“Plano de Aula: Combate à Violência contra a Mulher na Educação Infantil”
A proposta deste plano de aula é abordar o tema do combate à violência contra a mulher de forma sensível e acessível para os bebês de 0 a 12 meses na Educação Infantil. É essencial que a abordagem seja adaptada à compreensão e à vivência desses pequenos, considerando suas experiências de vida e a importância de criar um ambiente acolhedor e seguro. Neste contexto, o plano de aula busca promover a integração social e o desenvolvimento emocional dos bebês, através de interações saudáveis e respeitosas.
Através de jogos, músicas e atividades lúdicas, os educadores poderão proporcionar um aprendizado que fomente a empatia, o respeito às diferenças e a valorização das relações positivas entre as pessoas. A intenção é que, mesmo em uma fase tão inicial do desenvolvimento, as crianças possam absorver e praticar comportamentos que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa, onde a violência contra a mulher não tenha espaço.
Tema: Combate à violência contra a mulher
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 12 meses
Objetivo Geral:
Promover o respeito mútuo e a valorização do outro, introduzindo noções de empatia e afeto entre os bebês, visando a formação de relacionamentos saudáveis e respeitosos desde a infância.
Objetivos Específicos:
– Estimular as expressões de afeto e o reconhecimento de emoções através de brincadeiras.
– Desenvolver a percepção de que as ações têm efeitos nas relações com os outros.
– Fomentar a escuta atenta e a interação entre os bebês, respeitando suas individualidades.
– Promover o movimento e a exploração do corpo em atividades lúdicas que ensinem o cuidado próprio e o respeito ao corpo do outro.
Habilidades BNCC:
– Campo de experiências “O eu, o outro e o nós”
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
(EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social.
– Campo de experiências “Corpo, gestos e movimentos”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
– Campo de experiências “Escuta, fala, pensamento e imaginação”
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as páginas).
Materiais Necessários:
– Brinquedos de diferentes texturas e sons (músicas de afeto).
– Livros ilustrados com imagens de interações positivas e afetuosas.
– Música suave e relaxante (preferencialmente com letras que falem sobre amor e respeito).
– Materiais de desenho (papel, lápis de cor, tintas não tóxicas).
– Bonecos ou fantoches que representem personagens positivos.
Situações Problema:
– Como podemos expressar carinho uns pelos outros?
– O que fazer quando alguém se sente triste?
– Como devemos tratar as pessoas que nos cercam?
Contextualização:
A introdução do tema da violência contra a mulher deve ser feita com leveza e utilizando as relações de afeto que os bebês vivenciam diariamente em seu núcleo familiar e na instituição de educação infantil. Os educadores devem transmitir a importância do respeito e do cuidado nas interações, sem introduzir conceitos complicados, mas promovendo sentimentos de proteção e amor ao próximo.
Desenvolvimento:
As atividades serão divididas em três etapas, sendo elas: Brincadeira Sensorial, Contação de História e Música e Atividade de Desenho e Movimento.
1. Brincadeira Sensorial (10 minutos)
– Objetivo: Estimular os sentidos e a interação entre os bebês.
– Descrição: Crie um ambiente acolhedor com diferentes texturas (almofadas, roupas, suportes de pelúcia) e sons suaves. As crianças podem ser convidadas a explorar esses materiais.
– Instruções: Os cuidadores devem auxiliar os bebês a interagir com os materiais, estimulando cada um a compartilhar sua experiência de exploração, através de risadas ou gestos.
2. Contação de História e Música (10 minutos)
– Objetivo: Promover a escuta e estimular a empatia através de histórias de afeto.
– Descrição: Leia uma história que fale sobre amizade e respeito, utilizando um tom de voz suave e animado, além de mostrar ilustrações. Após a leitura, cante uma música relacionada ao tema, que fale sobre amor e carinho.
– Instruções: Convide os bebês a interagir durante a história, apontando para imagens e repetindo gestos como abraços.
3. Atividade de Desenho e Movimento (10 minutos)
– Objetivo: Assegurar que os bebês reconheçam seu corpo e expressem emoções.
– Descrição: Disponibilize folhas e tintas não tóxicas para que os bebês possam traçar suas marcas. Durante a atividade, incentive movimentos corporais, como dançar ou girar.
