“Corpos e Sentidos: Aprendendo com a Natureza no Campo”

Compreender como os corpos e os sentidos se manifestam no campo é essencial para o desenvolvimento de uma consciência mais abrangente da nossa relação com a natureza. Esta proposta de plano de aula busca proporcionar aos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental uma experiência educativa estruturada em dois encontros, onde a abordagem será explicativa, interativa e lúdica. Por meio de atividades que exploram as diversas formas de interação entre o corpo humano e o ambiente rural, os alunos desenvolverão uma melhor compreensão sobre a importância dos sentidos e como utilizá-los para perceber o mundo ao seu redor.

As aulas priorizarão a familiarização com os diversos ambientes do campo, permitindo que os alunos explorem aspectos sensoriais como olfato, tato, visão, audição e paladar. A conexão com a natureza se tornará um catalisador para a aprendizagem, possibilitando que os estudantes analisem as experiências diárias que o campo proporciona e como elas afetam o nosso corpo e a nossa percepção.

Tema: Corpos e os Sentidos no Campo
Duração: 2 aulas
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 4º Ano
Faixa Etária: 8 a 10 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a compreensão das interações sensoriais entre os corpos humanos e o ambiente rural, por meio de atividades práticas e reflexivas que estimulem a consciência ambiental e o uso dos sentidos.

Objetivos Específicos:

– Explorar as diferentes formas de percepção sensorial no ambiente rural.
– Estimular a observação e a descrição de elementos naturais e suas características sensoriais.
– Desenvolver a escrita e a oralidade através da produção de textos que relatem as experiências sensoriais vivenciadas.

Habilidades BNCC:

– (EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e diretas.
– (EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome pessoal e verbo (concordância verbal).
– (EF04LP11) Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.
– (EF04CI02) Testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e umidade).
– (EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares, elementos de distintas culturas, valorizando o que é próprio em cada uma delas.

Materiais Necessários:

– Cadernos de anotações ou folhas para desenho.
– Canetinhas, lápis de cor e giz.
– Recipientes com diferentes plantas aromáticas e especiarias.
– Amostras de alimentos variados (frutas, legumes, etc.).
– Um gravador ou smartphone para registrar sons do ambiente.
– Materiais para atividades práticas (ex: papéis, tintas, tesouras).

Situações Problema:

– Como os diferentes ambientes do campo nos fazem sentir?
– Quais são as características que fazemos uso dos nossos sentidos ao estarmos em contato direto com a natureza?
– Como podemos descrever as sensações que vivenciamos em um passeio pelo campo?

Contextualização:

Nesta contextualização, discutiremos como os sentidos são fundamentais para nossa interação com o ambiente, principalmente em um contexto tão rico quanto o campo. A relação do ser humano com a natureza e os estímulos que ela oferece é um assunto que envolve tanto a biologia quanto aspectos culturais e sociais.

Desenvolvimento:

– Aula 1: A primeira aula será um encontro interativo ao ar livre. Os alunos serão convidados a trazer itens do campo, como folhas, flores ou pedras, e compartilhar com a turma as características sensoriais de cada item (cheiro, aparência, textura). O professor fará uma introdução sobre os cinco sentidos e suas funções. Em seguida, serão realizadas atividades práticas, como coletar aromas e criar uma “fabrica de cheiros” utilizando ervas.
– Aula 2: A segunda aula terá um enfoque mais reflexivo, onde os alunos serão divididos em grupos para discutir suas experiências do dia anterior. Cada grupo terá que criar uma narrativa ou uma descrição sobre uma das atividades, abordando os sentidos utilizados. A ideia é que possam apresentar suas narrativas artísticas em forma de cartazes ou textos ilustrativos.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: “Explorando os Sentidos”
Objetivo: Desenvolver a percepção sensorial dos alunos.
Descrição: Os alunos devem explorar o ambiente ao ar livre, caminhando e observando com atenção. A cada passo, devem registrar em seu caderno o que percebem de novo usando cada um dos cinco sentidos.
Instruções Práticas: Dividir a turma em duplas, fornecer a eles uma lista de sentidos (ex: o que escutei, o que cheirei, o que vi) e pedir para que anote ou desenhe o que vivenciam.
Materiais: Cadernos e lápis.

Atividade 2: “A Fabrica de Cheiros”
Objetivo: Explorar aromas e texturas.
Descrição: Os alunos trarão plantas e especiarias e criarão uma “fábrica de cheiros”. Serão organizados em estações para preparar misturas aromáticas utilizando os cheiros que trouxeram.
Instruções Práticas: Cada grupo irá coletar alguns cheiros e misturá-los em pequenos recipientes. Ao final, é importante apresentar suas criações para a turma.
Materiais: Recipientes, plantas, aromáticas e especiarias.

Atividade 3: “A Arte do Visitar”
Objetivo: Criar narrativas sensoriais através da escrita.
Descrição: Após experimentarem os sentidos, cada grupo irá criar uma narrativa sobre um elemento de seu passeio no campo, detalhando cada sensação.
Instruções Práticas: Como grupo, devem discutir as experiências e então produzir um texto criativo que sede no formato de conto ou história.
Materiais: Canetas e papel.

Discussão em Grupo:

Ao final das atividades, promover uma roda de conversa onde os alunos poderão compartilhar suas criações, discutindo a importância dos sentidos para a percepção das realidades ao nosso redor e o que aprenderam nesse processo.

Perguntas:

– Quais sentidos vocês mais usaram durante as atividades?
– Como a experiência no campo difere da vida na cidade?
– De que maneira os sentidos nos ajudam a aprender mais sobre o mundo?

