“Ensino Lúdico de Matemática: Grupos de Três para Crianças”
A proposta deste plano de aula é desenvolver atividades lúdico-educativas voltadas para a matemática, com foco em grupos de três e personagens de contos, para crianças pequenas, na faixa etária de 3 a 4 anos. O objetivo é facilitar a compreensão sobre quantidades e a importância da colaboração em grupo, utilizando narrativas e personagens conhecidos que atraem a atenção dos pequenos. O ambiente de aprendizagem deve ser acolhedor, e as atividades devem ser planejadas de forma que estimulem tanto a interação social quanto a apreensão de conceitos matemáticos básicos.
As crianças nessa faixa etária estão se desenvolvendo em várias dimensões, incluindo a matemática, através da exploração e do movimento. Este plano visa proporcionar experiências que conectam o aprendizado da matemática com as interações sociais e emocionais, o que pode ser muito enriquecedor para os alunos. As atividades propostas são baseadas em abordagens práticas que incentivam a cooperatividade, criação e expressão pessoal, sempre em um ambiente de apoio e respeito mútuo.
Tema: Grupos de 3/personagem de conto
Duração: 2h
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 3 a 4 anos
Objetivo Geral:
Fomentar a compreensão de quantidades a partir da formação de grupos de três, utilizando personagens de contos para tornar a aprendizagem matemática divertida e significativa.
Objetivos Específicos:
– Promover o reconhecimento da quantidade “três” em diferentes contextos;
– Estimular a cooperação e o trabalho em grupo;
– Fomentar a expressão e comunicação dos alunos, através de histórias e personagens;
– Explorar a matemática de forma lúdica e interativa, utilizando materiais concretos.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
(EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência.
Materiais Necessários:
– Contadores coloridos (tampinhas, blocos ou outros objetos)
– Os livros com contos ou histórias conhecidas (como “Os Três Porquinhos”, “Três Cabecinhas de Algodão”)
– Materiais para desenho (papel, lápis, giz de cera)
– Música infantil relacionada a contos
– Cartazes ilustrando os números de 1 a 3
Situações Problema:
Como podemos agrupar objetos em grupos de três? E como as histórias podem nos ajudar a entender isso? A proposta é que, através dos contos, as crianças reflitam sobre as quantidades e a formação de grupos.
Contextualização:
As histórias e contos são ferramentas poderosas que enriquecem o entendimento infantil. Ao associar personagens de contos que trabalham com o número três, como “Os Três Porquinhos”, as crianças podem emergir numa vivência que une a literatura ao aprendizado matemático. Essa intersecção é fundamental para estimular o interesse dos alunos e facilitar a compreensão de conceitos matemáticos básicos.
Desenvolvimento:
1. Início da aula: Apresentar o tema da aula para os alunos, utilizando a leitura de um conto que envolva personagens em grupos de três.
2. Leitura do conto: Escolher um conto que represente bem o número três. Durante a leitura, encorajar as crianças a participarem, completando frases ou narrando partes conhecidas.
3. Discussão sobre o conto: Perguntar às crianças sobre os personagens e o que eles perceberam sobre as ações deles em grupo.
4. Atividade de agrupamento: Usar objetos contadores para criar grupos de três. Pedir que as crianças façam os grupos e compartilhem com os colegas.
5. Atividade de desenho: Pedir que os alunos desenhem seus personagens favoritos do conto e que os representem em grupos de três.
6. Encerramento: Reunir as crianças para cantar uma música relacionada ao tema.
Atividades sugeridas:
1. Grupo dos Três
– Objetivo: Compreender o conceito de quantidade através do agrupamento.
– Descrição: Usar contadores (tampinhas, blocos) para formar grupos de três objetos.
– Instruções Práticas: Apresentar os objetos, contar com a ajuda das crianças e incentivá-las a formar grupos.
– Materiais: Contadores, cartazes com o número 3.
2. Teatro dos Três
– Objetivo: Desenvolver a expressão oral e a comunicação.
– Descrição: Incentivar os alunos a recriarem o conto em forma de teatro.
