“Brincadeiras Inclusivas: Aprendizado Lúdico para Baixa Visão”
A elaboração deste plano de aula visa promover a inclusão e a interação social entre crianças com baixa visão por meio de atividades lúdicas que propiciam o desenvolvimento integral. A proposta é que, através das brincadeiras, as crianças explorem seus sentidos, ampliem suas percepções e aprendam a se comunicar e interagir com o ambiente e com os outros de maneira saudável e divertida. A intenção é garantir que todas as crianças, independentemente de suas limitações, possam se divertir e aprender em um ambiente acolhedor e estimulante.
O tema central das atividades é “brincadeiras”, o que permite uma variedade de abordagens e metodologias. A duração prevista para cada atividade é de 40 minutos, sendo que as atividades propostas são adaptadas às necessidades dos alunos, em especial aqueles que apresentam baixa visão, sempre buscando promover a inclusão e o desenvolvimento efetivo das habilidades sociais e motoras de todos.
Tema: Brincadeiras
Duração: 40 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 4 anos
Objetivo Geral:
Proporcionar experiências lúdicas que incentivem a interação social, a exploração sensorial e o desenvolvimento motor de crianças com baixa visão, através de brincadeiras.
Objetivos Específicos:
– Fomentar a percepção do corpo e do espaço durante as brincadeiras.
– Estimular a comunicação e a expressão emocional das crianças.
– Desenvolver habilidades motoras, como a mobilidade e a coordenação.
– Promover a inclusão e o respeito à diversidade nas interações em grupo.
Habilidades BNCC:
Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.
(EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
Campo de Experiências “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão.
Materiais Necessários:
– Brinquedos táteis (bolas de textura, brinquedos de empilhar, almofadas de diferentes formas).
– Músicas e sons variados (instrumentos musicais simples como pandeiros, chocalhos).
– Materiais de diferentes texturas (tecidos, papel bolha, papel de lixa).
– Espaço amplo e acolhedor para as atividades.
Situações Problema:
Como as crianças se comunicam e expressam seus sentimentos durante as brincadeiras? Quais são as reações de uma criança com baixa visão em ambientes novos?
Contextualização:
A inclusão de crianças com baixa visão em atividades lúdicas é fundamental para o desenvolvimento de suas habilidades sociais, motoras e cognitivas. As brincadeiras são a forma mais natural que os bebês têm de explorar o mundo ao seu redor. Através delas, eles desenvolvem a comunicação, a interação e o reconhecimento dos efeitos das suas ações.
Desenvolvimento:
A aula pode ser organizada em duas partes principais: uma exploração livre e uma interação guiada. Na primeira parte, as crianças são convidadas a brincar livremente em um ambiente seguro, onde são incentivadas a explorar os brinquedos com diferentes texturas e sons. Na segunda parte, o professor pode guiar jogos simples que promovam a interação e a comunicação: como uma brincadeira de imitação de sons e gestos.
Atividades sugeridas:
Atividade 1 – Sentidos em Ação:
Objetivo: Estimular a percepção tátil e auditiva.
Descrição: Organizar um espaço com diferentes objetos (máquinas de lavar texturas) e sons. As crianças devem explorar esses objetos.
Instruções: Cada criança deve ser acompanhada por um educador que incentive o uso das mãos para sentir as texturas e parear sons com os objetos.
Materiais: Brinquedos táteis e gravações de sons.
Adaptação: Para crianças que se mostram mais tímidas, o educador pode mostrar como interagir com os objetos.
Atividade 2 – Caminhada Sensorial:
Objetivo: Desenvolver habilidades motoras e confiança no espaço.
Descrição: Criar um percurso simples utilizando almofadas de texturas diferentes e um espaço delimitado no chão.
Instruções: As crianças são incentivadas a atravessar o percurso com a ajuda de um educador, que pode usar comandos verbais e toque para guiar.
Materiais: Almofadas e tapetes táteis.
