Brincadeiras Lúdicas para Desenvolver Empatia nas Crianças

Introdução: Este plano de aula foi criado para promover o aprendizado e a interação social das crianças pequenas, em uma faixa etária de 4 a 5 anos, por meio da brincadeira de morto vivo e de imitação com comandos. Essas atividades visam não apenas o desenvolvimento motor e a expressão corporal, mas também a capacidade de se relacionar com os outros, favorecendo a empatia e o respeito mútuo. Ao longo da aula, as crianças terão a oportunidade de se divertirem enquanto aprendem a se comunicar, a agir em grupo e a expressar suas emoções.

A proposta é oferecer um espaço lúdico onde os alunos possam explorar diferentes formas de movimento, coordenando suas habilidades de forma divertida. As brincadeiras escolhidas promovem a interação social, a criatividade e a expressão. Incorporaremos, portanto, elementos que permitem o fortalecimento das relações interpessoais e a valorização das características corporais individuais, respeitando as diferenças entre as crianças.

Tema: Brincadeira de morto vivo e de imitação com comandos
Duração: 60 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 a 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a expressão corporal, a socialização e a comunicação entre as crianças por meio da brincadeira de morto vivo e de imitação com comandos.

Objetivos Específicos:

– Favorecer a interação social e a cooperação entre as crianças.
– Estimular a coordenação motora por meio de movimentos e imitações.
– Promover a expressão de sentimentos e emoções através da comunicação verbal e não verbal.
– Desenvolver a capacidade de agir com autoconfiança, reconhecendo suas limitações e conquistas.
– Valorizar a diversidade ao respeitar as características e movimentos de cada um.

Habilidades BNCC:

– (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
– (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.
– (EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos.
– (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral.

Materiais Necessários:

– Um espaço amplo e seguro (sala de aula ou área externa).
– Música para a dinâmica das brincadeiras.
– Fitas adesivas ou cones para delimitar espaço (opcional).

Situações Problema:

Como as crianças poderão expressar diferentes emoções e movimentos durante as brincadeiras? Quais formas de comunicação serão utilizadas para interagir umas com as outras?

Contextualização:

As brincadeiras de morto vivo e de imitação são práticas comuns que oferecem à educação infantil uma oportunidade de explorar o movimento corporal. Através dessas atividades lúdicas, as crianças aprendem a observar e a imitar o comportamento dos outros, o que se torna um meio eficaz de comunicação. Além disso, esses jogos promovem a inclusão e o respeito à diversidade, uma vez que todos têm a chance de se expressar de maneira única.

Desenvolvimento:

1. Introdução: Comece a aula explicando que as crianças vão participar de brincadeiras onde poderão se mover e se expressar. Peça que todos sentem-se em roda e apresentem o que mais gostam de brincar.
2. Atividade 1: Brincadeira de Morto Vivo:
– Explique as regras: “Quando eu disser ‘Morto!’, todos devem ficar parados. Vou me mover pela sala e, se eu tocar em alguém, a pessoa deve tentar me fazer rir sem se mover.”
– Objetivo: Desenvolver habilidade de controle do corpo e reação a comandos.
– Como fazer: Permita que a brincadeira dure em turnos de 5 a 10 minutos. Mude de “morto” para “tagarelas”, onde todos podem se mover e imitar ações engraçadas para se divertir.
3. Atividade 2: Imitando Comandos:
– Neste momento, introduza o jogo de imitação. Por exemplo, “Imitem um gato, um cachorro, ou diferentes sentimentos” e observe como cada criança expressa suas emoções.
– Objetivo: Explorar a expressão corporativa e comunicação.
– Como fazer: A cada novo comando, faça pausas para que as crianças demonstrem seu entendimento e criatividade.
4. Encerramento da atividade: Após as atividades, reúna as crianças em roda novamente e permita que compartilhem como se sentiram durante as brincadeiras. Encoraje-as a expressar suas emoções e opiniões.

Atividades sugeridas:

– Dia 1: Apresentação da atividade; a brincadeira de morto vivo ideais para explorar controle do corpo e habilidades sociais.
– Objetivo: Aprender a observar e respeitar ações do outro.
– Materiais: Música animada.
– Como adaptar: Usar comandos de diferentes níveis de dificuldade.

– Dia 2: Imitando animais e sentimentos com gestos.
– Objetivo: Valorizar a diversidade de expressões.
– Materiais: Figuras de animais em cartões para inspiração.
– Como adaptar: Criar pares de imitações para cada criança, respeitando seu ritmo.

