“Atividades Lúdicas para Ensinar ‘Em Cima’ e ‘Em Baixo’ na Educação Infantil”

Este plano de aula foi elaborado com o intuito de explorar conceitos de “em cima” e “em baixo” de forma lúdica e interativa. As atividades foram desenvolvidas para estimular o desenvolvimento motor, a coordenação, a percepção espacial e a linguagem das crianças pequenas, respeitando suas particularidades e ritmos de aprendizado. Por meio de jogos e brincadeiras, os alunos poderão aprender a identificar essas noções de maneira prática e divertida, associando as palavras aos seus significados através de experiências diretas.

A proposta se alinha com os campos de experiência da BNCC, permitindo que os educadores desenvolvam habilidades essenciais para o crescimento integral das crianças. O foco em práticas que promovem a interação social e o autocuidado são fundamentais para essa faixa etária, proporcionando um ambiente seguro para a exploração e a descoberta.

Tema: Em Cima e Em Baixo
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a compreensão das noções de “em cima” e “em baixo” por meio de atividades lúdicas que estimulem a percepção espacial e a expressão corporal.

Objetivos Específicos:

– Estimular a percepção espacial das crianças, ajudando-as a identificar o que está acima e abaixo de objetos e figuras.
– Desenvolver habilidades motoras através de movimentos que explorem as posições “em cima” e “em baixo”.
– Fomentar a interação social e a cooperação entre as crianças durante as atividades propostas.

Habilidades BNCC:

Campo de experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”:
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.

Campo de experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”:
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos.

Materiais Necessários:

– Fitas adesivas coloridas para demarcar o chão.
– Descobrimento (tórrido ou tecido) que possa ser colocado no chão.
– Caixas de diferentes tamanhos e formas.
– Música animada para jogos.

Situações Problema:

– Onde está o objeto que está em cima da caixa?
– Você consegue mostrar como é ficar embaixo da mesa?

Contextualização:

As noções de “em cima” e “em baixo” são fundamentais para o entendimento do espaço que nos rodeia. Essas dimensões ajudam as crianças a se orientarem no ambiente, além de colaborarem para a desenvoltura motora e social. As atividades propostas utilizam o movimento e a expressão corporal, permitindo que os alunos possam vivenciar e internalizar esses conceitos de maneira prática, divertida e significativa.

Desenvolvimento:

1. Acolhimento: Comece a aula com uma roda de conversa, perguntando às crianças sobre o que elas entendem por “em cima” e “em baixo”. Estimule que compartilhem exemplos do dia a dia, como “o gato está em cima da mesa” ou “a borboleta está em baixo da árvore”.

2. Movimento: Divida as crianças em dois grupos. Um grupo ficará “em cima” de uma faixa adesiva, enquanto o outro ficará “em baixo”. Use a música para criar um momento de dança, onde elas possam mudar de lugar quando a música parar e, assim, reconhecer espaços diferentes.

3. Brincadeiras de Caixas: Com caixas de diferentes tamanhos, peça para que as crianças coloquem objetos “em cima” e “em baixo” dessas caixas. Incentive-as a pensar em novas ideias, como “o brinquedo pode ficar em cima da caixa ou em baixo dela?”.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Identificação de Objetos
Objetivo: Reconhecer objetos que estão em cima ou em baixo.
Descrição: Apresentar diferentes objetos e pedir que as crianças identifiquem se estão em cima ou em baixo em relação a um ponto de referência.
Materiais: Brinquedos, livros e caixas.
Adaptação: Para crianças que apresentam dificuldade, trabalhar com objetos maiores que facilitem a identificação visual.

Dia 2: Dança das Posições
Objetivo: Explorar o corpo em movimento conforme as posições “em cima” e “em baixo”.
Descrição: Colocar uma música e criar movimentos onde elas precisam se agachar (em baixo) ou pular (em cima).
Materiais: Música animada.
Adaptação: Permitir que crianças mais tímidas participem em um espaço maior ou até mesmo imitem alguns movimentos ao invés de realizar todos.

