“Desenho Desestereotipado: Criatividade e Respeito nas Aulas”

A proposta deste plano de aula é trabalhar com o tema do desenho, focando na ideia de um desenho desestereotipado, a partir da observação e da reflexão. O desenvolvimento das atividades irá permitir que as crianças pequenas explorem sua criatividade, ao mesmo tempo em que aprendem a respeitar e valorizar as diferenças. Por meio das atividades artísticas, será possível que os alunos posteriormente compartilhem suas produções e percebam a importância de se expressar de maneira livre e sem rótulos, contribuindo para o desenvolvimento da empatia e do respeito às diferenças.

A abordagem será centrada na vivência das crianças, a fim de que elas consigam expressar seus sentimentos, suas ideias e suas emoções. No entanto, também será fundamental que o professor estimule a reflexão sobre as temáticas trabalhadas, promovendo uma escuta ativa e um diálogo respeitoso entre todos os participantes. As atividades previstas para os três dias buscam ser lúdicas, criativas e instigantes, sempre tendo como foco principal o fortalecimento das relações interpessoais e a valorização da singularidade de cada um.

Tema: Desenho Desestereotipado
Duração: 3 dias
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a expressão artística através do desenho, trabalhando a desconstrução de estereótipos e a valorização das diferenças individuais entre as crianças.

Objetivos Específicos:

– Estimular a capacidade de observação e reflexão sobre o próprio corpo e o dos outros.
– Fomentar a criatividade e a liberdade de expressão nas produções artísticas.
– Promover o respeito às diferenças e à diversidade através de atividades lúdicas e reflexivas.

Habilidades BNCC:

– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.
– (EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.
– (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
– (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.

Materiais Necessários:

– Papel em diferentes tamanhos e texturas
– Lápis de cor, giz de cera e canetinhas
– Tinta guache e pincéis
– Materiais recicláveis (caixas, tampinhas, papelão)
– Tesoura e cola
– Espelhos (para observação do próprio corpo)

Situações Problema:

– Como podemos desenhar sem usar rótulos?
– O que é ser diferente e como isso pode ser representado no desenho?
– Como podemos respeitar e valorizar a diversidade das pessoas ao nosso redor?

Contextualização:

No mundo atual, é fundamental discutir e promover a inclusão e o respeito à diversidade. Falar sobre estereótipos e preconceitos desde a infância contribui para formar cidadãos mais conscientes, empáticos e respeitosos. Com esta proposta de desenho desestereotipado, buscamos proporcionar um ambiente em que as crianças possam não só criar, mas também refletir sobre a complexidade das relações humanas e a importância de cada um ser único.

Desenvolvimento:

Dia 1: Exploração do corpo e das formas
Introdução com uma roda de conversa sobre o que é ser diferente. As crianças deverão olhar para si mesmas no espelho e falar sobre o que veem. Em seguida, cada criança fará um desenho de si mesma, tentando captar suas características principais. Instruções serão dadas para que possam usar as cores que acharem mais apropriadas para se representarem.

Dia 2: Reflexão e desconstrução de estereótipos
Hoje, as crianças realizarão um exercício de desenhar amigos. Durante a atividade, o professor irá intervir com questões sobre o que as pessoas podem ser além da aparência. Poderão usar diferentes materiais (papéis texturizados, recicláveis) para expressar as características únicas de cada amigo. A ideia é estimular a conversa e o respeito às diferenças, questionando o que normalmente se espera das representações.

Dia 3: Criação coletiva e compartilhamento
Em grupos, as crianças irão trabalhar em uma grande colagem que represente suas ideias sobre todos os desenhos feitos nos dias anteriores. Usarão os materiais disponíveis na sala para criar uma obra de arte única, que combine as singularidades de cada um. Ao final, cada criança poderá compartilhar o que aprendeu e como se sentiu durante este processo criativo.

Atividades sugeridas:

1. Diário do corpo
Objetivo: Estimular a autopercepção e o respeito pelo corpo.
Descrição: As crianças desenharão diferentes partes do corpo e compartilharão em roda as funções que cada parte exerce.
Materiais: Papel, lápis de cor.
Adaptação: Para crianças com dificuldades motoras, oferecer alternativas como adesivos ou recortes de revista.

