“Caixa Surpresa: Atividade Lúdica para Desenvolvimento Infantil”
O plano de aula proposto para trabalhar o tema Caixa Surpresa é uma oportunidade rica e envolvente para as crianças pequenas. Através desta atividade, as crianças poderão exercitar sua *criatividade*, *expressão* e *interação* com os colegas, enquanto aprendem a reconhecer diferentes sentimentos e a importância de respeitar as particularidades de cada um. Este plano tem como objetivo não apenas divertir, mas também ensinar os pequenos sobre o mundo ao seu redor, promovendo um aprendizado significativo.
As atividades serão estruturadas de modo a atender aos diversos campos de experiências da BNCC, permitindo que cada aluno explore sua individualidade e desenvolva habilidades importantíssimas. Para os educadores, este plano serve como um guia para criar um ambiente de aprendizado que prioriza a *honestidade*, *cooperação* e *empatia* entre as crianças. Neste sentido, a interação por meio de jogos e descobertas em grupo será fundamental.
Tema: Caixa Surpresa
Duração: 3 horas
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 4 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar um espaço de *descoberta* e *interação*, onde as crianças possam explorar as emoções e sentimentos através da atividade de abrir e interagir com uma Caixa Surpresa, promovendo a *expressão* e a criatividade.
Objetivos Específicos:
1. Estimular a *curiosidade* das crianças sobre o que há dentro da caixa.
2. Promover a *troca de ideias* e a *comunicação* entre os alunos.
3. Desenvolver a *cooperatividade* por meio de atividades em grupo.
4. Fomentar a *expressão artística* e sensorial ao manipular os objetos encontrados.
5. Identificar e *respeitar* a diversidade de sentimentos entre os colegas.
Habilidades BNCC:
– Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
– Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras.
– Campo de Experiências “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
Materiais Necessários:
– Uma caixa grande e bonita (pode ser decorada pelas próprias crianças).
– Vários objetos pequenos e variados para colocar dentro da caixa (brinquedos, instrumentos musicais, materiais recicláveis, texturas diferentes).
– Papéis coloridos, canetinhas e tesouras (adaptadas para crianças pequenas).
– Música ambiente para dinamizar a aula.
– Materiais de desenho e pintura.
Situações Problema:
1. O que será que pode estar na caixa?
2. Como podemos expressar o que sentimos ao abrir a caixa?
3. Como podemos juntos criar algo novo a partir dos objetos que encontramos?
Contextualização:
As crianças costumam ser naturalmente curiosas e adoram surpresas. A ação de abrir uma caixa e descobrir novos objetos instiga a *imaginação* e motiva a interação. O ato de explorar e compartilhar sentimentos em relação ao que foi descoberto é essencial para o desenvolvimento social e emocional dos pequenos. A atividade favorecerá, assim, tanto o desenvolvimento individual quanto a criação de um ambiente amigável e cooperativo entre as crianças.
Desenvolvimento:
1. Abertura: Reúna as crianças em um círculo e mostre a Caixa Surpresa. Explique que dentro da caixa existem objetos que eles podem explorar. Crie uma expectativa sobre o conteúdo. Pergunte o que eles acham que pode ter ali e incentive a participação de todos.
2. Exploração: Um a um, peça para as crianças chegarem até a caixa, tirarem um objeto, e compartilharem o que pegaram. Isso pode ser feito em forma de rodízio, onde cada criança tem sua vez de explorar.
3. Expressão e Criação: Após explorar os objetos, forneça papel, canetinhas e tintas, e peça para que cada criança desenhe ou crie algo inspirado no que encontrou na caixa. Em seguida, incentive as crianças a apresentarem suas criações para o grupo e a explicarem o que sentiram durante a atividade.
4. Música e Movimento: Incorpore uma atividade de movimento relacionada à emoção que cada criança sentiu ao abrir a caixa. Com música, peça que eles expressem esse sentimento por meio de danças e movimentação do corpo.
Atividades sugeridas:
1. Atividade 1: A Caixa Mystica
– Objetivo: Estimular a curiosidade através da exploração.
– Descrição: Coloque diversos objetos na caixa que representem diferentes texturas e sons. Cada criança deverá escolher um objeto sem olhar e tentar adivinhar o que é somente pelo toque.
– Instruções: Organize um círculo. Uma criança de cada vez pode sentir os objetos e tentar descrevê-lo para os colegas. Procure sempre que possível incluir dicas sobre as diferentes características dos objetos.
– Materiais: Caixa com objetos diversificados.
– Adaptação: Se necessário, faça uso de objetos maiores ou mais visíveis.
