“Como Eu Sou: Plano de Aula para Crianças de 2 a 3 Anos”
Introdução
Este plano de aula foi elaborado para a faixa etária das crianças bem pequenas, especificamente para aqueles com idades variando de 2 a 3 anos. O foco central da aula é a exploração do tema “Como eu sou”, com o intuito de que os alunos possam se reconhecer e expressar suas próprias características. Ao longo da atividade, as crianças terão a oportunidade de desenvolver habilidades fundamentais, como a observação e a comunicação, enquanto se divertem em um ambiente de aprendizado acolhedor e estimulante.
As atividades propostas neste plano têm a intenção de fomentar a autoconfiança das crianças, permitindo que se vejam refletidas em suas produções artísticas e falem sobre si mesmas. Essa experiência é crucial na primeira infância, pois ajuda os pequenos a se sentirem parte do grupo, reconhecendo tanto suas singularidades quanto suas semelhanças com os outros.
Tema: Como eu sou
Duração: 20 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças bem pequenas
Faixa Etária: 2 a 3 anos
Objetivo Geral:
Promover o reconhecimento da própria imagem e a autoexpressão das crianças por meio da atividade de autorretrato, estimulando a comunicação e a solidariedade nas interações.
Objetivos Específicos:
– Estimular a observação e a nomeação das partes do corpo.
– Incentivar a expressão dos sentimentos e características pessoais.
– Promover o cuidado e a solidariedade durante as interações em grupo.
– Desenvolver habilidades motoras finas através do desenho.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios.
(EI02EO05) Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(EI02EF02) Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos.
Materiais Necessários:
– Espelho grande.
– Folhas de papel em branco.
– Lápis de cor, giz de cera ou tintas.
– Tule ou lenço para drapear, permitindo que as crianças explorem texturas.
– Cadeiras ou tapete para criar um espaço aconchegante.
Situações Problema:
– Como posso desenhar meu rosto?
– Quais partes do meu rosto eu conheço?
– O que me faz diferente dos meus amigos?
Contextualização:
Neste momento, o professor deve criar um ambiente acolhedor, onde as crianças se sintam confortáveis para expressar suas individualidades. O uso do espelho permite que cada criança se observe e se reconheça. Esta primeira etapa é fundamental, pois estabelece uma base para a autoconfiança e a identidade.
Desenvolvimento:
1. Apresentação da Atividade: Reúna as crianças em um círculo e explique que elas irão fazer algo muito especial: um autorretrato. Incentive-as a se observarem no espelho, nomeando as diversas partes do rosto.
2. Exploração do Espelho: Deixe que cada criança tenha a oportunidade de olhar para si mesma no espelho, observando e explorando suas características. Pergunte a elas o que veem e como se sentem ao ver seu rosto.
3. Desenhos: Distribua papel e materiais artísticos para que elas desenhem o próprio rosto. Não esqueça de mencionar que serão bem-vindas as cores e representações criativas. O papel deve ser amplo para que elas possam explorar à vontade, e não deve haver restrição quanto ao uso dos materiais.
4. Interação e Compartilhamento: Após completarem os desenhos, convide as crianças para compartilhar suas obras com o grupo. Estimule conversas sobre o que cada um desenhou e como eles se sentem em relação a isso, promovendo o respeito e a valorização das diferenças.
5. Encaminhamento Final: A atividade se encerrará com um pequeno momento de apreciação dos trabalhos realizados. O professor deve elogiar cada desenho e reforçar as características únicas de cada criança.
Atividades sugeridas:
1. Explorando o Corpo: Realize uma roda de movimentos onde as crianças imitam ações de seu corpo, como levantar os braços, tocar o pé e girar. Isso ajuda a conectar a atividade de autorretrato com a consciência corporal.
2. Contação de Histórias: Inicie uma contação de histórias que envolvam personagens reconhecendo suas características. Isso desenvolverá a imaginação e o entendimento sobre o que faz cada um especial.
3. Brinde de Amizade: Cada criança pode decorar um papel em branco com seus desenhos e, ao final, podemos criar um mural em sala. Ajudará a criar um senso de pertencimento e comunidade.
Discussão em Grupo:
Após finalizarem suas atividades, promova uma discussão onde as crianças possam compartilhar como se sentiram ao olhar para si mesmas. Você pode perguntar como elas se sentem sendo diferentes ou semelhantes umas às outras.
Perguntas:
– O que você mais gosta no seu desenho?
– O que é diferente no seu rosto em comparação com seus amigos?
– Como se sentiu ao olhar no espelho?
Avaliação:
A avaliação será feita a partir da observação da participação e envolvimento das crianças na atividade, assim como sua habilidade em expressar suas próprias características e compartilhar com os colegas.
Encerramento:
Finalize a aula relembrando a importância de se conhecer e de respeitar as diferenças entre cada um. Além disso, peça para que todas as crianças levem seu desenho para casa e compartilhem com suas famílias.
Dicas:
– Esteja atento às diferentes formas de expressão que as crianças podem utilizar.
– Encoraje cada uma a falar, mesmo que suas respostas sejam breves.
– Forneça um ambiente seguro, onde todos se sintam respeitados ao falarem sobre suas características.
