Plano de Aula: Brincadeira (Ensino Fundamental 1) – 1º Ano
A proposta deste plano de aula é introduzir o tema de brincadeiras de maneira lúdica e didática para os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental. Durante a aula, o foco será na divisão exata até 100, abordando a prática de aprender através do jogo. As atividades propostas foram desenvolvidas para estimular o desenvolvimento das habilidades de colaboração, interação e raciocínio lógico dos alunos, proporcionando um ambiente de aprendizado ativo e envolvente.
A brincadeira é um dos mais poderosos meios de aprendizado, especialmente para crianças dessa faixa etária. Utilizar jogos e interações lúdicas para ensinar conceitos matemáticos, como a divisão, permite que os alunos assimilem o conteúdo de forma mais intuitiva e significativa. Além disso, essa abordagem promove o desenvolvimento de habilidades sociais e de resolução de conflitos, essenciais em suas formações pessoais e escolares.
Tema: Brincadeira
Duração: 15 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 8 anos
Objetivo Geral:
Promover a compreensão da divisão exata através de brincadeiras, estimulando o raciocínio lógico e a interação entre os alunos.
Objetivos Específicos:
1. Facilitar a compreensão do conceito de divisão exata entre os alunos.
2. Promover brincadeiras que explorem a noção de partição e agrupamento.
3. Desenvolver habilidades de trabalho em grupo, respeitando as opiniões e decisões dos colegas.
Habilidades BNCC:
– (EF01MA02) Contar de maneira exata ou aproximada, utilizando diferentes estratégias como o pareamento e outros agrupamentos.
– (EF01MA04) Contar a quantidade de objetos de coleções até 100 unidades e apresentar o resultado por registros verbais e simbólicos, em situações de seu interesse, como jogos, brincadeiras, materiais da sala de aula, entre outros.
– (EF01HI05) Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras atuais e de outras épocas e lugares.
Materiais Necessários:
– Cartões ou bolinhas de papel numeradas de 1 a 100.
– Tábua ou superfície plana para as atividades.
– Canetas ou lápis coloridos.
– Fichas de registro, onde os alunos possam anotar suas divisões.
Situações Problema:
1. Dividir um conjunto de bolinhas de papel numeradas entre as crianças, onde cada criança deve pegar uma quantidade igual.
2. Organizar as bolinhas em grupos e discutir a possibilidade ou não de formar novas sequências sem que sobrem.
Contextualização:
A proposta de trabalhar com a divisão exata em sala de aula é fundamental para que os alunos compreendam não apenas a matemática, mas também como essa disciplina está presente em diversas partes da vida cotidiana. Por meio de brincadeiras, é possível mostrar que a matemática é divertida e faz parte do cotidiano de todos.
Desenvolvimento:
1. Aquecimento: Iniciar a aula explicando que hoje vamos aprender sobre divisão através de brincadeiras. Pergunte aos alunos se eles conhecem algum jogo que envolva dividir algo com os amigos.
2. Discussão em Grupo: Formar grupos com 4 a 5 alunos e distribuir as bolinhas ou cartões. Para cada grupo, o desafio será dividir um número total de bolinhas com a mesma quantidade de indivíduos, explicando o conceito de divisão e a importância de cada aluno querer uma parte igual.
3. Registro: Após a atividade, cada grupo deve esboçar na ficha de registro quantas bolinhas cada um recebeu e como chegaram a esse resultado, promovendo assim uma visão crítica das divisões realizadas.
4. Compartilhamento: Encerrar a aula com os alunos compartilhando suas experiências e raciocínios sobre a atividade, discutindo se alguns grupos conseguiram dividir corretamente e se houve grupos que não conseguiram.
Atividades sugeridas:
1. Jogo da Divisão: Criar uma grande roda com todos os alunos e ao sinal do professor, eles devem passar a bolinha de papel. O aluno que pegar deve dividir a quantidade de bolinhas que tem com o restante da turma (por exemplo, se pega 8 bolinhas, ele deve repartir igual entre ele e mais 3 amigos).
– Materiais: Bolinhas de papel.
– Objetivo: Ensinar sobre partição e grupos.