2. Desenho em grupo
Objetivo: Promover a colaboração.
Descrição: Dividir as crianças em pequenos grupos para fazer um mural colaborativo com diferentes formas de ver uma mesma pessoa.
Materiais: Papel grande, tinta, pincéis.
Adaptação: Grupos podem criar com materiais que consigam manusear adequadamente, incluindo aqueles que não necessitam de habilidades motoras finas.

3. Construção de personagens
Objetivo: Criar histórias em grupo.
Descrição: Cada grupo cria um personagem a partir dos desenhos e montagem de figuras com materiais recicláveis.
Materiais: Caixas, tampinhas, papel.
Adaptação: Apoiar crianças que possam ter dificuldade em expressar suas ideias verbalmente através da dramatização.

Discussão em Grupo:

– O que você viu de diferente em si mesmo?
– Como você se sente quando desenha?
– Que sentimentos surgiram ao desenhar os amigos?
– Por que é importante respeitar as diferenças?

Perguntas:

– Como você descreveria seu desenho para alguém que não o vê?
– O que você aprendeu sobre si mesmo(a) ao se observar no espelho?
– O que os nossos desenhos dizem sobre quem somos e como nos vemos?

Avaliação:

A avaliação será contínua e deverá ser baseada na observação da participação e do envolvimento das crianças durante as atividades, considerando suas interações e a qualidade das reflexões que surgirem. As produções artísticas também serão levadas em conta para entender como as crianças estão expressando suas emoções e respeitando a diversidade.

Encerramento:

Para finalizar, será feita uma roda de conversa onde cada criança poderá falar sobre o que mais gostou nas atividades e o que aprendeu. Além disso, todos poderão reconhecer a importância do respeito às diferentes formas de ser e sentir.

Dicas:

– Incentivar as crianças a descreverem e discutirem suas obras de arte ajudará no desenvolvimento da linguagem e da empatia.
– Utilizar músicas que falem sobre diversidade durante as atividades pode enriquecer a experiência.
– Valorize os desenhos e produções gráficas demostrando interesse e fazendo perguntas que estimulem a reflexão.

Texto sobre o tema:

A arte sempre foi uma ferramenta poderosa de expressão e comunicação. Para as crianças, desenhar é muito mais do que simplesmente colocar um lápis no papel; é uma forma de expressar sentimentos, contar histórias e se conectar com o mundo que as cercam. No entanto, em um mundo repleto de estereótipos, é crucial que incentivemos as crianças a se verem como indivíduos únicos, com suas particularidades e diferenças. O desenho desestereotipado permite que as crianças não apenas se observem, mas também que observem os outros com um olhar respeitoso e aberto.

A proposta de trabalhar com a observação do próprio corpo e de diferentes seres humanos é uma maneira de cultivar a empatia e o respeito desde cedo. Ao permitir que as crianças desenhem suas experiências e interações, estamos fornecendo um espaço seguro para que expressem ideias e sentimentos. Essa liberdade de expressão ajuda no fortalecimento da autoestima e da autopercepção, contribuindo para que as crianças construam sua identidade de maneira mais confiante e autêntica.

Além disso, ao criar um ambiente onde a diversidade é celebrada e respeitada, estamos formando cidadãos que valorizarão a diversidade das experiências humanas ao longo de suas vidas. O processo de desenhar deve ser encarado não apenas como uma atividade lúdica, mas como uma oportunidade rica de reflexão e aprendizado que pode impactar positivamente o relacionamento das crianças consigo mesmas e com os outros.

Desdobramentos do plano:

A realização das atividades propostas para essa semana de desenho pode trazer muitos desdobramentos importantes para as crianças em suas interações diárias. Ao compreender e valorizar as diferenças, elas se tornam mais abertas a novas experiências e se tornam menos propensas a criar rótulos ou estigmas. A empatia que se desenvolve nesse processo é fundamental para que os alunos possam interagir e respeitar a individualidade de cada um, impactando a dinâmica do grupo e da sala de aula de maneira positiva. Esses pequenos grandes aprendizados podem refletir na sociedade em que vivemos, contribuindo para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.

Outro desdobramento significativo é o desenvolvimento da criatividade e da confiança nas próprias habilidades. Quando as crianças são incentivadas a se expressar sem limitações, elas aprendem que suas ideias são válidas e que têm o direito de se expressar. Essa descoberta é um passo importante para que elas se sintam seguras em suas escolhas artísticas, refletindo em outras áreas de suas vidas, seja nas atividades escolares, nas relações sociais ou nas atividades extracurriculares.

