Plano de Aula: Consciência Negra (Educação Infantil) – 0 a 1 ano e 6 meses
Esta proposta de plano de aula tem como foco a consciência negra aplicada à Educação Infantil, especificamente para bebês com idades entre zero e um ano e seis meses. A ideia é promover uma experiência rica e significativa, ensinando valores de diversidade, identidade cultural e respeito desde os primeiros anos de vida. O plano será desenvolvido de forma a respeitar os limites e as características desta faixa etária, utilizando atividades lúdicas que favoreçam a interação, o reconhecimento do corpo e a comunicação.
Neste contexto, o plano de aula deve ser estruturado com uma variedade de atividades que estimulem a percepção do bebê em relação ao seu corpo e ao espaço ao seu redor. Essas experiências não apenas introduzem o tema da consciência negra, mas também favorecem as interações sociais e o cuidado com o próprio corpo. É fundamental que o educador esteja atento para criar um ambiente acolhedor e seguro, onde as crianças se sintam à vontade para explorar e se expressar.
Tema: Consciência Negra
Duração: 5 dias
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses
Objetivo Geral:
O objetivo geral deste plano de aula é promover a consciência negra nas crianças pequenas, utilizando atividades que incentivem a exploração, a interação e a expressão corporal, proporcionando um ambiente rico em diversidade.
Objetivos Específicos:
– Estimular a interação entre as crianças e os adultos, promovendo o reconhecimento de suas identidades.
– Fomentar a comunicação através de gestos e expressões, permitindo que as crianças expressam suas emoções.
– Proporcionar experiências sensoriais que ajudem na percepção do próprio corpo e suas habilidades.
– Criar um ambiente de aprendizado que valorize as características culturais e étnicas presentes nas relações sociais.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
– (EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
– (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
– (EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
– (EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
– (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
Materiais Necessários:
– Brinquedos de diferentes texturas e cores
– Instrumentos musicais simples (como tambores, chocalhos)
– Materiais artísticos (tintas, papeis em cores variadas)
– Livros de figuras que representem a diversidade cultural
– Colchonetes ou superfícies macias para as atividades de movimento
Situações Problema:
Como as crianças percebem e interagem com as suas identidades e a diversidade ao seu redor? De que forma as atividades propostas podem ajudar na referência do conhecimento e do respeito à consciência negra?
Contextualização:
Abordar a consciência negra é fundamental desde a primeira infância, considerando que os bebês estão em um constante processo de descobrimento. A introdução de atividades que exploram a diversidade cultural traz aprendizados essenciais sobre respeito e empatia. Através de brincadeiras e interações, as crianças serão convidadas a reconhecer as diferenças e semelhanças entre si e o que as cerca.
Desenvolvimento:
Durante cinco dias, as atividades devem ser pautadas na exploração e na interação. Cada dia terá um foco diferente, sempre relacionado à consciência negra e suas representações.
Atividades sugeridas:
Dia 1: Reconhecimento do Corpo
Objetivo: Propiciar que os bebês reconheçam seu corpo através de brincadeiras.
Descrição: Os educadores poderão utilizar objetos e espelhos. As crianças serão colocadas diante de um espelho grande onde poderão observar seus reflexos. Além disso, podem jogar com diferentes texturas e tamanhos, como almofadas e brinquedos macios.
Instruções: Facilitar a observação e o toque, estimulando que as crianças expressem suas sensações (risadas, gestos).
Materiais: Espelho, objetos de diferentes texturas.
Dia 2: Sons e Movimento
Objetivo: Explorar sons e movimentos relacionados à identidade cultural.
Descrição: Usar instrumentos musicais e estimular os bebês a mexer e expressar suas emoções. Pode-se criar uma roda de músicas de diferentes culturas.
Instruções: Mostrar como tocar o instrumento, incentivando a imitação e a repetição.
Materiais: Instrumentos (tambores, chocalhos), músicas.
Dia 3: Diversidade nas Cores
Objetivo: Introduzir a diversidade através das cores na pintura.
