“Explorando Máscaras Africanas: Arte e Tecnologia na Educação”
A proposta deste plano de aula é explorar as Artes Integradas e as Tecnologias Digitais, com foco nas máscaras africanas e sua influência no Brasil. A atividade visa estimular a criatividade dos alunos ao integrar práticas artísticas tradicionais com abordagens contemporâneas, utilizando as tecnologias digitais como ferramenta de criação e expressão. O tema é relevante, pois permite aos estudantes entenderem e valorizarem a diversidade cultural, ao mesmo tempo que reconhecem a influência das tradições africanas na formação da cultura brasileira.
Ao longo de cinco aulas, com duração de 50 minutos cada, o plano desenvolverá atividades que incentivam a apreciação estética, a análise crítica e a produção artística. Os alunos terão a oportunidade de pesquisar sobre as máscaras africanas, sua simbologia e importância na cultura de origem, além de explorar a história e o significado desses artefatos no contexto brasileiro. Este plano de aula atende as diretrizes da BNCC, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades que favorecem um aprendizado significativo e integrado.
Tema: Artes Integradas e as Tecnologias Digitais
Duração: 50 minutos por aula (5 aulas = 250 minutos no total)
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 a 12 anos
Objetivo Geral:
Estimular a consciência crítica e criativa dos alunos por meio da exploração das máscaras africanas e sua influência na cultura brasileira, integrando as linguagens das artes visuais e as tecnologias digitais.
Objetivos Específicos:
– Promover a pesquisa sobre a origem e a simbologia das máscaras africanas.
– Desenvolver habilidades de expressão artística e criatividade utilizando ferramentas digitais.
– Analisar e discutir as relações culturais entre África e Brasil, focando na influência africana nas artes.
– Produzir obras artísticas que reflitam o aprendizado sobre o tema.
Habilidades BNCC:
– Artes: (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais, potencializando a experiência de diferentes contextos artísticos.
– Artes: (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, utilizando materiais e recursos digitais.
– Artes: (EF69AR07) Dialogar com proposições temáticas e repertórios imagéticos nas produções visuais.
– Artes: (EF69AR10) Explorar elementos constitutivos da representação artística em relação às culturas diversas.
Materiais Necessários:
– Computadores ou tablets com acesso à internet
– Software de edição de imagem (ex: Canva, Photoshop)
– Materiais de artesanato (papéis coloridos, tesouras, cola)
– Referências visuais de máscaras africanas
– Projetor (opcional) para apresentar vídeos e imagens
Situações Problema:
– Como as máscaras africanas podem contar histórias sobre seus povos?
– De que forma a cultura africana influenciou as práticas artísticas brasileiras?
– Quais elementos das máscaras africanas podem ser reinterpretados através das tecnologias digitais?
Contextualização:
As máscaras africanas são mais do que meros objetos de decoração; elas são elementos carregados de significados culturais e espirituais. Utilizadas em rituais e celebrações, as máscaras representam a ancestralidade e a identidade cultural de diversos povos africanos. Ao estudarmos suas influências no Brasil, é essencial perceber como esses elementos foram absorvidos e reinterpretados, contribuindo para a diversidade cultural do país. A tecnologia atual permite que os alunos explorem esses temas de forma inovadora, unindo arte e digitalidade.
Desenvolvimento:
1ª Aula: Introdução às Máscaras Africanas
– Realizar uma apresentação sobre a história e a função das máscaras africanas.
– Propor uma discussão em grupo sobre o que as máscaras representam e como são utilizadas.
– Objetivo: Fomentar o respeito e a valorização da diversidade cultural.
– Materiais: Imagens e vídeos sobre máscaras africanas.
2ª Aula: Pesquisa e Coleta de Dados
– Dividir a turma em grupos e atribuir a cada grupo uma máscara africana específica para pesquisar.
– Cada grupo deve apresentar as principais informações que coletaram sobre sua máscara, como origem, significado e utilização.
– Objetivo: Desenvolver habilidades de pesquisa e apresentação.
– Materiais: Acesso à internet, papel, canetas.
3ª Aula: Criação das Máscaras em Papel
– Usando os dados coletados, os alunos devem criar suas versões de máscaras africanas com papéis coloridos e outros materiais de artesanato.
– Incentivar a personalização e a inspiração nas máscaras pesquisadas.
– Objetivo: Estimular a criatividade e o uso de técnicas manuais.