Adaptação: Para crianças com dificuldades, utilizar a técnica de apoio manual.
Atividade 3 – Brincadeiras Musicais:
Objetivo: Fomentar a comunicação e expressão.
Descrição: Usar instrumentos simples para tocar músicas conhecidas, estimulando as crianças a imitarem sons e movimentos.
Instruções: Dividir as crianças em pequenos grupos e permitir que experimentem os instrumentos; todos devem participar.
Materiais: Instrumentos musicais (pandeiros, chocalhos).
Adaptação: Propor alternativas sonoras para crianças que não desejam usar instrumentos.
Atividade 4 – Jogo de Imitar:
Objetivo: Desenvolver a imitação e comunicação não-verbal.
Descrição: Fazer uma roda onde o educador realiza um movimento e as crianças imitam.
Instruções: O educador deve escolher movimentos simples, como bater palmas, girar ou pular.
Materiais: Espaço amplo.
Adaptação: Permitir que crianças não confortáveis inicialmente se sintam à vontade ao observar e se juntar gradualmente.
Atividade 5 – Contação de Histórias Sensoriais:
Objetivo: Estimular a atenção e imaginação.
Descrição: Ler uma história utilizando livros táteis e sons.
Instruções: Durante a leitura, convidar as crianças a tocar nos livros, sentir as texturas e participar com sons.
Materiais: Livros com texturas e sons.
Adaptação: Incentivar participação verbal ou gestual de acordo com a resposta de cada criança.
Discussão em Grupo:
O que vocês sentiram ao tocar os diferentes materiais? Como foi brincar com os sons? O que vocês mais gostaram de fazer?
Perguntas:
– Como você se sentiu ao tocar nos brinquedos?
– Quais sons você ouviu e que mais chamou a sua atenção?
– O que você prefere: brincar com texturas ou ouvir músicas?
Avaliação:
A avaliação será contínua e formativa, observando a participação e interação de cada criança durante as atividades, bem como seu envolvimento e comunicação. Serão consideradas as reações e expressões dos alunos para entender suas preferências e necessidades.
Encerramento:
Ao final da aula, promover um momento de reflexão sobre o que foi aprendido e sentido. O educador pode coletar feedback através de perguntas simples e observações sobre as reações dos alunos.
Dicas:
– Promova um ambiente acolhedor, seguro e inclusivo.
– Esteja atento às necessidades individuais das crianças e adapte as atividades.
– Utilize sempre a comunicação clara e gestos para facilitar a interação.
Texto sobre o tema:
A brincadeira é um elemento essencial na educação infantil, especialmente para crianças com baixa visão. Neste contexto, as brincadeiras podem ser não apenas divertidas, mas também ferramentas poderosas de aprendizado e inclusão. Através das atividades lúdicas, as crianças têm a oportunidade de explorar o mundo ao seu redor, desenvolvendo suas habilidades motoras e sociais. É fundamental que educadores promovam brincadeiras adaptadas, que levem em consideração as necessidades de cada criança, criando um ambiente onde todos sintam-se seguros e respeitados.
Além disso, essas interações contribuem para o desenvolvimento da autoimagem e autoestima, essenciais para a formação de um indivíduo confiante e capaz. O reconhecimento das próprias emoções, a comunicação e a interação com outros são aspectos críticos que as brincadeiras podem enfatizar na vida de uma criança em fase de desenvolvimento.
Portanto, ao planejar atividades de ensino e diversão, é essencial incluir práticas que estimulem todos os sentidos, permitindo que as crianças com baixa visão desfrutem das mesmas experiências que seus colegas. Quando se incentiva a exploração sensorial através de texturas, sons e movimentos, crianças de todas as capacidades conseguem se integrar e se comunicar, criando uma experiência de aprendizado rica e inesquecível.
