“Musicalização Infantil: Aprendendo e Brincando com Borboletinha”
A musicalização infantil é uma prática essencial que favorece o desenvolvimento integral das crianças, principalmente na fase dos bebês. Ao trabalhar canções simples, como a tradicional “Borboletinha”, promovemos a interação social, a expressão corporal e a comunicação, de forma leve e divertida. Este plano de aula tem como proposta usar a música para estimular o aprendizado e a socialização das crianças, utilizando a melodia e a movimentação do corpo, propriedades essenciais para esta faixa etária.
No ambiente escolar, a musicalização permite que os bebês explorem e descubram diferentes sons, ritmos e melodias. Além disso, propõe momentos de compartilhamento e afeto entre educadores e crianças, favorecendo a criação de vínculos. Através da canção “Borboletinha”, proporcionaremos uma experiência rica em estímulos sonoros e motores, favorecendo a percepção e a comunicação dos pequenos. O plano de aula que se segue foi elaborado visando promover um desenvolvimento essencial nos bebês, de uma forma lúdica e prazerosa.
Tema: Musicalização da Borboletinha
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses
Objetivo Geral:
Estimular a musicalização e a interação social entre os bebês através da canção “Borboletinha”, promovendo o desenvolvimento motor, a comunicação e a expressão corporal.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar a exploração de sons através do próprio corpo e objetos.
– Fomentar a comunicação das emoções e necessidades dos bebês durante a atividade musical.
– Desenvolver a coordenação motora ao imitar movimentos relacionados à canção.
– Estimular o reconhecimento de ritmos e melodias.
Habilidades BNCC:
Campo de experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios e palavras.
Campo de experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.
Campo de experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
(EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.
Materiais Necessários:
– Caixas de instrumentos (tambores, chocalhos, maracas)
– Lenços coloridos
– Tapete acolchoado
– Bonecos ou fantoches (opcional)
– Gravador ou caixa de som para tocar a canção
Situações Problema:
Como podemos usar a música para interagir e nos divertirmos juntos? Que sons podemos fazer com o nosso corpo?
Contextualização:
A canção “Borboletinha” é uma conhecida música infantil que permite o envolvimento das crianças em um ambiente lúdico e cantado. Ao trabalhar com essa canção, o educador pode criar uma atmosfera alegre e estimulante. O foco está em explorar os sons e movimentos, o que facilitará a comunicação entre os bebês e ajudará no reconhecimento de seu próprio corpo e do espaço.
Desenvolvimento:
1. Recepção e Apresentação: Receber os bebês com sorrisos e músicas suaves enquanto todos se acomodam no tapete acolchoado. Explicar de forma simples que hoje farão atividades com a musicalização da “Borboletinha”.
2. Cantar e Movimentar: Cantar a canção “Borboletinha” em um tom alegre, incentivando os bebês a imitar os gestos, como abrir e fechar braços, sugerindo que são as asas da borboleta. Utilizar lenços coloridos para simular as asas e incentivar o movimento junto aos sons.
3. Exploração dos Instrumentos: Introduzir os instrumentos disponíveis, permitindo que os bebês explorem os sons. Orientar os cuidadores a auxiliar nas atividades, ajudando a tocar os instrumentos e imitar os sons da canção.
4. Vocabulário e Comunicação: Durante a atividade, estimular a comunicação verbal e não-verbal, usando expressões como “borboletinha”, “zoop” ou “voar”. Encorajar os cuidadores a usar gestos e sons para incentivar a expressão dos bebês.
Atividades sugeridas:
Dia 1 – Exploração Sonora:
– Objetivo: Familiarizar os bebês com sons.
– Descrição: Utilize objetos com texturas e sons diferentes. Moeda de chocalhos, panelas, etc.
– Instruções: Acomode os bebês em círculo e apresente cada objeto. Peça que experimentem batê-los e explorem os sons juntos.
– Materiais: Chocalhos e objetos que fazem som.
