Exploração Criativa: A Arte da Brincadeira no Ensino Fundamental 2

O plano de aula que se segue foi desenvolvido com o intuito de proporcionar uma abordagem criativa e divertida para a disciplina de Artes no 6º ano do Ensino Fundamental 2. O foco central será a brincadeira, que funciona não apenas como um meio de interação, mas também como um recurso didático eficaz para estimular a expressão artística e a criatividade dos alunos. Ao longo dos 50 minutos da aula, os estudantes terão a oportunidade de explorar diferentes formas de expressão artística por meio de atividades lúdicas que incentivam a colaboração e o engajamento.

Esta aula inicial é uma forma de quebrar o gelo entre os alunos e criar um ambiente confortável e acolhedor para o aprendizado das Artes. Utilizando a brincadeira como um ponto de partida, os alunos poderão compartilhar experiências, estimular o diálogo e desenvolver habilidades importantes, como o trabalho em equipe e a comunicação. O uso das brincadeiras como tema da aula não só diversifica o conteúdo, mas também contribui para a formação de um clima escolar positivo.

Tema: Brincadeira
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 10-13

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar uma experiência artística dinâmica por meio de brincadeiras, estimulando a criatividade, a expressão individual e a colaboração entre os alunos durante o desenvolvimento de atividades artísticas.

Objetivos Específicos:

1. Promover o conhecimento sobre diferentes formas de expressão artística através da brincadeira.
2. Incentivar a interação e o trabalho em grupo entre os alunos.
3. Estimular a utilização de materiais diversos na criação artística.
4. Desenvolver a percepção estética e a sensibilidade em relação às artes visuais.

Habilidades BNCC:

– (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas e em diferentes matrizes estéticas e culturais, de modo a ampliar a experiência com diferentes contextos e práticas artístico-visuais e cultivar a percepção, o imaginário, a capacidade de simbolizar e o repertório imagético.
– (EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, quadrinhos, dobradura, escultura, modelagem, instalação, vídeo, fotografia, performance etc.).
– (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos, de modo individual, coletivo e colaborativo, fazendo uso de materiais, instrumentos e recursos convencionais, alternativos e digitais.
– (EF69AR13) Investigar brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras práticas de dança de diferentes matrizes estéticas e culturais como referência para a criação e a composição de danças autorais, individualmente e em grupo.

Materiais Necessários:

– Papel em branco
– Lápis de cor, canetinhas e tintas
– Colas e tesouras
– Material reciclado (embalagens, papelão, etc.)
– Elementos para construção de brinquedos, como barbante, botões e fita adesiva
– Música para animar a atividade

Situações Problema:

1. Como podemos criar uma obra de arte a partir de materiais recicláveis?
2. Quais brincadeiras podem ser incorporadas ao nosso trabalho artístico?
3. Como a interação entre os alunos pode enriquecer nosso processo criativo?

Contextualização:

Iniciar a aula com uma breve discussão sobre a importância das brincadeiras na criatividade e expressividade humana. Perguntar aos alunos quais são suas brincadeiras favoritas e como essas interações ajudam na criação de novos mundos e ideias. Isso permitirá que eles reconheçam a relação entre diversão e arte.

Desenvolvimento:

1. Abertura da Aula: Dar início à aula apresentando a proposta de uma atividade lúdica, onde todos participarão ativamente. A ideia é criar uma obra artística em grupo, neta aula discutindo as alternativas de materiais e técnicas que podem ser utilizadas.
2. Formação dos Grupos: Dividir os alunos em pequenos grupos e distribuir os materiais. Cada grupo deve discutir e planejar a obra que irão criar, podendo optar por pintar, desenhar ou criar uma colagem utilizando os materiais recicláveis.
3. Criação da Obra: Os alunos terão 30 minutos para trabalhar juntos e criar sua obra. Durante o desenvolvimento, o professor deve circular entre os grupos, fazendo perguntas e incentivando o diálogo, assegurando que todos participem ativamente da criação.
4. Apresentação: Após a criação das obras, cada grupo terá a oportunidade de apresentar sua criação para a turma, explicando o que trabalharam e como a brincadeira ajudou no processo criativo.
5. Reflexão: Concluir a aula promovendo um debate sobre o que aprenderam com a atividade. Quais desafios encontraram? Como se sentiram ao trabalhar em equipe? O professor deve estimular os alunos a refletirem sobre a importância da criatividade nas Artes.

