“Descubra a Arte dos Registros Rupestres no Ensino Fundamental”

A aula proposta tem como foco o estudo dos registros rupestres, que são manifestações artísticas e culturais dos primeiros seres humanos, ajudando a entender o contexto histórico e antropológico das civilizações antigas. Nesse sentido, a compreensão dos registros rupestres não apenas abre espaço para o aprendizado sobre a evolução da arte, mas também instiga a curiosidade dos alunos sobre a história da humanidade. Através deste plano de aula, os estudantes poderão explorar a importância desses registros, aprender sobre técnicas de representação e discutir o significado cultural que eles carregam.

O ensino desse tema está alinhado com a BNCC, promovendo uma aprendizagem dinâmica e interativa que busca desenvolver tanto as habilidades cognitivas quanto sociais dos alunos. O plano foi elaborado para atender as necessidades do 4º ano do Ensino Fundamental, garantindo que o conteúdo seja acessível e envolvente. Os registros rupestres podem cativar a imaginação dos estudantes e despertar um interesse genuíno pelas ciências e artes, sempre buscando articular o passado com o presente.

Tema: Os registros rupestres
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 4º Ano
Faixa Etária: 9 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Possibilitar aos alunos o entendimento sobre os registros rupestres e sua importância para a história da humanidade, promovendo a reflexão sobre a evolução da comunicação humana.

Objetivos Específicos:

1. Identificar e descrever as características dos registros rupestres.
2. Relacionar os registros rupestres com a vida cotidiana dos povos que os criaram.
3. Desenvolver habilidades de leitura e escrita ao elaborar um pequeno texto sobre o tema.
4. Trabalhar a criatividade ao criar suas próprias representações artísticas inspiradas nos registros rupestres.

Habilidades BNCC:

(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares diretas e contextuais.
(EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome pessoal e verbo (concordância verbal).
(EF04LP07) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre artigo, substantivo e adjetivo (concordância no grupo nominal).
(EF04LP19) Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto.
(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Materiais Necessários:

– Imagens de registros rupestres (impressas ou em formato digital).
– Materiais artísticos (papéis, tintas, lápis de cor, pincéis).
– Textos expositivos sobre registros rupestres.
– Quadro branco e marcadores.
– Dicionários infantis (opcional).

Situações Problema:

1. Quais são as informações que conseguimos obter a partir dos registros rupestres?
2. Como a arte dos registros rupestres nos ajuda a entender a vida daqueles que os criaram?
3. De que forma a arte evoluiu ao longo dos séculos e quais as semelhanças que podemos perceber?

Contextualização:

Os registros rupestres são considerados uma forma primitiva de comunicação e expressão artística, refletindo a vida e a cultura das sociedades que os criaram. Eles estão presentes em diversas partes do mundo e oferecem pistas sobre as crenças, modo de vida e até mesmo as relações sociais dessas comunidades. A análise dessas obras convida os estudantes a compreender a linguagem visual, a evolução da arte e a diversidade cultural.

Desenvolvimento:

1. Introdução ao Tema (10 minutos): Apresente imagens de registros rupestres e converse sobre o que os alunos veem. Pergunte o que eles acreditam que as figuras representam, promovendo uma discussão que estimule a curiosidade. Explique o que são os registros rupestres, seu significado e a importância deles para a história da humanidade.

2. Leitura e Análise (15 minutos): Entregue textos curtos sobre registros rupestres para que os alunos leiam em grupos. Após a leitura, incentive uma discussão sobre o que aprenderam, pedindo que cada grupo compartilhe informações com a turma. Proponha questões que ajudem a conectar esses registros com a vida cotidiana dos povos.

3. Atividade Artística (15 minutos): Inspire-se nas ideias discutidas e peça que os alunos criem suas próprias obras de arte no estilo de registros rupestres usando os materiais artísticos disponíveis. Sugira que desenhem ou pintem em uma folha de papel, buscando expressar suas próprias histórias ou alegorias, assim como os Homo sapiens de antigamente faziam.

4. Apresentação e Reflexão (10 minutos): Após a conclusão das artes, promova uma “exposição” onde os alunos poderão apresentar suas obras e explicar o que cada figura representa. Isso também favorecerá a prática da fala em público e como articular ideias.