– Instruções Práticas: Dividir as crianças em grupos de três e pedir que encenem partes da história.
– Materiais: Fantasias simples ou objetos que representam os personagens.
3. Desenho em Cores
– Objetivo: Trabalhar a coordenação motora fina e a expressão artística.
– Descrição: Pedir que as crianças desenhem seus personagens em grupos de três.
– Instruções Práticas: Fornecer papel e giz de cera, permitindo que cada criança desenhe à sua maneira.
– Materiais: Papel, giz de cera.
4. Música dos Três
– Objetivo: Estimular a memorização e a musicalidade.
– Descrição: Cantar músicas relacionadas aos números e grupos de três.
– Instruções Práticas: Introduzir canções que mencionam o número três e encorajar a participação.
– Materiais: CDs ou dispositivos com música infantil.
5. Caminhada dos Personagens
– Objetivo: Promover o movimento e a consciência corporal.
– Descrição: Criar uma caminhada onde as crianças marcham em grupos de três, representando os personagens do conto.
– Instruções Práticas: Organizar uma pequena apresentação onde cada grupo de três caminha junto e realiza um pequeno gesto ou movimento.
– Materiais: Um espaço amplo para a atividade.
Discussão em Grupo:
Realizar uma roda de conversa onde as crianças poderão compartilhar suas experiências sobre a atividade, o que aprenderam com o grupo de três e como se sentiram interagindo e brincando juntas.
Perguntas:
– Quantos personagens estavam no seu grupo?
– O que aconteceu com os três porquinhos?
– Como podemos contar até três?
– Quais sentimentos os personagens sentiram quando estavam juntos?
Avaliação:
A avaliação será feita através da observação da participação dos alunos nas atividades. Serão analisados o engajamento, a capacidade de formação de grupos e a expressão oral durante as discussões e encenações. No final, uma roda de conversa permitirá refletir sobre o que aprenderam e como se sentem em relação ao conteúdo.
Encerramento:
Finalizar a aula relembrando os principais conceitos trabalhados, reforçando a importância da união e da tradição na contação de histórias. As crianças poderão se despedir dos seus grupos de três e compartilhar algo que aprenderam.
Dicas:
– Utilize sempre um tom lúdico e envolvente, as crianças respondem melhor a atividades que estimulam sua imaginação.
– Seja flexível com a dinâmica da aula, adaptando-se ao ritmo e interesse dos alunos.
– Incentive a criatividade e a originalidade em todas as atividades, permitindo que explorem suas ideias.
Texto sobre o tema:
Os grupos de três são uma forma mágica de interação na infância. Quando pensamos em contos, frequentemente somos levados a imaginar o trio de personagens que enfrentam desafios juntos. Por exemplo, “Os Três Porquinhos” não é apenas uma história sobre a construção de casas, mas sim uma rica representação de como o trabalho em equipe e a estratégia são fundamentais em qualquer empreitada. As crianças, ao se depararem com essas narrativas, são convidadas a perceber não apenas as ações dos personagens, mas também como elas podem refletir em suas próprias vidas.
Estabelecer vínculos com personagens conhecidos ajuda as crianças a se identificarem com a narrativa e usufruírem isso em suas interações diárias. A matemática,, reconhecida muitas vezes como uma disciplina desafiadora, ganha vida por meio da contação de histórias. Trabalhar com contos que tratam de grupos de três facilita a educação matemática e a inclusão social. Nesse sentido, os contos são pontes para a construção de aprendizagens significativas, onde o contar se transforma em contar – e, ao lado disso, cada personagem apresenta uma nova possibilidade de interpretação e aproximação.
Além disso, é importante ressaltar que as brincadeiras e atividades práticas são fundamentais para a assimilação do conhecimento nessa faixa etária. Crianças pequenas aprendem por meio da observação do mundo que as cerca e da interação com seus pares. Portanto, ao proporcionar atividades que permitam o brincar, o tocar e o sentir, favorecemos não apenas a aprendizagem matemática, mas também o desenvolvimento afetivo e social dos pequenos. Isso pode ser feito com um olhar atento para o que cada criança traz em sua bagagem e como isso pode ser respeitado e valorizado na construção coletiva de saberes.
