“Leitura Coletiva: A Magia de ‘João e o Pé de Feijão'”

Este plano de aula promove uma experiência rica e significativa, centrada na leitura coletiva da história “João e o Pé de Feijão”. A proposta é usar a narrativa para estimular o interesse pela leitura, desenvolver habilidades de interpretação e promover a interação entre os alunos. As atividades são estruturadas para serem dinâmicas, lúdicas e compreensíveis para alunos de 6 e 7 anos. O enfoque será na leitura e na reflexão sobre a história, além de momentos criativos de produção textual e artística.

Tema: Leitura coletiva com os alunos “João e o Pé de Feijão”
Duração: 2 horas
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 6 e 7 anos

Objetivo Geral:

Promover a leitura coletiva da história “João e o Pé de Feijão”, incentivando o desenvolvimento do gosto pela leitura e a compreensão de narrativas, além de estimular a criatividade através de atividades práticas relacionadas à história.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

1. Realizar a leitura da história “João e o Pé de Feijão” em um ambiente coletivamente acolhedor.
2. Fomentar a interpretação da narrativa e o diálogo entre os alunos sobre a história.
3. Desenvolver atividades de escrita e artística que explorem a temática da história.
4. Estimular a audição e a expressão oral através de debates e discussões em grupo.

Habilidades BNCC:

– (EF01LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, quadras, quadrinhas, parlendas, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
– (EF01LP25) Produzir, tendo o professor como escriba, recontagens de histórias lidas pelo professor, histórias imaginadas ou baseadas em livros de imagens, observando a forma de composição de textos narrativos (personagens, enredo, tempo e espaço).
– (EF01LP26) Identificar elementos de uma narrativa lida ou escutada, incluindo personagens, enredo, tempo e espaço.

Materiais Necessários:

– Exemplar do livro “João e o Pé de Feijão” (ou impressão do texto, se necessário)
– Folhas de papel colorido, canetinhas, giz de cera, materiais de colagem (como recortes de revistas)
– Lousa e marcadores
– Cartolina para cartazes

Situações Problema:

1. O que você faria se encontrasse um pé de feijão mágico?
2. Como você descreveria as aventuras de João?
3. Se você pudesse escolher um dos personagens da história, qual seria e por quê?

Contextualização:

A história de “João e o Pé de Feijão” é rica em ensinos sobre coragem, honestidade e consequências das ações. A narrativa é marcada por elementos fantásticos que podem cativar a imaginação das crianças, permitindo que elas explorem suas próprias ideias e sentimentos em relação a questões éticas, como a generosidade e a ambição. Esta leitura coletiva é uma oportunidade para que todos os alunos interajam e reflitam sobre a história, ao mesmo tempo que desenvolvem habilidades de leitura e escrita.

Desenvolvimento:

1. Introdução à história: O professor deve apresentar a proposta da aula, explicando que hoje irão ler uma história mágica que envolve aventuras e lições.
2. Leitura coletiva: O professor realiza a leitura em voz alta de “João e o Pé de Feijão”, parando em momentos chave para discutir as ações de João e o que os alunos acham que vai acontecer a seguir. Essa dinâmica estimula a escuta ativa e o envolvimento dos alunos.
3. Discussão guiada: Após a leitura, o professor promove um momento de discussão em grupo. Perguntas como “Quais foram os sentimentos de João?” ou “O que você faria na situação dele?” têm o objetivo de estimular a análise crítica e a expressão oral.
4. Atividades criativas:
– Dividir a turma em grupos e pedir que cada grupo crie uma nova versão da história, mudando um elemento da narrativa. Os alunos podem desenhar ou escrever suas novas histórias.
– Cada grupo pode apresentar sua versão para a turma, estimulando o uso da expressão corporal e narrativa oral.
5. Finalização da atividade: Cada aluno cria um desenho representando sua parte favorita da história. O professor pode dedicar um tempo para que os alunos compartilhem seus desenhos e expliquem o que representam.

Atividades Sugeridas:

Atividade 1: Recontagem da História
Objetivo: Produzir uma recontagem coletiva.
Descrição: O professor atua como escriba e os alunos ajudam a criar a história em frases curtas.
Instruções: Em um quadro, o professor vai escrevendo a narrativa ditada pelos alunos, organizando as ideias em conjunto.
Materiais: Quadro branco e marcadores.
Adaptação: Alunos que têm dificuldade com a fala podem desenhar ou usar palavras escritas.

