“Desenvolvendo Habilidades de Aconselhamento no 9º Ano”
A proposta deste plano de aula é proporcionar uma compreensão detalhada sobre a estrutura do aconselhamento, tratando de aspectos fundamentais que estão presentes no processo de aconselhamento. O foco principal dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental 2 é desenvolver uma habilidade crítica em relação à escuta ativa e à comunicação no contexto de aconselhamento, podendo assim preparar esses jovens para lidar com questões relevantes em suas vidas e nas vidas de seus colegas.
A aula abordará, com base no livro de Emerson Cavalheiro, os aspectos teóricos e práticos do aconselhamento, ampliando a compreensão dos estudantes sobre as estruturas, as funções e as técnicas de aconselhamento que podem ser aplicadas em diferentes contextos. Os alunos serão incentivados a refletir sobre sua própria prática de escuta e a importância do aconselhamento nas relações interpessoais, promovendo um ambiente educativo que valoriza o respeito pelo próximo e a busca pela empatia.
Tema: Estrutura do Aconselhamento
Duração: 40 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 14 a 15 anos
Objetivo Geral:
Compreender a estrutura do aconselhamento, suas principais técnicas e sua aplicação na promoção de um diálogo eficaz e empático.
Objetivos Específicos:
1. Compreender os elementos que compõem o processo de aconselhamento.
2. Analisar a importância da escuta ativa e da empatia no aconselhamento.
3. Aplicar técnicas de aconselhamento em simulações de situações reais.
4. Refletir sobre experiências pessoais que envolvam o aconselhamento e o impacto nas relações sociais.
Habilidades BNCC:
– (EF09LP01) Analisar o fenômeno da disseminação de notícias falsas nas redes sociais e desenvolver estratégias para reconhecê-las, a partir da verificação/avaliação do veículo, fonte, data e local da publicação.
– (EF09LP03) Produzir artigos de opinião, assumindo posição diante de tema polêmico, argumentando de acordo com a estrutura própria desse tipo de texto.
– (EF89LP10) Planejar coletivamente a realização de um debate sobre tema previamente definido.
– (EF89LP11) Analisar os efeitos de sentido do uso em textos de recurso a formas de apropriação textual.
Materiais Necessários:
– Quadro branco e marcadores.
– Flip chart ou cartolina.
– Canetas coloridas.
– Cópias do trecho do livro “Fundamento da Psicologia e do Aconselhamento”, de Emerson Cavalheiro.
– Fichas para a realização de atividades práticas.
Situações Problema:
1. Como lidar com um colega que se sente isolado e precisa de apoio?
2. O que fazer quando alguém confia em você um problema e você não sabe como ajudar?
3. Quais são os assuntos mais difíceis de abordar em uma conversa de aconselhamento?
Contextualização:
A aula se inicia com uma breve discussão sobre a importância do aconselhamento nas relações sociais. O professor pode fazer perguntas sobre experiências dos alunos em que tenham ajudado ou sido ajudados. Essa discussão inicial serve para evidenciar que o aconselhamento é uma prática comum e necessária no dia a dia, contribuindo para a construção de relações saudáveis e empáticas.
Desenvolvimento:
1. Introdução ao tema: o professor inicia a aula apresentando a estrutura do aconselhamento conforme descrito por Emerson Cavalheiro. Será discutido o conceito de aconselhamento e suas finalidades, principalmente em momentos difíceis.
2. Discussão sobre a importância da escuta ativa: os alunos são convidados a refletir sobre o que significa escutar verdadeiramente o outro e como isso impacta na relação de aconselhamento. Exemplos práticos de como a escuta ativa pode ser empregada são trazidos à discussão.
3. Atelier de simulação: os alunos se dividem em grupos e recebem situações-problema fictícias que requerem aconselhamento. Cada grupo deve elaborar um plano de ação para lidar com a situação, utilizando os princípios de escuta ativa e empatia discutidos anteriormente.
Atividades sugeridas:
Atividade 1 – Leitura e Discussão
Objetivo: Compreender a base teórica do aconselhamento.
Descrição: Os alunos leem um trecho do livro “Fundamento da Psicologia e do Aconselhamento”. Em grupos, discutem os principais pontos apresentados pelo autor.
Instruções:
– Dividir a turma em grupos menores.
