“Ensine Crianças a Esperar a Vez de Falar com Empatia”

A proposta deste plano de aula é promover um ambiente de aprendizado onde as crianças pequenas possam aprender a esperar a sua vez de falar, desenvolvendo, assim, competências essenciais para a convivência em grupo. A habilidade de escutar os outros e respeitar o turno de fala é fundamental para o fortalecimento das relações interpessoais, além de contribuir para o desenvolvimento da empatia, um aspecto importante na formação de cidadãos colaborativos e respeitosos.

O ato de esperar a vez se relaciona diretamente com as interações sociais das crianças, educando-as sobre a importância da comunicação respeitosa e do reconhecimento dos sentimentos e opiniões alheias. Este plano de aula busca facilitar o entendimento dessas dinâmicas por meio de atividades práticas, lúdicas e que estimulem a expressão oral, promovendo não apenas a habilidade de escutar, mas também a capacidade de se fazer ouvir de maneira respeitosa.

Tema: Aprender a esperar a sua vez de falar
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 e 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover o desenvolvimento da habilidade de espera da vez de falar em um contexto de grupo, fortalecendo a comunicação e a empatia entre as crianças.

Objetivos Específicos:

– Desenvolver a capacidade de escutar atentamente os colegas.
– Estimular a expressão oral respeitando o turno de fala.
– Fomentar a empatia, permitindo que as crianças compreendam e respeitem os sentimentos dos outros.
– Promover interações positivas entre as crianças, incentivando a cooperação e a participação.

Habilidades BNCC:

(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral.

Materiais Necessários:

Círculo de conversa: almofadas ou tapetes para sentar.
Recortes de figuras que representem emoções (feliz, triste, bravo, surpreso).
Um sino ou tambor para sinalizar o momento de troca de fala.
Livros ilustrados para leitura coletiva.
Cartões de cores que indiquem quando a criança pode falar (ex: vermelho para silêncio, verde para falar).

Situações Problema:

– Como você se sente quando alguém não te escuta?
– O que você faz para que os seus amigos te ouçam?
– Como podemos fazer para que todos tenham a chance de falar?

Contextualização:

Iniciar a aula com uma dinâmica em círculo, onde cada criança possa escolher um objeto (como um boneco ou um brinquedo) para falar sobre si mesma. O uso do sino ou tambor ajudará a sinalizar a vez de cada um, promovendo o respeito ao tempo de fala e a escuta ativa. A troca de figuras com expressões emocionais também pode ajudar a ilustrar como se sentem quando não são escutadas.

Desenvolvimento:

1. Início (10 minutos): Criação do círculo de conversa. O professor explica como vai funcionar a atividade do turno de fala e distribui os objetos para que cada criança tenha a chance de se expressar ao falar sobre algo que gosta. O sino sinaliza o início e o fim de cada fala.

2. Atividade Principal (20 minutos): Um momento de leitura coletiva, onde o professor lê uma história com ilustrações coloridas. Após a leitura, as crianças são convidadas a compartilhar suas opiniões sobre a história, sempre respeitando a vez de cada um e utilizando os cartões de cores para indicar quando podem falar.

3. Atividade de Expressão (15 minutos): Selecione algumas emoções representadas nas figuras recortadas e peça que as crianças escolham uma para representar. Essa atividade pode ajudar na identificação das emoções dos colegas, reforçando a empatia. Cada criança, ao escolher uma figura, deverá também explicar o porquê da escolha, respeitando as vezes de fala.

4. Encerramento (5 minutos): Realizar uma roda de agradecimento, onde cada criança é incentivada a dizer o que mais gostou na atividade ou expressar um elogio aos colegas. Isso promoverá uma finalização positiva da atividade.

Atividades sugeridas:

1ª Atividade – O Círculo das Emoções:
Objetivo: Estimular a expressão de sentimentos.
Descrição: Sentadas em círculo, as crianças escolhem uma figura de emoção e devem explicar por que escolheram aquela emoção.
Materiais: Figuras de emoções, sinos.
Instruções: O professor inicia com um exemplo, depois passa o sino para cada criança conforme sua vez.

2ª Atividade – Hora da História:
Objetivo: Desenvolver a escuta atenta.
Descrição: Leitura de um livro que aborda a importância da amizade e do respeito. As crianças levantam a mão quando desejam falar.
Materiais: Livros ilustrados.
Instruções: O professor lê em voz alta e pausa para discutir o que foi lido.