Desdobramentos do plano:
As atividades propostas no planejamento podem resultar em um ambiente de aprendizado vibrante, onde a inclusão e a diversidade são celebradas, estimulando o desenvolvimento emocional e social das crianças. Ao tornar as brincadeiras acessíveis, a sala de aula se transforma em um espaço de descobertas e interação, onde as diferenças são respeitadas e valorizadas.
Além disso, o engajamento das crianças em atividades lúdicas que priorizem a inclusão pode servir como modelo para outros educadores, incentivando uma prática pedagógica mais abrangente e sensível às necessidades de todos os alunos. Essa abordagem acolhedora não apenas enriquece a experiência de aprendizado para crianças com baixa visão, mas eleva todo o ambiente escolar a um novo padrão de respeito e cooperação.
Por último, é fundamental que os educadores continuem a refletir sobre suas práticas ao longo do tempo e busquem constantemente formas de aprimorar suas abordagens educativas. O ensino inclusivo vai além da simples adaptação de atividades; é um compromisso de valorizar e integrar todos os alunos, proporcionando um desenvolvimento integral que se reflita não só na sala de aula, mas também na vida social e emocional de cada um.
Orientações finais sobre o plano:
Ao final do planejamento, é importante garantir que as atividades propostas proporcionem um aprendizado eficaz para todas as crianças, em especial aquelas com baixa visão. A observação contínua e a escuta ativa das necessidades dos alunos devem guiar as ações do educador, permitindo ajustes e adaptações conforme necessário. Isso não apenas melhora a experiência educacional, mas fortalece o vínculo entre aluno e professor.
Ademais, as atividades sugeridas servem como um ponto de partida para a promoção da inclusão em sala. Os educadores devem sentir-se à vontade para inovar e expandir as propostas com diferentes materiais e estratégias, sempre focando no desenvolvimento pleno das crianças. Para isso, é essencial que busquem o envolvimento dos familiares, promovendo uma rede de apoio que fortaleça as práticas inclusivas fora do ambiente escolar.
Por fim, o amor e a paciência no processo de aprendizado são fundamentais. As crianças irão expressar-se de maneiras diversas, e cabe ao educador proporcionar um ambiente seguro, onde cada forma de expressão seja acolhida e respeitada. O reconhecimento da individualidade é chave para que possam se desenvolver plenamente e se tornar cidadãos completos e respeitosos.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
Sugestão 1 – Jogo dos Sons:
Objetivo: Estimular a audição e reconhecimento sonoro.
Materiais: Instrumentos musicais, caixa com objetos que fazem sons.
Como fazer: Coloque todos os objetos em uma caixa e, um por vez, pergunte “qual é esse som?”. Faça com que as crianças adivinhem.
Sugestão 2 – Brincadeira do Toque:
Objetivo: Explorar texturas diferentes.
Materiais: Tecido, papel bolha, papel de lixa.
Como fazer: Coloque os materiais em uma caixa, e convide as crianças a sentirem cada um deles, descrevendo as sensações.
Sugestão 3 – Desenho Sensorial:
Objetivo: Estimular a criatividade através do toque.
Materiais: Superfícies diferentes para desenhar (papel de lixa, papel toalha).
Como fazer: Propor que as crianças desenhem utilizando texturas diferentes e depois falem um pouco sobre o que desenharam.
Sugestão 4 – Carrinho de Companhia:
Objetivo: Trabalhar a coordenação e a união do grupo.
Materiais: Qualquer brinquedo que possa ser empurrado.
Como fazer: Organize uma corrida, onde cada grupo deve puxar um carrinho, ajudando uns aos outros durante o percurso.
Sugestão 5 – Dança das Sensações:
Objetivo: Desenvolver a coordenação e integração.
Materiais: Música que as crianças conhecem.
Como fazer: Propor um momento de dança, onde as crianças possam se mover livremente ao som da música, imitando os gestos do professor, utilizando também instrumentos.
Espero que este plano de aula proporcione um aprendizado significativo e divertido, respeitando as peculiaridades de cada criança e promovendo a inclusão efetiva em atividades lúdicas.

