“Descobrindo Minha História: Vivências no Ventre Materno”
A proposta desse plano de aula busca introduzir a história da vida de cada criança desde a fase de gestação, fazendo uma conexão afetiva e lúdica com seus primeiros momentos no ventre da mãe. Ao estabelecer essa relação, as crianças têm a oportunidade de refletir sobre o seu ser, a importância de sua família e a relação com seus cuidadores, ao mesmo tempo que desenvolvem habilidades essenciais da BNCC.
Essa aula é um espaço para que os alunos, ao mesmo tempo que conhecem a sua história, possam explorar suas emoções e sentimentos, estabelecendo uma comunicação significativa com os adultos e entre eles. O objetivo é fazer com que, de maneira divertida e sensível, eles compreendam um pouco mais sobre o que é ter uma história compartilhada e a conexão que existe entre eles e suas mães.
Tema: Conhecendo minha história no ventre da minha mamãe
Duração: 50 min
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 3 a 5 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar aos alunos uma vivência sensorial e afetiva sobre o período gestacional, promovendo a familiarização com suas próprias histórias de vida e a construção das relações interpessoais em um ambiente acolhedor.
Objetivos Específicos:
– Estimular a percepção das ações e reações no ambiente, promovendo a interação com os colegas e educadores.
– Proporcionar momentos de exploração e descoberta sobre os próprios corpos e suas sensações associadas ao tema da história.
– Incentivar a comunicação de emoções e sentimentos através de gestos, balbucios e palavras, ao relatar suas histórias.
Habilidades BNCC:
– (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
– (EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa.
– (EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
– (EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
– (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
– (EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor.
Materiais Necessários:
– Livros ilustrados sobre gestação e família
– Bonecos de pano ou feltro que representem diferentes seres humanos (incluindo bebês)
– Almofadas ou mantas para sentar no chão
– Lápis de cor e papel para desenho
– Instrumentos musicais simples (como chocalhos e tambores)
Situações Problema:
– Como nossos corpos se sentiam quando estávamos no ventre de nossas mães?
– O que podemos sentir quando somos aconchegados por um adulto?
– Que sons ouviam quando estavam dentro da barriga da mamãe?
Contextualização:
Para iniciar a aula, é importante preparar um ambiente aconchegante e acolhedor. O professor pode criar um círculo com os alunos, tornando o espaço seguro e facilitando a interpessoalidade. Em seguida, pode-se iniciar uma conversa leve sobre como as crianças imaginem que eram seus momentos no ventre materno, promovendo a expressão de sentimentos que evitem a compreensão teórica, mas foquem na afetividade.
Desenvolvimento:
1. Introdução: O professor inicia contando uma história onde um bichinho, por exemplo, conta como ele se sentia no ventre de sua mãe. A leitura deve ser envolvente, utilizando tons de voz diferentes e expressões corporais para manter a atenção das crianças.
2. Atividade de Movimento: As crianças, com auxílio do professor, imitarão os movimentos do bichinho da história. Isso pode incluir movimentos de balançar-se, dar risada e fazer sons, o que promove a expressão corporal e a comunicação não-verbal.
3. Exploração Sensorial: O educador irá apresentar diferentes objetos que simbolizam a vida no ventre, como tecidos macios, bolinhas que imitam o som do coração ou instrumentos que produzam sons suaves. As crianças poderão explorar esses objetos, permitindo que descubram novas texturas e sons que possam os conectar ainda mais à temática da aula.
Atividades sugeridas:
– Atividade de contar histórias: Uma vez que a história central tenha sido lida, cada criança receberá a oportunidade de escolher um boneco e narrar uma parte de sua própria história como se estivesse no ventre da mamãe. A proposta é que façam isso usando balbucios e sons. Materiais: bonecos de pano, almofadas para cada um sentar e explorar. Adaptação: para crianças com dificuldades em verbalizar, o professor pode ajudá-las a expressar verbalmente enquanto manipulam o boneco.