Atividades sugeridas:

1. Aperceber e Preservar: Os alunos pesquisarão como os registros rupestres são preservados e a importância disso para a história. Eles devem apresentar suas conclusões em uma cartilha.
2. Diálogo com o Passado: Proponha que os alunos escrevam uma carta para um amigo pré-histórico, descrevendo sua vida e fazendo perguntas que gostariam de saber. Essa atividade irá reforçar a escrita e a empatia histórica.
3. Jogo da Arte Rupestre: Os alunos devem criar um jogo de tabuleiro com perguntas baseadas em registros rupestres e suas significações, incentivando a aprendizagem lúdica.
4. Museu de Arte Rupestre: Organizar uma visita a um museu local que tenha exposições de arte rupestre, se possível, ou uma saída pedagógica a um local com representações.
5. Teatro de Fantoches: Os alunos podem criar fantoches que representem figuras de registros rupestres e encenar uma história sobre a pré-história, promovendo a criatividade e o trabalho em grupo.

Discussão em Grupo:

Conduza uma discussão em grupo sobre como cada aluno interpretou os registros e trabalhou na criação de suas artes. Quais desafios enfrentaram ao tentar representar ideias e sentimentos com desenhos e símbolos? Como a arte pode refletir a cultura de um povo?

Perguntas:

1. O que mais chamou a atenção em relação aos registros rupestres?
2. Quais sentimentos as figuras despertam em você?
3. Como você acha que as pessoas daquela época se comunicavam sem palavras?
4. Por que é importante estudar o passado e suas representações artísticas?

Avaliação:

Os alunos serão avaliados com base na participação nas discussões, na qualidade do trabalho artístico e na apresentação. Além disso, a capacidade de formular perguntas e relacionar o tema com o cotidiano será considerado.

Encerramento:

Finalizar a aula reforçando a importância dos registros rupestres enquanto documentos históricos. Estimular a reflexão sobre como a arte e a comunicação evoluíram e o papel dessas expressões na identidade cultural.

Dicas:

1. Utilize recursos audiovisuais para enriquecer a experiência da aula.
2. Esteja aberto às diferentes interpretações dos alunos sobre os registros rupestres.
3. Promova um clima de respeito e valorização das ideias e criações artísticas dos alunos.
4. Adapte a atividade para atender diferentes níveis de habilidades, proporcionando diferentes maneiras de se expressar.

Texto sobre o tema:

Os registros rupestres são testemunhas silenciosas da criatividade humana nas mais diversas civilizações antigas. Eles não apenas nos ajudam a entender a história e as culturas que os produziram, mas também nos oferecem um vislumbre da evolução da comunicação e da expressão artística. Esses desenhos em rochas, com suas representações de animais, humanos e cenas do cotidiano, revelam muito sobre os modos de vida das comunidades que, muitas vezes, dotaram tais expressões de significados religiosos e sociais.

A importância desses registros é inegável, pois eles surgem em diversas partes do mundo, de regiões desérticas a cavernas remotas. Estudos revelam que a maioria desses desenhos foi feita com pigmentos naturais, e diversas técnicas foram utilizadas, que variavam de uma cultura para outra. Por meio de análises e pesquisas, os arqueólogos e antropólogos desvendam não apenas as práticas artísticas, mas os modos de vida, os hábitos alimentares e até mesmo as crenças espirituais das sociedades que habitaram essas regiões.

Além disso, o estudo dos registros rupestres nos ensina sobre a evolução da arte ao longo do tempo. Ao comparar esses desenhos com as formas de arte modernas, podemos perceber uma continuidade na busca pela expressão e por formas de comunicação. Essa conexão entre o passado e o presente nos provoca a refletir sobre nossa própria produção artística e como as narrativas visuais moldam a maneira como nos vemos e interagimos com o mundo ao nosso redor.