Descrição: Dedos e tintas podem ser utilizados para criar imagens coloridas representando a riqueza das diferentes culturas.
Instruções: Os bebês devem ser auxiliados a usar as mãos para fazer as pinturas, explorando cores e texturas.
Materiais: Tintas não tóxicas, folhas de papel.
Dia 4: Histórias e Imagens
Objetivo: Contar histórias que tratem de diversidade e inclusão.
Descrição: Utilizar livros ilustrados que retratem personagens de diferentes etnias e culturas.
Instruções: Ler em voz alta, mostrando as ilustrações e fazendo perguntas simples sobre o que estão vendo.
Materiais: Livros ilustrados.
Dia 5: Celebração da Diversidade
Objetivo: Promover a socialização e a expressão cultural.
Descrição: Organizar uma pequena festa com músicas e danças de diferentes culturas.
Instruções: Estimular os bebês a interagirem, fazendo movimentos e explorando as músicas.
Materiais: Música e snacks apropriados.
Discussão em Grupo:
Estimular a participação dos responsáveis e educadores sobre a importância da diversidade e da consciência negra. Quais experiências positivas são vivenciadas diariamente que demonstram a amorosidade e o respeito entre as diferentes culturas?
Perguntas:
– O que você viu no espelho?
– Como você se sentiu ao tocar o instrumento?
– Quais cores você gostou de usar?
– Você pode me mostrar o que a história falou?
– Que música você gostou de dançar?
Avaliação:
A avaliação será contínua e observacional, com o intuito de observar como os bebês se envolvem nas atividades propostas, suas reações e a sua capacidade de interagir com os educadores e entre si. Cada evidência poderá ser documentada através de fotos e relatos.
Encerramento:
O encerramento deve ser um momento de reflexão, onde crianças e educadores compartilham suas experiências vividas durante a semana, reforçando a importância da consciência negra e do respeito pela diversidade.
Dicas:
– Esteja sempre atento às respostas e reações das crianças, adaptando as atividades conforme necessário.
– Mantenha um ambiente seguro e acolhedor, onde os bebês se sintam incentivados a explorar sem medos.
– Utilize músicas e histórias que sejam representativas e inclusivas.
Texto sobre o tema:
A consciência negra se refere ao reconhecimento e à valorização da cultura e da história afro-brasileira e sua contribuição para a formação da sociedade. Essa conscientização deve ser iniciada desde os primeiros anos de vida, pois é na infância que as bases para o respeito às diferenças e a promoção da diversidade são estabelecidas. A cultura afro-brasileira é rica em costumes, tradições e expressões artísticas que ajudam a formar uma identidade múltipla, onde crianças de todas as etnias aprendem a conviver e a respeitar as diferenças.
A educação infantil desempenha um papel essencial no desenvolvimento da consciência negra, pois as crianças precisam se entender como parte de uma sociedade plural. Ao abordar a consciência negra por meio de atividades que incentivam o movimento, a expressão e a comunicação, a educação ajuda os menores a perceberem não apenas sua individualidade, mas também a beleza da diversidade que os rodeia. Eventos e celebrações que resgatam a cultura afro podem ser uma excelente oportunidade para as crianças vivenciarem essa multiculturalidade.
Em suma, promover a consciência negra através da educação infantil é um investimento no futuro de uma sociedade mais tolerante e inclusiva. A história e as heranças africanas na trajetória brasileira não devem ser esquecidas, mas celebradas por todos os cidadãos. É através desse reconhecimento que formas mais justas de convivência podem emergir, e as crianças têm um papel ativo nessa mudança! Ao despertar o respeito e a empatia nas primeiras idades, preparamos as gerações futuras para um mundo mais humano e solidário.