– Atividade Musical: Quando escutarem uma música suave, as crianças podem se mover como se fossem bebês dentro da barriga, fazendo gestos fluidos e suaves, acompanhando o ritmo da música. Materiais: instrumentos simples como chocalhos e tambores. Adaptação: para aqueles que estão aprendendo a se mover, o professor pode dançar com eles, ajudando a imitar os gestos.
– Atividade de Desenho: Após a musicalidade, as crianças poderão desenhar como imaginam que eram quando estavam com suas mães. É importante que o educador estimule perguntas, como “O que você via dentro da barriga da mamãe?”. Materiais: papel e lápis de cor. Adaptação: crianças que não conseguem desenhar podem criar traçados no ar com os dedos.
– Contação de Histórias: O professor irá contar uma história sobre a importância da família e do amor materno, incentivando as crianças a identificarem as emoções relacionadas. O objetivo é que elas se sintam parte desse discurso familiar. Materiais: livro ilustrado. Adaptação: para os que têm dificuldades em atenção, o professor pode criar um ambiente mais próximo e interativo.
– Círculo de Reflexão: No final da aula, todos se reúnem para conversar sobre como se sentiram em cada atividade. Os alunos podem usar gestos e sons para descrever suas experiências no ventre de suas mães, promovendo a comunicação por meio de variadas formas. Materiais: nenhuma necessidade. Adaptação: o professor pode dar suporte aos que tenham dificuldade em se expressar.
Discussão em Grupo:
Promova uma conversa sobre o que sentiram e aprenderam nas atividades, colocando em foco a conexão com suas mães e suas experiências no ventre. Essas trocas são fundamentais para a construção do reconhecimento social e emocional.
Perguntas:
– Como você se sentia quando estava na barriga da sua mãe?
– Que sons você acha que ouviu?
– O que você gostaria de dizer para sua mãe sobre a sua história?
Avaliação:
A avaliação deve ser contínua e formativa, observando a interação das crianças durante as atividades, a expressão de suas emoções e o envolvimento com os materiais. O professor deve notar quem se comunica de maneira mais efetiva e quem necessita de mais suporte, registrando cada avanço.
Encerramento:
Finalizar a aula com um momento relaxante: as crianças poderão deitar sobre as mantas e ouvir sons da natureza ou músicas suaves, criando uma atmosfera de acolhimento e calma. Isso também reforça a ideia da segurança do ventre materno e das experiências positivas de amor.
Dicas:
Uma das dicas é adaptar as histórias contadas para as experiências pessoais dos alunos, incluindo características familiares que eles possam se identificar. Além disso, é essencial criar um ambiente que reconheça as emoções de cada aluno, promovendo um espaço seguro onde cada um poderá se expressar livremente. Lembrar que cada criança tem seu próprio tempo e formas de se expressar é fundamental para o sucesso do desenvolvimento.
Texto sobre o tema:
A gestação é um dos períodos mais significativos na vida de qualquer ser humano, embora muitas vezes não tenhamos lembranças conscientes desse tempo. É um momento inicial de conexão entre mãe e filho, onde os sentimentos, sons e experiências começam a definir as características do relacionamento familiar. Nos primeiros meses de vida, ainda no ventre, os bebês são capazes de ouvir e sentir a presença de sua mãe, estabelecendo essa comunicação fundamental. Essa etapa da vida é marcada por uma intensa troca de sentimentos, onde o amor e a proteção são fundamentais para o desenvolvimento emocional da criança.
Reconhecer essa história desde as primeiras experiências ajuda as crianças a compreenderem melhor a narrativa de suas vidas e a importância dos vínculos familiares. Além disso, essa atividade promove um espaço para que as crianças expressem suas emoções, sentimentos e sejam incentivadas a interagir com os outros, desenvolvendo suas habilidades sociais desde cedo. Esse entendimento se faz crucial para o crescimento emocional e cognitivo dos pequenos, permitindo que criem identidades e se sintam parte de uma história maior.