Atividade 2: Desenho do Personagem
Objetivo: Trabalhar a interpretação de personagens.
Descrição: Alunos poderão escolher um personagem e desenhar ou criar uma máscara.
Instruções: Depois do desenho, cada aluno explica para a turma por que escolheu aquele personagem.
Materiais: Papel, canetinhas, tintas e outros materiais de arte.
Adaptação: Alunos com limitações motoras podem utilizar recursos como carimbos.

Atividade 3: Discussão em grupos pequenos
Objetivo: Promover a verbalização de sentimentos e ideias após a leitura.
Descrição: Alunos se dividem em pequenos grupos e discutem questões levantadas durante a leitura.
Instruções: Cada grupo deve eleger um porta-voz para compartilhar suas conclusões.
Materiais: Nenhum específico, mas pode-se usar papel para anotações.
Adaptação: Para alunos mais tímidos, o professor pode sugerir anotar suas ideias.

Atividade 4: Criação de um Cartaz
Objetivo: Produzir conteúdo visual em grupo.
Descrição: Criar um cartaz que represente a moral da história.
Instruções: Cada grupo deve usar recortes de revistas, desenhos e imagens para expressar a mensagem da história.
Materiais: Cartolina, tesouras, colas, revistas.
Adaptação: Alunos que apresentam dificuldades podem trabalhar em pares.

Atividade 5: Apresentação Dramática
Objetivo: Personificar a história.
Descrição: Alunos se dividem em grupos e escolhem uma cena da história para encenar.
Instruções: O professor pode ajudar a criar os roteiros e os alunos trabalham juntos para encenar.
Materiais: Itens de fantasia (chapéus, lenços) disponíveis na sala.
Adaptação: Para alunos com dificuldades motoras, pode-se propor o uso de narração ou expressão facial.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, o professor pode conduzir um debate sobre a importância da amizade, coragem e a diferença entre círculos de confiança e conflitos. Perguntas como, “Qual foi o momento mais corajoso de João?” ou “Como a amizade pode mudar o rumo de uma história?” devem ser exploradas.

Perguntas:

1. O que você faria se fosse o João?
2. Qual parte da história você gostou mais e por quê?
3. Que lições você pôde aprender com a história?

Avaliação:

A avaliação será baseada na participação dos alunos nas atividades, na expressão oral durante os debates e na produção artística. A observação do envolvimento e interesse dos alunos durante a leitura e discussões será essencial para entender seu grau de compreensão da história.

Encerramento:

Para finalizar, o professor pode revisar os principais pontos discutidos e perguntar aos alunos sobre suas partes favoritas da história e o que aprenderam com as atividades. É importante reforçar a valorização da leitura e como cada um pode viver suas próprias aventuras por meio da imaginação.

Dicas:

– Incentivar os alunos a levarem histórias de casa que gostem para serem compartilhadas nas próximas aulas.
– Organizar um momento semanal de leitura em que os alunos possam escolher outros livros para ler em grupo.
– Utilizar diferentes vozes e entonações durante as leituras para tornar as histórias mais interessantes e dinâmicas.

Texto sobre o tema:

João e o Pé de Feijão é uma história que captura a imaginário de crianças e adultos, transmitindo valores importantes através de sua narrativa envolvente. A simplicidade da história, com elementos mágicos e a jornada do herói, cativa a atenção das crianças, permitindo-lhes explorar conceitos de coragem, ambição e consequências das escolhas. Além disso, a representação do crescimento e a superação dos desafios são temas universais que ressoam com todos, mostrando que mesmo as menores ações podem ter grandes repercussões. Aja como um guia, levando as crianças a perceberem as lições valiosas dentro da estrutura da narrativa, destacando a importância de cooperar e respeitar os outros.

Promover a leitura em sala de aula é mais que apenas decifrar palavras; é da integração e da interação das ideias que surgem as reflexões. Ao explorar “João e o Pé de Feijão”, os alunos terão a oportunidade de se conectar com a história em um nível mais profundo, questionando sua moral e seus personagens, ao mesmo tempo que compartilham suas próprias experiências. Esta conexão não apenas individualiza a aprendizagem, mas também a torna mais significativa. A leitura não é apenas um ato mecânico, mas uma ferramenta poderosa para construir conhecimento e oferecer experiências de vida que são fundamentais no desenvolvimento infantil.

