“Plano de Aula: Consciência Negra para Bebês de 1 a 2 Anos”

A proposta deste plano de aula é promover a consciência negra de forma lúdica e interativa, utilizando atividades que estimulem o desenvolvimento integral das crianças na faixa etária de 1 a 2 anos. As experiências sensoriais e emocionais são essenciais nesta fase, e o trabalho sobre a consciência racial será abordado por meio de jogos, músicas e histórias que representem a cultura negra, sempre respeitando o contexto e a curiosidade natural dos bebês. A introdução de elementos culturais desde cedo faz parte do processo de formação da identidade, e é importante que eles sintam-se parte de uma sociedade plural e rica.

Este plano apresenta atividades que visam a interação entre os bebês e a exploração de suas identidades, propiciando experiências positivas em relação à diversidade. A intenção é criar um ambiente acolhedor onde os pequenos possam expressar suas emoções, interagir com novas referências culturais e desenvolver suas habilidades motoras e comunicativas, ao mesmo tempo em que se familiarizam com a temática da consciência negra de forma natural e divertida.

Tema: Consciência Negra
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 1 a 2 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a consciência negra nos bebês, apresentando-os a referências culturais afro-brasileiras, por meio de atividades lúdicas que estimulem a percepção das emoções e interações sociais.

Objetivos Específicos:

– Promover o reconhecimento da diversidade cultural por meio de músicas e brincadeiras.
– Estimular a comunicação e a interação entre as crianças e adultos.
– Proporcionar experiências sensoriais que explorem diferentes sons, cores e movimentos que remetam à cultura negra.
– Incentivar a movimentação corporal por meio de imitações e danças.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
(EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

Materiais Necessários:

– Brinquedos coloridos e texturizados.
– Instrumentos de percussão (chocalhos, tambores pequenos).
– Livros ilustrados com imagens de personagens e culturas afro-brasileiras.
– Fitas coloridas ou lenços para as atividades de dança.
– Materiais para pintura, como tintas não tóxicas e pincéis.

Situações Problema:

Como ajudar os bebês a reconhecer e valorizar a diversidade cultural desde cedo? Como tornar as atividades de interação e exploração mais enriquecedoras para essa faixa etária, promovendo a consciência negra?

Contextualização:

A consciência negra deve ser abordada desde os primeiros anos de vida, pois a formação da identidade e a percepção da diversidade começam a se estabelecer na infância. A proposta das atividades lúdicas é fazer com que os bebês sintam-se parte de uma sociedade plural, despertando a curiosidade através da exploração sensorial e do brincar. Por meio de gestos, sons e movimentos, as crianças irão, de maneira espontânea, relacionar suas experiências com o que está sendo apresentado na aula, promovendo uma vivência rica ao compartilhar essas referências culturais.

Desenvolvimento:

A atividade será dividida em momentos de interação, exploração e reflexão. Os educadores deverão estar atentos às reações e interesses dos bebês, oferecendo suporte e mediação durante todo o processo. É essencial que as atividades sejam realizadas em um ambiente seguro e acolhedor, onde os bebês possam explorar os materiais livremente e expressar suas emoções e sensações plenamente.

Atividades sugeridas:

1. Exploração dos Sons:
Objetivo: Estimular a percepção auditiva e a interação com os sons.
Descrição: Propor que as crianças explorem instrumentos de percussão. Apresente um tambor e chocalhos, incentivando-as a fazer sons juntos.
Instruções Práticas: Sente-se em roda com os bebês, passando os instrumentos e ensinando a importância de tocar em conjunto.

2. Dança das Cores:
Objetivo: Incentivar a movimentação corporal e a expressividade.
Descrição: Apresente fitas ou lenços coloridos e inicie uma dança com músicas que falem sobre a diversidade cultural.
Instruções Práticas: Mostre como agitar e movimentar as fitas ao som da música, convidando os bebês a fazer o mesmo.