2. Atividade 2: Desenho do Sentimento
– Objetivo: Desenvolver a criatividade e a expressão ao desenhar.
– Descrição: Após a exploração, as crianças desenharão o objeto que mais gostaram e escreverão uma palavra que descreve a emoção que sentiram ao manuseá-lo.
– Instruções: Dê instruções claras e fique atento à utilização dos materiais. As crianças devem apresentar seus desenhos após terminarem.
– Materiais: Papéis e canetinhas.
– Adaptação: Use colagem com texturas para crianças que têm dificuldade com desenhos.
3. Atividade 3: Teatro dos Sentimentos
– Objetivo: Fomentar a expressão corporal e verbal.
– Descrição: Após se familiarizarem com os objetos, cada criança criará uma pequena cena ou mímica inspirada no que encontrou na caixa.
– Instruções: A cada grupo, as crianças terão tempo para apresentar sua cena aos colegas.
– Materiais: Nenhum, apenas a imaginação.
– Adaptação: Proporcione suporte adicional para crianças tímidas, como sugerir ações que elas possam fazer.
Discussão em Grupo:
Organize um momento para que as crianças compartilhem o que mais gostaram durante a atividade. Pergunte o que sentiram ao abrir a caixa e como cada objeto fez com que eles se sentissem. Utilize perguntas que promovam a escuta de todos, como: “Quem pode compartilhar um momento especial desta exploração?” e “O que vocês aprenderam sobre si mesmos ao tocar os objetos?”.
Perguntas:
1. O que você sente quando abre a caixa?
2. Qual objeto você mais gostou de tocar e por quê?
3. Como seria a sua própria caixa surpresa? O que você colocaria nela?
Avaliação:
A avaliação será contínua, observando o envolvimento, a participação e a capacidade de expressar sentimentos e ideias durante as atividades. Os educadores devem ficar atentos à capacidade de interação e à empatia demonstrada pelos alunos ao se comunicarem e ao compartilharem as experiências.
Encerramento:
Para encerrar a atividade, reúna as crianças novamente em círculo e peça que falem sobre o que aprenderam e como se sentiram em relação à atividade. Feche com um momento de relaxamento e reflexão, pedindo que cada criança deseje algo bonito umas às outras, aproveitando a atmosfera de cooperação e empatia.
Dicas:
– Mantenha um ambiente seguro e acolhedor, onde todas as crianças se sintam à vontade para compartilhar e expressar seus sentimentos.
– Esteja aberto a flexibilizar atividades conforme o interesse e as necessidades das crianças.
– Documente os momentos importantes da aula (fotos, vídeos) para mostrar para os alunos posteriormente, ampliando a conexão entre experiências e aprendizagens.
Texto sobre o tema:
A ideia da Caixa Surpresa está intimamente ligada ao conceito de *descoberta* na infância. Durante os primeiros anos de vida, as crianças são naturalmente curiosas e motoras da exploração do mundo ao seu redor. Esse tipo de atividade não só estimula a *curiosidade* e a *imaginação*, mas também propõe uma interação direta com diferentes sensações e emoções. Abrir uma caixa cheia de objetos representativos gera uma série de reações e descobertas que podem ser bem exploradas em grupo, onde cada criança pode compartilhar suas experiências e sentimentos acerca dos objetos que encontrou.
Promover o *diálogo* sobre sentimentos e a *troca de ideias* após essa atividade é fundamental para que as crianças entendam que suas emoções são válidas e respeitáveis. Além disso, a troca de feedback, por meio da arte e do movimento, permite que cada um expresse de forma única suas próprias experiências, contribuindo para construir um espaço onde o respeito pela diversidade de pensamentos e sentimentos é a norma.
O desenvolvimento de atividades que envolvem a *arte*, o *movimento* e a *comunicação* em torno da Caixa Surpresa enriquece a experiência educacional e fortalece a formação da criança como um ser social. Ao descobrirem juntas, ampliam suas relações interpessoais e constroem suas percepções sobre o mundo, aprendendo a lidar com as próprias emoções e também a compreender as dos outros. Essa troca é fundamental para o crescimento emocional e social durante os primeiros anos.
Desdobramentos do plano:
A atividade da Caixa Surpresa pode ser o início de um projeto mais amplo sobre a *emoção* e o *tato*, onde poderão ser feitos outros tipos de caixas temáticas que remetam a diferentes sentimentos. Por exemplo, uma caixa com objetos que representam a *felicidade* (como bolinhas de sabão, brilhos e cores vibrantes) ou uma caixa com objetos que demonstram a *tristeza* (como materiais que provocam reflexões, como um celular quebrado simbolizando a perda). Essa proposta pode gerar um verdadeiro *debate* em aula e atividades que ensinam e impressionam.
