“Descubra Seres Vivos e Não Vivos: Plano de Aula Criativo”
A proposta deste plano de aula é proporcionar uma reflexão introdutória sobre os seres vivos e não vivos, temas de grande relevância no âmbito das ciências para o 1º ano do Ensino Fundamental. A diferenciação entre esses grupos pode ser um ponto de partida para os alunos entenderem melhor o mundo ao seu redor, desenvolvendo habilidades de observação e classificação. Através de diversas atividades práticas e lúdicas, os alunos terão a oportunidade de explorar e vivenciar o tema, tornando a aprendizagem mais significativa.
O ensino sobre seres vivos e não vivos não apenas enriquece o conhecimento dos alunos sobre a biologia, mas também integra outras áreas do saber, como a linguagem e a matemática. As atividades propostas serão interativas e vão estimular a curiosidade dos alunos, o que é fundamental para o seu desenvolvimento socioemocional e cognitivo.
Tema: Seres Vivos e Não Vivos
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 6 a 7 anos
Objetivo Geral:
Identificar e diferenciar os seres vivos e não vivos, compreendendo suas características principais e a importância de cada um no meio em que estão inseridos.
Objetivos Específicos:
– Identificar as características que diferenciam os seres vivos dos não vivos.
– Classificar diversos itens do ambiente em que vivem, reconhecendo se são vivos ou não.
– Estimular o trabalho em grupo e o respeito às opiniões dos colegas.
– Desenvolver habilidades de comunicação através de apresentações orais e escritas.
Habilidades BNCC:
(EF01CI01) Comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem.
(EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade.
(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão.
(EF12LP04) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, instruções de montagem.
(EF12LP05) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, quadrinhas e poemas.
Materiais Necessários:
– Cartolinas e canetinhas
– Figuras de seres vivos e não vivos (impressas ou recortadas de revistas)
– Lápis e borracha
– Caixas para coleta de materiais naturais (folhas, pequenos galhos, etc.)
– Quadro ou cartaz para anotar informações
Situações Problema:
– O que são seres vivos?
– Como podemos identificar um ser não vivo?
– Como os seres vivos e não vivos interagem em nosso ambiente?
Contextualização:
Hoje em dia, os alunos convivem com a natureza e a tecnologia de forma intensa. Muitas vezes, é difícil para eles entenderem a diferença entre o que é vivo e o que não é. A abordagem desse tema ajudará a desenvolver uma consciência ambiental e um respeito pelo meio ambiente.
Desenvolvimento:
1. Início da aula: Apresentar o tema aos alunos, fazendo perguntas que instiguem a curiosidade, como “O que é um ser vivo?” e “O que está vivo na nossa sala de aula?”.
2. Exploração do tema: Dividir os alunos em grupos e distribuir figuras de seres vivos e não vivos. Cada grupo deve discutir e classificar suas figuras em duas categorias e escrever as características observadas. Após isso, cada grupo apresenta sua classificação para a turma. Além disso, o professor pode complementar a atividade abordando exemplos do cotidiano dos alunos.
3. Atividade prática: Organizar uma atividade ao ar livre, onde cada aluno deverá coletar materiais naturais, como folhas ou pequenas pedras. Depois, em sala de aula, eles devem classificar os materiais como vivos ou não vivos, e discutir em grupo como cada um deles é importante para o meio ambiente.
4. Atividade de linguagem: Propor que os alunos criem uma pequena história ou uma quadrinha que envolva seres vivos e não vivos, utilizando as características discutidas na aula. Essa atividade estimula a escrita e estimula a criatividade.
5. Fechamento: Revisar os conceitos aprendidos, perguntando aos alunos como eles podem identificar seres vivos e não vivos em casa, na escola e ao ar livre.
Atividades sugeridas:
*Semana*
Dia 1: Introdução ao tema (45 min). Objetivo: Introduzir as diferenças entre seres vivos e não vivos. Descrição: Explicar o conceito e dar exemplos. Instruções: Usar imagens e uma apresentação. Adaptações: Alunos com dificuldades de aprendizagem podem participar de grupos menores.
Dia 2: Classificação de figuras (50 min). Objetivo: Classificar figuras em seres vivos e não vivos. Descrição: Cada grupo classifica suas figuras. Instruções: Distribuir as figuras e guiar as discussões. Adaptações: Usar figuras em preto e branco para alunos que precisam de mais tempo.
Dia 3: Coleta de materiais (50 min). Objetivo: Coletar e classificar elementos encontrados na natureza. Descrição: Levar os alunos para um passeio. Instruções: Os alunos coletam e trazem os materiais encontrados. Adaptações: Alunos com mobilidade reduzida podem trabalhar com materiais já coletados.
Dia 4: Criação de histórias/quadrinhas (50 min). Objetivo: Criar histórias sobre seres vivos e não vivos. Descrição: Os alunos escrevem ou desenham suas histórias. Instruções: Orientar os alunos sobre a construção da narrativa. Adaptações: Permitir que alunos com dificuldades escrevam em grupo.
Dia 5: Apresentação e discussão (50 min). Objetivo: Reforçar o que foi aprendido durante a semana. Descrição: Alunos apresentam suas histórias. Instruções: Organizar uma roda de conversa. Adaptações: Oferecer apoio para alunos tímidos.
Discussão em Grupo:
Fomentar uma discussão em grupo onde os alunos podem compartilhar suas observações sobre os seres vivos e não vivos que encontraram. Perguntar: “Por que os seres vivos são importantes para nós?” e “Como os objetos não vivos afetam nossa vida?”
Perguntas:
– Quais são algumas das diferenças que você notou entre os seres vivos e não vivos?
– Por que é importante entender essas diferenças?
