“Explorando Gêneros Textuais: Tirinhas e Preconceito Linguístico”

A proposta deste plano de aula é desenvolver uma atividade que aborde os gêneros textuais, a interpretação de texto e a variação linguística através da análise de tirinhas. A ideia central é que os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II possam reconhecer a presença de preconceito linguístico nas tirinhas, bem como suas implicações sociais. Por meio de discussões e atividades práticas, os alunos serão estimulados a refletir sobre o uso da língua em diferentes contextos e suas consequências.

Esta aula se insere no contexto de ensino de Língua Portuguesa e é fundamental para desenvolver habilidades críticas e reflexivas nos alunos. O uso de tirinhas, cujo formato é acessível e atraente, torna a atividade mais engajante, além de facilitar a compreensão de temas complexos, como a variação da linguagem e suas relações com a identidade social.

Tema: Prova Língua Portuguesa
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental II
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a interpretação de texto e a análise crítica por meio de tirinhas, discutindo a precariedade linguística e a variação linguística presente nas diferentes formas de expressão popular.

Objetivos Específicos:

– Compreender o conceito de preconceito linguístico por meio da análise de tirinhas.
– Identificar e discutir as manifestações do preconceito linguístico nas tirinhas.
– Estimular o aluno a refletir sobre a diversidade linguística e seu valor social.
– Aprimorar as habilidades de leitura e interpretação de textos.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/imparcialidade dados pelo recorte feito e pelos efeitos de sentido advindos de escolhas feitas pelo autor, de forma a poder desenvolver uma atitude crítica frente aos textos.
– (EF06LP02) Estabelecer relação entre os diferentes gêneros jornalísticos, compreendendo a centralidade da notícia.
– (EF06LP08) Identificar, em texto ou sequência textual, orações como unidades constituídas em torno de um núcleo verbal e períodos como conjunto de orações conectadas.
– (EF06LP10) Identificar sintagmas nominais e verbais como constituintes imediatos da oração.

Materiais Necessários:

– Tirinhas impressas (ex: Laerte, Calvin & Hobbes, Mafalda).
– Quadro branco e marcadores.
– Cópias de folhas de atividades.
– Projetor e computador (opcional).
– Acesso à internet (opcional).

Situações Problema:

– Como a variação linguística aparece nas tirinhas?
– Quais são os efeitos de sentido gerados pelo preconceito nas partes das tirinhas?
– Qual a importância de reconhecer as diferentes formas de expressão linguística?

Contextualização:

O preconceito linguístico é um tema relevante no estudo da Língua Portuguesa, pois relaciona-se diretamente com questões sociais e identitárias. Na sociedade contemporânea, as diversas formas de expressão e comunicação são muitas vezes desvalorizadas. Através das tirinhas, os alunos poderão ver de forma prática e visual como essas questões se manifestam no dia a dia, ajudando-os a criar um olhar crítico sobre a diversidade linguística.

Desenvolvimento:

1. Introdução (10 minutos): Comece a aula apresentando o que são tirinhas e sua importância como gênero textual. Explique também o que é preconceito linguístico e como ele pode ser identificado.
2. Leitura das tirinhas (15 minutos): Distribua as tirinhas impressas e peça que os alunos leiam em grupos pequenos. Incentive a observação das diferentes formas de linguagem utilizada nas tirinhas.
3. Discussão (15 minutos): Promova uma discussão em sala sobre o que os alunos perceberam nas tirinhas. Questione sobre as diferenças linguísticas que observaram e peça para relacionar isso ao preconceito linguístico e suas implicações sociais.
4. Atividade escrita (10 minutos): Peça que os alunos respondam a um questionário com perguntas relacionadas às tirinhas, focando na identificação de preconceitos linguísticos e na variação da linguagem.

