“Desenvolvimento da Pega no Lápis: Atividades Lúdicas para Bebês”
A proposta deste plano de aula é promover o desenvolvimento da pega no lápis através de atividades lúdicas direcionadas a bebês na faixa etária de 0 a 1 ano e 6 meses. Por meio de brincadeiras e manipulação de materiais, as crianças poderão explorar suas capacidades motoras, além de interagir socialmente com os colegas e adultos, cumprindo assim, uma importante etapa do seu desenvolvimento. O foco será no aprimoramento da coordenação motora fina, que é essencial para a escrita futura, o que será trabalho de forma divertida e envolvente.
Nesta faixa etária, as atividades lúdicas são fundamentais, pois permitem que os bebês experimentem o mundo ao seu redor e desenvolvam suas habilidades por meio de brincadeiras. O plano irá integrar os Campos de Experiência da BNCC, proporcionando um ambiente de aprendizado que estimule a descoberta, a exploração e a socialização entre os pequenos.
Tema: Desenvolvimento da Pega no Lápis
Duração: 30 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 0 a 1 ano e 6 meses
Objetivo Geral:
Desenvolver a habilidade de preensão em bebês, promovendo a interação social e a exploração de materiais por meio de atividades lúdicas que envolvem o uso de lápis e outros objetos.
Objetivos Específicos:
– Estimular a coordenação motora fina através da manipulação de lápis e objetos de diferentes formas e texturas.
– Promover a interação entre as crianças e os adultos, buscando a comunicação de desejos e necessidades.
– Aumentar a percepção do corpo e suas limitações em atividades de movimento e exploração.
Habilidades BNCC:
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.
Materiais Necessários:
– Lápis grossos (não tóxicos)
– Papéis brancos e coloridos
– Tinta atóxica (opcional, para atividade de pintura)
– Brinquedos de diferentes texturas e tamanhos para incentivar a manipulação
– Folhas de papel com desenhos simples para incentivar a troca de lápis
Situações Problema:
Como a criança percebe seu corpo enquanto tenta pegar e manusear lápis? Quais são as interações que ela cria ao explorar esse material e se comunicar com os adultos e outras crianças durante a atividade?
Contextualização:
Durante o primeiro ano e meio de vida, as crianças passam por uma fase de intensa exploração do mundo ao seu redor. O desenvolvimento da pega é uma habilidade vital que ajuda os bebês a interagir com objetos, garantir o próprio autocuidado e, mais tarde, participar de atividades que envolvem a escrita e o desenho. As atividades a serem propostas buscam integrar o uso do lápis como instrumento de exploração, permitindo que os bebês brinquem e aprendam a partir da experimentação e do contato com diferentes materiais.
Desenvolvimento:
1. Iniciar a atividade com um momento de roda, onde as crianças e o educador apresentam os lápis e outros materiais de forma atrativa, estimulando a curiosidade dos bebês.
2. Conduzir as crianças a um espaço confortável e seguro para que possam sentar e explorar os lápis, incentivando cada um a pegar o seu lápis e experimentar a sensação de segurá-lo.
3. Solicitar que cada criança mostre o lápis e faça gestos que expressem o que sentem ao manuseá-lo, enquanto o educador faz um acompanhamento verbal e gestual.
4. Após a exploração inicial, propor que as crianças façam traços no papel, ressaltando a descoberta de como o lápis deixa marcas e formas, utilizando os diferentes tipos de papel para visualizar as diferenças.
5. Caso o tempo permita, a atividade pode ser ampliada com tinta, proporcionando uma nova experiência sensorial e visual.
Atividades sugeridas:
Atividade 1: Rodas de Lápis
Objetivo: Estimular a socialização e o reconhecimento do objeto.
Descrição: Após a roda inicial, as crianças exploram os lápis em pequenos grupos. Sugira que cada bebê mostre seu lápis ao grupo e faça barulhos ou gestos com os lápis.
Materiais: Lápis e papel.
Adaptação: Para babes que não conseguem ainda pegar o lápis, ofereça objetos com formato semelhante que sejam mais fáceis de manusear.
Atividade 2: Marcas Gráficas
Objetivo: Introduzir a noção de traçar e deixar marcas.
Descrição: Incentivar as crianças a fazer traços em papéis brancos e coloridos, observando como o papel reage ao contato do lápis.
Materiais: Papéis diversos e lápis.
Adaptações: Para atividades em grupo, usar um mural onde os bebês podem adicionar seus traços, facilitando a interação.