Além disso, podem ser incluídas partes do cotidiano das crianças nas atividades, como a criação de uma *caixa da amizade*, onde elas colocarão objetos que representem seus melhores amigos. Esse desdobramento não só enriquece a atividade, mas também promove o diálogo sobre as relações interpessoais e a importância da amizade e da empatia com o próximo. Podendo também ainda realizar exposições abertas aos pais, dando visibilidade ao que foi aprendido, tornando esse momento mais significativo e refutando a ideia da exploração individual.
Por fim, a continuação dessa atividade pode inspirar menções a outros campos de experiências da BNCC que promovam o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e fortalecem a interação em grupo, como dinâmicas com dança e música em outros espaços, fazendo com que a experiência educativa seja ainda mais rica e diversificada.
Orientações finais sobre o plano:
Ao desenvolver atividades voltadas para a educação de crianças pequenas, é essencial que o educador mantenha uma postura flexível e adaptativa. Cada grupo de crianças possui características e ritmos diferentes, e a habilidade de se adaptar a esses contextos é crucial para que todos se sintam incluídos e aproveitem ao máximo as experiências. Ser receptivo às sugestões e interesses das crianças pode resultar em um ambiente de aprendizagem muito mais dinâmico e participativo, onde cada um vê seu papel como fundamental no contexto do grupo.
Além disso, a observação e o registro das reações e interações durante a atividade proporcionam ao educador insights valiosos sobre o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos. Isso pode orientar futuras intervenções e permitir um acompanhamento mais próximo e individualizado do progresso de cada criança. A reflexão contínua sobre o que funciona e o que não funciona também é parte integrante do processo educativo, ajudando a aprimorar as práticas pedagógicas e a promover um ambiente mais rico e gratificante.
Por fim, é importante lembrar que a educação infantil não deve ser vista apenas como preparação para futuros níveis de aprendizado, mas como um importante período de formação de cidadãos empáticos, respeitosos e criativos. Que atividades como a da Caixa Surpresa sejam vistas como momentos de formação integral, onde as crianças entendem a importância de se relacionar de maneira respeitosa e afetiva com os outros, formam a base para um desenvolvimento humano saudável e responsável.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caixa dos Sons: Crie uma caixa onde diferentes materiais gerem sons ao serem manipulados, como grãos, sinos e peças de brinquedo. As crianças devem descobrir de onde vem cada som, estimulando a percepção auditiva.
– Objetivo: Desenvolver a percepção sonora.
– Materiais: Caixa e variados objetos sonoros.
– Adaptação: Permita que elas criem seus próprios sons e façam suas composições.
2. Caixa da Cor: Uma caixa que contém itens de várias cores, incentivando as crianças a agrupar por cores e criar uma classificação.
– Objetivo: Aprender sobre cores trabalhando de forma visual e tátil.
– Materiais: Objetos de diversas cores.
– Adaptação: Use adesivos coloridos para que crianças que não conseguem verbalizar, possam classificar.
3. Teatro de Fantoches Surpresa: Criar fantoches com os objetos da caixa e encenar histórias. Cada grupo pode escolher um objeto e criar uma nova história.
– Objetivo: Estimular a criatividade e a cooperação.
– Materiais: Objetos da caixa e gravações ou músicas.
– Adaptação: Crianças que não servem bem em grupos podem criar uma história individualmente.
4. Criando a “Caixa dos Sentimentos”: As crianças devem desenhar cada emoção em pedaços de papel e depois colocar tudo de volta na caixa, para que todos possam compartilhar como se sentem em diferentes situações.
– Objetivo: Desenvolver expressões e reconhecimento de sentimentos.
– Materiais: Papéis e lápis de cor.
– Adaptação: Dê suporte às crianças que têm dificuldades em identificar emoções.
5. Caixa das Emoções: Encha uma caixa de elementos que representem emoções de diversas culturas. Estimule discussões e trocas sobre as emoções representadas nesse processo.
– Objetivo: Aprender sobre diversidade cultural e respeito pelas emoções dos outros.
– Materiais: Itens de diversas culturas.
– Adaptação: Expanda para trabalhos em grupo conforme o interesse das crianças.
Com essas atividades, o educador pode desenvolver um ciclo de aprendizado que não só diversifica a experiência educativa, como também permite constatar o crescimento e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais das crianças de forma dinâmica e envolvente.