Atividades sugeridas:

Segunda-feira:
Objetivo: Introduzir o conceito de arteterapia com atividades lúdicas.
Descrição: Os alunos participarão de uma dinâmica onde deverão desenhar algo que os faça felizes e compartilhar o que escolheram.
Materiais: Papel, lápis de cor e canetinhas.

Terça-feira:
Objetivo: Criar uma colagem coletiva.
Descrição: Cada aluno traz uma foto ou imagem que representa suas brincadeiras favoritas. Juntos, criarão uma colagem em um grande painel.
Materiais: Revistas, tesouras, cola, papel em branco.

Quarta-feira:
Objetivo: Explorar a música como forma de arte.
Descrição: Os alunos deverão criar uma dança representativa baseada em uma música de sua escolha.
Materiais: Música escolhida, espaço livre para dançar.

Quinta-feira:
Objetivo: Desenvolver um projeto de escultura.
Descrição: Usar materiais recicláveis para criar uma escultura coletiva, onde cada equipe orientará o que quer trabalhar em conjunto.
Materiais: Papelão, garrafas plásticas, fitas adesivas.

Sexta-feira:
Objetivo: Realizar uma exposição das obras criadas.
Descrição: Os alunos irão apresentar suas criações para outras turmas, discutindo o que aprenderam com as brincadeiras e as artes.
Materiais: Espaço para a exposição e as obras realizadas são necessários.

Discussão em Grupo:

– O que mais gostaram de fazer durante as atividades?
– Como as brincadeiras influenciam na nossa criatividade e expressão?
– Que tipo de obra gostariam de fazer em futuras aulas?

Perguntas:

1. O que é para você a brincadeira?
2. Como você usaria a animação das brincadeiras para melhorar uma obra de arte?
3. De que forma trabalhar em grupo ajudou na execução das atividades?

Avaliação:

A avaliação será realizada de forma contínua durante as atividades, observando a participação e o envolvimento dos alunos. O professor deve levar em consideração tanto a produção artística gerada quanto a reflexão e discussões propostas ao final da aula.

Encerramento:

Finalizar a aula agradecendo a participação de todos e convidando-os a refletirem sobre como as artes enriqueçam nossa vida. Incentivar os alunos a continuarem explorando a arte e as brincadeiras no seu cotidiano.

Dicas:

– Levar em consideração diferentes habilidades e formas de expressão de cada aluno.
– Incentivar a utilização criativa de materiais recicláveis.
– Criar um ambiente inclusivo, acolhendo todos os tipos de expressões artísticas.

Texto sobre o tema:

A brincadeira é um elemento essencial na formação e desenvolvimento infantil, e se torna ainda mais significativa quando é incorporada ao aprendizado nas artes. É presente em diversas culturas e é um dos principais meios pelos quais as crianças expressam suas emoções e criatividade. As brincadeiras podem ser simples jogos de roda, peças de teatro improvisadas ou atividades de dança – todas têm a capacidade de engajar, ensinar e proporcionar felicidade. Se pensarmos em como brincar e criar são interligados, logo percebemos que a arte se manifesta em cada traço, em cada movimento e no lúdico que traz um profundo conhecimento sobre o nosso interior e o entorno.

Um exemplo do impacto que a brincadeira pode ter é notável em diversas culturas indígenas, onde as danças e as músicas são utilizadas não só em festas, mas também como um meio de ensinar a história e a espiritualidade do grupo. Por meio da brincadeira, é possível aprender tanto aspectos culturais quanto sociais, habilidades de comunicação e o valor do trabalho em equipe. Integrar as brincadeiras ao aprendizado de Artes enriquece o repertório dos alunos, incentivando a interatividade e a expressão pessoal. É neste contexto que os educadores devem levar em consideração o quanto o aprendizado baseado na brincadeira pode contribuir para o desenvolvimento de cada indivíduo.

Compreender que aprender pode ser divertido e criativo transforma a sala de aula em um espaço de vivências e experiências práticas e significativas. As aulas se tornam oportunidades de descobrir novas formas de expressão, de explorar a sensibilidade e de promover a inclusão. Assim, ao integrar a brincadeira ao ensino da arte, estamos não apenas formando artistas, mas também cidadãos mais empáticos, criativos e coesos socialmente. Para compor um ambiente favorável ao aprendizado, os educadores têm uma grande responsabilidade de criar experiências lúdicas e estéticas que inspirem e motivem os estudantes a se engajar ativamente nas aulas de artes.

