“Brincadeiras Tradicionais: Pula Corda e Amarelinha na Educação Infantil”
Este plano de aula tem como objetivo introduzir as crianças à brincadeiras tradicionais, como pula corda e amarelinha, abordando a importância dessas atividades lúdicas no desenvolvimento social e motor das crianças. A ideia é que, através das brincadeiras, as crianças consigam explorar seus movimentos corporais, interagir com os colegas, respeitando regras e desenvolvendo um sentido de comunidade, além de promover um ambiente de cuidado e solidariedade.
Em um contexto de educação infantil, é crucial que as atividades sejam adaptadas às necessidades e habilidades das crianças, especialmente aquelas entre 2 e 3 anos. Assim, serão propostas atividades que proporcionem estímulo ao desenvolvimento motor e ao relacionamento social, respeitando a singularidade de cada criança e incentivando a construção de relacionamentos respeitosos e solidários.
Tema: Introdução a brincadeiras tradicionais (pula corda, amarelinha)
Duração: 60 MINUTOS
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 2 e 3 anos
Objetivo Geral:
Fomentar o aprendizado e a interação entre as crianças através da experimentação de brincadeiras tradicionais, promovendo o desenvolvimento de habilidades motoras e sociais.
Objetivos Específicos:
– Estimular o deslocamento corporal e a coordenação motora através das brincadeiras.
– Promover a interação social e o respeito às regras, reforçando a noção de convivência.
– Estimular a expressão oral através da comunicação e troca de experiências durante as brincadeiras.
Habilidades BNCC:
Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
– (EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
– (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– (EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo.
– (EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar).
Materiais Necessários:
– Cordas para pular (ou fitas coloridas como alternativa)
– Giz para desenhar a amarelinha no chão
– Tecido ou tapete para delimitar o espaço da brincadeira
– Música animada de fundo
Situações Problema:
Como as crianças reagem às regras das brincadeiras? Elas conseguem se comunicar e colaborar durante as atividades? Quais desafios elas encontram ao tentar realizar os movimentos propostos?
Contextualização:
As brincadeiras tradicionais têm um papel fundamental no desenvolvimento emocional e físico das crianças. Brincar de forma coletiva cria um espaço de socialização, possibilitando a expressão de sentimentos, desenvolvimento de habilidades motoras e a aprendizagem de normas de convívio. Entre as brincadeiras destacadas, o pular corda e a amarelinha são ricas em história e significados culturais, além de estimularem a coordenação motora de maneira lúdica.
Desenvolvimento:
1. Recepção (10 minutos): Receber as crianças de forma carinhosa e explicar brevemente o que elas farão. Utilize palavras encorajadoras e demonstrativas.
2. Apresentação das Brincadeiras (10 minutos): Ensinar o que é a amarelinha e como ela funciona, mostrando como desenhá-la no chão.
3. Amarelinha (15 minutos):
– Organizar as crianças em pequenos grupos.
– Explicar rapidamente as regras: uma de cada vez pula de forma alternada, tentando não pisar nas linhas.
– Acompanhar e dar assistência durante a brincadeira.
4. Pula Corda (15 minutos):
– Dividir em duplas.
– Mostrar como funciona o pular corda: uma gira a corda e outra pula.
– Encorajar trocas de pares.
5. Roda Final (10 minutos): Reunir as crianças para uma roda, onde cada uma poderá compartilhar o que mais gostou e como se sentiu durante as brincadeiras.
Atividades sugeridas:
1. Desenho da Amarelinha:
– Objetivo: Estimular a coordenação motora fina.
– Descrição: Com giz, as crianças desenham a amarelinha.
– Instruções: Ensinar os números e configurar o desenho.
– Materiais: Giz colorido.
2. Sessões de Pula Corda:
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora e o ritmo.
– Descrição: Ensinar as crianças a pular corda em equipe.
– Instruções: Alternar as posições na corda.
– Materiais: Cordas de pular.