– Fornecer cópias do material.
– Estimular a discussão com perguntas orientadoras.
Atividade 2 – Dinâmica de Escuta Ativa
Objetivo: Praticar a escuta ativa.
Descrição: Em duplas, um aluno fala sobre um tema da sua escolha por 2 minutos, enquanto o outro escuta ativamente. Após isso, o ouvinte deve relatar o que entendeu da conversa.
Instruções:
– Alterar os papéis após a primeira rodada.
– Discutir em grupo o que foi difícil ou fácil na prática.
Atividade 3 – Simulação de Aconselhamento
Objetivo: Aplicar conceitos aprendidos em um cenário realista.
Descrição: Os alunos simulam sessões de aconselhamento em pequenos grupos. Cada grupo apresenta um caso e os demais tentam atuar como conselheiros.
Instruções:
– Fornecer fichas com situações para cada grupo.
– Permitir que os alunos conduzam a simulação durante 10 minutos e depois discutam como se sentiram na prática.
Atividade 4 – Reflexão Crítica
Objetivo: Refletir sobre as experiências e seu impacto.
Descrição: Os alunos escrevem um pequeno texto refletindo sobre uma situação em que puderam ser aconselhados ou aconselhar alguém, suas emoções e aprendizados.
Instruções:
– Colecionar os textos para uma discussão posterior.
– Pedir para compartilharem se se sentirem confortáveis.
Discussão em Grupo:
Realizar uma roda de conversa em que todos possam compartilhar suas experiências. Os alunos serão incentivados a falar sobre o que aprenderam com a prática do aconselhamento e como se sentem mais preparados para apoiar seus amigos e colegas nas dificuldades.
Perguntas:
1. O que é escuta ativa e por que ela é importante no aconselhamento?
2. Quais dificuldades vocês encontraram ao simular um aconselhamento?
3. Como vocês se sentiriam se estivessem na posição de quem precisa de aconselhamento?
4. O que vocês aprenderam sobre a empatia e sua aplicação nas relações interpessoais?
Avaliação:
A avaliação será contínua e levará em conta a participação nas atividades práticas, a capacidade de escuta ativa demonstrada durante as simulações e a qualidade das reflexões escritas. O professor poderá fazer observações sobre a interação e o respeito entre os alunos durante as discussões.
Encerramento:
Para encerrar a aula, o professor pode pedir que os alunos compartilhem uma coisa nova que aprenderam sobre o aconselhamento. Também pode destacar a importância da prática do aconselhamento em suas vidas, incentivando-os a praticar a escuta ativa em suas interações diárias.
Dicas:
– Promover a criação de um ambiente seguro onde os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas experiências.
– Estimular o respeito às opiniões e sentimentos do outro, enfatizando que o aconselhamento é um espaço de acolhimento.
– Fazer o uso de dinâmicas que tornem a aula mais interativa e envolvente.
Texto sobre o tema:
O aconselhamento é uma prática essencial para a promoção da saúde mental e do bem-estar emocional. Ao abordar a estrutura do aconselhamento, o autor Emerson Cavalheiro destaca a importância da escuta activa, uma habilidade que deve ser desenvolvida para que os profissionais que atuam nessa área consigam realmente entender as necessidades de quem busca auxílio. O papel do conselheiro é, antes de tudo, o de estabelecer um espaço seguro onde o aconselhado pode expressar suas angústias, medos e sentimentos sem receio de serem julgados.
A eficácia do aconselhamento está intrinsecamente ligada à capacidade de criar relacionamentos significativos. Isso significa que o conselheiro deve estar preparado para ouvir e validar as emoções do outro. A comunicação não-verbal, como o contato visual, as expressões faciais e a linguagem corporal, desempenha um papel crucial nesse processo. O sucesso do aconselhamento depende não apenas das respostas verbais, mas de uma conexão genuína entre conselheiro e aconselhado.
Além disso, o aconselhamento é um processo dinâmico que envolve a construção de confiança e a empatia. O conselheiro deve ser capaz de sintonizar-se com as necessidades do outro, respeitando seu tempo e seu espaço de fala. Os alunos, ao se familiarizarem com essas competências fundamentais, estarão mais bem equipados para lidar com situações de aconselhamento em suas vidas cotidianas, seja ao ajudar um amigo ou ao buscar orientação para si mesmos.