O professor tem um papel crucial nesse processo de mediação. Ele deve se posicionar como um facilitador que promove a curiosidade, estrutura debates, incentiva a expressão das emoções e a valorização das diferentes perspectivas. A leitura, portanto, se transforma não apenas em uma prática; torna-se uma vivência que cria laços entre o texto e as experiências pessoais das crianças. Ao final desta atividade, a esperança é que os alunos não apenas fiquem com boas lembranças de “João e o Pé de Feijão”, mas que também desenvolvam um apetite por outras histórias que possam, igualmente, ensinar e encantar.

Desdobramentos do plano:

Ao longo das aulas seguintes, seria interessante dar sequência a esta atividade propondo outras leituras que girem em torno de temas semelhantes, como aventuras, desafios pessoais, ou relacionamentos interpessoais. Integrações com outras disciplinas também podem surgir; por exemplo, realizar atividades de artesanato e ciências com feijões e plantio, mostrando o ciclo de crescimento das plantas e vivenciando o tema da história de forma prática. Conectar as histórias lidas com atividades que envolvem natureza ou a vida comunitária amplia o aprendizado e aprofunda a experiência escolar.

Além disso, realizar um projeto sobre “meus personagens favoritos” pode enriquecer as atividades futuras, onde cada aluno poderá escolher um personagem de livros que leu e, então, compartilhar com a turma, criando um clima de colaboração, respeito e valorização das diferentes narrativas. Essas discussões e apresentações criativas são benéficas para o desenvolvimento da autoconfiança e das habilidades de comunicação.

Criar um espaço de leitura prazerosa na biblioteca da escola pode servir como um espaço de encontro semanal, em que os alunos podem descobrir novas histórias, discutir livros que estão lendo e até mesmo criar seus próprios livros com a orientação do professor. Esse ambiente, onde a leitura é vista como um momento lúdico e divertido, nutre a alegria pela literatura e reforça a importância da leitura como um alicerce da educação.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano, é crucial estar atento às diferentes necessidades dos alunos. Flexibilidade e adaptações são fundamentais para garantir que todas as crianças se sintam incluídas e bem-vindas durante as atividades propostas. Isso pode significar adaptar atividades para atender melhor os alunos que podem ter dificuldades de aprendizado ou aqueles que precisam de estímulos adicionais para se engajar na leitura e na produção escrita.

Por fim, o contato regular com os responsáveis sobre o progresso dos alunos em atividades de leitura e escrita será precioso. Organizar encontros de pais e responsáveis, onde os estudantes podem mostrar o que aprenderam em sala de aula, é uma ótima maneira de solidificar a conexão entre a escola e a família. Marcar esses momentos, onde a leitura é celebrada, ajuda a construir uma narrativa positiva sobre a educação e promulga a importância da literatura, não só como conteúdo escolar, mas como ferramenta para a formação de cidadãos críticos e participativos.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de sombras: Usar figuras recortadas dos personagens para fazer um teatro de sombras. As crianças podem encenar partes da história e criar suas falas. Material: papel preto, lanternas, e um pano branco. O objetivo é desenvolver a expressão corporal e oral dos alunos.

2. Plantio de feijões: Após a leitura, os alunos podem plantar feijões em pequenos copos plásticos. Discutir o que é necessário para o feijão crescer e se conectar com o que aconteceu no livro. Material: feijões, terra, copos plásticos. O objetivo é observar o crescimento das plantas e relacionar com a narrativa.

3. Jogo de perguntas e respostas: Criar um quiz sobre a história, onde as crianças podem ganhar estrelas ou pontos por cada resposta correta. Isso pode ser feito por duplas ou grupos. Material: cartaz para anotação das respostas. O objetivo é ter um espaço divertido de aprendizado e colaboração entre os alunos.

4. Caderno de Histórias: Cada aluno pode ganhar um pequeno caderno para anotar suas próprias histórias inspiradas em “João e o Pé de Feijão”. Eles podem ilustrar e compartilhar com a turma em um momento de “contação de histórias”. Material: cadernos e canetinhas. O objetivo é estimular a criatividade e a escrita.

5. Rimas e músicas: Criar canções ou rimas simples sobre a história e apresentá-las em sala. As crianças podem usar instrumentos simples, como pandeiros, para acompanhar. Material: instrumentos musicais simples. O objetivo é promover a musicalidade e a diversão na prática da leitura e escrita.

Com essas sugestões, o plano de aula não apenas enriquece o aprendizado sobre “João e o Pé de Feijão”, mas também amplia as possibilidades de exploração e interação com a literatura, tornando a experiência mais significativa para cada aluno.

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