Desdobramentos do plano:
Os desdobramentos deste plano de aula podem se entender para além da sala de aula, envolvendo os familiares e a comunidade escolar. É essencial que as atividades propostas não apenas sejam vistas como um momento de intrínseca interação infantil, mas também como uma maneira de sensibilizar os pais e cuidadores a importância da consciência negra na formação de uma criança. Além disso, promover eventos culturais que celebrem as influências africanas pode enraizar um compromisso coletivo por uma educação inclusiva, desde os primeiros anos.
O impacto deste plano pode ser concretizado em pequenos encontros ou celebrações, onde a cultura afro-brasileira é a protagonista, com a participação de familiares que trazem suas próprias histórias e vivências. Essa troca é valiosa e pode reforçar o aprendizado das crianças sobre suas raízes e a diversidade cultural presente em nossa sociedade. Por fim, esse aprendizado não precisa parar após essa semana de atividades. Ele deve ser contínuo, promovendo iniciativas que incorporem a diversidade no cotidiano escolar e nas relações sociais.
É importante ressaltar que a promoção da consciência negra e da diversidade não é responsabilidade apenas dos educadores, mas sim de todos que atuam na formação dos cidadãos do futuro, incluindo a família e a comunidade. Essas relações são fundamentais para criar um ambiente onde o respeito e a apreciação pela diversidade sejam valorizados a cada dia, tornando-se parte do cotidiano das crianças, e reverberando numa sociedade mais justa e igualitária.
Orientações finais sobre o plano:
É crucial que o educador permaneça atento às necessidades e ritmos dos bebês, promovendo um espaço de aprendizado seguro e agradável. Cada atividade deve ser moldada de acordo com a resposta e o interesse das crianças, sendo este um ponto chave para o sucesso do plano. Além disso, a inclusão da família é uma ferramenta poderosa para garantir que a consciência negra permeie a vida diária das crianças, tornando-se um tema recorrente que pode ser discutido em casa, nas interações e nos vínculos sociais.
Finalmente, o plano de aula deve ser revisado e ajustado conforme necessário, considerando sempre a dinâmica do grupo e as particularidades de cada criança. O desenvolvimento da consciência negra é um processo contínuo que deve ser alimentado em espaços diversos, e a educação infantil é o primeiro passo nessa formação social e cultural. Portanto, fique à vontade para explorar novas ideias e caminhos que podem enriquecer ainda mais a experiência das crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1: “A Roda da Diversidade”
Objetivo: Celebrar as diferentes culturas através de uma roda de histórias e cantos.
Materiais: Instrumentos musicais simples, objetos que representem diversas culturas.
Execução: Organização de um círculo onde cada criança tem a oportunidade de compartilhar uma música ou uma história familiar. Essa experiência de compartilhar enfoca a igualdade e a inclusão.
Sugestão 2: “Festival das Cores”
Objetivo: Explorar cores e texturas culturais por meio da pintura.
Materiais: Tintas, esponjas e papel.
Execução: As crianças podem utilizar esponjas para embeber as tintas e criar obras que representam o que aprenderam sobre diferentes culturas.
Sugestão 3: “Música do Mundo”
Objetivo: Envolver os bebês em ritmos e danças de diversas culturas.
Materiais: Variedades de músicas folclóricas.
Execução: Organização de momentos de dança onde o educador orienta os movimentos, relacionando o contexto cultural da música ao corpo.
Sugestão 4: “Caça aos Sons”
Objetivo: Reconhecer e reproduzir sons de diferentes objetos.
Materiais: Caixas com objetos sonoros variados.
Execução: As crianças devem explorar ruídos e identificar os sons produzidos, conectando-os à prática de diferentes culturas.
Sugestão 5: “Teatro de Sombras”
Objetivo: Representar histórias e tradições por meio de fantoches.
Materiais: Um lençol, lanterna e fantoches.
Execução: Utilizando luz e sombras, os bebês podem participar na contação de histórias, reforçando o entendimento e a aceitação dos diferentes contos culturais.
Essas atividades podem ser adaptadas para atender as particularidades dos alunos, sempre com sensibilidade e respeito pelas características únicas de cada criança.