Atividade 3: Pintura Livre
Objetivo: Estimular a exploração do novo material e sentidos.
Descrição: Promover uma experiência com tinta atóxica onde os bebês possam usar os lápis para misturar cores.
Materiais: Tintas atóxicas, papéis grandes.
Adaptações: Caso algum bebê não esteja familiarizado, supervise sempre o manuseio da tinta, e use os lápis para ensinar como misturar as cores.
Atividade 4: Contação de Histórias
Objetivo: Estimular a escuta ativa e imaginação.
Descrição: Contar uma história que envolva o uso de lápis, como a magia de desenhar.
Materiais: Livros ilustrados com desenhos.
Adaptações: Incentive os bebês a apontar para as ilustrações enquanto ouvem a história contada.
Atividade 5: Jogo da Troca
Objetivo: Promover interação social e cooperação.
Descrição: Propor um jogo onde as crianças trocam entre si os lápis e materiais, observando suas reações.
Materiais: Vários lápis e objetos de diferentes texturas.
Adaptações: Se algum bebê estiver mais reservado, incentive a troca pelo gesto e palavras de encorajamento.
Discussão em Grupo:
Propor um momento de reflexão após as atividades, dirigindo perguntas como “O que vocês gostaram mais de fazer com os lápis?” ou “Como foi trocar os lápis com seus amigos?”. Essa interação ajudará as crianças a expressarem suas emoções e experiências vividas.
Perguntas:
– O que você sentiu ao pegar o lápis?
– Quais cores você usou hoje?
– Você gostou de fazer traços no papel?
– Como se sentiu ao trocar seu lápis com um amigo?
Avaliação:
A avaliação será contínua e observará a interação das crianças com o material e entre si, prestando atenção no desenvolvimento motor e na comunicação expressa. Observações sobre suas reações, participação nas atividades e engajamento social serão coletadas e, se necessário, ajustes nas atividades serão feitos, visando sempre o bem-estar e aprendizado dos bebês.
Encerramento:
Finalizar o encontro com um momento de relaxamento, onde as crianças podem explorar de forma livre o que foi aprendido. Poderá ser um espaço para desenhar livremente ou admirar as obras criadas, incorporando essa experiência de devolutiva e ajuste na percepção do que foi trabalhado durante a aula.
Dicas:
– Sempre supervise todas as atividades que envolvam materiais, garantindo a segurança das crianças.
– Estimule a comunicação entre os bebês, ajudando-os a usarem gestos, sons e expressões.
– Use músicas e cantigas que façam referência ao ato de desenhar ou pintar, para tornar a experiência ainda mais envolvente e rica.
Texto sobre o tema:
O desenvolvimento motor em bebês é uma fase crucial e repleta de descobertas. A coordenação motora fina é especialmente importante porque está diretamente relacionada a habilidades que serão utilizadas ao longo da vida, como a escrita. Desde os primeiros meses de vida, os pequenos começam a explorar o mundo ao seu redor, utilizando as mãos como principal ferramenta de interação. O auge deste processo ocorre nos primeiros anos, e é a partir de experiências simples que as crianças vão gradualmente construindo conceitos essenciais que irão facilitar o aprendizado posterior.
O uso de instrumentos como lápis, mesmo que em sua forma mais crua e primitiva, permite às crianças ampliarem suas habilidades motoras e, ao mesmo tempo, compreenderem o gosto pelo fazer artístico. Os traços que elas deixam no papel são mais do que simples marcas, são a expressão de um momento de descoberta e criatividade. A interação com outros bebês durante essa atividade favorece não apenas a comunicação, mas também aproximações sociais que são primordiais nessa fase do desenvolvimento.
Cada bebê é único e está em um ritmo próprio, e por isso, é imprescindível que os educadores estejam atentos e abertos a compreender as particularidades de cada criança. Garantir que todos possam brincar e explorar é o primeiro passo para que elas se sintam seguras e confiantes. As atividades lúdicas que envolvem o lápis são oportunidades não apenas de aprendizado motor, mas também de estímulo ao afeto, à curiosidade e ao desejo de explorar um mundo que a cada dia se apresenta mais vibrante e cheio de possibilidades.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula aborda atividades que promovem a interação entre os bebês e entre eles e os adultos, e podem ser facilmente adaptadas para diferentes contextos educativos e necessidades. As experiências aqui desenhadas propõem um olhar atento para a importância do jogo e da exploração de materiais simples, mas apropriados, para a faixa etária. Essas atividades podem contribuir não apenas para o desenvolvimento motor, mas também para a formação de um espaço que vai além da sala de aula, permitindo que as crianças sintam-se à vontade para expressar suas emoções e necessidades.