Desdobramentos do plano:

Após a primeira aula onde as brincadeiras foram o foco principal, as oportunidades de desdobramento do plano de aula são vastas e enriquecedoras. Uma possibilidade é a criação de um projeto mais longo que envolva apresentações artísticas, onde cada estudante pode explorar diversos gêneros artísticos, como teatro, dança ou música, utilizando as brincadeiras como tema central. Isso permitirá uma exploração mais aprofundada das técnicas artísticas e do desenvolvimento da capacidade de trabalhar em grupo, promovendo o compromisso e a responsabilidade na construção de um trabalho coletivo.

Outra interessante sequência de aulas pode lançar mão de visitações a museus ou exposições de arte, que podem ser escolhidas em função das criações que os alunos realizaram nas aulas anteriores. Essa experiência não só ampliará o conhecimento das artes visuais, mas também poderá implementar uma conexão prática entre o que foi criado na escola e as obras de artistas reconhecidos. Os alunos podem analisar as obras que mais os impressionaram e elaborar um retorno em forma de crítica ou de apreciação, sempre relacionando com as experiências vividas nas aulas práticas.

Por último, um desdobramento efetivo pode ocorrer com o incentivo a projetos interdisciplinares, onde se possa unir as áreas de História, Ciências e Geografia às artes. Isso pode ser através da produção de um mural temático que aborde um tema histórico, ou a construção de uma maquete que ilustre os comportamentos sociais em determinado período, utilizando a arte para representar the informações adquiridas nas outras disciplinas. Assim, a figura do professor se coloca como mediador do conhecimento, envolvendo os alunos em um universo vasto e interconectado, integrando saberes e experiências através da arte.

Orientações finais sobre o plano:

As aulas que giram em torno do tema brincadeiras têm um grande potencial de transformação e inovação. As atividades propostas dentro deste plano não são apenas educativas, mas também fornecem experiências vivenciais que contribuem para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais. É fundamental que os educadores estejam atentos ao perfil de seus alunos e que implementem adaptações quando necessário, sempre visando a inclusão e a participação de todos. Cada aluno traz consigo um olhar único e uma perspectiva particular que podem enriquecer o aprendizado coletivo.

Além disso, as interações sociais que se estabelecem durante as atividades lúdicas moldam um ambiente propício para que os alunos se sintam confortáveis para se expressar e explorar novas possibilidades artísticas. Fomentar essa atmosfera de liberdade e respeito é essencial para que todos se sintam valorizados e seguros em suas manifestações. Não esquecer a importância de promover a autoavaliação e a reflexão por parte dos alunos após as atividades, incentivando-os a pensar sobre o que aprenderam, como se sentiram e qual foi a contribuição de cada um para o trabalho em grupo.

Por fim, considerar o uso de recursos tecnológicos como apoio às aulas de Artes e Brincadeiras pode ser um grande diferencial. Desde plataformas de aprendizado online a vídeos de referência sobre técnicas artísticas contemporâneas, a inclusão desses recursos pode aumentar o interesse dos alunos e fazer com que se sintam mais conectados ao mundo atual. Essa convergência entre arte, brincadeira e tecnologia potencializa a experiência educativa no ambiente escolar, produzindo resultados impactantes e duradouros.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro Artístico: Os alunos recebem pistas e devem procurar por itens artísticos escondidos pela sala ou escola. Cada item encontrado deve ser utilizado em uma produção artística coletiva.
Objetivo: Integrar o aprendizado com a atividade física.
Materiais: Pistas escritas, objetos artísticos como tintas, papéis, etc.

2. Teatro de Sombras: Os alunos criam figuras com papel e usam lanternas para contar histórias.
Objetivo: Estimular a criatividade na narrativa visual.
Materiais: Papel, tesoura, lanternas.

3. Brincadeira de Expressão Corporal: Alunos devem representar emoções, objetos, ou animais através de gestos.
Objetivo: Explorar a comunicação não verbal e a expressão artística.
Materiais: Um espaço amplo para movimento, música pode ser incorporada.

4. Pintura Coletiva: Um grande painel é dividido entre os alunos, que devem pintar partes sem saber como a obra final ficará.
Objetivo: Estimular o trabalho em grupo e a surpresa na arte.
Materiais: Tecido grande ou papel, tintas, pincéis.

5. Dança das Cores: Os alunos dançam ao som de uma música e, quando ela parar, devem se posicionar em um lugar de uma cor específica.
Objetivo: Integrar dança com conhecimento de cores e movimento.
Materiais: Um espaço amplo, música animada e objetos coloridos.

Com este plano de aula, espera-se que os alunos não apenas aprendam sobre brincadeiras e artes, mas também valorizem as relações e a colaboração, transformando-se em participantes ativos de seu próprio aprendizado e do ambiente escolar.


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