– Dia 3: Jogos de imitação em duplas com rodízio.
– Objetivo: Fortalecer relações interpessoais.
– Recursos: Fitas adesivas para delimitar as áreas de jogo.
– Como adaptar: Fornecer uma lista de emoções e gestos para os alunos se inspirarem.

– Dia 4: Sessão de criação onde as crianças podem desenhar ou representar suas melhores imitações.
– Objetivo: Combinar atividades manuais e expressões corporais.
– Materiais: Papel, tintas e lápis de cor.
– Como adaptar: Permitir que as crianças narrem suas criações em grupo.

– Dia 5: Planejamento de um “festival de imitações”, onde as crianças apresentarão o que aprenderam ao longo da semana.
– Objetivo: Valorizar a comunicação em grupo e a autoexpressão.
– Materiais: Microfone de mentira, palco improvisado.
– Como adaptar: Estimule se as apresentações individuais ou em grupo.

Discussão em Grupo:

Após cada atividade, incentive uma discussão em grupo onde as crianças possam falar sobre as experiências e sentimentos que vivenciaram. Pergunte como se sentiram imitando, e qual movimento lhes trouxe mais alegria. Procure fomentar uma atmosfera de respeito e valorização entre as falas.

Perguntas:

– Como você se sentiu ao ser o “morto”?
– O que foi mais divertido ao imitar algo ou alguém?
– Por que é importante respeitar as diferentes imitações dos amigos?
– Você se sentiu diferente ao imitar um animal? Como foi isso?
– O que você aprendeu sobre seus colegas durante a brincadeira?

Avaliação:

A avaliação será contínua, observando a participação, a expressão corporal e a competência relacional dos alunos durante as atividades. É importante que o professor registre as interações, identificando como as crianças se relacionam e se expressam verbalmente e não verbalmente.

Encerramento:

Conclua a aula agradecendo a participação de todos e parabenizando pela criatividade e pelos avanços na interação. Informe que a prática de brincar e de se expressar é fundamental para amizades e para a construção da confiança.

Dicas:

– Utilize música apropriada e que incentive a movimentação na sala.
– Mantenha a atmosfera leve e divertida, sempre incentivando respeito entre as imitações.
– Fique atento a possíveis dificuldades de algumas crianças e ofereça apoio individualizado sempre que necessário.

Texto sobre o tema:

A importância da expressão corporal nas crianças pequenas é inegável, principalmente em atividades lúdicas que podem parecer simples, mas que desenvolvem habilidades cruciais para a formação do caráter e das relações interpessoais. Brincadeiras como a de morto vivo e de imitação são fundamentais na educação infantil, pois, através delas, as crianças aprendem a respeitar o espaço do outro, a esperar a sua vez e a observar gestos e expressões alheias. Essa observação atende a necessidades primitivas de socialização que são essenciais para o crescimento emocional e social.

A prática de brincar e imitar não apenas diversifica a experiência do aluno em relação ao movimento, mas também oferece possibilidades amplas de interpretação e criação. Imitar um amigo ou um animal, por exemplo, traz à criança uma nova compreensão de mundos que ela pode não ter acesso em outras circunstâncias. Essas experiências lúdicas representam um convite a uma rica jornada de autodescoberta onde as crianças também exercitam empatia, compreendendo que cada um tem seus próprios sentimentos e formas de agir.

Por fim, a repetição dessas atividades inspiradoras permite que a linguagem não verbal se desenvolva e que habilidades sociais e motoras sejam amplificadas. Também vale ressaltar que o brincar deve ser considerado uma forma de comunicação respeitosa e que favorece a autonomia das crianças, já que elas têm a oportunidade de explorar, aprender e, principalmente, ser si mesmas em um ambiente seguro, acolhedor e estimulante.

Desdobramentos do plano:

Com a execução deste plano de aula, as crianças poderão aprofundar o entendimento sobre diferentes formas de expressão. Um dos desdobramentos naturais desse aprendizado é a possibilidade de criar novas brincadeiras baseadas nas que vivenciaram. Isso não apenas alimenta a criatividade, mas também fortalece o senso de coletividade e a habilidade de trabalhar em equipe. Os pequenos poderão desenvolver suas próprias variações da brincadeira, trazendo novas ideias e comandos, e assim, se sentirão mais pertencentes ao grupo.