Por último, ao promover o respeito e a valorização das diferenças, estamos fazendo um convite para que as crianças construam relacionamentos saudáveis desde cedo. Essa habilidade para lidar com a diversidade e os conflitos pode prepará-las para um futuro onde poderão atuar de forma colaborativa e harmoniosa, respeitando as opiniões e vivências alheias. Em suma, o trabalho em torno do desenho desestereotipado não apenas enriquece o universo artístico dos pequenos, como também contribui para o desenvolvimento integral e harmonioso de cidadãos mais conscientes e respeitosos.

Orientações finais sobre o plano:

A implementação deste plano de aula deve ser realizada com sensibilidade e flexibilidade. É importante que o professor esteja atento às necessidades e reações dos alunos durante as atividades, fazendo adaptações quando necessário. O desenvolvimento de um ambiente acolhedor e respeitador será fundamental para que as crianças se sintam à vontade para se expressar. A ideia é que, através do desenho e da arte, elas possam explorar suas emoções e construir significados que vão além do papel.

Ademais, o professor deve estar preparado para enfrentar desafios que possam surgir durante o desenvolvimento das atividades. Questões de respeito e inclusão podem vir à tona, e é indispensável que essas conversas sejam canalizadas com empatia e abertura. Através das discussões, os alunos terão a oportunidade de refletir mais sobre as diferenças e aprender a lidar com possíveis conflitos de maneira pacífica e respeitosa.

Por último, é essencial documentar o processo de aprendizado das crianças. Registros fotográficos das atividades e das produções artísticas devem ser feitos, criando uma espécie de portfólio que pode ser compartilhado com os pais e outras turmas. Isso não apenas valoriza o trabalho das crianças, mas também oferece um olhar mais aprofundado sobre a evolução do grupo ao longo das atividades, fomentando uma maior conexão entre escola e família.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Ateliê de Auto-retratos
Objetivo: Promover a autopercepção e o reconhecimento de características únicas.
Descrição: As crianças desenharão autorretratos utilizando espelhos e diversos materiais, como lápis de cor e tintas. Para o final, os alunos apresentarão suas obras, compartilhando o que representam.
Materiais: Espelhos, papel, lápis, tintas, pincéis.
Adaptação: Para crianças que ainda não possuem habilidade de desenhar formas, oferecer a possibilidade de trabalhar com colagem, usando recortes de revistas que representem a si mesmas.

2. Desenhos em Silhueta
Objetivo: Incentivar a apreciação do corpo e suas diferenças.
Descrição: As crianças farão a silhueta de seus corpos no chão utilizando fita crepe e, depois, desenharão as características que desejarem refletir sobre suas personalidades.
Materiais: Fita crepe, papel, lápis, canetas.
Adaptação: Brincar com a ideia do “super-herói” ou “super-heroína” pode facilitar o envolvimento e trazer dinamismo à atividade.

3. Teatro de Sombras
Objetivo: Trabalhar a imaginação e a colaboração de grupo.
Descrição: Com as silhuetas feitas anteriormente, as crianças criam uma história usando as silhuetas como personagens, desenvolvendo um teatro de sombras.
Materiais: Lanternas, silhuetas, um espaço escuro.
Adaptação: Se algumas crianças não se sentirem à vontade para atuar, elas podem assumir outros papéis, como sons (batidas, ruídos) ou mesmo controle de luz.

4. Caixa de Diversidade
Objetivo: estimular o debate e a reflexão.
Descrição: Criar uma caixa com objetos que representem diferentes culturas e formas de vida. As crianças podem desenhar algo que aprendeu sobre essas culturas após a exploração.
Materiais: Caixa, objetos diversos.
Adaptação: Utilizar gravações de músicas e histórias que dialoguem com as culturas representadas pode enriquecer a experiência.

5. Dia do abraçar as diferenças
Objetivo: Mediar a discussão sobre aceitação e respeito mútuo.
Descrição: Organizar um dia em que cada criança traga algo que considere único sobre si mesma (pode ser um desenho, objeto, etc.) e compartilhe com os colegas.
Materiais: Diversos materiais para os alunos levarem.
Adaptação: Para aqueles com dificuldade de apresentação oral, podem optar por desenhar ou colar suas ideias em cartazes que serão apresentados.

Estas sugestões lúdicas visam proporcionar às crianças pequenas um espaço para a expressão, a reflexão e o respeito, fundamental para a formação de futuros cidadãos respeitosos e empáticos.


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