Texto sobre o tema:
A infância é um período repleto de descobertas e formas de autoexpressão. É durante esses primeiros anos que as crianças começam a se reconhecer como indivíduos únicos e diferentes, aprendendo sobre suas características físicas e emocionais. O ato de olhar no espelho, por exemplo, é algo simples, mas de grande importância. Ele permite à criança o contato direto e pessoal com a sua imagem, desenvolvendo a autoestima e o respeito por si mesma. O autorretrato vai além de um simples desenho; ele é um reflexo da maneira como cada criança vê o mundo e a si mesma dentro dele.
A atividade de autorretrato não apenas promove o conhecimento de si, como também proporciona uma oportunidade de socialização. Ao compartilhar seus desenhos, as crianças aprendem a respeitar e valorizar as diferenças, entendendo que cada um é especial à sua maneira. Essas interações formam a base para a construção de relacionamentos saudáveis, onde o carinho e a solidariedade estão presentes. O ato de observar e desenhar também ajuda a desenvolver habilidades motoras finas, fundamentais nesse estágio do desenvolvimento.
Além disso, essa vivência estimula a capacidade de comunicação das crianças, pois ao expressarem suas impressões e sentimentos, começam a formar um vocabulário próprio e específico. Essa construção é crucial, pois amplia a forma como se relacionam com o outro, permitindo, assim, uma compreensão mútua das emoções e desejos. Em última análise, trabalhar com temas como a autoimagem e identidade na Educação Infantil é essencial para formar indivíduos seguros, que se respeitem e respeitem o próximo em sua diversidade.
Desdobramentos do plano:
A proposta de trabalhar o tema “Como eu sou” pode ser estendida para uma série de atividades ao longo da semana. Incorporando os aprendizados diários da atividade de autorretrato, os educadores podem planejar momentos onde as crianças explorem não apenas suas características físicas, mas também suas emoções e gostos pessoais. Por exemplo, uma atividade que envolva a contação de histórias sobre diversidade pode ser uma excelente forma de introduzir o tema de aceitação e respeito. Com isso, o educador deve orientar as crianças a compartilhar não só o que veem ao se olharem no espelho, mas também como se sentem em relação a isso.
Além disso, criar uma roda de conversas onde cada criança pode trazer um objeto que represente algo sobre si pode ser uma extensão rica do aprendizado. Essa vivência vai além do desenho e toca nuances da identidade e da amizade, ao mesmo tempo em que fomenta um ambiente de respeito mútuo. Ao trabalhar com esta faixa etária, é fundamental observar como as atividades propostas se desenrolam e trazer adaptações sempre que necessário para atender às dinâmicas do grupo.
Por fim, incentivos como a criação de um mural coletivo, onde as produções das crianças são expostas, promovem a valorização do trabalho feito. A construção desse espaço de compartilhamento reforça o sentimento de pertencimento e solidariedade entre os menores. Uma linha do tempo visual que represente suas produções ao longo da semana permite uma reflexão sobre a evolução da autoimagem e promove ainda mais conversas sobre características individuais e coletivas.
Orientações finais sobre o plano:
Na aplicação deste plano de aula, é crucial que o educador esteja preparado para adaptar as atividades conforme a dinâmica do grupo. A paciência e a atenção às reações das crianças são essenciais para guiar a experiência de modo que todos possam participar e se sentir à vontade para se expressar. Cada momento deve ser visto como uma oportunidade de aprendizado e descoberta, tanto para o educador quanto para os alunos.
É importante que o docente ampare as crianças durante a atividade, principalmente na hora de confirmar que cada observação e produção são únicas e igualmente importantes. As interações devem ser focadas em construir um ambiente onde cada um sinta que pode se expressar de maneira segura. Isso requer do professor a habilidade de ouvir, estar presente e promover um diálogo inclusivo.
Além disso, proporcionar tempo suficiente para que as crianças completem suas atividades e expressem suas emoções é fundamental para garantir que cada momento seja significativo. O respeito às especificidades de cada criança, unido a uma abordagem divertida, será a chave para criar um aprendizado duradouro e estimulante que vai além do simples exercício de olhar e desenhar.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Desenhos em Grupo: Organize um mural gigante onde cada criança pode adicionar seu autorretrato. Uma folha de papel kraft pode ser usada como base. Isso ajudará a promover a interatividade e os sentimentos de união.
2. Caça ao Tesouro da Identidade: Utilize objetos diversos que representam características pessoais (por exemplo, uma boné para simbolizar cabelo ou um espelho pequeno). Cada criança deve encontrar um objeto que a represente e explicá-lo ao grupo.
3. Atividades Sensorais: Utilize texturas diferentes (por exemplo, algodão, papel lixa), onde as crianças podem tocar e descrever como se sentem. Essa atividade é uma forma de conectar a exploração física com a autoimagem.
4. Desfile de Personalidades: Estimule as crianças a se vestirem com roupas que considerem representativas e façam uma pequena apresentação onde falam de si. Esses momentos fortalecem a autoestima e a aceitação das diferenças.
5. Jogos de Imitação: Organize uma roda do movimento onde as crianças, em grupo, imitam as características de cada um, como uma pose de super-herói ou de um animal que elas gostam. Isso promove tanto o reconhecimento de si quanto a conscientização das singularidades de cada um.
Essas sugestões visam promover um ambiente de aprendizado contribuindo para que as crianças possam se sentir valorizadas e reconhecidas, enquanto desenvolvem habilidades sociais e emocionais importantes para sua formação.

