“Explorando as Danças da Bahia: Cultura e Identidade no Ensino”
O plano de aula proposto visa explorar as danças presentes nas diversas culturas do Brasil, com foco especial na Bahia, e suas origens e adaptações. A Bahia é um dos estados mais ricos em diversidade cultural do Brasil, reconhecida por suas manifestações artísticas e folclóricas, que refletem a fusão das influências africanas, indígenas e europeias. As danças, além de serem um meio de expressão cultural, também desempenham um papel fundamental na identidade das comunidades e na preservação da história e das tradições.
A proposta é promover uma imersão na diversidade das danças baianas, permitindo que os alunos compreendam a importância dessas manifestações enquanto desenvolvem habilidades de análise crítica e apreciação estética. Os estudantes terão a oportunidade de pesquisar, discutir e, eventualmente, se engajar na prática dessas danças, tornando o aprendizado dinâmico e interativo. O plano também busca atender às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), alinhando as atividades aos objetivos educacionais esperados para o 7º ano do Ensino Fundamental.
Tema: Danças presentes nas diversas culturas do Brasil em Bahia e suas origens e adaptações
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 7º Ano
Faixa Etária: 12 anos
Objetivo Geral:
Compreender e valorizar as danças baianas como expressões culturais que sintetizam as influências africanas, indígenas e europeias, promovendo a reflexão sobre a identidade cultural brasileira.
Objetivos Específicos:
1. Identificar as principais danças típicas da Bahia: Samba de Roda, Axé, Capoeira, entre outras.
2. Analisar as influências culturais que deram origem a essas danças.
3. Promover a prática em grupo de algumas coreografias, estimulando a vivência e a apreciação da dança.
4. Refletir sobre a importância das danças na preservação da cultura e da identidade local.
Habilidades BNCC:
– (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais e performáticas.
– (EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão e representação da dança, reconhecendo suas composições.
– (EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado.
– (EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de criação do movimento como fonte para a construção de repertórios próprios.
– (EF67LP03) Formar, com base em palavras primitivas, palavras derivadas, enriquecendo o vocabulário cultural.
Materiais Necessários:
– Vídeos exemplificando as danças (Samba de Roda, Axé, Capoeira).
– Materiais para anotações (cadernos, canetas).
– Recursos audiovisuais para apresentação (projetor, tela).
– Espaço amplo para realizar as danças.
– Figurinos simples ou adereços que representem as culturas das danças (opcional).
Situações Problema:
1. Como as danças refletiram e continuam a refletir as diversas influências culturais da Bahia?
2. De que maneira a prática dessas danças pode contribuir para a preservação da cultura local?
3. Qual a importância de reconhecer e respeitar as raízes culturais representadas através das danças?
Contextualização:
A Bahia é um estado tradicionalmente conhecido pela sua diversidade cultural. A presença de diferentes grupos étnicos e a fusão de suas tradições originais deram origem a um rico patrimônio cultural. As danças são uma das maneiras mais expressivas de se contar histórias e manter vivas as tradições. Neste contexto, os alunos serão levados a entender o papel das danças no cotidiano e em festividades, refletindo sobre questões sociais e comunitárias.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos): Comece a aula apresentando brevemente a cultura da Bahia e suas influências. Utilize um vídeo curto que mostre danças típicas, facilitando a identificação visual e auditiva dessas manifestações. Pergunte aos alunos o que eles já conhecem sobre essas danças e como elas percebem a relação com a cultura local.
2. Apresentação das Danças (20 minutos): Divida a turma em grupos e atribua a cada um uma dança específica para pesquisar. As danças a serem abordadas podem incluir:
– Samba de Roda: suas origens afro-brasileiras, a importância nas festas e celebrações.
– Axé: sua relação com a cultura popular e eventos como o Carnaval.
– Capoeira: seus aspectos de luta e arte, e como ela combina música e movimento.
Peça para que pesquisem sobre a história, os passos básicos, a influência das tradições africanas e as adaptações que essas danças sofreram ao longo do tempo. Após a pesquisa, cada grupo deve apresentar suas descobertas para a turma.
3. Prática de Dança (15 minutos): Conduza uma prática onde todos possam experimentar os passos básicos de cada dança. Utilize músicas típicas que promovam a dança e incentive a participação. Os alunos podem trocar de grupos e aprender múltiplas danças.
4. Reflexão e Discussão (5 minutos): Após a prática, promova uma roda de conversa. Pergunte aos alunos sobre suas experiências ao dançar e o que aprenderam sobre a cultura através das danças. Essa discussão ajudará na construção de uma consciência crítica acerca da importância cultural e social dessas expressões.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Pesquisa sobre as danças – Divisão em grupos e levantamento de informações sobre uma dança.
– Dia 2: Apresentação das pesquisas – Cada grupo apresenta suas descobertas.
– Dia 3: Prática de passos básicos – Ensinar e aprender as danças em um espaço amplo.
– Dia 4: Criação de uma pequena apresentação em grupos, misturando os estilos.
– Dia 5: Mostra cultural, onde cada grupo apresenta a dança que aprendeu, incluindo um breve histórico.
Discussão em Grupo:
Conduza uma discussão em grupo sobre como as danças ajudam a preservar a identidade cultural. Pergunte:
– Como as danças ajudaram a moldar a cultura baiana?
– De que forma o respeito e a valorização da cultura local podem ser promovidos?