Desdobramentos do plano:

Um plano de aula sobre registros rupestres pode desdobrar-se em várias outras atividades que florescem o interesse dos alunos pela história e pela arte. A partir da fala sobre a pré-história, é possível expandir para outras culturas antigas, como os povos indígenas que fazem uso de arte rupestre em seu cotidiano, promovendo ainda mais o respeito e a valorização da diversidade cultural. Além disso, esse assunto pode se entrelaçar com discussões sobre como a arte contemporânea se inspira no passado, fomentando uma apreciação mais abrangente e crítica das produções artísticas atuais.

Estudando registros rupestres, os alunos são estimulados a observar detalhadamente e interpretar suas próprias criações. Esse processo criativo promove não apenas habilidades artísticas, mas também incentiva uma reflexão sobre suas próprias histórias e culturas. Assim, a arte se torna um veículo poderoso para que as crianças explorem e compreendam melhor sua identidade cultural, algo essencial em um contexto educacional que busca valorizar a diversidade.

Por fim, o plano de aula pode ser ampliado incluindo visitas a museus ou a exposições sobre a pré-história ou arte contemporânea, permitindo que os alunos entrem em contato com obras valiosas e interajam num contexto histórico maior. Essa vivência prática ajuda a solidificar os aprendizados em sala de aula e torna a experiência de ensino mais rica e significativa.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano de aula, é vital que o educador permaneça flexível e aberto a adaptar as atividades conforme as reações e interesses dos alunos. Um plano bem-sucedido não é apenas sobre o que ensinar, mas sobre como o conhecimento é construído e compartilhado dentro da sala de aula. Essa abertura à adaptação permitirá que os alunos se sintam mais à vontade para expressar suas ideias e interpretações, enriquecendo o ambiente de aprendizado.

Além disso, ao proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, onde as opiniões e produções sejam valorizadas, os alunos se sentirão mais motivados a participar ativamente do processo de aprendizado. O objetivo é que eles não apenas absorvam informações, mas também desenvolvam um senso crítico e criativo ao se relacionar com conteúdos históricos e artísticos.

Em resumo, a aula sobre registros rupestres não deve ser vista apenas como uma mera avaliação de conteúdos, mas como uma oportunidade de cultivar a curiosidade e a criatividade dos alunos, utilizando a arte e a história como ferramentas para o desenvolvimento integral das crianças. Dessa forma, a arte se transforma em uma linguagem universal que dialoga com questões essenciais da experiência humana.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Atividade de Pintura Rupestre: Os alunos devem reviver a experiência artística de fazer arte rupestre usando tintas naturais (por exemplo, suco de beterraba, açafrão) e pincéis feitos de gravetos, como se fossem homens pré-históricos. O objetivo é criar muralhas que contem histórias que eles mesmo inventarem. Cada aluno deve explicar o que suas pinturas significam, estimulando a oralidade e a criatividade, sendo capaz de adaptar essa atividade conforme o nível da turma.

2. Teatro de Sombras: Os alunos farão um teatro utilizando silhuetas de personagens representativos de diferentes símbolos rupestres. Eles devem criar uma história onde os símbolos têm papéis importantes. O trabalho pode ser em dupla ou em grupo, podendo render debates sobre a arte e a sua importância.

3. Excursão Virtual: Utilizando a tecnologia, conduza os alunos a uma excursão virtual a sítios arqueológicos com registros rupestres. O professor pode organizar a atividade previamente com vídeos e imagens, promovendo uma discussão sobre tudo que foi visto e conectado ao aprendizado do dia.

4. Mural Coletivo: Proponha que os alunos, em grupo, façam um mural coletivo inspirando-se na arte rupestre. Eles podem utilizar uma parede da sala ou um cartaz grande, com espaço para cada grupo expressar suas ideias sobre como vêem a natureza ou a urbanização, comparando com as representações vistas.

5. Caça ao Tesouro: Organize uma caça ao tesouro onde os alunos devem descobrir informações ou imagens de diferentes registros rupestres escondidos pela sala. Cada pista leva a uma nova descoberta, promovendo a socialização e o trabalho em equipe. Essa atividade permite que as crianças aprendam enquanto se divertem, além de incentivar o movimento e a interação.

Essas sugestões são adaptáveis a diferentes faixas etárias e níveis de desenvolvimento, assegurando que todos os alunos participem de maneira inclusiva e lúdica.


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