Plano de Aula: “Brincadeiras e Culturas: Socialização e Diversidade” (Ensino Fundamental 2) – 6º Ano

A proposta deste plano de aula é trabalhar a temática das brincadeiras e jogos no contexto do 6º Ano do Ensino Fundamental, com foco em uma aula dinâmica que possibilite a vivência de diferentes atividades lúdicas. A intenção é aprofundar a compreensão dos alunos sobre a importância das brincadeiras e jogos na construção de relações sociais, desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de estimular o convívio e a interação entre os estudantes. A aula será adaptada para atender a alunos com deficiência intelectual e aqueles que permanecem acamados, garantindo que todos possam participar de forma ativa.

Tema: Brincadeiras e Jogos
Duração: 1h30min
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 12 anos

Objetivo Geral:

Promover a socialização e interação entre os alunos por meio de brincadeiras e jogos, levando-os a refletir sobre a diversidade de brincadeiras e seus significados nas diferentes culturas.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

– Estimular a cooperação e o trabalho em equipe entre os alunos.
– Proporcionar experiências que incentivem a especificidade das regras em cada jogo.
– Fazer com que os alunos reconheçam a importância das brincadeiras tradicionais e suas funções nas relações sociais.
– Adaptar as atividades para garantir a participação de todos os alunos, incluindo aqueles com necessidades especiais.

Habilidades BNCC:

EF67EF03: Experimentar e fruir esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo.
EF67EF09: Construir, coletivamente, procedimentos e normas de convívio que viabilizem a participação de todos na prática de exercícios físicos.
EF69AR13: Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo.

Materiais Necessários:

– Bolas de diferentes tamanhos.
– Cordas para pular.
– Fitas ou objetos para demarcar as áreas de jogo.
– Materiais para jogos de tabuleiro.
– Materiais de artesanato para criar jogos adaptados.
– Acessórios e adaptações para alunos que necessitam de suporte.

Situações Problema:

– Por que as regras são importantes nos jogos?
– Como as brincadeiras podem promover o convívio social?
– Quais adaptações podem ser feitas para que todos possam participar das atividades lúdicas?

Contextualização:

Neste momento, o professor pode introduzir a temática, discutindo com os alunos sobre suas experiências com brincadeiras e jogos. É importante destacar que as brincadeiras fazem parte da cultura e da formação social, sendo um meio de interação e aprendizado.

Desenvolvimento:

1. Abertura da Aula (15 minutos):
– O professor inicia uma roda de conversa sobre brincadeiras e jogos, pedindo que os alunos compartilhem suas experiências e jogos preferidos. O docente deve atuar como mediador, fazendo perguntas que levem à reflexão sobre a importância das brincadeiras.

2. Apresentação dos Jogos (15 minutos):
– O professor apresenta diferentes jogos que serão realizados. Exemplos incluem: jogos de corda, pega-pega, e atividades de jogos de tabuleiro que podem ser jogados em grupos.

3. Divisão em Grupos (10 minutos):
– Organizar os alunos em pequenos grupos, considerando as adaptações necessárias para aqueles que necessitam de assistência.

4. Atividades Práticas (50 minutos):
Atividades ao ar livre:
1. Pega-pega: jogo de correr e tocar, promovendo a atividade física.
2. Futebol ou handebol: adaptando as regras conforme necessário.

Atividades em sala:
1. Jogos de tabuleiro: divida os alunos em grupos e disponibilize tabuleiros, incentivando a criatividade.
2. Criação de jogos: em grupos, os alunos podem criar seus próprios jogos e brincar com os jogos adaptados.

5. Debriefing (10 minutos):
– Após as atividades, reunir a turma novamente para discutir as experiências vividas, o que foi mais divertido e o que aprenderam sobre a importância da cooperação.

Atividades Sugeridas:

Dia 1: Roda de conversa sobre brincadeiras e jogos com todos os alunos compartilhando experiências.
Dia 2: Jogos de tabuleiro, onde os alunos devem explicar como jogar um jogo novo para seus colegas.
Dia 3: Jogo de corda (com adaptações), onde podem ser criados desafios de equipe.
Dia 4: Criação de um novo jogo e apresentação em grupo.
Dia 5: Divergindo dos jogos, os alunos devem refletir em grupos sobre o aprendizado da semana e preparar uma apresentação curta.

Discussão em Grupo:

Realizar uma discussão em grupos pequenos sobre como as brincadeiras e jogos influenciam a autoestima e a convivência social. Perguntar: “Como se sentiram participando das brincadeiras?”.

Perguntas:

– O que você aprendeu sobre trabalho em equipe nesta atividade?
– Como você se sentiu ao participar de um jogo em que todos precisaram colaborar?
– Quais adaptações você acha que poderiam ser feitas para melhorar a acessibilidade nos jogos?

Avaliação:

A avaliação será contínua e processual, considerando a participação dos alunos, a colaboração nas atividades em grupo, e a demonstração de respeito e inclusão durante as brincadeiras. O professor pode usar formulários de resposta anônimos para que os alunos opinem sobre as atividades, oferecendo espaço para sugestões.