– Adaptação: Para alunos com dificuldades, use cores diferentes para os grupos, facilitando a visualização do conceito de divisão.
2. Criação de um Jogo da Memória: Dividir a turma em grupos, onde cada grupo deverá criar pares de cartões com a quantidade e o resultado da division, por exemplo, 10 bolinhas divididas por 2 amigos.
– Materiais: Cartões coloridos e canetas.
– Objetivo: Reforço da divisão.
– Adaptação: Alunos podem criar exemplos a partir de objetos que conhecem.
3. Desafio com Dados: Utilizar dados para que, ao jogar, os alunos devem dividir o número que saiu no dado entre os colegas que estão próximos, garantindo que todos recebam uma parte.
– Materiais: Dados.
– Objetivo: Praticar a divisão em uma situação familiar de jogo com amigos.
– Adaptação: Se necessário, o professor pode guiar a divisão, ajudando os alunos que têm dificuldades.
Discussão em Grupo:
Após a realização das atividades, os alunos podem discutir em grupos menores sobre as estratégias utilizadas e refletir sobre as diferentes maneiras que encontraram para dividir as bolinhas e outros materiais, promovendo uma troca de experiências e aprendizados.
Perguntas:
1. O que vocês acharam das atividades de divisão?
2. Foi fácil ou difícil dividir as bolinhas entre vocês?
3. Como vocês decidiram quantas bolinhas cada um deveria ficar?
4. Quais outras brincadeiras conhecem que envolvem divisão?
Avaliação:
A avaliação dos alunos será baseada na participação nas atividades, na forma como explicaram suas estratégias para a divisão e nas reflexões durante a discussão. Além disso, a atividade de registro auxiliará na avaliação da compreensão do conceito de divisão entre os alunos.
Encerramento:
Finalizar a aula agradecendo a participação de todos e ressaltando a importância da matemática nas brincadeiras do dia a dia. Encorajar os alunos a praticarem as divisões em casa, utilizando situações reais, como dividir sobremesas ou brinquedos.
Dicas:
– Realizar as atividades em ambientes diferentes, como no pátio ou sala de aula, para diversificar a experiência.
– Incentivar os alunos a trazerem ideias de jogos que utilizem a divisão e a partição, promovendo a criatividade.
Texto sobre o tema:
As brincadeiras são uma parte crucial do desenvolvimento infantil, onde ocorrem aprendizagens significativas. Além de promoverem a interação social e o trabalho em equipe, elas são um excelente meio para ensinar conteúdos que podem parecer complexos, como a matemática. O uso de jogos dentro da sala de aula, especialmente em relação à divisão, permite que as crianças vejam a matemática não apenas como uma disciplina escolar, mas como uma parte fundamental do cotidiano.
Dividir é uma ação que se relaciona com a organização e a estruturação do mundo em que vivemos. Durante as brincadeiras, as crianças podem vivenciar a intimidade desse conceito através de práticas que incluem partição, troca e colaboração. O desenvolvimento da habilidade de divisão é algo que pode ser aprendido de maneira lúdica, proporcionando às crianças um entendimento mais amplo e intuitivo sobre a numeração e as relações espaciais, que são essenciais em diversas áreas do conhecimento.
Por fim, o papel do professor é fundamental para que essa relação se estabeleça. A mediação entre o jogo e o aprendizado deve ser feita de forma consciente, conduzindo os alunos a refletirem sobre as ações realizadas. O potencial da matemática se revela claramente quando associada ao brincar, permitindo que a aprendizagem seja divertida e eficaz ao mesmo tempo.
Desdobramentos do plano:
A envolvêcia em uma aula de matemática através de brincadeiras abre portas para uma série de desdobramentos voltados à aprendizagem significativa. Primeiramente, o planejamento de aulas que sigam essa linha poderá inspirar variações temáticas, abordando outros conteúdos que utilizem a divisão em diferentes contextos. Por exemplo, ao trabalhar com a *matemática* em artes, os alunos podem criar suas próprias brincadeiras e, ao mesmo tempo, produzir arte que envolva a separação e a distribuição de cores ou formas.
