Descubra os Sons do Mundo: Aula Interdisciplinar para o 5º Ano

Este plano de aula visa explorar os “diferentes tipos de sons” que podem ser gerados por vibrações de objetos e da natureza, estimulando a curiosidade e a percepção auditiva dos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental 1. A temática aborda tanto a ciência dos sons quanto aspectos estruturais da linguagem, proporcionando uma abordagem interdisciplinar valiosa que pode enriquecer a aprendizagem dos estudantes. Por meio de atividades práticas e discussões em grupo, os alunos terão a oportunidade de experimentar e discutir os sons que os cercam, e como esses sons podem ser representados pela linguagem escrita.

As atividades estruturadas para este projeto de aula foram elaboradas com o intuito de facilitar o envolvimento ativo dos alunos, promovendo a percepção sonora e escrita que muitos estudantes nesta faixa etária podem levar para outras disciplinas. Além disso, ao interagir com os sons da natureza e de objetos cotidianos, as crianças poderão desenvolver uma apreciação mais profunda pelo ambiente ao seu redor, além de melhorar suas habilidades de escuta e expressão.

Tema: Diferentes tipos de sons: vibrações de objetos e da natureza
Duração: 140 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 5º Ano
Faixa Etária: 10 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Estimular os alunos a identificar, categorizar e relacionar diferentes tipos de sons gerados por vibrações de objetos e fenômenos naturais, promovendo uma compreensão mais ampla do conceito de som e suas representações na linguagem.

Objetivos Específicos:

– Identificar e classificar diferentes tipos de sons: naturais e artificiais.
– Explorar a relação entre som e vibração.
– Desenvolver a habilidade de ouvir ativamente e observar sons no ambiente.
– Ler e escrever sobre os sons percebidos, utilizando vocabulário adequado e estruturado.

Habilidades BNCC:

– (EF05LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares, contextuais e morfológicas e palavras de uso frequente com correspondências irregulares.
– (EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras.
– (EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula e reconhecer o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.

Materiais Necessários:

– Aparelhos de som (caixa de som, celular).
– Gravadores ou aplicativos de gravação de áudio.
– Materiais variados para gerar sons (panela, tampas, objetos de vidro).
– Papel e canetas ou lápis.
– Notas sobre a linguagem dos sons (ex.: onomatopeias).
– Fichas com imagens de objetos e ambientes que produzem sons.

Situações Problema:

1. Quais sons você escuta ao seu redor agora e como esses sons são produzidos?
2. O que acontece se cobrirmos um objeto que vibra? O som muda?

Contextualização:

A compreensão dos sons ao nosso redor é fundamental no nosso dia a dia. A partir do momento que acordamos até o momento que vamos dormir, interagimos com diferentes tipos de sons. Para entender como esses sons funcionam, é importante reconhecer que eles são produções de vibrações, tanto de objetos (como instrumentos musicais ou utensílios domésticos) quanto de fenômenos da natureza (como o vento ou a chuva). A nossa linguagem também tem sua própria sonoridade e o modo como descrevemos esses sons pode enriquecer nossa comunicação.

Desenvolvimento:

A aula será dividida em três partes principais:

1. Introdução aos Sons (30 minutos):
– Iniciar com uma apresentação explicativa sobre como o som é gerado por vibrações.
– Promover uma discussão inicial sobre os tipos de sons que os alunos conhecem e onde os escutam. Usar exemplos práticos.

2. Atividade Prática: Experiência Sonora (70 minutos):
– Incentivar os alunos a experimentarem sons com objetos trazidos de casa ou da escola. Observar e registrar em grupo quais sons foram feitos e como cada um foi gerado.
– Dividir os alunos em grupos e dar a cada um um conjunto de objetos para experimentar (como panelas, copos de vidro, tecidos, entre outros), pedindo para descobrirem que tipo de vibração cada um produz.
– Utilizar gravadores ou aplicativos para gravar esses sons.