– Instruções: Os cuidadores devem ajudá-los a usar os materiais, guiando suas mãos com carinho e respeito, e incentivando a expressão artística através do movimento.
Atividades sugeridas:
– Atividade 1: Explorando Texturas
– Objetivo: Estimular a percepção tátil e sonora.
– Descrição: Os bebês tocarão diferentes texturas em um ambiente sensorial.
– Materiais: Almofadas, tecidos diversos, sons de instrumentos (bateria suave, maracas).
– Instruções: Os cuidadores devem auxiliar na exploração, dialogando sobre o que sentem.
– Atividade 2: Contação de História de Afeição
– Objetivo: Incentivar a escuta atenta e a imaginação.
– Descrição: Contar histórias com ilustrações positivas e divertidas.
– Materiais: Livros ilustrados e imagens interativas.
– Instruções: Ler em voz alta, fazendo pausas para perguntas simples e gestos de carinho.
– Atividade 3: Movimento e Canção
– Objetivo: Promover a expressão corporal e a conexão com música.
– Descrição: Dançar com os bebês, imitando movimentos simples.
– Materiais: Música suave para dança.
– Instruções: Mostrar movimento e incentivar os bebês a acompanharem com gestos.
– Atividade 4: Arte com Tintas
– Objetivo: Incentivar a criatividade e a expressão artística.
– Descrição: Os bebês terão um momento de pintar livremente.
– Materiais: Tintas não tóxicas, folhas grandes.
– Instruções: Orientar os bebês quanto ao uso de movimentos livres com a mão.
– Atividade 5: Brincadeiras de Imitar
– Objetivo: Estimular a capacidade de imitação e socialização.
– Descrição: Fazer gestos simples ou sons que os bebês devem repetir.
– Materiais: Nenhum específico, mas um espaço amplo e acolhedor.
– Instruções: Incentivar a interação entre os bebês, imitando-se mutuamente.
Discussão em Grupo:
Ao final das atividades, os cuidadores podem promover uma conversa informal onde podem perguntar como cada bebê se sentiu em relação às experiências. Isso deve ser feito de forma amigável, com sorrisos e abraços. A ideia principal é criar um espaço onde os bebês possam compartilhar suas emoções através de sons e movimentos, reforçando a responsabilidade mútua de um ambiente acolhedor.
Perguntas:
– Como você se sentiu quando dançou?
– O que você mais gostou na história que ouvimos?
– Como podemos ajudar um amigo que está triste?
– O que é carinho para você?
Avaliação:
A avaliação deve ser realizada de forma observacional, onde os educadores prestem atenção nas interações e nas reações dos bebês durante as atividades. É importante observar como os bebês comunicam suas emoções e como eles interagem e respeitam uns aos outros.
Encerramento:
Ao final da aula, os educadores podem promover um momento de relaxamento, onde canções suaves sejam tocadas, e os bebês possam se acomodar em um espaço confortável para observar e refletir sobre as experiências vividas. É essencial reforçar a ideia de que o amor e o respeito são fundamentais nos relacionamentos, tanto entre os bebês quanto com os adultos. Esse momento final deve ser leve e acolhedor, promovendo a sensação de proteção e carinho.
Dicas:
– Sempre mantenha um ambiente seguro e acolhedor para os bebês.
– Utilize uma linguagem simples e direta, voltada para os sentidos dos bebês.
– Envolva os cuidadores nas atividades, promovendo momentos de interação conjunta.
– Use recursos visuais e sonoros para estimular os sentidos dos bebês, como luzes suaves e música relaxante.
– Seja flexível nas atividades, adaptando-se às dificuldades individuais e promovendo um aprendizado inclusivo.
Texto sobre o tema:
O combate à violência contra a mulher é uma questão social urgente que deve ser abordada desde a infância, mesmo em níveis que respeitem a capacidade de compreensão dos mais novos. Desde a primeira infância, as crianças começam a criar referências sobre o mundo que as rodeia, aprendendo a valorizar relações saudáveis e respeitosas. Os pequenos, através das suas experiências de vida, são capazes de absorver importantes lições sobre o afeto, respeito e a forma como devem tratar o próximo. Essas noções devem ser introduzidas de maneira leve e sensível, focando sempre em sentimentos como o carinho e a empatia.