Desdobramentos do plano:
Um plano de aula como este pode expandir as fronteiras do ensino na Educação Infantil. Trabalhar com grupos de três não apenas ensina matemática, mas também reforça valores de cooperação e respeito pelas diferenças entre os colegas. Em um ambiente onde as crianças são incentivadas a aceitarem e valorizar as características umas das outras, estamos promovendo um espaço saudável para o desenvolvimento social. Este tipo de aprendizagem não se restringe ao conhecimento, mas é também um aspecto formador da identidade e do caráter dos alunos.
Os desdobramentos podem incluir a elaboração de outras histórias ou adaptações a partir do conto inicial. Os alunos podem ser convidáveis a criar suas próprias histórias, incorporando personagens que criem vínculos com o conceito de grupos. Isso não apenas estimula a imaginação e a criatividade, mas também integra o aprendizado matemático à narrativa, sempre em um contexto em que a comunicação, a expressão e a expressão individual são incentivadas. Vale ressaltar que o aprendizado se torna ainda mais relevante quando há interações e sobreposições de conhecimentos, onde as crianças se tornam as protagonistas de suas histórias.
No futuro, um desdobramento importante deste plano poderá ser a conexão com outras áreas do conhecimento, como a arte, a música e a ciência. Além disso, outra possibilidade é a criação de um projeto maior que envolva outras classes e disciplinas, onde as crianças possam explorar o conceito de grupo de uma maneira multifacetada, reafirmando a importância da colaboração e da construção comum de saberes. O brincar, se bem administrado e contextualizado, torna-se um poderoso instrumento de aprendizado.
Orientações finais sobre o plano:
O ponto crucial do plano de aula é garantir que todos os alunos, independentemente de suas habilidades e estilos de aprendizagem, encontrem maneiras de se conectar ao conteúdo. Isso pode exigir que o professor desenvolva estratégias diferenciadas, como o uso de narrativas visuais e auditivas para reforçar a conexão com os personagens e histórias. Adaptar as metodologias de ensino para incluir jogos e práticas que se alinhem com as necessidades individuais dos alunos é essencial para que o aprendizado ocorra de forma significativa.
Adicionalmente, o papel do educador vai além de um mero facilitador; ele também é um mediador do conhecimento que deve estar atento às oportunidades de aprendizado que surgem à medida que as crianças exploram. A observação e escuta ativa se tornam as chaves para entender onde cada aluno se encontra, e como podemos guiá-los na construção de saberes cada vez mais complexos. Portanto, proporcionar um ambiente que treine as crianças a serem partes ativas de suas aprendizagens é um desafio que, quando bem acolhido e praticado, gera frutos tanto no aspecto cognitivo quanto emocional.
Por fim, ao selecionar as atividades, é importante garantir que todos os recursos sejam adequados e acessíveis para as crianças. A sensibilidade a diferentes ritmos e estilos de aprendizagem deve ser um pilar em qualquer plano educacional. Ao desenvolver um clima justo e colaborativo onde todos se sentem valorizados e ouvidos, criamos não apenas aprendizes mais comprometidos, mas também cidadãos mais empáticos e sociais.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Bonecos
– Objetivo: Estimular habilidades motoras e a capacidade de narrar histórias.
– Idade: 3 a 4 anos.
– Descrição: As crianças criam personagens de três e encenam pequenas histórias utilizando fantoches de meias ou de papel, explorando assim as relações pessoais através da arte.
– Materiais: Meias, papel, canetinhas, tesoura e colas.
2. Construindo a Casa dos Três
– Objetivo: Desenvolver habilidades de construção e competências sociais.
– Idade: 4 a 5 anos.
– Descrição: Providenciar materiais de construção (blocos, caixas) e pedir que, em grupos de três, as crianças construam uma casa que represente a história que ouviram.
– Materiais: Blocos de montar, caixas de diversos tamanhos.
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