Plano de Aula: Brincadeiras com bambolês (Educação Infantil) – Criancas bem pequenas
A abordagem lúdica é essencial na fase de crescimento das crianças e as brincadeiras com bambolês são uma excelente maneira de desenvolver habilidades motoras e cognitivas. Este plano de aula apresenta uma metodologia rica para estimular a imaginação, a autonomia e a socialização, além de explorar a corporeidade e a percepção das crianças. Utilizar bambolês traz uma estética divertida, permitindo que os pequenos se movimentem distintas maneiras e explorem seus corpos em relação ao espaço.
Com um tempo total de 50 minutos, a atividade é projetada para crianças da faixa etária de 5 anos, com foco em crianças bem pequenas, que variam de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. O plano busca proporcionar um ambiente seguro e estimulante, no qual as crianças poderão interagir, brincar e aprender em conjunto, respeitando as diferenças e promovendo um convívio harmonioso.
Tema: Brincadeiras com bambolês
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas
Faixa Etária: 5 anos
Objetivo Geral:
Promover o desenvolvimento das habilidades motoras, cognitivas e sociais das crianças por meio de brincadeiras envolvendo bambolês, estimulando a criatividade e a interação em grupo.
Objetivos Específicos:
– Fomentar a socialização entre as crianças através do compartilhamento de brinquedos e da troca de experiências.
– Incentivar o deslocamento e a experimentação de movimentos corporais diversos.
– Desenvolver a confiança e a imagem positiva em si mesmas ao realizar as atividades propostas.
– Estimular a comunicação com os colegas e adultos no contexto das brincadeiras.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– (EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas.
Materiais Necessários:
– Bambolês de tamanhos variados.
– Fitas adesivas (objetos para delimitar espaço).
– Toalhas ou tapetes para segurança no chão.
– Música infantil para animar as atividades.
Situações Problema:
Como os bambolês podem ser usados de diferentes maneiras durante as brincadeiras? O que acontece quando tentamos fazer movimentos diferentes com eles? Quais são as sensações sentidas ao interagir com os colegas utilizando os bambolês?
Contextualização:
A atividade utiliza os bambolês em uma perspectiva multidisciplinar, intercalando habilidades motoras, sociais e cognitivas. Através da interação com este objeto lúdico, as crianças desenvolverão a capacidade de explorar seu corpo e os espaços ao seu redor, ao mesmo tempo em que se socializam e aprendem novas maneiras de brincar e se relacionar.
Desenvolvimento:
1. Preparação do local: Defina um espaço amplo, com tapetes ou toalhas no chão para amortecer quedas. Coloque os bambolês em círculo no centro do espaço.
2. Apresentação: Afirme as regras da brincadeira com clareza, enfatizando a importância do respeito entre todos. Introduza o bambolê como um objeto mágico que pode ser um filtro mágico, uma toca ou um anel.
3. Brincadeiras com o bambolê: Guie as crianças em atividades que incluam:
– Entrar e sair do bambolê (deslocamento e percepção espacial).
– Pular dentro e fora do bambolê (exploração de movimentos).
– Passar o bambolê por diferentes partes do corpo (coordenação motora).
4. Criação em grupo: Propor que as crianças inventem uma historinha ou uma dança usando os bambolês, estimulando a cocriação e expressão artística.
Atividades sugeridas:
1. Exploração do Bambolê:
– Objetivo: Promover a autonomia e a noção espacial.
– Descrição: Cada criança deve experimentar entrar e sair do bambolê de diferentes maneiras.
– Instruções: Incentive-as a se movimentar de maneira livre e autônoma, fazendo perguntas como “Qual foi a maneira mais divertida de sair do bambolê?”.
– Materiais: Bambolês e música animada.
– Adaptação: Para crianças em diferentes níveis de desenvolvimento, ajuste as instruções, tornando-as mais simples ou adicionando desafios.
2. Dança do Bambolê:
– Objetivo: Desenvolver a coordenação e a criatividade.