É fundamental entender que a primeira infância é um período crítico para a construção da identidade e do comportamento social. É durante esses primeiros anos que se desenvolvem notáveis capacidades de interação e comunicação, e onde as crianças começam a formar uma visão de mundo. Criações de laços afetivos e de confiança são essenciais para que os bebês compreendam as interações sociais e, neste sentido, é imperativo que as referências que recebem sejam positivas e respeitosas.
Promover um ambiente onde o amor e o cuidado estejam em evidência reflete diretamente no futuro das crianças, contribuindo para a diminuição dos ciclos de violência e para a formação de cidadãos conscientes. Portanto, ações de incentivo à empatia e ao respeito, dentro de um contexto de afeto, são essenciais para que as crianças aprendam a valorizar as relações e a respeitar umas às outras, criando assim uma sociedade mais justa e igualitária.
Desdobramentos do plano:
Com a aproximação do tema do combate à violência contra a mulher durante o desenvolvimento da aula, é possível desdobrar esta discussão em diversas outras atividades ao longo do tempo. Os conceitos trabalhados podem ser integrados a outros aspectos da vida cotidiana dos bebês e explorados em diversas disciplinas. Ensinar sobre o respeito ao corpo do outro pode levar a atividades que promovem o autocuidado e a atenção às emoções, resultando em um avanço significativo na forma como as crianças percebem e lidam com o meio ao seu redor.
Além disso, os cuidadores e educadores desempenham um papel crucial ao continuarem realizadas ações que reforcem os valores de empatia e cuidado. É importante que as discussões sobre o respeito e a amizade sejam constantes e não se limitem a um único encontro. A introdução de livros, histórias e músicas que tratem da amizade e do respeito pode se tornar uma prática recorrente, criando um ambiente sempre propício para o diálogo e para a reflexão sobre a violência e suas consequências, mesmo que de forma indireta.
A promoção de eventos na escola ou na comunidade que abordem a temática da não violência e da promoção do carinho e do respeito pode ainda reforçar os aprendizados. Além de levar essas reflexões para o ambiente escolar, é importante estender essa conversa para as famílias, buscando sempre o apoio e a conscientização dos responsáveis. Com o engajamento da comunidade escolar e da família, a luta contra a violência à mulher se torna uma causa coletiva a ser discutida e educada desde a mais tenra idade, ajudando a formar cidadãos mais conscientes e respeitosos.
Orientações finais sobre o plano:
Conduzir atividades sobre o combate à violência contra a mulher com bebês requer sensibilidade e adaptação às necessidades e capacidades da faixa etária. É imprescindível que os educadores e cuidadores estejam cientes de que os bebês estão em uma fase inicial de desenvolvimento emocional e cognitivo e, portanto, a linguagem complexa e os conceitos abstratos devem ser evitados. A simplicidade e a suavidade na abordagem são chaves para o sucesso da atividade.
Outro ponto importante é que o espaço deve ser cuidadosamente preparado para que os bebês se sintam seguros e confortáveis. O fortalecimento do vínculo afetivo entre as crianças e os adultos é essencial, permitindo que os pequenos sintam-se à vontade para expressar suas emoções. Por fim, as práticas de escuta e de diálogo devem ser implementadas de maneira contínua, permitindo um espaço seguro para que as crianças se sintam encorajadas a participar e a se expressar, mesmo que ainda de forma balbuciante.
Por último, mas não menos importante, a continuidade das ações educativas que promovem o respeito e a empatia deve ser planejada de forma integrada aos conteúdos trabalhados. Assim, ao final da atividade, é possível refletir sobre os aprendizados e encorajar os bebês a interagir e compartilhar suas experiências em um ambiente lleno de amor e cuidado. Com essas orientações, a luta contra a violência à mulher pode efetivamente começar na infância, ao educar as crianças sobre a importância do respeito e da empatia por meio de experiências diárias e lúdicas.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Atividade de Expressão Oral com Sons
– Objetivo: Desenvolver a comunicação e a expressão oral através de sons e palavras.
– Materiais: Instrumentos musicais simples e bonecos.
– Descrição: Os educadores devem incentivar os bebês a produzir sons utilizando instrumentos e a criar histórias curtas com bonecos que representem ações de carinho.
– Condução: Auxiliar os bebês a imitar os sons e a criar novas histórias, promovendo interação positiva entre eles.
2. **Teatro de Fantoches