3ª Atividade – O Jogo da Espera:
Objetivo: Trabalhar o conceito de “esperar”.
Descrição: Jogo onde cada criança deve esperar sua vez para pegar um brinquedo no centro do círculo.
Materiais: Brinquedos variados.
Instruções: Colocar os brinquedos no centro e, ao sinal, as crianças devem ir um de cada vez.

4ª Atividade – Expressões Artísticas:
Objetivo: Estimular a expressão através da arte.
Descrição: As crianças desenham uma emoção que sentem e a apresentam em círculo, discutindo suas escolhas.
Materiais: Papel, lápis de cor.
Instruções: Após desenharem, cada um fala sobre sua obra.

5ª Atividade – Mímica das Emoções:
Objetivo: Compreender a expressão não-verbal dos sentimentos.
Descrição: Uma criança faz mímicas de uma emoção e os colegas tentam descobrir.
Materiais: Nenhum.
Instruções: O professor orienta o início e garante que todos tenham a vez.

Discussão em Grupo:

Promova uma discussão em grupo sobre a importância de esperar a vez de falar e como isso faz com que se sintam importantes e respeitados. Pergunte o que a experiência de ouvir e esperar fez com que elas sentissem.

Perguntas:

– Como você se sentiu ao esperar a sua vez?
– O que acontece quando alguém fala enquanto você está falando?
– Por que é importante ouvir os seus amigos?

Avaliação:

A avaliação será feita por meio da observação do comportamento das crianças durante as atividades. O professor verificará se elas estão respeitando as vezes de fala, se estão escutando atentas e se mostram empatia ao se expressar.

Encerramento:

Para encerrar a aula, o professor pode reforçar a importância do que foi aprendido, estimulando as crianças a continuarem praticando o respeito às falas dos colegas em suas interações diárias.

Dicas:

– Incentivar constantemente o uso de palavras de cortesia durante as atividades.
– Reforçar o conceito de turnos nas conversas, para que as crianças compreendam visualmente e auditivamente como isso funciona.
– Utilizar músicas que falem sobre amizade e respeito para criar um ambiente mais lúdico e acolhedor.

Texto sobre o tema:

O ato de esperar a vez de falar é um aprendizado essencial que vai além da Educação Infantil. Essa habilidade é fundamental na formação de cidadãos respeitosos e empáticos que sabem lidar com as diversidades de opiniões e sentimentos. Na convivência diária em grupos, seja na escola, em casa ou em comunidades, é necessário que as crianças compreendam que todas as vozes têm valor e que, assim como elas, os outros também podem ter algo importante a compartilhar. Essa prática não só facilita a comunicação, mas também ajuda na construção de relações saudáveis.

Para que as crianças pequenas possam internalizar esse aprendizado, é crucial criar experiências que abordem a escuta ativa. Isso envolve não apenas ouvir, mas também interagir respeitando a vez de cada um. O uso de elementos lúdicos, como jogos, dinâmicas de grupo e atividades artísticas, transforma uma habilidade abstrata em uma prática concreta. Além disso, através dessa abordagem, as crianças começam a perceber a importância das emoções e como cada uma delas pode influenciar a comunicação.

A relação entre o respeito ao próximo e a escuta não é apenas benéfica para o diálogo, mas também ajuda a construir uma comunidade. Quando as crianças aprendem a valorizar as opiniões dos colegas, elas criam um ambiente de suporte emocional, onde todos se sentem seguros para se expressar. Com o tempo, essas habilidades se estenderão para outras esferas da vida, contribuindo para a formação de adultos mais conscientes e respeitosos nas relações pessoais e profissionais.

Desdobramentos do plano:

A habilidade de esperar a vez de falar pode levar a vários desdobramentos positivos na dinâmica de grupos e nas relações interpessoais das crianças. Primeiramente, a prática contínua dessa habilidade pode resultar em um aumento da autoestima e do bem-estar emocional, uma vez que as crianças se sentem respeitadas e valorizadas em suas opiniões e sentimentos. Isso propicia um ambiente de aprendizado mais seguro e acolhedor, no qual as crianças estão dispostas a se envolverem ativamente nas atividades propostas.