Também é fundamental que ao se falar sobre essa temática, sejam levados em consideração aspectos sensíveis que envolvem a vida familiar de cada aluno, respeitando suas histórias e particularidades. Ao contarem suas histórias com alegria e afeto, estão não apenas se conhecendo melhor, mas também construindo um espaço de apoio mútuo entre as crianças e os adultos que as cercam. Assim, ao mesmo tempo que aprendem, se divertem e estabelecem laços afetivos, as crianças ganham um espaço importante de desenvolvimento emocional dentro do ambiente escolar.
Desdobramentos do plano:
Após a realização desta atividade, a escola poderá explorar outros temas relacionados ao desenvolvimento e à vida familiar, como as relações afetivas entre avós e netos, ou a construção de tradições familiares que cada criança vivencia. Tais desdobramentos podem promover a continuidade do aprendizado e o fortalecimento dos vínculos com os adultos, além de servirem como uma base para que os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas histórias.
Essa abordagem pode ser ampliada para integrar outras áreas do conhecimento, como artes e música, onde as crianças podem explorar a criação de representações artísticas de suas histórias e vivências por meio de desenhos ou canções que fortaleçam o legado familiar. A promoção de atividades que se baseiem nessa temática ajudará a inserir a história da família na formação das crianças, reforçando o conceito de pertencimento e identidade.
Por fim, o planejamento de ações futuras deverá considerar as singularidades de cada grupo de alunos, permitindo que a mesma temática sobre a vida, a família e o vínculo afetivo tenha outras abordagens e formas de expressão, adequando-se ao desenvolvimento emocional e cognitivo de cada criança. Com esse cuidado, se poderá garantir um espaço educacional onde a expressão pessoal possa ser respeitada e valorizada, respeitando a individualidade de cada aluno dentro do coletivo.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental criar um ambiente de acolhimento para os alunos, permitindo que cada um se sinta à vontade para explorar e se expressar. A figura do educador é essencial nesse processo, devendo estar sempre atento às necessidades emocionais e comunicativas de cada criança. Além disso, a interação entre as crianças deve ser incentivada, criando oportunidades para que se ajudem e compartilhem suas experiências, promovendo um aprendizado colaborativo.
Ademais, é importante lembrar que a comunicação é uma via de mão dupla e que as crianças devem ser encorajadas a ouvir e respeitar os sentimentos dos colegas, o que também contribui para o aprendizado da empatia. Além disso, a adaptabilidade do plano é um ponto crucial, pois cada sala de aula possui dinâmicas e características únicas que devem ser respeitadas, adaptando-se conforme as necessidades do grupo.
Por último, considerar a diversidade cultural das famílias é fundamental, sendo imprescindível que as histórias abordadas respeitem as tradições e experiências de cada aluno. O professor deve estar ciente das singularidades de cada criança, proporcionando um espaço seguro e respeitoso, onde todos sintam que suas histórias são valiosas e parte significativa do enriquecedor contexto social e afetivo que formam a educação infantil.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de fantoches: Utilizar fantoches para contar uma história de como os bebês sentem no ventre da mãe, permitindo que as crianças interfiram na narrativa. Material: fantoches de diferentes personagens. O objetivo é aumentar a interação e incentivar a infância criativa das crianças.
2. Brincadeira de esconde-esconde: Usar um pano para simbolizar a barrigona da mamãe, onde as crianças são “escondidas” e precisam sair da barrigona. Isso promove a percepção corporal e a a segurança do espaço.
3. Jogo de sons: As crianças devem imitar sons que ouviram dentro do ventre de suas mães, estimulando a exploração sonora. Materiais: instrumentos diversos e suporte sonoro. Isso potencia a expressividade e a descoberta.
4. Descoberta tátil: Criar caixas táteis com diferentes texturas que representem o conforto do ventre. A ideia é que as crianças possam explorar à vontade o que sentiriam em um ambiente acolhedor. Os alunos podem reunir suas impressões ao final em um mural. Materiais: tecidos, plásticos, algodão, entre outros.
5. Criando a história da família: Fazer sequências de histórias da família em grupo, onde cada criança pode nomear um familiar e um sentimento relacionado a eles. Isso reforça a construção de identidade e a comunicação. Materiais: papel, canetas, e almofadas para cada criança se sentar confortavelmente.

