Plano de Aula: Concordância Verbal e Nominal (Ensino Médio) – 1º Ano
A concordância verbal e nominal é uma das questões centrais da gramática da língua portuguesa. Este plano de aula destina-se ao 1º ano do Ensino Médio, com a intenção de aprofundar a compreensão dos alunos sobre as regras e aplicações da concordância. Durante a aula, os estudantes irão explorar tanto o aspecto gramatical, que envolve a estrutura das frases, quanto suas implicações no uso cotidiano da língua. O universo da concordância vai além da simples regência; ele está entrelaçado com a comunicação clara e precisa, essencial na formação de um discurso coerente.
Neste contexto, a prática da concordância é crucial para o desenvolvimento de habilidades de escrita e interpretação. Os alunos terão a oportunidade de refletir sobre a importância da concordância na construção do sentido nas frases e textos, identificando erros comuns e entendendo como corrigir esses desvios. Isso não apenas melhora suas capacidades linguísticas, mas também os prepara para um uso mais consciente da língua em diversas situações sociais e acadêmicas.
Tema: Concordância Verbal e Nominal
Duração: 15 minutos
Etapa: Ensino Médio
Sub-etapa: 1º Ano do Médio
Faixa Etária: 15 anos
Objetivo Geral:
Promover o entendimento e a aplicação correta das regras de concordância verbal e nominal na língua portuguesa, estimulando a produção textual coesa e clara.
Objetivos Específicos:
1. Identificar as regras que regem a concordância verbal e nominal.
2. Analisar exemplos de concordância em frases e textos.
3. Produzir frases utilizando corretamente as normas de concordância.
4. Refletir sobre a importância da concordância na comunicação eficaz.
Habilidades BNCC:
– EM13LP08: Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
Materiais Necessários:
1. Quadro e giz ou marcador.
2. Cópias de textos com erros de concordância para análise.
3. Folhas em branco para anotações.
4. Projetor (opcional).
Situações Problema:
– Por que a frase “A gente foi embora” é considerada errada em contextos formais?
– Como diferentes regiões do Brasil aplicam as regras de concordância de maneira distinta?
Contextualização:
A concordância, tanto verbal quanto nominal, é uma característica fundamental da língua portuguesa. Enquanto a concordância verbal refere-se à relação entre o sujeito e o verbo em uma frase, a concordância nominal diz respeito à relação entre os substantivos e seus modificadores. O domínio dessas regras é essencial para evitar ambiguidades e mal-entendidos na comunicação.
Desenvolvimento:
1. Inicie a aula revisando rapidamente o conceito de concordância, apresentando exemplos práticos no quadro.
2. Divida a sala em grupos e entregue cópias de textos que contenham erros de concordância.
3. Peça aos alunos que identifiquem os erros e expliquem as correções necessárias.
4. Após a discussão em grupo, convide os alunos a compartilharem suas descobertas e as correções que fizeram.
5. Conclua a parte teórica com um resumo das principais regras de concordância verbal e nominal.
Atividades sugeridas:
Atividade 1: Identificação de erros na concordância
– Objetivo: Identificar e corrigir erros de concordância em frases.
– Descrição: Os alunos receberão frases e devem marcar os erros e reescrevê-las corretamente.
– Materiais: Impresso com frases erradas.
Atividade 2: Produção de frases
– Objetivo: Criar frases que aplicam as regras de concordância corretamente.
– Descrição: Os alunos devem formar frases com suas próprias necessidades comunicativas, utilizando as regras aprendidas.
– Materiais: Folhas em branco e canetas.
Atividade 3: Debate sobre a importância da concordância
– Objetivo: Refletir sobre como a concordância afeta a clareza da comunicação.
– Descrição: Em grupos, discutir e apresentar os impactos da concordância na comunicação escrita e oral.
– Materiais: Quadro para anotações das discussões.
Discussão em Grupo:
Promover uma conversa em sala de aula onde os alunos compartilhem suas experiências sobre erros comuns que já cometeram em relação à concordância e como isso afetou sua comunicação.
Perguntas:
1. O que é concordância verbal e como ela difere da concordância nominal?
2. Quais são os erros mais comuns que você encontrou na concordância?
3. Como a concordância impacta a interpretação de um texto?
Avaliação:
A avaliação será feita por meio da observação das atividades de identificação e correção dos textos, bem como da participação nos debates e a produção de frases. O professor poderá aplicar um pequeno teste ao final da semana, cobrindo as regras de concordância discutidas.
Encerramento:
Para encerrar, faça um resumo das principais regras de concordância verificadas durante a aula, destacando a aplicabilidade no dia a dia. Encoraje os alunos a revisarem seus textos e falas, observando a concordância para melhorar suas comunicações.
Dicas:
– Utilize exemplos de notícias, artigos ou diálogos de séries e filmes para ilustração.
– Incentive os alunos a se ajudarem mutuamente durante as atividades em grupo.
– Realize jogos de palavras que envolvam a correção de frases.