3. Discussão e Registro (40 minutos):
– Cada grupo deve ouvir as gravações feitas e discutir sobre os sons. Pedir que escrevam sobre cada som: como ele é feito, onde pode ser ouvido no cotidiano, e que sentimentos ou ideias provocam.
– Criar um mural sonoro na sala de aula, onde cada grupo pode expor as suas ideias sobre os sons encontrados e suas representações escritas, incluindo onomatopeias.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Pesquisa sobre Sons
– Objetivo: Os alunos identificarão sons naturais em sua casa ou local de lazer.
– Instrução: Os alunos listam os sons e seus possíveis causadores. Em sala, cada aluno compartilha suas informações.

Dia 2: Criação do Som
– Objetivo: Os alunos criarão instrumentos simples com materiais recicláveis.
– Instrução: A atividade consiste em usar itens como garrafas plásticas, latas ou caixas para criar um novo instrumento. Cada aluno deve apresentar seu instrumento e o som que ele produz.

Dia 3: Classificação de Sons
– Objetivo: Os alunos classificarão os sons em grupos.
– Instrução: Com o auxílio da professora, listar os sons naturais e artificiais encontrados na escola ou em casa. Registre no quadro.

Dia 4: Montagem do Mural Sonoro
– Objetivo: Criar um mural que represente o que aprenderam sobre os sons.
– Instrução: Cada grupo será convidado a montar uma parte do mural e apresentará aos colegas o que aprenderam.

Dia 5: Apresentação Final
– Objetivo: Compartilhar o que aprenderam sobre sons.
– Instrução: Cada grupo apresenta seu mural e as descobertas feitas. Será uma oportunidade para cada um explicar como os sons são importantes em nosso cotidiano.

Discussão em Grupo:

– Qual foi o som mais interessante que você ouviu?
– Como os sons nos ajudam a entender o mundo?
– Que sentimentos os diferentes sons provocam em você?

Perguntas:

– O que é som?
– Como uma vibração pode ser transformada em som?
– Você conhecia todas essas formas de som?

Avaliação:

– Observação da participação em grupo durante as atividades práticas.
– Avaliação das apresentações e do mural sonoro quanto à criatividade e entendimento da temática abordada.
– Análise dos registros escritos e do uso correto do vocabulário.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma reflexão sobre a importância da escuta atenta e da observação dos sons ao nosso redor, destacando como esses conhecimentos podem trazer novas formas de interação e compreensão sobre o ambiente.

Dicas:

– Incentivar os alunos a escutarem ativamente os sons ao seu redor no dia a dia, seja em casa, na rua ou na escola.
– Propor o exercício de escrever uma pequena história ou poema onde os sons desempenham um papel importante.
– Fomentar o uso da tecnologia (como gravações) para captar sons novos e interessantes.

Texto sobre o tema:

Os sons fazem parte da nossa vida cotidiana e desempenham um papel fundamental na comunicação, criatividade e compreensão do nosso entorno. Desde o canto dos pássaros, que pode simbolizar uma manhã tranquila, até o barulho do trânsito, que remete à agitação da vida urbana, cada som carrega um significado e uma emoção. O entendimento de como os sons são produzidos nos ajuda a conectar com a natureza e a sociedade de maneiras únicas.

A ciência dos sons explica que todos os sons resultam de vibrações. Quando um objeto vibra, produz ondas sonoras que se propagam pelo ar e são captadas pelos nossos ouvidos. Esse fenômeno físico pode ser percebido em diferentes contextos, e cada som tem um timbre, intensidade e duração que o torna único. As vibrações podem ocorrer em objetos sólidos, líquidos e até mesmo em gases, tornando os estudos sobre o som uma vasta área de conhecimento, abrangendo temas como música, comunicação e fenômenos naturais.

