PROJETO: Dia Mundial do Braille (4 de janeiro) – 3º ano

Projeto: Dia Mundial do Braille (4 de janeiro) – 3º ano

O Dia Mundial do Braille, celebrado em 4 de janeiro, é uma data significativa que visa promover a conscientização sobre a importância da acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência visual. Este projeto tem como objetivo sensibilizar os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental sobre a importância do sistema Braille, que permite a leitura e escrita para pessoas cegas ou com baixa visão. Através de atividades lúdicas e educativas, os alunos poderão compreender como o Braille funciona e sua relevância na sociedade.

O projeto será desenvolvido em sala de aula, utilizando uma abordagem interdisciplinar que envolve Língua Portuguesa, Artes e Educação Física. Os alunos terão a oportunidade de explorar o alfabeto Braille, criar suas próprias mensagens em Braille e participar de atividades que promovam a empatia e o respeito às diferenças. A proposta é que, ao final do projeto, os alunos não apenas conheçam o Braille, mas também desenvolvam uma atitude positiva em relação à inclusão.

Tema:

Dia Mundial do Braille

Habilidade BNCC:

  • (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas.
  • (EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV.
  • (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração.
  • (EF03LP11) Ler e compreender, com autonomia, textos injuntivos instrucionais.

Objetivo geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a conscientização sobre a importância do Braille e a inclusão de pessoas com deficiência visual, desenvolvendo habilidades de leitura e escrita em Braille.

Objetivos específicos:

  • Compreender o funcionamento do sistema Braille.
  • Produzir textos em Braille.
  • Desenvolver empatia e respeito às diferenças.
  • Explorar a história do Braille e sua importância na sociedade.

Duração aproximada:

50 minutos

Recursos didáticos:

  • Folhas de papel em branco e papel em Braille.
  • Canetas e lápis.
  • Imagens e vídeos sobre o Braille.
  • Materiais para atividades artísticas (tintas, pincéis, etc.).
  • Livros e textos sobre a história do Braille.

Situações Problema:

Como podemos ajudar as pessoas com deficiência visual a se sentirem incluídas em nossa sociedade? Quais são as dificuldades que elas enfrentam no dia a dia?

Contextualização:

O projeto será contextualizado a partir de uma discussão sobre a importância da inclusão e acessibilidade, utilizando exemplos do cotidiano dos alunos. Serão apresentados vídeos e depoimentos de pessoas que utilizam o Braille, para que os alunos possam entender melhor a realidade dessas pessoas.

Metodologia:

A metodologia será baseada em atividades práticas e interativas. Os alunos serão divididos em grupos e cada grupo ficará responsável por uma atividade específica, como a criação de um cartaz sobre o Braille, a produção de um texto em Braille e a dramatização de situações que envolvam a inclusão de pessoas com deficiência visual.

Perguntas:

  • O que é o sistema Braille e como ele funciona?
  • Por que é importante que as pessoas com deficiência visual tenham acesso à leitura e à escrita?
  • Como podemos ajudar a promover a inclusão de pessoas com deficiência visual em nossa comunidade?

Atividades:

  • Atividade 1: Introdução ao Braille

    Objetivo: Compreender o que é o sistema Braille.

    Descrição: Apresentar um vídeo sobre a história do Braille e sua importância. Após a exibição, discutir com os alunos o que aprenderam.

    Instruções práticas: Perguntar aos alunos o que acharam do vídeo e se conhecem alguém que usa Braille. Anotar as respostas no quadro.

    Materiais: Vídeo sobre o Braille, quadro e canetas.

  • Atividade 2: Produzindo textos em Braille

    Objetivo: Produzir textos utilizando o sistema Braille.

    Descrição: Os alunos irão criar mensagens em Braille para seus colegas. Cada aluno deve escrever uma frase positiva.

    Instruções práticas: Ensinar os alunos a utilizar o papel em Braille e as canetas para escrever suas mensagens. Depois, cada um deverá ler sua mensagem em voz alta.

    Materiais: Papel em Braille, canetas e lápis.

  • Atividade 3: Dramatização

    Objetivo: Desenvolver empatia e respeito às diferenças.

    Descrição: Os alunos irão encenar uma situação em que uma pessoa com deficiência visual precisa de ajuda para realizar uma atividade cotidiana.

    Instruções práticas: Dividir a turma em grupos e dar tempo para que cada grupo prepare sua cena. Após as apresentações, discutir o que aprenderam com a atividade.

    Materiais: Espaço para encenação.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, promover uma discussão em grupo sobre o que os alunos aprenderam. Perguntar como se sentiram ao trabalhar com o Braille e o que podem fazer para ajudar a promover a inclusão em suas comunidades.

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação dos alunos nas atividades e a compreensão do tema. Os alunos também poderão ser avaliados pela produção de suas mensagens em Braille e pela participação nas discussões.