– Descrição: As crianças dançam com o bambolê ao som de músicas alegres.
– Instruções: Proponha passos simples de dança, usando o bambolê como parte do movimento.
– Materiais: Música infantil.
– Adaptação: Use diferentes estilos de música para variar os ritmos e as danças.
3. Passeio em Grupo:
– Objetivo: Estimular a socialização e o respeito às regras.
– Descrição: Brincadeira em que as crianças seguram um bambolê e caminham junto, respeitando o espaço do outro.
– Instruções: Explique como é importante que todos caminhem juntos, ajustando posições.
– Materiais: Bambolês.
– Adaptação: Modifique o desafio ao incorporar parar e dançar ao som de uma música.
Discussão em Grupo:
– Como você se sentiu ao entrar no bambolê?
– O que você conseguiu criar com o bambolê que você nunca tinha feito antes?
– Você gostou de dançar e se movimentar com os amigos usando o bambolê?
Perguntas:
– O que o bambolê pode virar em nossa brincadeira?
– Como podemos nos ajudar enquanto brincamos juntos?
– Quais os desafios que encontramos ao brincar com o bambolê?
Avaliação:
A avaliação será feita de forma informal e contínua, observando a participação e as interações das crianças durante as atividades. Focar em como elas compartilham o espaço e objetos, como reagem ao seguirem regras e seu nível de autonomia durante os deslocamentos e criações coletivas.
Encerramento:
No final, reúna as crianças para uma conversa sobre como foi a atividade, pedindo que compartilhem suas impressões e algo novo que aprenderam. Agradeça pela participação e ajude-as a refletir sobre a importância de brincar e compartilhar.
Dicas:
– Utilize um ambiente seguro e adaptado, evitando riscos;
– Sempre possibilite momentos de reflexão sobre as brincadeiras, promovendo um espaço onde se sintam livres para se expressar;
– Varie as brincadeiras ao longo do tempo, mantendo a novidade e o interesse das crianças.
Texto sobre o tema:
Os bambolês são um instrumento lúdico que promove não só a diversão, mas traz benefícios significativos para o desenvolvimento das crianças na fase da educação infantil. Utilizar esse objeto em brincadeiras simples pode auxiliar enormemente no aprimoramento de habilidades motoras grossas, que são essenciais na formação do equilíbrio e na percepção corporal. Ao explorar o bambolê, as crianças se deparam com a necessidade de planejar e executar movimentos que vão da coordenação até a lateralidade.
Além das experiências motoras, as interações sociais no ambiente da brincadeira com bambolês permitem que os pequenos desenvolvam habilidades importantes de convivência, como a solidariedade, o compartilhamento e a resolução de conflitos. Ao vivenciarem a possibilidade do “jogar junto”, os alunos criam laços afetivos e sociais, que estão na base de um convívio escolar saudável.
Ainda, questões de cognição e imaginação são bastante estimuladas durante as atividades com os bambolês. Os docentes podem incentivar a rotatividade de ideias, permitindo que as crianças analisem diferentes formas de usar os bambolês em suas narrativas e danças. Isso contribui para a criação de histórias, amplia o vocabulário e reforça o sentimento de pertencimento ao grupo, onde cada uma tem um papel.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula pode ser expandido para múltiplas abordagens ao longo do tempo. Para além da brincadeira inicial, o uso dos bambolês pode evoluir para atividades mais complexas que envolvem matematização, como contar quantos bambolês existem, ou explorar conceitos de espaço e medidas. Os educadores podem criar um mural com os resultados das atividades, onde cada criança poderá desenhar ou contar como se sentiu nas brincadeiras, estimulando a criação de conteúdos artísticos e literários. Assim, as crianças não só vivenciam, mas também externalizam suas experiências.
Além disso, é viável incorporar a *arte* no ensino com jogos musicais, em que as crianças possam criar novas melodias relacionadas aos movimentos que realizaram com o bambolê, desenvolvendo não apenas o aspecto musical, mas reforçando a importância do ritmo e da harmonia em grupo. Isso permitirá uma mescla entre as diferentes áreas do conhecimento, tornando as aulas mais integradas e dinâmicas.