Atividades sugeridas:

Esboçamos uma semana de atividades pedagógicas relacionadas no tema de Língua Portuguesa:

1. Segunda-feira: Leitura de tirinhas em grupo com discussão sobre o contexto em que as tirinhas foram criadas. (Objetivo: Identificar o uso da linguagem coloquial e formal).
– Materiais: Tirinhas impressas, quadro branco, canetas.

2. Terça-feira: Apresentação de um trabalho em grupos sobre a variação linguística e preconceito em tirinhas. (Objetivo: Estimular a colaboração).
– Materiais: Computador, projetor, internet.

3. Quarta-feira: Produção de uma tirinha escrita pelos alunos sobre um tema debatido em sala. (Objetivo: Aplicar a criação de texto e a reflexão crítica).
– Materiais: Papel, canetas coloridas.

4. Quinta-feira: O professor pode trazer exemplos de reportagens que tratam do tema da linguagem e preconceito. Discutir em sala. (Objetivo: Ampliar a visão crítica dos alunos em relação à mídia).
– Materiais: Excertos de reportagens para leitura.

5. Sexta-feira: Reunião de todos os grupos para apresentar suas tirinhas e discutir o que aprenderam sobre o preconceito linguístico. (Objetivo: Desenvolvimento da expressão oral).
– Materiais: Tirinhas produzidas, espaço para apresentação.

Discussão em Grupo:

Os alunos devem debater sobre como as tirinhas refletem a realidade social e as questões de preconceito, discutindo especificamente o que observaram nas tirinhas sobre variação e preconceito linguístico.

Perguntas:

– Quais variações linguísticas vocês encontraram nas tirinhas?
– O que as tirinhas nos dizem sobre preconceito?
– Como podemos fazer para combater o preconceito linguístico na sociedade?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação dos alunos nas discussões e a elaboração das tirinhas. O questionário escrito também será uma forma de avaliação do entendimento das questões abordadas.

Encerramento:

Finalize a aula reforçando a importância do respeito às diferentes formas de comunicação e às variações linguísticas que existem na sociedade. Encoraje os alunos a levar esse aprendizado para suas vidas cotidianas.

Dicas:

– Incentive o uso de exemplos pessoais sobre a variação linguística em seu ambiente.
– Utilize a tecnologia, como apresentações digitais, para tornar a discussão mais atrativa.
– Fique atento para que todos os alunos possam se expressar e compartilhar suas opiniões.

Texto sobre o tema:

A variação linguística e o preconceito que muitas vezes a acompanha são questões altamente relevantes no ensino da língua. A língua é um reflexo da sociedade em que vivemos e, portanto, sua variação é uma forma natural de expressão. Cada região, cada grupo social e cada contexto traz uma forma única de falar e se comunicar, moldada pela cultura e pela história.

O preconceito linguístico surge, muitas vezes, da falta de compreensão e da valorização das diferenças. Muitas pessoas tendem a associar a forma de falar a questões de classe social, educação ou mesmo à inteligência do falante. Essa visão limitada e preconceituosa não apenas marginaliza aqueles que falam de forma diferente, como também empobrece a sociedade, que deixa de valorizar a riqueza da diversidade linguística.

Um exemplo claro dessa dinâmica é encontrado nos quadrinhos e nas tirinhas, onde as diferentes formas de falar são frequentemente usadas para criar humor ou crítica social. Ao analisar essas narrativas gráficas, os alunos têm a oportunidade de explorar essas complexidades e desenvolver um entendimento mais profundo sobre a língua enquanto prática social. O estudo do preconceito linguístico permite igualmente a construção de um espaço de respeito e empatia entre os diferentes modos de comunicação, essencial para a convivência em sociedade.

Desdobramentos do plano:

Após esta aula inicial, podem-se expandir os trabalhos desenvolvidos para incluir uma análise crítica de obras literárias que apresentem uma forte diversidade linguística ou explorem preconceitos. Essa abordagem pode ser feita através de livros de autores brasileiros que valorizam a cultura local e sua oralidade. Os alunos poderiam, após isso, criar uma apresentação sobre um autor ou obra que abordou a variação linguística, promovendo um diálogo entre literatura e sociedade.