3. História com Imagens:
Objetivo: Despertar o interesse pela leitura e familiarizar os bebês com referências culturais.
Descrição: Leia um livro ilustrado que conte sobre personagens ou lendas da cultura afro-brasileira.
Instruções Práticas: Durante a leitura, aponte para as ilustrações e encoraje os bebês a tocarem nas imagens.

4. Atividade de Pintura:
Objetivo: Trabalhar a expressão artística e manipulação de materiais.
Descrição: Propor uma pintura livre usando cores que remetam à cultura afro-brasileira.
Instruções Práticas: Forneça tintas e pinceis, permitindo que cada criança crie sua própria obra de arte.

5. Roda de Conversa:
Objetivo: Estimular a comunicação e a interação social.
Descrição: Após as atividades, faça uma roda de conversa onde os bebês podem imitar sons e movimentos que aprenderam.
Instruções Práticas: Utilize a linguagem não-verbal e gestos para incentivar as crianças a se comunicarem e expressarem o que vivenciaram.

Discussão em Grupo:

Nessa etapa, o educador pode fazer perguntas sobre as atividades realizadas, buscando ouvir o que os bebês aprenderam e sentem. Sugira que cada um imite algum som que fez ou uma dança que aprendeu. A interação nesse momento é fundamental para fortalecer a comunicação e a autoreflexão.

Perguntas:

– O que você mais gostou de fazer hoje?
– Que sons você fez com os instrumentos?
– Como você se sentiu durante a dança?
– O que você viu no livro que mais chamou sua atenção?

Avaliação:

A avaliação será baseada na observação da participação e envolvimento dos bebês nas atividades. O educador deverá analisar como as crianças interagem com os materiais e entre si, além de perceber as expressões faciais e corporais que indicam interesse e compreensão das propostas.

Encerramento:

Para finalizar a atividade, reúna todos em roda e destaque os momentos mais divertidos e significativos do dia. Agradeça aos bebês por sua participação, reforçando a importância de aprender sobre a diversidade. Pode-se também cantar uma canção que represente a cultura em questão, criando um fechamento lúdico e alegre.

Dicas:

– Estimule a interação entre as crianças e os adultos ao longo das atividades para fortalecer o vínculo afetivo.
– Utilize um ambiente acolhedor que permita a livre circulação e exploração dos materiais.
– Esteja atento às reações e preferências dos bebês, adaptando as atividades conforme a necessidade do grupo.

Texto sobre o tema:

A consciência negra é um conceito que busca promover a valorização da cultura afro-brasileira e de suas contribuições para a sociedade. No contexto educacional, é fundamental que essa conscientização seja iniciada desde a infância, já que a formação da identidade e a percepção da diversidade acontecem nesse período crucial. Ao apresentar elementos da cultura negra de maneira lúdica e acessível, os educadores têm a oportunidade de fortalecer a autoestima das crianças, além de desenvolver o respeito e a valorização das diferenças.

As crianças pequenas estão em uma fase de exploração, onde tudo é novo e instigante. Por meio de músicas, histórias e brincadeiras que representem a cultura negra, elas podem não apenas reconhecer, mas vivenciar a diversidade presente ao seu redor. É importante que as instituições de ensino se tornem ambientes inclusivos que incentivem as aprendizagens em relação à diversidade, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e conscientes.

Além disso, a aplicação de atividades lúdicas que exploram a percepção sensorial das crianças, como sons, cores, movimentos, e a comunicação por gestos e balbucios, é fundamental para que os bebês se sintam à vontade para expressar suas emoções e se relacionar com os outros. Essa abordagem sensorial possibilita um aprendizado mais significativo, que ficará marcado na memória afetiva e cultural das crianças, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.

Desdobramentos do plano:

A proposta é que, ao longo da semana, o tema da consciência negra continue sendo abordado por meio de outras atividades nas quais os bebês possam explorar e vivenciar a cultura afro-brasileira. É relevante que outras práticas educativas, como a leitura de novas histórias, sejam incorporadas, refletindo a diversidade cultural em outros contextos. Além disso, os educadores podem promover a interação com a comunidade, envolvendo as famílias nesse processo, e assim ampliando as experiências das crianças.