Perguntas:
1. Quais elementos culturais você conseguiu identificar nas danças?
2. Como as danças contribuem para a união da comunidade?
3. Quais sentimentos essas danças despertaram em você durante a prática?
Avaliação:
A avaliação será contínua, levando em conta a participação nas discussões, a entrega das pesquisas e a animação durante as atividades práticas. Feedbacks positivos e construtivos devem ser dados, incentivando a auto-reflexão sobre a importância das danças.
Encerramento:
Finalizar a aula com uma roda de despedida onde cada aluno pode compartir uma palavra que define sua experiência. Essa atividade promoverá a construção de um final coletivo, colaborativo e significativo.
Dicas:
– Utilize atividades lúdicas para manter o engajamento dos alunos.
– Explore recursos audiovisuais para enriquecer o aprendizado.
– Esteja atento às dificuldades individuais, buscando adaptar a prática para todos os alunos.
Texto sobre o tema:
As danças da Bahia, marcadas por sua riqueza cultural e diversificação, são um testemunho das raízes africanas, indígenas e europeias que se entrelaçam ao longo da história do Brasil. Essas manifestações dançantes não apenas são práticas artísticas, mas uma forma de expressão da identidade coletiva. Desde a Capoeira, que incorpora movimento e música, até o Samba de Roda, que representa festas e encontros comunitários, cada passo é um convite à reflexão sobre a nossa história.
No contexto atual, prevenir a erosão cultural e promover a valorização das danças tradicionais é essencial. Cada vez mais, é necessário reconhecer e respeitar essas práticas como patrimônio imaterial, promovendo ensinamentos sobre a importância da diversidade cultural. As danças baianas, ao promoverem encontros e celebrações, também trazem à tona questões sociais e apresentam desafios sobre a preservação das tradições frente à modernidade e às influências externas.
Assim, ao envolvê-los na vivência da dança, estaremos não apenas ensinando passos, mas proporcionando uma conexão mais profunda com a cultura, reforçando o papel das novas gerações na continuidade dessas práticas. Nesse sentido, as aulas de dança devem transcender o espaço escolar, criando um ambiente de intercâmbio cultural que possa ser vivenciado em diferentes contextos sociais e comunitários.
Desdobramentos do plano:
O plano pode ser expandido para incluir visitas a eventos culturais como festivais de dança, onde os alunos podem observar a prática em um contexto real. Isso não apenas enriquece a aprendizagem, como proporciona uma experiência que é tanto educacional quanto formativa. Além disso, podem ser organizadas oficinas com dançarinos profissionais, promovendo um espaço de troca de saberes e vivências.
Outro desdobramento possível é a criação de um projeto interschool que reúna diversas escolas para uma apresentação das danças aprendidas, promovendo um intercâmbio entre alunos de diferentes realidades. Isso cria uma rede de amigos através da cultura, além de fortalecer o sentimento de comunidade e pertencimento.
Por último, os alunos podem ser incentivados a criar sua própria coreografia, usando os elementos e passos que aprenderam. Essa atividade estimulará a criatividade e a capacidade crítica, ao mesmo tempo que reforçará os conteúdos estudados. O resultado seria um espetáculo que poderia envolver famílias e a comunidade, transformando a sala de aula em um espaço de cultura e interação social.
Orientações finais sobre o plano:
Encoraje os alunos a se empenharem ao máximo, pois a dança é uma forma de se expressar e conectar com os outros. O plano deve ser visto como uma oportunidade de vivência e não apenas aprendizado acadêmico. Ao valorizar essa experiência, os alunos não apenas entendem a cultura da dança, mas ampliam seus horizontes culturais.
Promova o respeito entre os alunos durante as atividades de dança. O aprendizado não deve ser apenas individual, mas construido coletivamente, respeitando a diversidade e as competências de cada um. Mantenha sempre abertos os canais de comunicação, permitindo que os alunos expressem seus pensamentos e ideias sobre a cultura que estão aprendendo.
Por fim, sempre esteja preparado para adaptar as atividades de modo a atender as necessidades dos alunos. Cada turma é única e o que funciona para uma pode não ser eficaz para outra. A flexibilidade do plano permitirá que todos os alunos se sintam incluídos e valorizados.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Oficina de Criação de Máscaras: Os alunos podem criar máscaras inspiradas nas danças que estudaram, utilizando papel, tintas e outros materiais. O objetivo é expressar a cultura através da arte, que depois pode ser utilizada nas práticas de dança.
2. Roda de Dança ao Ar Livre: Organizar uma roda de dança em um espaço externo onde os alunos possam se soltar e se envolver com a natureza enquanto praticam as danças. Isso proporciona uma experiência colaborativa e animada.
3. Criação de um Vídeo Culturais: Os alunos documentam as danças e suas histórias em um vídeo, que poderia ser exibido para outras turmas ou na comunidade, aumentando a divulgação da cultura.
4. Jogo de Perguntas e Respostas: Organizar um quiz sobre a história das danças estudadas, envolvendo todos os alunos e formando equipes. O objetivo é revisar o conhecimento adquirido de maneira divertida.
5. Culminância Cultural: Realizar um evento onde os alunos possam apresentar danças e as pesquisas realizadas, convidando as famílias para perceberem o valor da cultura na vida escolar.
Esse plano de aula visa, portanto, a integração do conhecimento histórico, cultural e artístico, promovendo não apenas o aprendizado, mas a vivência de práticas que formam a identidade cultural dos alunos.