3. Contação de Histórias sobre Brincadeiras:
– Objetivo: Estimular a escuta e expressão oral.
– Descrição: Ler uma história que envolva brincar de forma coletiva.
– Instruções: Fazer perguntas durante a leitura.
– Materiais: Livro ilustrado sobre brincadeiras.
4. Música e Movimento:
– Objetivo: Desenvolver o movimento e o ritmo.
– Descrição: Colocar músicas alegres e incentivar movimentos seguindo o ritmo.
– Instruções: Conduzir com movimentos das mãos.
– Materiais: Música e espaço amplo.
5. Brincadeiras com Obstáculos:
– Objetivo: Explorar diferentes formas de deslocamento.
– Descrição: Criar um percurso com materiais que as crianças precisam atravessar.
– Instruções: Mostrar diferentes modos de passar pelos obstáculos.
– Materiais: Almofadas, caixas e cordas.
Discussão em Grupo:
– Como foi a experiência de brincar juntos?
– O que você mais gostou de fazer: pular corda ou jogar amarelinha?
– Como você se sentiu ao compartilhar as brincadeiras com seus amigos?
Perguntas:
– O que é brincar para você?
– Por que é importante brincar com os amigos?
– Como podemos nos ajudar durante as brincadeiras?
Avaliação:
A avaliação será realizada por observação. O educador deve atentar-se ao envolvimento das crianças nas atividades, a sua capacidade de seguir as regras e a habilidade de interagir e se comunicar com os colegas. Será considerado também o desenvolvimento motor ao realizar as atividades propostas.
Encerramento:
Ao final da aula, reunir as crianças e conversar sobre o que foi aprendido. Demonstrar apreciação pelo esforço e participação de todos. Reforçar a importância de brincar sempre que possível e aprender juntos, ressaltando o valor das brincadeiras tradicionais.
Dicas:
– Adapte as atividades conforme as necessidades de cada criança, promovendo um ambiente inclusivo.
– Use músicas e histórias que atraiam a atenção dos pequenos, tornando as atividades ainda mais animadas.
– Sempre que possível, envolva os pais e responsáveis nas atividades, incentivando a prática de brincadeiras em casa.
Texto sobre o tema:
As brincadeiras tradicionais ocupam um espaço significativo no desenvolvimento infantil. Elas são essenciais para a socialização, oferecendo oportunidades para que as crianças experimentem novas interações sociais. Ao brincar, as crianças não apenas se divertem, mas também desenvolvem habilidades críticas, como a cooperação, a resolução de conflitos e o respeito às regras.
Brincar de pula corda e amarelinha vai muito além da atividade física; essas brincadeiras incentivam a coordenação motora, promovendo o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a vida adulta. Ao pular corda, por exemplo, as crianças aprendem a equilibrar-se, a sincronizar movimentos e a seguir ritmos. Na amarelinha, as habilidades de contagem são estimuladas, aliadas ao reconhecimento de números, tudo isso em um ambiente colaborativo que estimula a interação social e o cuidado com o outro.
Além disso, quando integradas ao ensino, essas brincadeiras também permitem que os educadores explorem a diversidade cultural presente em cada brincadeira, diferenciando tradições e como elas podem ser adaptadas ao contexto atual. Dessa forma, a aula não só se torna um momento de aprendizado físico e motor, mas também um espaço riquíssimo para a construção de valores como a amizade, a empatia e o respeito às diferenças.
Desdobramentos do plano:
O plano de aula pode ser desdobrado em diversas frentes de aprendizado, permitindo que a proposta inicial seja expandida em outras áreas do conhecimento e desenvolvimento das crianças. Uma sugestão é integrar a história e a cultura local ao introduzir as brincadeiras, estimulando as crianças a contarem suas próprias versões ou histórias relacionadas às brincadeiras apresentadas. Isso pode incentivar a criatividade e a capacidade de narrar histórias, que são essenciais para o desenvolvimento da linguagem.