Dia 3: Arte com Formas
Objetivo: Expressar a noção de “em cima” e “em baixo” através da arte.
Descrição: Utilizar papel e canetinhas para que as crianças desenhem um cenário onde alguns objetos estão em cima e outros estão em baixo.
Materiais: Papel, canetinhas, giz de cera.
Adaptação: Propor exercícios de pintura com as mãos, para crianças que preferem a experiência sensorial.

Dia 4: Histórias Sensoriais
Objetivo: Recontar histórias que envolvem as posições “em cima” e “em baixo”.
Descrição: Ler uma história onde as crianças poderão fazer gestos representando os conceitos aprendidos.
Materiais: Livros ilustrados com histórias que explorem o tema.
Adaptação: Para incluir crianças com dificuldades de linguagem, usar fantoches.

Dia 5: Jogo de Adivinhação
Objetivo: Desenvolver a lógica através de perguntas relacionadas a posições “em cima” e “em baixo”.
Descrição: Um aluno faz a pergunta e os outros devem adivinhar o objeto.
Materiais: Apenas palavras e imaginação.
Adaptação: Permitir que crianças que não se sintam confortáveis para falar possam participar gestualmente.

Discussão em Grupo:

Promova um momento para que as crianças compartilhem suas opiniões sobre as atividades. Pergunte como se sentiram ao se movimentar entre as posições, se foi fácil ou difícil identificar os objetos, e como essas noções se relacionam com suas experiências diárias.

Perguntas:

– O que você costuma ver em cima de uma mesa?
– Você consegue encontrar algo que está embaixo do seu banco?
– Como é estar em cima de algo? E embaixo?

Avaliação:

A avaliação será contínua e formativa, observando o engajamento das crianças nas atividades, sua capacidade de identificação dos conceitos de “em cima” e “em baixo” e a maneira como interagem socialmente durante as propostas. O professor deve registrar as interações e questionamentos que surgiram ao longo da aula.

Encerramento:

Para encerrar, reúna as crianças e revisite os conceitos trabalhados, reforçando a importância de saber se posicionar no espaço. Finalize com uma brincadeira onde todas devem se posicionar, alternando entre “em cima” e “em baixo”, promovendo um fechamento dinâmico e divertido.

Dicas:

– Incentive o uso de linguagem simples e clara durante as atividades para melhor compreensão.
– Utilize elogios e reforços positivos para motivar as crianças.
– Adapte as atividades de acordo com as necessidades individuais.

Texto sobre o tema:

As noções de “em cima” e “em baixo” são conceitos fundamentais no desenvolvimento da educação infantil. Cuidar para que as crianças compreendam esses critérios é essencial para que elas possam mais tarde desenvolver habilidades de leitura, escrita e matemática. Ao explorar essas posições, os estudantes estão não apenas sobrepondo conceitos físicos, mas também construindo uma base sólida para o entendimento de outras áreas do conhecimento. De maneira prática, a percepção de espaço pode ser vista em brincadeiras, interação social e até na vida cotidiana, onde constantemente precisamos saber onde estamos em relação aos objetos que nos cercam.

Esses conceitos também têm um papel importante no desenvolvimento da linguagem. Ao descrever ou identificar objetos em relação a outras coisas, as crianças praticam e expandem o seu vocabulário, além de ganharem confiança em sua capacidade de se expressar. A abordagem lúdica, com jogos e brincadeiras, torna o aprendizado mais significativo, pois as crianças aprendem de forma natural e divertida, estimulando não apenas o intelecto, mas também o corpo e a emoção.

A prática constante dessas noções por meio de atividades diversas ajuda as crianças a formarem um entendimento mais amplo sobre o mundo que as cerca. Assim, elas estão aptas a participar de atividades e jogos que envolvem coordenação e socialização com seus colegas, expandindo ainda mais seus horizontes e interações.

