“Pequenos Cientistas: Aprendizado Lúdico em Ciências na Infância”
Neste plano de aula, vamos explorar o fascinante mundo das Ciências por meio de experiências práticas, estimulando a curiosidade e o desejo de aprender das crianças. A proposta é trabalhar atividades que envolvam investigação e exploração, estimulando as emoções e desenvolvendo habilidades de cooperação, empatia e expressão. As atividades são projetadas para que as crianças pequenas (4 a 5 anos) se tornem verdadeiros pequenos cientistas, mergulhando no aprendizado ativo enquanto apreciam a diversidade e a importância da observação no cotidiano.
As experiências científicas são uma oportunidade incrível para as crianças engrossarem sua compreensão do mundo, além de promover o desenvolvimento de várias competências. Por meio de atividades que despertam o senso crítico e a criatividade, as crianças poderão vivenciar a ciência na prática, abordando temas como natureza, corpo humano e fenômenos físicos de maneira lúdica e instigante. Este plano de aula busca integrar estes aspectos de uma forma que seja fluída e construtiva, em conformidade com as diretrizes da BNCC.
Tema: Pequenos cientistas
Duração: 120 horas
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 a 5 anos
Objetivo Geral:
Promover a exploração e experimentação científica nas crianças, estimulando a curiosidade e o aprendizado por meio da vivência de práticas experimentais.
Objetivos Específicos:
– Incentivar a observação e a descrição de fenômenos naturais e materiais.
– Desenvolver habilidades de experimentação e investigação científica.
– Promover a expressão de ideias e sentimentos através de diferentes linguagens.
– Fortalecer as relações interpessoais e a cooperação em atividades em grupo.
Habilidades BNCC:
Campo de experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.
– (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
Campo de experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
Campo de experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”:
– (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
– (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
Campo de experiências “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”:
– (EI03ET02) Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais.
– (EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea).
Materiais Necessários:
– Materiais de escritório (papel, lápis, canetinhas)
– Frascos de vidro ou plástico
– Água, gelo, areia, arroz, objetos diversos para experimentos
– Elementos da natureza (folhas, flores, pedras)
– Utensílios de cozinha (colheres, copos, fôrmas)
– Materiais para pintura
– Caixas de papelão para construção de brinquedos e maquetes
Situações Problema:
– Como as plantas crescem e o que elas precisam?
– Por que o gelo derrete?
– O que acontece quando misturamos diferentes materiais?
Contextualização:
As experiências práticas são essenciais na educação infantil, pois por meio delas as crianças desenvolvem habilidades fundamentais, como o pensamento crítico, a resolução de problemas e a capacidade de trabalhar em equipe. É importante introduzir os pequenos cientistas às ideias de observação cuidadosa e investigação sistemática de maneira que eles possam criar conexões com o mundo à sua volta. As aulas serão distribuidas em uma sequência que envolve a natureza, os estados da matéria e as transformações que podem ocorrer por meio de experimentos simples.
Desenvolvimento:
As atividades serão divididas ao longo de uma semana, totalizando 120 horas. Abaixo segue um esboço detalhado para uma semana de atividades:
Atividades Sugeridas:
Dia 1: Introdução à Ciência
Objetivo: Introduzir o conceito de experimentação científica.
Descrição: Conversa sobre o que é ciência e como os cientistas trabalham. Exploração de diferentes materiais disponíveis.
Instruções para o professor: Levar os alunos para uma roda de conversa. Perguntar o que eles acham que é ciência. Mostrar alguns materiais e pedir ideias do que podemos fazer com eles.
Materiais: Materiais de escritório, frascos.
Adaptação: Para alunos com dificuldades de expressão, incentivar o uso de imagens.
Dia 2: Misturando Cores
Objetivo: Promover a observação de reações de misturas.
Descrição: Realizar uma atividade de mistura de tintas e observar a formação de novas cores.
Instruções para o professor: Preparar potes com tintas primárias e permitir que as crianças façam suas próprias misturas.
Materiais: Tintas, pincéis, papel.
Adaptação: Usar materiais não tóxicos para alunos sensíveis.
Dia 3: Plantas em Crescimento
Objetivo: Observar o crescimento de uma planta.
Descrição: Plantar sementes em copos e acompanhar essas mudas ao longo da semana.
