção de novas interações e a troca de experiências sobre a consciência do autismo e da inclusão. Além disso, a partir do cartaz coletivo, cada sala pode organizar uma exposição, onde diferentes produções artísticas e textos sobre o tema fiquem em evidência para toda a comunidade escolar. Ao fazer isso, os alunos se sentirão parte de um esforço maior, onde cada um pode contribuir para um mundo mais acolhedor.

Outro desdobramento pode incluir palestras ou atividades com familiares, levando a conscientização sobre o autismo também para o seio familiar. Propor um dia de integração, onde as famílias possam vir à escola para compartilhar vivências e aprender juntas sobre a importância da inclusão, reforça os laços entre a escola e a comunidade. Esse tipo de interação mostra que o aprendizado vai além da sala de aula e tem um papel social mais amplo.

Por fim, considerar um monitoramento contínuo e a aplicação de novas atividades e debates sobre a inclusão ao longo do ano letivo pode contribuir para que essa conscientização não se restrinja apenas ao mês de abril. Cada mês pode trazer um novo aspecto da diversidade, e a abordagem contínua reforçará a formação de crianças não apenas respeitosas, mas ativamente engajadas na construção de um mundo mais inclusivo.

Orientações finais sobre o plano:

Este plano de aula foi elaborado para ser um guia flexível e adaptável. É importante que o educador esteja sempre atento às particularidades da turma, adequando as atividades conforme necessário, visando garantir que todos os alunos possam participar ativamente e se sentir incluídos. A didática deve ser moldada de acordo com as respostas e interações dos alunos, promovendo sempre um ambiente de apoio e acolhimento.

Além disso, o envolvimento da família é essencial. Sugerir que os pais se engajem em atividades semelhantes em casa pode reforçar o aprendizado e a consciência sobre o respeito às diferenças. Criar um espaço seguro e acolhedor onde todos possam expressar suas opiniões, sentimentos e experiências contribuirá para que os temas discutidos sejam internalizados e, assim, possam se manifestar positivamente nas ações das crianças.

Por fim, a reflexão após a atividade é uma ferramenta poderosa. Propor que as crianças compartilhem o que sentiram e aprenderam deve ser uma prática comum dentro do espaço escolar, pois esse feedback não só enriquece a experiência educativa como também proporciona um senso de comunidade e pertencimento, onde cada voz é valorizada e possui um papel central na formação mútua.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: As crianças podem criar fantoches que representem diferentes personagens que abordam o tema da inclusão. O professor pode guiar a criação de histórias onde cada fantoche possui algo que o torna único, assim como no autismo. Os materiais necessários incluem meias, feltro, papel colorido e canetas. O objetivo é estimular a criatividade e as habilidades motoras das crianças.

2. Caça ao Tesouro Inclusivo: Criar uma caça ao tesouro onde as pistas falem sobre diferenças e inclusão. As crianças devem trabalhar em duplas ou em pequenos grupos, aprendendo a cooperar e respeitar as sugestões uns dos outros. Para isso, serão necessárias pistas escritas e pequenos “tesouros” simbólicos que podem ser colocados em diferentes locais. O objetivo é promover a interação e a construção de um ambiente colaborativo.

3. Histórias em Quadrinhos: As crianças podem desenhar tirinhas sobre o respeito às diferenças. Cada criança pode criar uma página com um quadrinho, o que favorecerá a expressão e a criatividade, ao mesmo tempo em que elas contam histórias de aceitação. Materiais necessários incluem lápis, canetas coloridas e papel em branco. O foco é estimular a imaginação e a comunicação.

4. Brincadeiras Coletivas: Atividades como “o que mudou” onde as crianças devem observar diferentes detalhes em jogos ou brinquedos para se lembrar de diversos pontos de vista. Utilizar um jogo simples, que respeite a inclusão, ajudará a promover a participação de todos e a garantir que todos possam no final expressar uma sensação de pertencimento à atividade. O objetivo é trabalhar a observação e o respeito às diferentes limitações que cada um possa ter.

5. Canto do Coração Azul: Criar um espaço na sala de aula onde as crianças podem expressar o que sentem em relação às diferenças, escrevendo mensagens ou desenhando algo que represente a empatia. Utilizar um papel azul em forma de coração para que cada mensagem ou desenho seja colado nessa área. O objetivo é trabalhar a expressão de sentimentos e a visibilidade do respeito à inclusão.

Essas sugestões visam diversificar as atividades, respeitando a individualidade de cada criança e favorecendo o desenvolvimento de habilidades importantes para uma convivência harmônica e respeitosa.


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