Avaliação:

A avaliação será contínua, baseada na participação nas atividades em grupo e na qualidade das narrativas produzidas. Os alunos também deverão ser avaliados quanto ao seu engajamento nas discussões e a capacidade de relatar suas experiências sensoriais.

Encerramento:

Ao final das duas aulas, os alunos deverão apresentar suas criações e reflexões para a turma, reforçando a ideia de que cada experiência de aprendizado traz novas percepções e fortalece a relação com o ambiente natural.

Dicas:

– Estimule os alunos a usarem palavras ricas em suas descrições e incentivá-los a serem criativos ao expressar suas emoções.
– Ofereça feedback positivo e construtivo durante as apresentações, valorizando as experiências de cada um.
– Utilize a tecnologia a seu favor, gravando sons da natureza e revisitando essas gravações em sala de aula para enriquecer a experiência.

Texto sobre o tema:

A compreensão da relação entre o corpo humano e os sentidos é uma questão que remonta a discussões centenárias. No contexto rural, essa relação ganha novas dimensões, já que o ambiente oferece uma infinidade de possibilidades sensoriais. Ao sairmos do ambiente urbano e adentrarmos o campo, nossos sentidos são despertados por cheiros de flores, o pisar da grama sob nossos pés, e o som suave do vento entre as folhas. Esse conjunto de experiências não só nos conecta com a natureza, mas também nos ajuda a formar um nosso espaço mental, onde podemos refletir sobre a importância de cada elemento no nosso cotidiano. A diversidade de sons, texturas e imagens nos envolve de uma maneira única, nos convidando a sentir e a descobrir mais sobre quem somos e como podemos nos relacionar com o mundo à nossa volta. Além disso, a prática de valorizar esses sentidos pode repercutir na forma como nos percebemos e nos expressamos.

Desdobramentos do plano:

Após a realização do plano de aulas sobre corpos e os sentidos no campo, os desdobramentos podem se estender para diversas áreas do conhecimento. Os alunos poderão, por exemplo, sequenciar um diário de campo, onde possam documentar suas observações sobre a natureza ao longo de várias semanas, incentivando a prática da escrita narrativa e descritiva. Além disso, essa prática pode ser ampliada para outras disciplinas, como a Ciências, por meio da investigação sobre a flora e fauna do campo, discutindo seus próprios ecossistemas, o que permitirá desenvolver uma compreensão mais profunda sobre a interdependência entre os seres vivos e o meio ambiente.

Outro caminho de desdobramento é levar as observações dos alunos a um nível mais científico, incentivando-os a realizar experimentos simples que envolvam mudanças físicas e químicas associadas aos elementos que encontraram no ambiente. Por exemplo, eles podem observar o que acontece com uma folha seca quando está sob a luz do sol por períodos diferentes, promovendo uma discussão sobre fotossíntese e responsabilidades ambientais.

Por fim, a interação que os alunos experimentam ao vivenciar o campo pode ser canalizada para um projeto de conscientização ambiental, onde planificações e replantio de áreas degradadas se fazem essenciais, utilizando o aprendizado obtido para promover ações que respeitem e cuidem do meio ambiente. Essas estratégias irão proporcionar um aprendizado contínuo e significativo, reforçando a importância dos sentidos na construção do conhecimento.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que os educadores se sintam confiantes em adaptar este plano de aula às especificidades de sua turma e ao contexto em que estão inseridos. O objetivo maior é engajar os alunos de maneira que se sintam motivados e entusiastas sobre o aprendizado, principalmente em relação à conexão com a natureza. Propor atividades práticas e lúdicas é uma estratégia eficaz, pois possibilita que os alunos vivenciem o conteúdo de forma tangible e significativa, promovendo um aprendizado ativo. Além disso, é essencial que se ofereça espaço para a criatividade e a livre-expressão, permitindo que cada aluno se sinta valorizado em suas contribuições.

Por último, os educadores devem ter em mente que a prática de sensitizar os sentidos vai além do aprendizado imediato. Ela representa um caminho para construir cidadãos mais conscientes e envolvidos com o seu meio ambiente. Por meio da conscientização e da sensibilização, os alunos poderão desenvolver uma visão crítica sobre suas responsabilidades em relação ao planeta, um aspecto cada vez mais urgente na sociedade contemporânea.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Jogo do Olfato e Paladar: Em grupos, os alunos são desafiados a adivinhar cheiros ou sabores de diferentes alimentos utilizando uma venda. O objetivo é criar memória olfativa e gustativa com a diversidade de alimentos do campo.

Caça ao Tesouro Sensorial: Organizar um jogo em que, utilizando pistas sensoriais (cheiros, texturas, sons), os alunos devem encontrar itens naturais ao longo do propelido escolar ou em um pequeno trecho de campo, reforçando a experiência com o ambiente natural.

Teatro de Som: Os alunos serão divididos em grupos e terão que criar pequenos esquetes que explorem sons do campo, desde canto de pássaros até o rustico do vento, utilizando recursos sonoros variados.

Narrativas com Ilustrações: Estimular os alunos a criar livros ilustrados que narram suas descobertas sobre o campo, possibilitando a troca de narrativas com colegas de turma e familiares.

Criação de um Quintal Sensorial: Propor aos alunos que, em grupos, planejem e desenhem um quintal sensorial que incorpore todos os sentidos (ex: hortas aromáticas, frutas, sons de água corrente, materiais visuais etc.), com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a importância da biodiversidade e dos sentidos.

Com estas sugestões, espera-se estimular a criatividade e a interatividade entre os alunos, tornando o aprendizado não apenas educativo, mas também uma experiência significativa e transformadora.


Botões de Compartilhamento Social