Outro desdobramento relevante é a conexão com as famílias. Sugira que as crianças compartilhem em casa relatos sobre as atividades realizadas, podendo até demonstrar os movimentos que aprenderam ou as expressões que criaram. Isso estimula o diálogo familiar e destaca a importância das atividades lúdicas na formação de vínculos e na afetividade, assegurando que a experiência de aprendizado se estenda além da sala de aula.

Por fim, esse plano pode ser a porta de entrada para um projeto maior de inclusão e aceitação nas escolas, estabelecendo um espaço seguro para que cada criança sinta que pode expressar sua individualidade, enquanto faz parte de um todo. Os educadores podem continuar explorando outros jogos e brincadeiras de imitação, criando uma rede de aprendizado que abarca não apenas o movimento, mas também a fala, a música e outras artes, contribuindo assim culturalmente para a formação das crianças.

Orientações finais sobre o plano:

É fundamental que o professor tenha em mente que o processo de ensino-aprendizagem deve ser prazeroso e leve. A infância é uma fase marcada pela curiosidade e pela liberdade de expressão. Ao implementar este plano, o educador deve sempre observar e adaptar as atividades às necessidades e características do grupo. Facilitar a identificação dos sentimentos das crianças durante as atividades é um passo importante para desenvolver a empatia e a compreensão entre elas.

Ademais, estimule a comunicação de forma livre e criativa. Ao ouvir o que as crianças têm a dizer sobre suas experiências e emoções, o educador poderá moldar futuras atividades de maneira a atender às vontades e interesses do grupo, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo. É a troca de experiências que tornará a sala de aula um espaço rico e diversificado.

Por último, é imprescindível que o professor esteja atento à diversidade de habilidades e de ritmos de desenvolvimento entre as crianças. Adaptar as atividades conforme o perfil do grupo é garantir que todas as crianças possam participar e se beneficiar do aprendizado. A inclusão é a chave para o sucesso, e atividades lúdicas como as propostas neste plano representam oportunidades valiosas para que cada criança brilhe em sua singularidade.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Crie um teatro de fantoches onde as crianças poderão usar marionetes para imitar diferentes emoções e ações. Isso proporciona um espaço seguro para que se expressem, enquanto desenvolvem habilidades motoras finas.
– Objetivo: Estimular a criatividade e a autoexpressão.
– Materiais: Fantoches de dedo, cartolina para o cenário.
– Modo: As crianças podem criar pequenas histórias que retratem sentimentos, aprendendo a se comunicar através do teatro.

2. Dança dos Sentimentos: Ao som de músicas variadas, as crianças devem dançar imitando diferentes sentimentos (tristeza, alegria, raiva, etc.). Isso ajuda a reforçar a compreensão das emoções através do movimento.
– Objetivo: Identificação e expressão de emoções através da dança.
– Materiais: Seleção de músicas que represente as emoções.
– Modo: Após cada música, incentive as crianças a falar sobre o que sentiram ao dançar.

3. Caça ao Tesouro de Emoções: Organize uma caça ao tesouro onde cada pista envolva uma emoção a ser imitada. Em cada parada, as crianças devem expressar a emoção correspondente para encontrar a próxima pista.
– Objetivo: Trabalhar as emoções e a mímica em um contexto de busca e aventura.
– Materiais: Cartões com descrições de emoções.
– Modo: Divida as crianças em grupos e forneça pistas com instruções de como imitar a emoção.

4. Jogo de Espelhos: Em duplas, as crianças se alternam em serem “espelhos”, imitando movimentos e expressões faciais. Esse jogo promovente a atenção, a observação e a coordenação motora.
– Objetivo: Desenvolver o controle do corpo e a percepção do outro.
– Materiais: Nenhum.
– Modo: Um aluno faz os movimentos e o outro deve seguir. Inverta os papéis após um tempo.

5. Ciranda da Diversidade: Realize uma ciranda onde as crianças se revezam para mostrar uma dança ou movimento que caracteriza sua cultura ou um aspecto de sua família. Isso promove não só a expressão, mas a valorização das diferenças.
– Objetivo: Fomentar a consciência sobre a diversidade cultural e respeito.
– Materiais: Música tradicional de diversas culturas.
– Modo: Durante a ciranda, cada um compartilhará um pouco sobre o movimento ou dança que representaram, criando entendimento e respeito.

Este plano de aula e as atividades propostas visam contribuir significativamente para o desenvolvimento integral das crianças, respeitando suas singularidades e promovendo um ambiente de aprendizado rico e diversificado.


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