Além disso, essa habilidade pode facilitar a resolução de conflitos, uma vez que a empatia e o respeito são componentes essenciais para a compreensão das perspectivas alheias. Quando as crianças aprendem a ser mais atenciosas com as emoções dos outros, elas estão melhor preparadas para lidar com desentendimentos e divergências de maneira pacífica e construtiva. Essa habilidade se estende, portanto, para além do contexto escolar, influenciando as relações nas diversas esferas de suas vidas.

Finalmente, o aprendizado de que existe um tempo para cada um se expressar impacta também a capacidade de comunicação eficaz. Ao submeter-se a esse processo, as crianças não apenas se tornam melhores ouvintes, mas também aprimoram suas próprias habilidades de retórica, expressando-se de forma clara e respeitosa. Assim, o investimento em atividades que promovam a espera de vez no diálogo torna-se um pilar essencial na formação de cidadãos mais conscientes, respeitosos e colaborativos.

Orientações finais sobre o plano:

É importante que o professor seja um exemplo a ser seguido, demonstrando em suas interações a prática do respeito ao turno de fala e a escuta ativa. As crianças tendem a imitar comportamentos observados, e a modelagem por parte do educador é fundamental para solidificar os valores que se deseja ensinar. Incentivar uma cultura de encontro e diálogo é, portanto, necessário para que esses princípios se tornem intrínsecos ao cotidiano dos alunos.

As atividades propostas devem ser adaptadas conforme a necessidade do grupo. Cada turma possui características únicas, portanto, a flexibilidade na abordagem das experiências é essencial para garantir que todos os alunos estejam engajados e se sintam confortáveis durante as atividades. A ideia é que cada criança possa vivenciar de forma prazerosa o processo de aprendizagem em torno do tema, mesmo que isso signifique ajustar o ritmo ou a dinâmica.

Por fim, a contínua avaliação do engajamento e da receptividade dos alunos ajudará o professor a ajustar o plano de aula conforme necessário. Ao observar as necessidades e as reações das crianças, o educador pode enriquecer ainda mais as experiências e aprofundar o aprendizado no tema da comunicação respeitosa e espera da vez de falar, celebrando as conquistas de cada aluno nesse percurso.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. O Jogo do Silêncio:
Objetivo: Exercitar a escuta ativa e respeitar o silêncio.
Descrição: As crianças se sentam em um círculo e o professor explica que elas devem ficar em silêncio. Após um tempo, aquelas que ouvirem um som (um sino ou batida) podem levantar a mão para falar.
Materiais: Sino ou tambor.
Instruções: O professor deve iniciar a atividade e determinar um tempo para o silêncio.

2. Histórias em Dupla:
Objetivo: Promover a escuta e o respeito à vez de cada aluno.
Descrição: Em duplas, as crianças compartilham uma breve história sobre um brinquedo de sua preferência, enquanto a outra ouve sem interromper.
Materiais: Brinquedos ou objetos pessoais.
Instruções: As crianças devem alternar as falas, respeitando um tempo predefinido.

3. O Sinalizador de Fala:
Objetivo: Tornar visível o conceito de turnos de fala.
Descrição: Uma criança segura um objeto (como uma bolinha). Quando ela estiver falando, a bolinha fica com ela; quando termina, deve passar para o colega.
Materiais: Bolinha ou qualquer objeto pequeno.
Instruções: O professor deve estabelecer um tempo de fala e controlar a passagem da bolinha.

4. Pintura da Emoção:
Objetivo: Explorar a expressão artística e emocional.
Descrição: As crianças desenham algo que representa como se sentem e compartilham em círculo, respeitando a vez de cada uma.
Materiais: Papel, lápis de cor e tintas.
Instruções: O professor deve incentivar as crianças a falarem sobre suas escolhas.

5. Caça ao Tesouro das Emoções:
Objetivo: Associar emoções a figuras e praticar a escuta.
Descrição: Esconder figuras de emoções pela sala e, ao encontrá-las, a criança deve falar sobre o que a figura representa e como ela se sente em relação àquela emoção.
Materiais: Figuras de emoções, tesouros pequenos.
Instruções: O professor deve organizar previamente o espaço para facilitar a busca.

Este plano de aula busca proporcionar um aprendizado significativo e divertido para as crianças pequenas, incentivando o desenvolvimento de habilidades sociais essenciais que as acompanharão ao longo de suas vidas.


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