Instruções para o professor: Mostrar como plantar, molhar e cuidar da planta. Incentivar as crianças a desenhar o progresso dos brotos.
Materiais: Sementes, solo, copos.
Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, realizar o plantio em grupos.
Dia 4: O Ciclo da Água
Objetivo: Experimento sobre a evaporação e condensação.
Descrição: Criar um mini experimento em garrafa com água e assistir ao processo de evaporação.
Instruções para o professor: Montar tudo em um ambiente ensolarado e pedir que as crianças observem como a água reage com o calor.
Materiais: Garrafa transparente, água, sol.
Adaptação: Propor uma versão simplificada com imagens do ciclo da água se as crianças não puderem participar do manuseio de água.
Dia 5: Construindo um Brinquedo Científico
Objetivo: Integrar arte e ciência.
Descrição: Usar materiais recicláveis para construir um brinquedo que funcione.
Instruções para o professor: Disponibilizar materiais e convidar as crianças a criarem e testarem os brinquedos juntos.
Materiais: Caixas de papelão, garrafas, fitas.
Adaptação: Oferecer um exemplo básico a seguir para alunos que precisam de mais orientação.
Discussão em Grupo:
Ao final das atividades, promover uma discussão onde as crianças possam compartilhar o que aprenderam. Estimule a troca de impressões sobre os experimentos e como se sentiram ao observá-los. Perguntas podem ser direcionadas para suscitar reflexões sobre suas descobertas e sentimentos.
Perguntas:
– O que você aprendeu sobre as plantas?
– O que aconteceu quando misturamos as cores?
– Como as diferentes temperaturas afetaram a água?
Avaliação:
A avaliação será contínua, através de observação e registros das atividades. As crianças serão incentivadas a refletir sobre suas descobertas e aprendizagens, promovendo um ambiente onde todos possam expressar suas opiniões e ideias.
Encerramento:
Ao final de cada semana, realizar uma reunião onde todas as crianças compartilham suas experiências e mostram os resultados dos experimentos. Incentivar a celebração do aprendizado e a troca de ideias é essencial para a construção de um ambiente educacional colaborativo.
Dicas:
– Utilize sempre linguagem simples e clara, adequada à faixa etária.
– Mantenha um ambiente seguro e acolhedor para que as crianças sintam-se à vontade para discutir suas ideias.
– Promova a inclusão e a diversidade, abordando temas de respeito e valorização das diferenças.
Texto sobre o tema:
O tema das experiências práticas na educação infantil, especialmente para crianças pequenas, é fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Por meio da ciência, as crianças são incentivadas a observar, questionar e explorar o mundo ao seu redor. Essas experiências não só alimentam a curiosidade natural que as crianças têm, como também desenvolvem habilidades críticas, como a habilidade de trabalhar em grupo, a empatia e a comunicação. A ciência, quando apresentada de maneira lúdica, se torna uma ferramenta poderosa para formar cidadãos conscientes e ativos.
Explorar o ambiente natural, realizar pequenos experimentos e observar fenômenos em grupo permite que as crianças se sintam como verdadeiros cientistas. Ao realizar atividades como o cultivo de plantas, observação de reações químicas ou exploração de sons e cores, as crianças estão, na verdade, desenvolvendo uma série de capacidades e habilidades que serão essenciais para a vida. Isto inclui não só habilidades cognitivas, mas também sociais e emocionais, como autoestima e autoconfiança, ao perceberem suas próprias conquistas.
As práticas científicas na educação infantil também devem ser inclusivas e dinâmicas, fazendo uso de diversos materiais e práticas que estimulem a diversidade cultural e a interação. Isso possibilita que cada criança possa expressar-se e explorar em seu próprio ritmo e estilo, respeitando as individualidades. Afinal, ao trabalharmos com a ciência, estamos não apenas educando sobre a natureza e seu funcionamento, mas também cultivando a habilidade de observar e respeitar a vida em suas diversas formas.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula pode ser desdobrado em várias outras atividades subsequentes, ampliando as experiências e conhecimentos das crianças. Por exemplo, após a introdução aos conceitos básicos de ciências, pode-se explorar mais profundamente os temas da biologia, como o ciclo de vida de diferentes seres vivos. A realização de visitas a parques ou jardins botânicos, para observação e coleta de amostras, pode enriquecer a experiência das crianças, permitindo que elas relacionem o que aprenderam em sala de aula com o mundo exterior.