Dia 2 – Dança da Borboletinha:
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora.
– Descrição: Reforce a canção “Borboletinha” e convide os bebês a dançar acompanhando os movimentos de asas.
– Instruções: Cante e mostre usando os braços como asas. Estimule os bebês a imitarem você e os outros.
– Materiais: Lenços para simulação.
Dia 3 – Histórias com Sons:
– Objetivo: Estimular a atenção e a escuta.
– Descrição: Leia uma história curta que inclua sons e gestos.
– Instruções: Faça gestos que mostrem ações da história enquanto lê. Use a música para fazer pausas e brincar com ritmos.
– Materiais: Livro ilustrativo.
Dia 4 – Brincando com Gestos:
– Objetivo: Promover a expressão corporal.
– Descrição: Realizar uma roda de gestos e sons.
– Instruções: Todos juntos farão gestos e sons da música. Encorajar a imitação.
– Materiais: Música da “Borboletinha”.
Dia 5 – Integração com os Pais:
– Objetivo: Fortalecer a comunicação afetiva.
– Descrição: Chame os pais para participar de um momento musical, apresentando o que foi aprendido.
– Instruções: Realizar a atividade da canção e permitir a interação entre pais e bebês, reforçando o aprendizado.
– Materiais: Todos os materiais utilizados na semana.
Discussão em Grupo:
Promover um espaço para conversa entre os educadores e cuidadores sobre como foi a experiência musical, quais sons foram mais apreciados pelos bebês e como a canção contribuiu para o aprendizado e socialização dos pequenos.
Perguntas:
– O que vocês acham que a borboletinha sente quando voa?
– Quais sons vocês mais gostaram de imitar?
– Como vocês se sentiram durante a atividade da borboletinha?
Avaliação:
A avaliação ocorrerá de forma contínua, observando o envolvimento dos bebês durante as atividades, sua interação com os objetos e as respostas às solicitações apresentadas pelos educadores. Aqui, o foco está no processo e na experiência, em vez do resultado final.
Encerramento:
Finalizar a atividade com um momento calmo, cantando novamente a música “Borboletinha”, permitindo que os bebês relaxem e compartilhem o que sentiram. Incluir um momento de agradecimento a todos pela participação, reforçando os vínculos.
Dicas:
– Utilize sempre um ambiente acolhedor e tranquilo para facilitar a concentração dos bebês.
– Varie os instrumentos e materiais utilizados para tornar as atividades mais atrativas.
– Mantenha a comunicação com os cuidadores aberta, permitindo que compartilhem suas impressões e sugestões.
Texto sobre o tema:
A musicalização é uma das formas mais interessantes de estimular o desenvolvimento nas primeiras etapas da infância. Através da música e dos sons, os bebês constroem conexões afetivas e cognitivas que serão fundamentais na sua formação. O ato de cantar e dançar envolve aspectos diversos, como a percepção rítmica, a coordenação motora e, sobretudo, a interação social. A canção “Borboletinha”, que é leve e divertida, cumpre com maestria o papel de integrar esses elementos, permitindo que os pequenos explorem tanto o mundo ao seu redor quanto suas próprias emoções e expressões.
O impacto da musicalização na vida dos bebês é visível, pois através de estímulos sonoros e motores, eles começam a identificar e reconhecer diferentes ritmos e melodias. A educação musical, mesmo em seu aspecto mais simples, como cantar uma canção conhecida, possibilita experiências que favorecem a sociabilidade e a comunicação. Quando somos capazes de conectar sons e gestos, proporcionamos ao bebê uma oportunidade rica de aprendizado, onde o prazer de se movimentar é tanto quanto o reconhecimento de sua própria identidade.
Por fim, não podemos esquecer que a musicalização não apenas entretém, mas também educa. Em um período onde os bebês estão em constante descoberta, criar um ambiente musicalizado auxilia na ampliação de suas habilidades e estimulam curiosidade, criatividade e a construção de sua autoestime. É fundamental, portanto, aproveitar momentos simples, como a cantiga da “Borboletinha”, para trabalhar habilidades essenciais que prepararão cada um deles para suas futuras aprendizagens.