Desdobramentos do plano:
Este plano de aula pode ser desdobrado em atividades complementares, como a realização de palestras ou workshops que abordem questões de saúde mental, promovendo a conscientização sobre a importância do aconselhamento no ambiente escolar. Os alunos podem ser incentivados a entrevistar um profissional da área, facilitando uma conexão com o mundo real.
Ademais, a criação de um projeto contínuo sobre saúde emocional, onde os alunos podem explorar diferentes temas e práticas de aconselhamento, pode fortalecer a comunidade escolar. Essa iniciativa pode incluir grupos de apoio entre os alunos, onde se promovem encontros regulares para conversar sobre temas pertinentes à adolescência, como bullying, pressão social, e questões familiares.
É importante que o conteúdo abordado permaneça acessível e relevante para os alunos, permitindo que eles se sintam confortáveis em discutir questões muitas vezes consideradas tabu na adolescência. Essa abordagem não só educa, mas também empodera os estudantes a serem defensores do bem-estar psicológico entre seus pares.
Orientações finais sobre o plano:
Ao concluir esse plano de aula, é imprescindível garantir que todas as atividades estejam alinhadas com os objetivos de aprendizado e as competências da BNCC. As discussões devem ser sempre respeitosas, promovendo um ambiente acolhedor que valorize a diversidade de opiniões e experiências dos alunos. Essa aula não só introduz O CONCEITO DE aconselhamento, mas também estabelece um espaço para o desenvolvimento de habilidades interativas fundamentais que servirão aos alunos por toda a vida.
Os educadores devem estar atentos às necessidades emocionais dos alunos e dispostos a adaptar o conteúdo, caso surjam desafios ou interesse em aprofundar-se em tópicos específicos. A empatia e a escuta ativa são práticas que os alunos devem não apenas aprender, mas também vivenciar, para se tornarem, futuramente, conselheiros eficazes em suas próprias comunidades.
Por fim, é essencial que os alunos compreendam que o aconselhamento vai muito além de proporcionar auxílio. Trata-se de construir conexões humanas genuínas, estar presente para os outros e contribuir de maneira positiva para a saúde emocional de todos à sua volta. Dessa forma, espera-se que os educativos developam um senso de responsabilidade e solidariedade em suas futuras interações sociais.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1 – Jogo dos Sentimentos
Objetivo: Identificar e expressar emoções.
Descrição: Os alunos recebem cartões com diferentes emoções e devem criar uma cena onde essa emoção é praticada. O restante da turma deve adivinhar qual é o sentimento retratado.
Faixa etária: 14 a 15 anos.
Sugestão 2 – Teatro de Improviso
Objetivo: Praticar o aconselhamento em situações reais.
Descrição: Os alunos formam duplas e criam pequenas cenas onde um atua como conselheiro e o outro como aconselhado. Ao final, discutem o que funcionou e o que pode ser melhorado.
Faixa etária: 14 a 15 anos.
Sugestão 3 – Mural dos Conselhos
Objetivo: Compartilhar dicas sobre aconselhamento.
Descrição: Criar um mural na sala de aula onde os alunos podem deixar dicas e conselhos sobre como ajudar amigos em dificuldades, promovendo o apoio mútuo.
Faixa etária: 14 a 15 anos.
Sugestão 4 – Caixa de Sugestões Anônimas
Objetivo: Estimular a expressão de preocupações sem medo de julgamentos.
Descrição: Criar uma caixa onde os alunos possam depositar perguntas ou situações que gostariam de discutir em grupo, permitindo assim que todos possam se sentir ouvidos.
Faixa etária: 14 a 15 anos.
Sugestão 5 – Debate Temático
Objetivo: Discutir questões relevantes sobre aconselhamento.
Descrição: Organizar um debate sobre temas como “Qual a importância do aconselhamento na escola?” onde os alunos devem preparar argumentos a favor ou contra e expô-los de forma respeitosa.
Faixa etária: 14 a 15 anos.
Com estas atividades e proposta de ensino, espera-se que os alunos adquiram um entendimento mais profundo e aplicável sobre a estrutura e a importância do aconselhamento, desenvolvendo habilidades valiosas para suas interações diárias.