Além disso, o plano pode se estender para a produção de um zine onde os alunos poderão publicar suas tirinhas e textos, promovendo um festival de leitura e troca de ideias, onde todos terão a oportunidade de compartilhar suas histórias e representações. Este desdobramento poderá envolver a comunidade escolar, convidando pais e outros professores a participar, estimulando um ambiente de acolhimento e respeito.

Esta sequência de atividades, portanto, não se limita a uma mera prática de leitura e escrita, mas sim fomenta um aprofundamento sobre o entendimento da linguagem como um fenômeno dinâmico, situado, que, quando respeitado, enriquece a convivência e o aprendizado em todos os níveis.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que neste plano de aula as discussões sejam sempre conduzidas com empatía e respeito, uma vez que as questões de preconceito linguístico podem despertar emoções e experiências pessoais nos alunos. Tente criar um espaço seguro onde os estudantes possam expressar livremente suas opiniões e sentimentos sobre as diferentes formas de fala que conhecem. A construção de uma comunidade de respeito se dá tanto pelo acolhimento das falas, quanto pela valorização de todas as vozes que compõem a sala de aula.

Além disso, é importante ressaltar que a língua é uma ferramenta poderosa na formação da identidade de um indivíduo. Por meio das atividades propostas, os alunos não têm apenas a oportunidade de refletir sobre a linguagem e suas variações, mas também de reconhecer seu próprio papel dentro desse contexto social mais amplo. As discussões podem se desdobrar para um olhar crítico sobre como a cultura, o preconceito e a identidade estão interligados por meio da língua, permitindo um aprendizado profundo e significativo.

Por fim, não esqueça de documentar os resultados da atividade, tanto em termos de desenvolvimento dos alunos quanto nas produções que eles realizam. Isso ajudará a traçar um panorama do que foi aprendido e poderá embasar futuras interações educativas, além de permitir a celebração das conquistas dos alunos em relação à compreensão da língua e suas nuances.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Criação de Tirinhas: Os alunos podem criar suas próprias tirinhas em grupos, utilizando diferentes variações linguísticas e refletindo sobre o preconceito. Cada grupo pode apresentar suas tirinhas e discutir as escolhas feitas.
– Objetivo: Fomentar a criatividade e a reflexão crítica.
– Materiais: Papel, canetas coloridas.

2. Teatro de Fantoches: Utilizar fantoches para representar pequenas histórias que abordem temas de variação linguística e preconceito. Os alunos podem desenvolver diálogos que representem diferentes formas de fala.
– Objetivo: Trabalhar a oralidade e a expressão corporal.
– Materiais: Fantoches (podem ser feitos com meias), cenário simples.

3. Jogos de Imitação: Organizar uma brincadeira onde os alunos imitam diferentes dialetos ou formas de falar, tentando adivinhar de onde vêm. Isso pode incluir expressões regionais e populares.
– Objetivo: Promover a familiarização com a diversidade da língua.
– Materiais: Fichas com diferentes expressões.

4. Roda de Conversa: Criar um espaço onde os alunos podem compartilhar histórias sobre variações linguísticas que conhecem, promovendo um diálogo aberto e respeitoso.
– Objetivo: Incentivar o respeito e a escuta ativa.
– Materiais: Um objeto simbólico para passar de mão em mão durante as falas.

5. Desafio das Palavras: Propor um jogo onde os alunos devem encontrar sinônimos e antônimos de palavras que representam preconceito. Esses podem ser traduzidos em tirinhas.
– Objetivo: Trabalhar vocabulário e interpretação.
– Materiais: Quadro branco para anotar ideias.

Essas atividades visam envolver os alunos de maneira criativa e interativa, facilitando a reflexão e o aprendizado a partir da experiência, fundamental no contexto do Ensino Fundamental II.


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