Dicas:

  • Utilizar recursos visuais e audiovisuais para facilitar a compreensão do tema.
  • Incentivar os alunos a trazerem histórias pessoais ou de conhecidos que utilizam o Braille.
  • Promover um ambiente acolhedor e respeitoso, onde todos se sintam à vontade para compartilhar suas opiniões.

Texto para leitura do professor:

O sistema Braille foi criado por Louis Braille, um jovem francês que ficou cego aos três anos de idade. Ele desenvolveu esse sistema de escrita e leitura tátil para permitir que pessoas com deficiência visual pudessem acessar a informação escrita. O Braille é composto por células formadas por seis pontos que, quando combinados, representam letras, números e símbolos. A importância do Braille vai além da simples leitura; ele é um símbolo de inclusão e autonomia para milhões de pessoas ao redor do mundo.

Além de ser uma ferramenta essencial para a educação, o Braille também é utilizado em diversas áreas, como sinalização em espaços públicos, produtos e embalagens. A acessibilidade é um direito de todos, e o Braille desempenha um papel fundamental na promoção da igualdade de oportunidades. Ao aprender sobre o Braille, os alunos não apenas adquirem conhecimento sobre um sistema de escrita, mas também desenvolvem empatia e respeito pelas diferenças.

É essencial que as novas gerações compreendam a importância da inclusão e da acessibilidade. Ao abordar o Dia Mundial do Braille, estamos não apenas celebrando uma data, mas também promovendo uma cultura de respeito e valorização da diversidade. O aprendizado sobre o Braille deve ser visto como uma oportunidade de crescimento pessoal e social, onde todos podem contribuir para um mundo mais inclusivo.

Desdobramentos do plano:

O projeto pode ser desdobrado em outras atividades que envolvam a leitura de livros e histórias que abordem a vida de pessoas com deficiência visual. Além disso, é possível convidar um palestrante que utilize o Braille para compartilhar suas experiências e desafios. Essa interação pode enriquecer ainda mais o aprendizado dos alunos, proporcionando uma visão mais ampla sobre a realidade das pessoas com deficiência.

Outra possibilidade é a criação de um mural na escola com mensagens em Braille, onde os alunos poderão expor suas produções e compartilhar informações sobre a importância da inclusão. Esse mural pode ser um ponto de referência para discussões futuras e um espaço para que todos possam aprender e refletir sobre o tema.

Por fim, o projeto pode ser ampliado para incluir outras datas comemorativas relacionadas à inclusão, como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, promovendo uma série de atividades que visem a conscientização e a valorização da diversidade em todos os aspectos.

Orientações finais:

É fundamental que os educadores estejam preparados para abordar o tema da inclusão de forma sensível e respeitosa. A formação contínua dos professores sobre as necessidades das pessoas com deficiência é essencial para garantir que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade. Além disso, é importante que a escola promova um ambiente inclusivo, onde todos se sintam acolhidos e respeitados.

Os educadores devem estar atentos às diferentes formas de aprendizagem dos alunos e adaptar as atividades conforme necessário. A inclusão não se limita apenas ao acesso físico, mas também envolve a adaptação de conteúdos e metodologias para atender às necessidades de todos os estudantes.

Por fim, é importante que a comunidade escolar, incluindo pais e responsáveis, esteja envolvida no processo de inclusão. A conscientização sobre a importância do respeito às diferenças deve ser uma responsabilidade compartilhada, promovendo um ambiente mais justo e igualitário para todos.

10 Sugestões lúdicas sobre este tema:

  • Jogo da Memória em Braille: Criar um jogo da memória utilizando cartões com letras em Braille e suas correspondências em letras normais.
  • Caça ao Tesouro: Organizar uma caça ao tesouro onde as pistas estejam escritas em Braille, incentivando os alunos a decifrá-las.
  • Ateliê de Artes: Criar obras de arte utilizando materiais que estimulem a percepção tátil, como texturas diferentes.
  • Teatro de Fantoches: Produzir um teatro de fantoches onde os personagens sejam pessoas com deficiência visual, abordando suas histórias.
  • Dia do Braille: Realizar um evento na escola onde os alunos apresentem o que aprenderam sobre o Braille para a comunidade.
  • Leitura de Histórias: Ler livros que abordem a vida de pessoas com deficiência visual e discutir em grupo.
  • Criação de Cartazes: Produzir cartazes informativos sobre o Braille e sua importância, utilizando o sistema Braille.
  • Visita a uma Biblioteca: Organizar uma visita a uma biblioteca que tenha livros em Braille, permitindo que os alunos conheçam mais sobre o tema.
  • Entrevista com um Deficiente Visual: Convidar uma pessoa com deficiência visual para compartilhar suas experiências e desafios.
  • Oficina de Música: Criar uma oficina onde os alunos possam compor músicas que falem sobre inclusão e respeito às diferenças.

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