Outra possibilidade é criar um espaço dedicado à observação do comportamento das crianças durante as brincadeiras, permitindo que o educador analise não apenas a habilidade motora, mas também a forma como as crianças interagem e se comunicam entre si. Essa observação pode fornecer dados valiosos sobre desenvolvimento social e emocional, permitindo intervenções e atividades personalizadas que atendam às necessidades de cada grupo ou indivíduo.
Por fim, as brincadeiras propostas poderão ser incorporadas em um projeto a longo prazo, onde outras tradições de jogos ao redor do mundo possam ser exploradas. Isso não apenas ensina sobre a diversidade cultural, mas também oferece um contexto mais amplo para as crianças entenderem a relação entre lazer e educação, mostrando como as brincadeiras são uma linguagem universal que pode unir pessoas independentemente de suas origens.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que o educador esteja ciente da importância de criar um ambiente seguro e acolhedor para que as crianças se sintam à vontade para explorar e expressar suas emoções durante as brincadeiras. A observação atenta dos momentos de interação proporcionará insights sobre como as crianças se sentem em relação ao que estão aprendendo, permitindo intervenções no momento certo.
As brincadeiras tradicionais devem ser vistas como uma maneira de ensinar valores fundamentais, como a empatia, a solidariedade e a cooperação. Portanto, sempre que possível, incentive a resolução de conflitos de forma direcionada, reforçando os comportamentos desejados, sem deixar de reconhecer a individualidade de cada criança. É essencial que a abordagem pedagógica respeite o tempo de aprendizado de cada um, promovendo uma experiência de aprendizado que seja gratificante.
Por fim, lembre-se de que a brincadeira é uma ferramenta poderosa de ensino. As crianças aprendem por meio da atividade, da interação e da livre expressão. Aproveite cada momento para reforçar a ideia de que brincar não é apenas uma atividade extracurricular, mas uma parte vital do processo educacional, onde cada risada e cada interação se transformam em aprendizado significativo.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Pintura de Amarelinha:
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora.
– Descrição: Criar uma amarelinha com tinta e pincéis.
– Materiais: Tinta a dedo e pincéis.
– Modo de condução: Peça ajuda para que as crianças desenhem a amarelinha, promovendo a interação e a criatividade. Pode ser feita ao ar livre.
2. Brincadeira dos Sons:
– Objetivo: Estimular os sentidos e o ritmo.
– Descrição: Usar instrumentos musicais para seguir o ritmo da brincadeira.
– Materiais: Instrumentos como tambores, chocalhos.
– Modo de condução: Organize uma roda com as crianças e incentive-as a tocar em sincronia com a música enquanto pulam ou dançam. Intenção de promover a audição e a colaboração.
3. Caminho de Obstáculos:
– Objetivo: Estimular a percepção espacial.
– Descrição: Criar um percurso onde as crianças precisam pular, correr e se mover.
– Materiais: Almofadas, cones, cordas.
– Modo de condução: Mostre como atravessar os obstáculos, incentivando-as a realizar os movimentos de diferentes maneiras, desafiando-se a ir mais longe.
4. Demonstrar Movimentos:
– Objetivo: Promover a imitação e o movimento associado a sons.
– Descrição: Fazer um jogo de imitação com gestos e sons usando a voz.
– Materiais: Nenhum necessário, apenas criatividade.
– Modo de condução: O professor deve demonstrar gestos e sons que as crianças devem imitar, promovendo a atenção e a leveza da atividade.
5. Histório das Brincadeiras:
– Objetivo: Estimular a oralidade e a imaginação.
– Descrição: Contar histórias inspiradas em brincadeiras tradicionais.
– Materiais: Lona e fantoches.
– Modo de condução: Utilize fantoches ou bonecos para contar histórias, incentivando as crianças a participarem fazendo perguntas e compartilhando suas próprias histórias.
Essas sugestões são apenas algumas formas de engajar as crianças em atividades lúdicas e educativas que desenvolvem habilidades motoras, sociais e emocionais, enriquecendo o aprendizado de forma divertida e significativa.