– Materiais: Papéis coloridos, tesouras, colas.
4ª Aula: Integração com Tecnologias Digitais
– Introduzir ferramentas digitais como Canva ou Photoshop para que os alunos possam digitalizar suas máscaras e criar uma apresentação.
– Os alunos devem criar um cartaz digital que contenha a imagem da máscara, juntamente com suas informações e reflexões sobre a cultura que representa.
– Objetivo: Fomentar a conexão entre tradições artísticas e modernas tecnologias.
– Materiais: Computadores ou tablets.
5ª Aula: Apresentação dos Projetos
– Cada grupo apresenta seu projeto final para a turma, compartilhando o processo de pesquisa e a criação da máscara.
– Chegar a um consenso sobre a importância da preservação cultural e como a tecnologia pode desempenhar um papel nos dias de hoje.
– Objetivo: Praticar a habilidade de fala em público e apreciação estética.
– Materiais: Projetor (opcional).
Atividades sugeridas:
– Atividade 1: Criação de um mural de arte com as máscaras feitas pelos alunos em papel.
– Atividade 2: Organizar uma feira de arte, onde os alunos podem expor suas máscaras e interagir com os visitantes.
– Atividade 3: Conduzir uma roda de conversa sobre a importância das tradições culturais na construção da identidade nacional.
– Atividade 4: Produzir vídeos curtos com conteúdo explicativo sobre as máscaras e sua relevância cultural para a publicação nas redes sociais da escola.
– Atividade 5: Realizar um debate sobre a influência da cultura africana nas expressões artísticas brasileiras contemporâneas.
Discussão em Grupo:
– Quais elementos das máscaras africanas você considera mais impactantes?
– Como as tecnologias digitais podem ajudar a preservar e divulgar a cultura?
– Existe um significado oculto nas máscaras que você gostaria de explorar mais?
Perguntas:
– O que você aprendeu sobre a simbologia das máscaras?
– A influência da cultura africana pode ser percebida nos dias de hoje?
– Como você pode relacionar a máscara africana à sua própria cultura?
Avaliação:
A avaliação será contínua e diversificada, considerando a participação nas discussões, a qualidade das pesquisas realizadas, a criatividade nas produções artísticas e a apresentação final. Um critério importante a ser observado será o respeito à cultura que as máscaras representam e a habilidade de expressar essas ideias de forma clara e justa.
Encerramento:
Finalizar a sequência didática com uma reflexão sobre a importância da preservação cultural e a forma como as tradições podem ser adaptadas e reimaginadas por novas gerações. A interação entre a arte e a tecnologia pode ser um espaço fértil para a inovação e a valorização das raízes culturais.
Dicas:
– Incentive os alunos a serem criativos e a se expressarem individualmente através das artes.
– Permita que os estudantes experimentem diferentes materiais e técnicas.
– Mantenha um ambiente aberto ao diálogo, onde todos se sintam confortáveis para compartilhar ideias e opiniões.
Texto sobre o tema:
As máscaras africanas possuem uma riqueza cultural e histórica que transcende sua aparência física. Elas são utilizadas em rituais que visam fortalecer a ligação entre o mundo dos vivos e dos espíritos, representar ancestrais e contar histórias. Cada máscara tem sua própria narrativa, que está profundamente enraizada nos costumes e na espiritualidade da comunidade de origem. Muitas vezes, são feitas de madeira, metal e outros materiais naturais, ornamentadas com elementos simbólicos que representam a ancestralidade e a identidade de um povo.
A influência das máscaras africanas no Brasil é perceptível não apenas nas artes visuais, mas também nas danças, músicas e festividades populares. A cultura brasileira é um amalgama de diversas influências, sendo a africana uma das mais significativas. Elementos das tradições africanas foram incorporados nas festividades brasileiras, como o Carnaval, onde as máscaras e fantasias refletem essa herança cultural. Através da arte, os descendentes dos africanos no Brasil conseguem resgatar e recontar suas histórias, promovendo um diálogo entre passado e presente.
Na era digital, a possibilidade de recriar e reinterpretar expressões artísticas é ampliada. Com a tecnologia, é possível não apenas celebrar e preservar a cultura, mas também inovar, criando novas formas de expressão que dialoguem com as tradições. As ferramentas digitais podem ser utilizadas para difundir conhecimentos sobre as máscaras africanas, promovendo um entendimento mais profundo e respeitoso acerca da cultura que as origina. Assim, as novas gerações têm a oportunidade de explorar e construir suas identidades artísticas, estimulando uma ampla diversidade cultural.