A continuidade deste trabalho poderá incluir a organização de um evento cultural, onde as famílias possam participar e compartilhar um pouco da cultura afro-brasileira. Assim, haverá um incentivo maior para que as crianças se sintam protagonistas no reconhecimento de sua identidade. Quanto mais exposições elas tiverem a essa rica cultura, mais se sentirão confortáveis em dialogar e expressar suas emoções em relação a questões étnicas.

Essas ações têm o potencial de criar um ciclo contínuo de aprendizado e valorização, onde as crianças não apenas estudam sobre a diversidade, mas também a vivenciam em seu cotidiano. Ao juntar cultura, atividade lúdica e interação, estamos criando um espaço de aprendizado que é enriquecedor e essencial para a formação de uma sociedade mais raciocinadora e justa.

Orientações finais sobre o plano:

Estar atento ao desenvolvimento dos bebês durante as atividades é fundamental para o sucesso do plano. Os educadores devem observar não apenas as reações e interações, mas também a maneira como cada criança responde aos estímulos propostos, adaptando as sugestões conforme necessário. O suporte emocional é essencial nesse contexto, pois os bebês precisam sentir-se seguros para explorar e aprender.

Incentivar o diálogo entre as crianças e os adultos pode ampliar as formas de expressão e comunicação, contribuindo para a construção de vínculos e da própria identidade de cada um. O aprendizado deve ser uma experiência prazerosa e significativa, onde a consciência negra é abordada de forma leve, respeitosa e inclusiva.

Por fim, a implementação deste plano de aula deve servir como uma oportunidade de reflexão, não apenas sobre a consciência negra, mas sobre a importância da diversidade cultural na formação humana. Ao introduzir temas tão ricos desde cedo, estamos preparando as crianças para serem cidadãos conscientes e engajados em uma sociedade pluricultural.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Atividade de Sons com Instrumentos:
Para a faixa etária de 1 a 2 anos, essa atividade deve ser conduzida em grupos pequenos, onde podem explorar sons com tambores e chocalhos. Os bebés devem sentar-se em círculo, e o educador pode tocar um instrumento para apresentar os sons, estimulando a imitação. A ideia é usar a música de artistas negros para ressoar a cultura e engajar os pequenos.

2. Dança e Movimento com Música:
Utilizando sons e ritmos africanos, os educadores podem convidar os bebés para dançar com fitas coloridas. A atividade deve ser simples, estimulando movimentos básicos e festas no chão, promovendo alegria e expressão corporal. É uma maneira divertida de conectar os pequenos com a cultura afro-brasileira.

3. História interativa com Elementos Visuais:
Para essa idade, livros ilustrados devem ser usados de forma divertida e interativa. A ideia é que a leitura seja acompanhada por sons de onomatopeias, gestos miméticos e troca de olhares. Isso torna o entendimento mais prazeroso e feliz, mesmo que os textos sejam simples.

4. Atelier de Artes com Cores:
A proposta é criar um espaço onde os bebés podem experimentar tintas. As cores devem ser pensadas dentro do contexto da cultura negra, com orientações para que explorem a textura e os tons. Essa explorarção pode ser divertidamente acompanhada de músicas em segundo plano, que reflitam a diversidade.

5. Exploração do Corpo e Movimento em Grupo:
A proposta é criar uma atividade onde através de jogos de imitação, os bebés possam mexer as partes do corpo enquanto ouvem histórias sobre a diversidade. Eles podem, por exemplo, imitar animais ou dançar músicas que falem sobre a cultura negra, promovendo o movimento e a socialização.

Essas sugestões são dinâmicas e devem ser adaptadas ao nível de interesse e desenvolvimento dos bebês, tendo sempre em mente o objetivo de explorar a cultura negra de maneira envolvente e alegre.


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