A partir das estratégias de trabalho propostas neste plano, o educador poderá observar como os bebês interagem com a proposta de desenvolvimento da pega e como estabelecem vínculos com o grupo, pois essa interação é fundamental para o aprendizado social. É fundamental que o educador considere sempre a individualidade de cada criança, propondo adaptações que respeitem o ritmo e a curiosidade de cada um. Assim, o trabalho se torna mais inclusivo e enriquecedor para todos os envolvidos.
Finalmente, o plano de aula não se limita apenas ao ambiente escolar, pois pode ser adaptado para situações em casa com as famílias, estimulando a continuidade do aprendizado que ocorre na escola, mas que também deve acontecer em outros contextos e ambientes. Isso cria uma rede de apoio pedagógico que contribui para o desenvolvimento integral da criança, ampliando o alcance das atividades além das muros da escola.
Orientações finais sobre o plano:
A работа com bebês requer uma abordagem bem sensível e atenta às suas necessidades. O educador pode ser o mediador de experiências que não só oferecem aprendizado, mas que também favorecem o desenvolvimento emocional e social. Ao criar um ambiente que promove a exploração e a manipulação, é essencial garantir que todos os bebês se sintam seguros e encorajados a compartilhar suas experiências. Uma abordagem positiva durante as atividades pode criar um espaço onde todos os sentimentos são bem-vindos.
Além disso, é fundamental que o educador esteja pronto para adaptar as atividades em função das respostas das criancinhas, reconhecendo que cada uma tem seu próprio tempo e modo de aprender. Isso é crucial para a formação de um vínculo afetivo entre a criança e o educador, que por sua vez favorece o desejo de aprendizado e a exploração do mundo que as cerca. Lembrar que o brincar é a principal forma de aprendizado nessa fase é essencial para construir experiências que sejam significativas.
Por fim, o plano deve ser visto como uma orientação que pode ser ampliada e ajustada à medida que novos interesses e experiências surgem. O contexto dinâmico da sala de aula, repleto de interações, pode oferecer a cada profissional inúmeros caminhos a seguir. A flexibilidade é uma poderosa aliada que permite que o aprendizado se torne fluido, criativo e repleto de descobertas para todos os bebês envolvidos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1: Desenho Coletivo
Para essa atividade, o objetivo é que os bebês criem um mural coletivo, onde cada um poderá traçar no papel de forma livre.
Materiais: Uma folha grande de papel e lápis grossos.
Instruções: Coloque a folha no chão e incentive os bebês a desenhar juntos. Observar e interagir durante a atividade ajuda a criá-los e instigá-los a formar conexões através da arte.
Sugestão 2: Caça ao Tesouro colorido
Desafie os bebês a encontrar objetos de diferentes cores na sala e desenhar com o lápis no papel correspondente.
Materiais: Lápis, papéis coloridos e objetos pequenos de diferentes cores.
Instruções: Espalhe os objetos pelo ambiente e incentive os bebês a trazê-los de volta para desenhar. Essa interação promove a percepção de cores e texturas.
Sugestão 3: Música e Movimento
Atendendo ao potencial da música, proponha uma atividade onde os bebês desenham ao som de canções, permitindo que a música influencie o traço.
Materiais: Lápis e um pequeno alto-falante com uma playlist de músicas infantis.
Instruções: Durante a música, as crianças devem soltar a criatividade, desenhando em diferentes ritmos de acordo com a música que escutam.
Sugestão 4: Jogo da Imitação
Propor que os bebês imitem os gestos de pegar e desenhar a partir de movimentos e gestos demonstrados pelo educador.
Materiais: Lápis e papel.
Instruções: O educador faz gestos com o lápis e os bebês devem tentar replicá-los, estimulando a coordenação motora e o entendimento dos gestos.
Sugestão 5: Texturas e Desenho
Utilize um papel em que os bebês possam desenhar em cima de diferentes texturas (lixa, sanduíche plástico, etc.).
Materiais: Lápis e papéis com diferentes texturas.
Instruções: Coloque os papéis e incentive os bebês a explorar a diferenciação, criando várias formas em texturas diferentes, enriquecendo a experiência sensorial.