Além disso, a interação em grupo permitirá que as crianças desenvolvam habilidades de comunicação e escuta ativa, aprimorando seu relacionamento social. Essa habilidade é de grande importância não apenas para a *matemática*, mas para o desenvolvimento social e emocional dos alunos em geral, em que eles aprenderão a respeitar o outro e aceitar diferentes pontos de vista.
Por último, incentivar os alunos a trazerem sugestões de *brincadeiras* para a sala de aula também pode fortalecer um sentido de pertencimento ao ambiente escolar, onde todos se sentem valorizados por contribuir na construção do conhecimento coletivo. O aprendizado pode ser realmente transformador na infância, e o brincar é o caminho mais promissor para essa transformação.
Orientações finais sobre o plano:
Ao aplicar este plano de aula, é importante que o professor esteja flexível e aberto a possíveis adaptações das atividades propostas. A participação e o interesse dos alunos devem ser monitorados continuamente, com ajustes sendo feitos conforme necessário para garantir que todos se sintam incluídos e motivados.
A diversidade de estratégias utilizadas nas atividades é fundamental para que diferentes perfis de alunos possam se beneficiar. Isso inclui oferecer apoios concretos e visuais para aqueles que têm mais dificuldade, permitindo que se sintam igualmente capacitados para participar da atividade de aprendizado. Criar um ambiente seguro e acolhedor onde as crianças possam experimentar e errar faz parte do processo educativo e é essencial para o sucesso dessa abordagem.
Por fim, é essencial refletir sobre a eficácia da aula após sua conclusão. Avaliar o que funcionou bem e o que pode ser melhorado em futuras interações ajudará o professor a desenvolver cada vez mais habilidades pedagógicas e a aprimorar seus métodos de ensino.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Brincadeira dos Construtores: Utilizar blocos de montar e propor que as crianças construam torres. Para cada grupo de amigos, elas devem explicar como dividir as peças iguais para que todos possam participar da construção.
– Materiais: Blocos de montar.
– Objetivo: Aplicar a divisão na prática.
– Adaptação: Permitir que cada grupo escolha o quanto irá construir, trabalhando em conjunto.
2. Corrida de Sacos: Organizar uma corrida em que cada equipe tenha que dividir igualmente os sacos entre seus membros. No final, todos devem explicar como a estratégia de divisão funcionou durante a corrida.
– Materiais: Sacos de estopa ou de lona.
– Objetivo: Aplicar a divisão em uma atividade de movimento.
– Adaptação: Fazer um sorteio de quantos sacos cada equipe pode usar, treinando a parte de estimativa.
3. Papéis Picados: Propor que as crianças façam origamis, mas apenas com um número determinado de papéis. Cada criança deve aprender a dividir os papéis em partes iguais para criar diferentes formas.
– Materiais: Papéis coloridos.
– Objetivo: Desenvolver habilidades criativas e de divisão.
– Adaptação: Fornecer moldes para facilitar o aprendizado dos que têm mais dificuldade.
4. Desafio da Fruta: Organizar um lanche coletivo onde as crianças devem dividir as frutas de forma igualitária entre elas, criando conceitos de durabilidade e quantidade.
– Materiais: Frutas variadas.
– Objetivo: Trabalhar a parte sensorial e matemática, comendo após a divisão.
– Adaptação: Criação de pequenos grupos para debater o que podem fazer com as frutas.
5. Caça ao Tesouro: Criar uma caça ao tesouro em que as pistas levem a itens que precisam ser divididos entre todos os membros que encontraram. Elas terão que resolver quebra-cabeças de divisão para achar a próxima pista.
– Materiais: Pequenos tesouros ou doces para a caça.
– Objetivo: Integrar busca e divisão em um aspecto lúdico e divertido.
– Adaptação: Ajustar as divisões com a capacidade de cada grupo enfatizando o quanto cada um encontrará.
O uso de atividades lúdicas no aprendizado de matemática é uma estratégia eficaz para tornar isso mais acessível e divertido para as crianças. O resultado é um aprendizado mais profundo, que envolve tanto a compreensão do conteúdo quanto a colaboração social.