Desdobramentos do plano:
Após a implementação deste plano de aula, é possível observar diversas possibilidades para expansão das atividades. Por exemplo, uma continuação da musicalização pode envolver a exploração de outras canções populares infantis, ampliando o repertório musical dos bebês. A inclusão de diferentes instrumentos também pode ser considerada, oferecendo novas experiências sonoras que favorecem a curiosidade e a participação ativa dos pequenos.
Um outro desdobramento interessante seria desenvolver uma rotina musical periódica dentro do ambiente escolar. Essa rotina poderia incluir momentos diários de canções, jogos rítmicos e até mesmo dança, criando um espaço onde a música se torna parte integrante do cotidiano das crianças, favorecendo um ambiente de aprendizado contínuo e envolvente. Isso promovendo laços sociais e emocionais, que são fundamentais nesta etapa.
Além disso, a interação com os pais e responsáveis pode ser reforçada através de encontros musicais, onde podem compartilharem suas próprias vivências com a música e fortalecer laços com seus filhos. Esses momentos são significativos, pois trazem os pais para mais perto da experiência escolar, evidenciando a importância do suporte familiar na jornada de aprendizado dos bebês.
Orientações finais sobre o plano:
Em primeiro lugar, é essencial que o educador esteja sempre atento às reações e comportamentos dos bebês durante as atividades propostas. Cada criança tem um desenvolvimento peculiar, e reconhecer esses momentos de alegria ou desinteresse é fundamental para ajustar as práticas pedagógicas. O foco deve sempre ficar na experiência positiva, permitindo que todos se sintam acolhidos e confortáveis para participar.
Em segundo lugar, considere a importância de um ambiente seguro e estimulante. Os bebês, em sua fase de exploração, precisam de um espaço que não apenas evite acidentes, mas também ofereça possibilidades de descoberta. Criar um espaço onde podem se mover livremente, tocar e experimentar diferentes materiais ajudará a promover o aprendizado desejado.
Por último, não hesite em promover a troca de experiências entre educadores e cuidadores, pois essa colaboração é um dos alicerces para um trabalho educativo de qualidade. Momentos de diálogo e reflexão sobre as práticas realizadas permitirão o aprimoramento contínuo das atividades, sempre focando no bem-estar e no desenvolvimento das crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Montando o Som da Borboletinha:
– Objetivo: Criar um instrumento musical simples.
– Materiais: Garrafas plásticas, grãos (feijão ou arroz).
– Condução: Colocar grãos nas garrafas e vedar com tampa. Os bebês poderão chacoalhar e explorar.
2. Pintura com Mãos:
– Objetivo: Experimentar texturas e cores.
– Materiais: Tintas atóxicas e papel em folhas grandes.
– Condução: Deixar que os bebês descubram a pintura ao som da canção, pintando com as mãos.
3. Teatro de Sombras:
– Objetivo: Criar narrativas sonoras.
– Materiais: Lençol, lanternas e brinquedos.
– Condução: Fazer o teatro de sombras com músicas infantis, criando histórias com figuras.
4. Caixa Musical:
– Objetivo: Desenvolver a curiosidade e os sons.
– Materiais: Caixa com objetos com texturas e sons variados.
– Condução: Os bebês poderão explorar os sons dos objetos enquanto tocam a canção de fundo que já conhecem.
5. Mini-Coreografia da Borboletinha:
– Objetivo: Explorar movimentos corporais.
– Materiais: Música para acompanhar.
– Condução: Criar uma pequena coreografia com diferentes movimentos que os bebês podem imitar ao longo da canção.
Estas práticas lúdicas podem ser moldadas e adaptadas para diferentes níveis de desenvolvimento, garantindo que todos os alunos sintam-se incluídos e motivados ao participar das atividades.