Texto sobre o tema:
A concordância verbal e nominal é uma parte essencial da gramática da língua portuguesa. A concordância verbal refere-se às regras que determinam como os verbos devem se comportar em relação aos sujeitos que os acompanham. Por exemplo, numa frase como “Os alunos estudam,” o verbo “estudam” concorda em número com o sujeito “alunos.” Já a concordância nominal aborda como os substantivos e os adjetivos se relacionam. Um exemplo claro é a frase “As meninas altas,” onde o adjetivo “altas” concorda em gênero e número com “meninas.”
A prática e o entendimento da concordância são fundamentais não só para a comunicação escrita, mas também para a fala cotidiana. Um erro de concordância pode levar à confusão ou à interpretação errônea do que se deseja expressar. Em um mundo onde a comunicação é predominante em diferentes formatos — desde conversas informais até textos acadêmicos ou publicitários — a clareza é essencial. Portanto, conhecer e aplicar as regras de concordância é primordial para quem deseja se expressar com eficácia.
A reflexividade sobre as próprias produções linguísticas deve ser parte do aprendizado contínuo do aluno. Assim, ao dominarem as regras de concordância, os estudantes não só se sentem mais confiantes na utilização da língua, mas também se tornam críticos e mais aptos a analisar textos de diversas naturezas. A capacidade de identificar erros e de fazer correções é uma habilidade que transcende a gramática, implicando um sensível entendimento da própria língua e da comunicação como um todo.
Desdobramentos do plano:
Ao abordar a concordância verbal e nominal, é possível desdobrar o aprendizado para outras áreas relacionadas. Por exemplo, também é interessante discutir a relação entre a concordância e as normas de escrita e fala em diferentes contextos sociais. Com isso, o aluno compreenderá que embora algumas variações regionais possam ser aceitas, o domínio da norma padrão é importante para a comunicação em ambientes formais.
Além disso, a prática de escrita de diferentes gêneros textuais pode ser um desdobramento valioso. Os alunos podem ser desafiados a produzir crônicas, contos ou cartas formais, sempre realizando uma revisão cuidadosa quanto à concordância. Essa prática não só melhora a fluência textual como desenvolve um olhar crítico acerca do próprio trabalho, preparando-os para futuras produções acadêmicas e profissionais.
Outro desdobramento pode ser a investigação sobre a influência de fatores culturais e sociais na aplicação das regras de concordância. Essas discussões promovem uma reflexão sobre a diversidade linguística e as normas em contextos regionais, e fortalecem o respeito pelas variações linguísticas existentes no Brasil. Desta forma, os alunos não apenas exercitam sua habilidade gramatical, mas também se tornam mais conscientes das implicações sociais da linguagem.
Orientações finais sobre o plano:
É importante que o professor esteja preparado para adaptar sua abordagem durante a aula, uma vez que os alunos podem ter diferentes níveis de conhecimento prévio sobre a matéria. Com isso, espera-se que o professor utilize uma linguagem acessível e crie um ambiente acolhedor, onde os alunos se sintam à vontade para expressar suas dúvidas e meter-se nas atividades propostas.
Além disso, a aplicação de métodos variados de ensino, como debates, atividades em grupo e a utilização de recursos visuais e escritos, pode facilitar a compreensão do conteúdo abordado. A diversidade nas práticas pedagógicas é um diferencial importante que pode motivar os alunos a se engajarem mais no aprendizado.
Por fim, o feedback constante durante o processo de aprendizagem é essencial. O professor deve estar atento às dificuldades apresentadas pelos alunos e pronto para realizar intervenções que possam garantir que todos consigam compreender as nuances da concordância verbal e nominal. O ensino da língua portuguesa não se resume apenas às normas, mas deve estar atrelado à vivência e à prática diária dos alunos em seu uso real.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Bingo da Concordância: Criar um bingo onde as cartelas tenham frases e os alunos marquem aquelas que estão corretas de acordo com as regras de concordância.
2. Corrida das Concordâncias: Formar equipes e criar um jogo similar ao “gincana”, onde cada atividade envolve a identificação e correção de erros de concordância.
3. Teatro da Concordância: Os alunos podem criar pequenas cenas ou diálogos em que precisam empregar corretamente as regras de concordância, apresentando para a turma.
4. Quiz Interativo: Criar um quiz em forma de aplicativo, onde os alunos precisam responder questões sobre concordância em um formato de competição.
5. Jogo de Cartões: Criar cartões com frases na forma errada e correta, e os alunos devem escolher e justificar a escolha da frase correta, promovendo a discussão sobre a concordância.
Essas atividades lúdicas promovem um ambiente descontraído, onde os alunos podem aprender e revisar as normas de concordância de forma divertida e interativa. Isso ajuda a fixar o conteúdo e a desenvolver habilidades de raciocínio crítico.
Com este plano de aula, espera-se que os alunos do 1º ano do Ensino Médio desenvolvam uma sólida compreensão sobre a concordância verbal e nominal, preparando-os tanto para a escrita quanto para a interpretação de textos, melhorando suas habilidades comunicativas em diversas situações.