Desdobramentos do plano:
Após a conclusão deste plano de aula, existem diversas possibilidades para desdobramentos futuros. Um deles é a realização de exposições digitais onde os alunos possam apresentar suas criações para uma audiência mais ampla, incluindo a comunidade escolar e as famílias. Esse tipo de atividade não só reforça o aprendizado como também promove a valorização da cultura afro-brasileira. Além disso, uma exposição poderia ser acompanhada por uma agenda cultural, onde podem ser apresentados filmes, documentários e discussões sobre a influência africana na cultura brasileira.
Outra possibilidade de desenvolvimento é a construção de um projeto interdisciplinar que relacione artes visuais com história e geografia. Aqui, os alunos poderiam explorar a geografia das regiões africanas e suas contribuições para a formação da cultura brasileira, incorporando conhecimentos em outras disciplinas e aprofundando a pesquisa sobre as influências africanas na construção da identidade nacional. Por fim, a discussão em torno das máscaras pode ser expandida para incluir estudos sobre as desigualdades sociais e a valorização das culturas africanas contemporâneas, fomentando noções críticas sobre a identidade e a representatividade nas artes.
Orientações finais sobre o plano:
A implementação deste plano de aula deve se pautar pela flexibilidade e adaptação às necessidades dos alunos. O professor pode variar a apresentação dos conteúdos, utilizando diferentes fontes de pesquisa e complementando as discussões com depoimentos de artistas e profissionais da área. O uso de recursos audiovisuais, como documentários e entrevistas, pode enriquecer ainda mais a experiência do aluno, permitindo uma compreensão mais profunda do tema.
Ainda, é essencial que o professor esteja atento às diferentes formas de interação dos alunos com o conteúdo e que incentive a participação ativa de todos, criando um ambiente de respeito mútuo e curiosidade. Para que o aprendizado seja significativo, é necessário que as atividades sejam contextualizadas, mostrando a relevância do tema no cotidiano dos alunos e suas implicações na sociedade. Dessa forma, a sequência didática se tornará não apenas uma oportunidade de aprendizado sobre as máscaras africanas, mas também um espaço de reflexão sobre identidade, cultura e diversidade.
Por fim, a experiência com as tecnologias digitais deve ser vista como uma extensão das práticas artísticas tradicionais. Os alunos podem se surpreender com as possibilidades que essa integração oferece, criando obras que não apenas homenageiam as raízes africanas, mas também trazem novas narrativas para o presente. Incorporar a tecnologia no ensino das artes permite que os alunos desenvolvam habilidades práticas que são fundamentais para o século XXI, como a criatividade, a colaboração e o pensamento crítico.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Oficina de Máscaras: Propor uma oficina onde os alunos possam usar papel machê ou outros materiais recicláveis para criar suas versões de máscaras africanas, integrando técnicas de modelagem e pintura. Este exercício além de artístico é uma oportunidade para refletir sobre a importância do reaproveitamento de materiais no processo criativo.
– Teatro de Sombras: Utilizar as máscaras criadas para representar histórias e lendas africanas em um teatro de sombras. Os alunos podem atuar e manipular as máscaras em um cenário montado na sala de aula, criando uma atmosfera que propicie o entendimento das narrativas por trás das obras.
– Aplicativo de Realidade Aumentada: Criar uma experiência de realidade aumentada onde os alunos possam transformar suas máscaras em animações interativas através de aplicativos educacionais. Isso poderia adicionar uma nova camada de tecnologia às máscaras, tornando-as dinâmicas e contemporâneas.
– Exploração Sonora: Incorporar a sonoridade das culturas africanas através do uso de tambores e instrumentos de percussão durante a manipulação das máscaras, promovendo uma experiência multisensorial que une som e arte visual.
– Vlog Cultural: Solicitar que os alunos produzam pequenos vlogs onde compartilham o processo de pesquisa e criação de suas máscaras, discutindo a importância cultural e as influências africanas percebidas em seu cotidiano. Essa atividade desenvolverá habilidades em comunicação e uso de mídias digitais.
Esse plano de aula não apenas aborda a importância das máscaras africanas na cultura brasileira, mas também integra práticas artísticas e tecnológicas que podem enriquecer a experiência de aprendizado dos alunos, preparando-os para se tornarem cidadãos críticos, criativos e conscientes de suas raízes culturais.