Desdobramentos do plano:

Após o desenvolvimento deste plano de aula, algumas práticas podem ser expandidas para um aprendizado contínuo. Por exemplo, uma possibilidade é a introdução de uma biblioteca de temas onde os alunos possam explorar livros que abordem as noções de espaço de diferentes formas. Isso pode incluir clássicos infantis que falam sobre alturas e profundidades, oferecendo um incentivo à leitura e ao questionamento sobre o que é “em cima” ou “em baixo”.

Além disso, outras linguagens artísticas podem ser integradas, como a dança e a dramatização. As crianças podem criar uma peça onde personagens discutem, brincam ou se encontram em diferentes altos e baixos, usando o movimento do corpo para representar seus sentimentos e as relações entre os espaços. Isso amplia o campo de influência do conteúdo abordado, trazendo uma variedade de experiências que se sobrepõem ao tema.

Por fim, integrar o uso de tecnologia, como ferramentas de animação simples, poderia ser outro desdobramento interessante. As crianças podem criar animações que representem elementos que saltam “em cima” e descem “em baixo”, trabalhando a lógica e a narrativa, além de uma visão de como a tecnologia pode ser uma aliada no aprendizado.

Orientações finais sobre o plano:

A experiência com o tema “em cima e em baixo” pode ser enriquecedora quando aplicada de forma intencional e consciente. Ao focar nos conceitos de espaço, o educador deve sempre buscar maneiras de tornar as questões acessíveis e compreensíveis para as crianças, utilizando métodos que se conectem à sua realidade e interesses. O jogo, a música e a arte são ferramentas poderosas que, quando bem utilizadas, podem transformar não apenas o entendimento dos conceitos, mas também o próprio ambiente escolar.

É importante ter sempre em mente que cada grupo de crianças é único e que a flexibilização das atividades é fundamental para atender às necessidades de todos. Ter observações anotadas durante as atividades pode ajudar no planejamento das futuras experiências, ajustando conforme as respostas e interações das crianças. Dessa forma, o aprendizado se dá não só por meio da prática, mas também da reflexão do educador sobre o que funcionou e o que pode ser melhorado.

Finalmente, envolver as famílias nesse processo será fundamental para melhorar a formação das crianças. Incentivar que as famílias pratiquem essas noções em casa pode reforçar o aprendizado e trazer um suporte significativo na educação dos pequenos. Assim, a escola e a família se tornam parceria vital no desenvolvimento das habilidades sociais e motoras que estão sendo cultivadas neste tema específico.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Brincadeira do Objeto Escondido:
Objetivo: Entender a relação entre o que está “em cima” e o que está “em baixo”.
Descrição: O professor irá esconder um objeto e as crianças deverão perguntar se o objeto está “em cima” ou “em baixo” de uma determinada superfície até encontrá-lo.
Materiais: Um objeto pequeno que pode ser facilmente escondido.
Faixa etária: 4 a 6 anos.

2. Jogo do Equilíbrio:
Objetivo: Desenvolver o autocontrole e a percepção de espaço.
Descrição: As crianças devem se mover por uma linha delimitada por fita, alternando entre ficar em cima e em baixo.
Materiais: Fita adesiva.
Faixa etária: 5 a 6 anos.

3. Histórias Temáticas com Fantoches:
Objetivo: Estimular a linguagem e a criatividade.
Descrição: Criar uma história com fantoches sobre um animal que ficou em cima de um tronco e outro em baixo de uma pedra.
Materiais: Fantoches de animais.
Faixa etária: 4 a 6 anos.

4. Caça ao Tesouro:
Objetivo: Aplicar o conceito em um ambiente real.
Descrição: As crianças recebem pistas que levam a diferentes locais (em cima de cadeiras, em baixo da mesa).
Materiais: Pistas escritas.
Faixa etária: 5 a 6 anos.

5. Pintura Coletiva:
Objetivo: Explorar a noção de espaço de forma artística.
Descrição: As crianças usam suas mãos para pintar com tintas, representando elementos que estão em cima e em baixo em um mural.
Materiais: Tintas, papel grande.
Faixa etária: 4 a 6 anos.


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