Por último, será possível extender o uso do bambolê para experiências ao ar livre, levando as crianças para o jardim ou parque, promovendo mais interação com a natureza e o meio ambiente. Com esta prática, os educadores ampliam o leque de experiências e permitem que as crianças se conectem ainda mais com o que as rodeia, respeitando o espaço natural e entendendo a relação do ser humano com a natureza.
Orientações finais sobre o plano:
É importante que os educadores estejam sempre atentos e presentes nas interações, para garantir que as discussões e trocas de experiências sejam respeitosas e enriquecedoras para todos os envolvidos. O foco deve estar sempre na socialização e respeitabilidade entre os alunos, fomentando um ambiente onde cada criança se sinta acolhida e confiante para se expressar. O plano deve permitir adaptações conforme as necessidades do grupo, sempre mantendo um espírito flexível e aberto ao novo.
Os educadores podem também utilizar esse espaço de planejamento para fomentar experiências de reflexão sobre o desenvolvimento de habilidades, proporcionando assim um crescimento contínuo e monitorado. Manter registros das experiências das crianças auxiliará na criação de planos futuros onde se possa aprofundar em temas que foram do interesse dos alunos, criando uma verdadeira teia de aprendizado ativo. Assim, o plano de aula se torna um ponto de partida para um caminho repleto de descobertas e ensinos significativos.
Mais importante, devem ser respeitadas as capacidades e limites de cada criança. Isso é essencial para que a confiança se estabeleça durante as experiências e para que possam se sentir à vontade para experimentar e descobrir novas possibilidades de brincadeiras e relacionamentos. Em última análise, o enfoque deve sempre ser o de proporcionar um desenvolvimento equilibrado, que una os aspectos emocionais, sociais e cognitivos de uma maneira lúdica e prazerosa, essencial na formação das crianças neste aspecto inicial.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Circuito de Bambolês:
– Faixa Etária: 2 a 5 anos.
– Objetivo: Trabalhar a agilidade e a coordenação motora.
– Descrição: Crie um circuito utilizando bambolês para pular, passar por dentro e ao redor deles.
– Materiais: Bambolês dispostos de forma estratégica.
– Condução: As crianças devem completar o circuito, estimulando a competição saudável e a cooperação.
2. Bambolê Musical:
– Faixa Etária: 3 a 5 anos.
– Objetivo: Desenvolver habilidades de escuta e ritmo.
– Descrição: Ao som de música, as crianças ao estar dentro do bambolê vão criar novos movimentos e dança.
– Materiais: Música, espaço amplo e bambolês.
– Condução: Cada vez que a música parar, a criança dentro do bambolê deve guardar silêncio e criatividade até que a música retorne.
3. Cenário de Faz-de-Conta:
– Faixa Etária: 3 a 5 anos.
– Objetivo: Estimular a imaginação e a criatividade.
– Descrição: Os alunos usarão bambolês para criar um cenário de faz-de-conta (ex: uma casa, uma roda gigante).
– Materiais: Bambolês e acessórios de faz-de-conta (tecidos, bonecos).
– Condução: Através da orientação do educador, as crianças devem contar a história diante do cenário criado.
4. Brincadeira dos Formatos:
– Faixa Etária: 2 a 5 anos.
– Objetivo: Reconhecer formas e cores.
– Descrição: Usar três tamanhos de bambolês e associá-los a formas geométricas.
– Materiais: Bambolês de tamanhos diferentes.
– Condução: As crianças devem agrupar os bambolês por tamanho/forma, promovendo a percepção visual.
5. Desenho com o Bambolê:
– Faixa Etária: 2 a 5 anos.
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora fina.
– Descrição: Usar bambolês para criar um fundo para desenhos a giz no chão.
– Materiais: Giz de cera, bambolês e folhas grandes de papel.
– Condução: Pos