A valorização dos sons pode ser potencializada através da linguagem. Usar palavras para descrever o que escutamos, como as onomatopeias, é uma maneira lúdica e eficaz de registrar as experiências sonoras. Através da escrita expressiva sobre sons, podemos compartilhar percepções sensoriais e ampliá-las em contextos diversos, como na literatura, nas artes e na ciência. Assim, além de ouvirmos, também aprendemos a “ler” o som que nos rodeia.

Desdobramentos do plano:

Após a realização da aula sobre os diferentes tipos de sons, é possível desdobrar o conhecimento adquirido em outras áreas. Uma solução é conectar a experiência sonora ao ensino de música, promovendo um projeto que envolva a criação de canções originais utilizando os sons que foram explorados. As crianças poderiam também criar um documentário sonoro que narrasse suas experiências, permitindo que outros alunos ou a comunidade escolar ouvissem as diversas sonoridades capturadas.

Outro caminho possível é fazer um link com as ciências, explorando o conceito de ondas sonoras mais a fundo, discutindo a relação entre a frequência de vibração e a tonalidade do som. Os alunos poderiam estudar como diferentes materiais produzem sons variados e quais são os fundamentos físicos que explicam esses fenômenos.

Finalmente, as competências de escrita podem ser trabalhadas também, incentivando os alunos a produzirem textos criativos que envolvam a temática dos sons. Historinhas sobre um dia de um personagem que escuta os sons da cidade ou contos sobre os sons da natureza podem ser atividades muito prazerosas, e assim, trabalhar a criatividade e a argumentação.

Orientações finais sobre o plano:

Este plano de aula foi desenvolvido para ser flexível e adaptável, permitindo aos professores moldar o conteúdo às necessidades de seus alunos. A interação entre práticas sonoras e a escrita é essencial para promover um aprendizado significativo e em múltiplas dimensões, de forma que as crianças possam se expressar com confiança e desenvolvam sua capacidade crítica.

É importante que, durante as atividades, o professor esteja atento ao ritmo da turma, promovendo discussões abertas e estimulando cada aluno a participar ativamente e expressar suas próprias percepções. Observações e anotações durante as atividades práticas podem fornecer insights valiosos sobre o envolvimento dos alunos e suas competências.

Por fim, lembre-se de celebrar os resultados obtidos, seja através de uma apresentação final ou de um mural em destaque, permitindo que alunos vejam o valor de suas contribuições e a importância de sua voz neste ambiente de aprendizado coletivo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça aos Sons: Organize uma caça ao tesouro sonora onde os alunos devem encontrar fontes de som (como água correndo, vento, risadas) dentro ou fora da escola. Eles devem registrar o que escutaram e apresentar à turma.

2. Jogo das Onomatopeias: Fazer um jogo em que os alunos devem imitar sons de animais ou objetos usando onomatopeias. O resto da classe deve adivinhar que sons estão sendo representados.

3. Sons da Natureza em Arte: Os alunos podem criar uma colagem utilizando imagens que representem fontes sonoras da natureza (cachoeira, pássaros, vento, etc.) e devem apresentar seu trabalho explicando como cada som contribui para a experiência do ambiente.

4. Teatro de Som: Promova uma atividade de teatro onde os alunos criam diálogos entre personagens e também produzem os sons que cada ambiente ou ação requer, estimulando a produção sonora de forma lúdica.

5. Instrumentos Ecológicos: Incentivar os alunos a criarem seus próprios instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis. Eles podem realizar uma apresentação ao final e discutir que tipo de sons cada instrumento produz e como isso se relaciona com a aula.

Essas atividades não só tornam o aprendizado sobre sons mais divertido, mas também promovem a colaboração, a criatividade e o desenvolvimento de habilidades sociais entre os alunos. É essencial que em cada uma dessas atividades o educador faça medições, permitindo que as reflexões e aprendizagens sejam coletivas e compartilhadas, criando uma experiência educativa marcante.


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