– Como os seres vivos e não vivos ajudam uns aos outros na natureza?
Avaliação:
A avaliação será baseada na participação dos alunos nas atividades, na capacidade deles de se expressar oralmente durante as discussões em grupo, e na qualidade das histórias ou quadrinhas que produziram. Observações dos alunos serão registradas durante as atividades.
Encerramento:
Finalizar a aula agradecendo a participação dos alunos e incentivando a continuação da exploração do tema em casa. Anunciar a tarefa de observação de seres vivos e não vivos nas casas deles e relatar na próxima aula.
Dicas:
Fazer uso de vídeos curtos ou animações que mostrem a diferença entre seres vivos e não vivos pode ajudar a captar a atenção das crianças. Use músicas ou rimas que incluam o tema abordado.
Texto sobre o tema:
Os seres vivos e não vivos são duas categorias fundamentais que nos ajudam a entender nosso mundo. Os seres vivos, como plantas, animais e seres humanos, têm características que os tornam únicos, como a capacidade de se reproduzir e transformar energia. Por outro lado, os seres não vivos, como rochas e água, não têm vida, mas desempenham papéis cruciais no ecossistema.
As interações entre seres vivos e não vivos são essenciais. Por exemplo, as plantas precisam de luz solar, água e nutrientes do solo, que são todos elementos não vivos, para crescer e prosperar. A compreensão dessa dinâmica é vital para o desenvolvimento de uma consciência ambiental positiva.
Além disso, a percepção de que os seres vivos e não vivos envolvem todos os aspectos do nosso cotidiano pode incentivar as crianças a pensar criticamente sobre o meio ambiente. Elas podem aprender a respeitar e cuidar tanto dos seres vivos quanto dos elementos naturais que não apresentam vida, sabendo que tudo está interconectado.
Desdobramentos do plano:
A prática de diferenciação entre seres vivos e não vivos pode perpassar diversas disciplinas e se tornar um tema para várias atividades futuras. Uma atividade que pode ser realizada é a elaboração de um jardim escolar, onde os alunos podem observar o crescimento de plantas ao longo do tempo, consolidando o que entenderam sobre seres vivos. Além disso, essa prática pode integrar o ensino de ciências, matemática e até mesmo arte, se incentivarmos as crianças a desenhar ou criar algo a partir dessas plantas.
Uma outra possibilidade é a criação de um mural ou exposição na escola, onde os alunos mostram suas descobertas. Isso poderia incluir as histórias e quadrinhas que criaram, como também as classificações de seres vivos e não vivos encontrados nas atividades de coleta. Essa exposição pode ser feita ao final do mês, envolvendo outras turmas da escola e familiares, reforçando a importância do aprendizado.
Por último, é importante mencionar a possibilidade de aulas de educação ambiental posteriores que expandam o conhecimento sobre como cuidar melhor do nosso planeta, abordando, por exemplo, o descarte consciente de materiais não vivos e a importância da biodiversidade, permitindo aos alunos verem a aplicação prática dos conceitos discutidos, estabelecendo uma conexão entre a teoria e a prática.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o professor fique atento às diferentes dinâmicas de grupo e ao nível de participação de cada aluno. Criar um ambiente onde todos se sentem à vontade para compartilhar suas opiniões e experiências enriquecerá a aprendizagem coletiva, além de promover a socialização. É importante considerar adaptações para diferentes necessidades dos alunos, garantindo que todos tenham acesso ao mesmo nível de aprendizado.
Outro ponto essencial é monitorar e registrar o aprendizado, não apenas em termos de notas, mas também em observações qualitativas sobre mudanças no comportamento e no entendimento dos alunos ao longo das atividades. Isso permitirá que o professor ajuste a prática pedagógica conforme necessário.
Por fim, ao desenvolver o plano de aula, não esquecer de incluir momentos de reflexão e feedback. Esse espaço é crucial para que os alunos compreendam não apenas o que aprenderam, mas também como se sentiram durante o processo. Criar uma cultura de reciprocidade e respeito nas trocas de ideias e opiniões é um passo importante para o desenvolvimento da empatia e do trabalho em equipe.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo das Cores: Utilizar figuras de seres vivos e não vivos de diversas cores e tamanhos, e organizar um jogo em que as crianças devem encontrar e agrupar os itens por cor, enquanto discutem se são vivos ou não. Materiais necessários incluem as figuras e papéis coloridos.
2. Exploradores da Natureza: Fazer uma caminhada em torno da escola ou em um parque próximo, onde os alunos devem identificar seres vivos e não vivos, e anotar em um caderno o que observaram. Objetivo: reconhecer a diversidade ao seu redor. Materiais: cadernos, lápis e canetas coloridas.
3. Teatro de Fantoches: As crianças podem criar fantoches de seres vivos e não vivos e apresentar uma situação onde eles interagem. Isso pode ajudar a desenvolver a oralidade e a expressividade. Materiais incluem meias, papel e materiais de arte.
4. Caça ao Tesouro: Criar uma lista de itens que precisam ser encontrados, classificando se são vivos ou não vivos. Os alunos se dividirão em equipes. Materiais: listas e prêmios simbólicos para a equipe que coletar mais itens corretos.
5. Desenhos Colaborativos: Em grupos, os alunos farão um mural coletivo, desenhando os seres vivos que mais gostam e os não vivos que os rodeiam, discutindo como se inter-relacionam. Materiais: papéis grandes, tintas e pincéis.
Esse conjunto de atividades lúdicas, práticas e colaborativas proporciona uma rica oportunidade de aprendizado, que favorece a interação e o conhecimento dos alunos sobre o mundo ao seu redor de maneira divertida e significativa.