Encerramento:

O professor finalizará a aula reforçando a importância das brincadeiras na vida escolar e social. Os alunos poderão refletir sobre a diversidade cultural presente em cada jogo e a necessidade de adaptar as atividades para que todos possam participar.

Dicas:

– Sempre ter à disposição atividades que fomentem a inclusão.
– Estar atento às necessidades especiais de cada aluno, realizando adaptações necessárias para a participação de todos.
– Variar os tipos de jogos, incluindo alguns que possam ser jogados em grupos pequenos ou em duplas, para melhor adequação ao espaço e ao número de alunos.

Texto sobre o tema:

A brincadeira e os jogos têm um papel fundamental no desenvolvimento infantil e juvenil, auxiliando na construção de laços de amizade, habilidades sociais e motoras. Nas diversas culturas ao redor do mundo, podem se encontrar brincadeiras que refletem a história e os valores de cada sociedade. Por exemplo, jogos tradicionais como a peteca e a queimada podem variar enormemente em regras e forma de jogar, mas a essência permanece — promover a diversão e a interação.

Além disso, as brincadeiras não são apenas uma forma de entretenimento, mas também um meio de aprendizado. Através dos jogos, as crianças experimentam o conceito de regras, desenvolvem raciocínio lógico e aprendem sobre a importância do trabalho em equipe. Estudiosos afirmam que, ao jogar, as crianças têm a oportunidade de explorar emoções como a frustração, a alegria e até a solidão, situações que refletem a vida real e preparam a juventude para enfrentar os desafios futuros.

Por fim, é essencial lembrar que a inclusão é um aspecto importante dos jogos e brincadeiras. Ao adaptar as brincadeiras para alunos com deficiências e para aqueles que não podem se movimentar, promovemos um ambiente de respeito e empatia, mostrando que todos têm um papel importante na construção de um ambiente colaborativo e solidário.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser expandido em diversas direções. A temática das brincadeiras e jogos pode ser integrada com outras áreas do conhecimento, como a Educação Física ao explorar modalidades esportivas, ou nas Artes, permitindo que os alunos criem jogos que retratem elementos artísticos. Tais atividades não apenas diversificam o aprendizado, como também cultivam um espaço em que os alunos se sintam seguros para expressar sua criatividade.

Além disso, os conflitos e desafios surgidos nas dinâmicas de grupo podem servir como uma oportunidade de ensino. Mediar situações de conflito torna-se uma habilidade importante, promovendo entre os alunos a resolução pacífica de problemas e a empatia pelo outro. Isso pode se traduzir em discussões em sala sobre respeito, diversidade, e inclusão.

Por fim, o engajamento com o tema das brincadeiras e jogos pode também iniciar um projeto escolar que envolva a comunidade, por meio da organização de um evento que resgate as brincadeiras populares. A proposta é que os alunos possam ensinar suas tradições à comunidade, assim como aprender mais sobre as brincadeiras que fizeram parte da infância de seus pais e avós, solidificando laços e promovendo um intercâmbio cultural rico e significativo.

Orientações finais sobre o plano:

Ao conduzir esta aula, é fundamental que o professor mantenha um espaço seguro e acolhedor para que todos os alunos se sintam à vontade para expressar suas opiniões e participar das atividades. A inclusão deve ser uma prioridade, garantindo que todos os alunos possam experimentar as brincadeiras de maneira adaptada e confortável.

As adaptações não devem ser vistas como um fardo, mas como oportunidades de inovação e criatividade. Preparar a aula com antecedência, testando jogos e brincadeiras que melhor se adequem ao perfil da turma, pode facilitar a dinâmica do aprendizado. Além disso, possibilitar que os alunos participem do planejamento pode aumentar o engajamento e o interesse em participar ativamente das atividades propostas.

Finalmente, a reflexão sobre o que foi aprendido durante as atividades lúdicas é crucial. Incentive os alunos a revisar e discutir suas experiências, permitindo que cada um vivencie um momento de autoconhecimento através da atividade recreativa. É na divisão dessa experiência que o aprendizado se torna significativo e memorável.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro: Utilize pistas escritas que incentivem a leitura e a interpretação. O jogo pode ser adaptado para que alunos com deficiência possam participar, com ajuda de amigos ou utilizando tecnologias assistivas.

2. Oficina de Criação de Jogos: Reserve um dia para que os alunos criem seus próprios jogos utilizando materiais recicláveis. Isso pode estimular a criatividade e ensinar sobre a regra e a estrutura dos jogos.

3. Jogo dos Sentidos: Uma versão adaptada onde os alunos jogam utilizando os sentidos (toque, olfato, etc.). Indicações podem ser dadas por meio de relatos orais, facilitando a inclusão.

4. Corrida de Revezamento: Divida a turma em grupos onde cada aluno realiza uma tarefa diferente (pular corda, carregar um objeto leve, etc.). As adaptações podem incluir estações onde alunos acamados participam de atividades em uma mesa.

5. Festa de Jogos Tradicionais: Organize um dia onde todos trazem suas brincadeiras tradicionais de família. Isso traz o aspecto cultural para a sala, ligando a história familiar à sociabilidade escolar.

Essas sugestões garantirão uma abordagem lúdica e inclusiva, potencializando o aprendizado e o convívio social.


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