Além disso, é possível incluir atividades de registro em cadernos de ciências, onde os alunos podem desenhar e escrever sobre suas descobertas. Isso permitirá que eles desenvolvam habilidades de escrita e expressão, assim como a observação e o registro das transformações que ocorrerão com seus experimentos ao longo do tempo. Essa documentação poderá ser utilizada como um recurso de aprendizagem e de reflexão sobre o que foi aprendido.
Outras áreas do conhecimento também podem ser incorporadas, como matemática, ao envolver contagens de objetos encontrados durante as experiências e a comparação de tamanhos e pesos. Essa interdisciplinaridade enriquecerá ainda mais o processo educativo, tornando as aprendizagens mais integradas e significativas para as crianças. Afinal, a ciência está presente em todas as dimensões da vida e ao explorá-la, nos tornamos mais conscientes de nosso papel no mundo.
Orientações finais sobre o plano:
Na implementação deste plano de aula, é essencial que os educadores estejam preparados para atuar como mediadores das experiências, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor para as crianças. O papel do professor é fundamental para guiar os pequenos cientistas na condução de seus experimentos e na reflexão sobre suas descobertas. Isso requer flexibilidade e capacidade de adaptação às necessidades e ritmos dos alunos.
Além disso, promover a participação ativa das crianças será crucial para garantir que elas se sintam engajadas no processo de aprendizado. Vale a pena criar momentos de escuta e troca onde as crianças possam compartilhar suas ideias e emoções. Estimular a autonomia é um aspecto importante a ser desenvolvido ao longo de toda a prática pedagógica, ajudando os alunos a reconhecê-las como protagonistas de seu aprendizado.
Por último, vale ressaltar a importância da documentação do processo, que é uma ferramenta valiosa para a reflexão e a avaliação do aprendizado. Os educadores devem se empenhar em registrar as descobertas e evoluções dos estudantes ao longo da semana, garantindo que cada passo dado em direção ao conhecimento seja celebrado. Isso levará as crianças a desenvolverem um senso de pertencimento e valor em suas contribuições.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Experiência com Bolhas de Sabão
Objetivo: Compreender a formação de bolhas e os efeitos do ar e do líquido.
Materiais: Água, detergente, canudos, potes.
Instruções: As crianças podem misturar água com detergente e usar canudos para assoprar e observar as bolhas.
Adaptação: Para crianças com mobilidade reduzida, realizar a atividade em grupos com diferentes responsabilidades.
2. Construindo um Mini Jardim
Objetivo: Aprender sobre o crescimento das plantas e a importância da natureza.
Materiais: Vasos pequenos, terra, sementes, água.
Instruções: Cada criança planta uma semente e deve cuidar dela. Registros podem ser feitos no caderno.
Adaptação: Usar sementes que germinam rapidamente para manter o interesse das crianças.
3. Festa dos Sons
Objetivo: Explorar a qualidade do som e os diferentes tipos de instrumentos.
Materiais: Instrumentos musicais, objetos do cotidiano que produzem som.
Instruções: Montar uma orquestra com os alunos e criar novas músicas.
Adaptação: Incluir uma sessão de dança durante a atividade para desenvolver a expressão corporal.
4. Experimento com Água e Areia
Objetivo: Observar as diferenças de textura e a capacidade de absorção dos materiais.
Materiais: Areia, água, recipientes.
Instruções: As crianças brincam com água e areia, observando como ela se comporta quando molhada.
Adaptação: Para crianças que demonstram dificuldade, utilizar ferramentas de medição para ajudar com a coordenação motora.
5. Contando Histórias de Cientistas
Objetivo: Explorar as contribuições de cientistas para a sociedade.
Materiais: Livros de histórias, ilustrações.
Instruções: Contar a história de um cientista famoso e engajar as crianças em uma conversa sobre suas descobertas.
Adaptação: Oferecer tempo para que as crianças desenhem seu próprio cientista ou experimento.
Este plano foi elaborado com o intuito de proporcionar experiências significativas e divertidas, onde as crianças possam aprender de maneira ativa e colaborativa, despertando um amor pela ciência e pelo processo de descoberta que os acompanhará por toda a vida.

