“Atividade de Educação Infantil: Descubra o Folclore com Boitatá”

A Educação Infantil desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, proporcionando experiências que estimulam a curiosidade, a criatividade e a interação social. Neste plano de aula, propomos uma atividade centrada no folclore, especificamente na lenda do boitatá, que é uma importante figura do folclore brasileiro. A contação de histórias, especialmente lendas, inspira a imaginação das crianças e instiga a criatividade, auxiliando na construção de seu conhecimento cultural.

Neste plano, as crianças terão a oportunidade de ouvir a história do boitatá, um ser mítico que protege as matas e é associado ao fogo. Após a narração, os pequenos serão incentivados a construir seu próprio boitatá utilizando materiais simples como rolinhos de papel higiênico, tintas e papel crepom. Essa atividade permite que as crianças coloquem em prática sua criatividade, além de explorar os elementos sensoriais e a manipulação dos materiais.

Tema: Folclore na Educação Infantil
Duração: 50 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Bebês
Faixa Etária: 5 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a interação, criatividade e descoberta cultural através da contação da lenda do boitatá e da realização de uma atividade prática de construção e pintura.

Objetivos Específicos:

Desenvolver a habilidade de ouvir e compreender histórias, estimulando a imaginação.
Fomentar a comunicação entre as crianças, encorajando-as a expressar suas ideias sobre a lenda.
Estimular a coordenação motora fina durante a atividade de construção e pintura do boitatá.
Criar um ambiente de socialização, onde as crianças interagem e aprendem a respeitar o espaço do outro e compartilhar materiais.

Habilidades BNCC:

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos.
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas.

– CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas.
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor.

Materiais Necessários:

– Rolos de papel higiênico
– Tintas coloridas (guache ou a base de água)
– Pincéis ou esponjas para pintura
– Papel crepom (nas cores verde e amarelo)
– Tesoura (para o educador utilizar)
– Avisos de papel (para nomear partes da atividade)

Situações Problema:

– Como o boitatá se parece?
– O que ele faz e por que ele é importante?
– Quais cores podemos usar para representar o boitatá?

Contextualização:

A lenda do boitatá é uma narrativa rica em simbolismo que desperta a curiosidade das crianças. Ao conhecer a história de um ser que protege as florestas, incentivamos a valorização do meio ambiente. O uso de materiais simples e acessíveis para criar o boitatá promove a compreensão de que é possível fazer arte de maneira criativa e com o que temos à disposição.

Desenvolvimento:

1. Introdução: O professor inicia a aula com uma breve explicação sobre o que é folclore e apresenta a lenda do boitatá, utilizando um tom envolvente, fazendo perguntas que incentivem as crianças a interagirem.
2. Contação da história: O educador contará a lenda, utilizando gestos e expressões para tornar a narrativa mais rica e convidativa. As crianças podem ser incentivadas a imitar sons ou movimentos que forem relevantes na história.
3. Construção do boitatá: Após a história, o educador apresentará o material (rolos de papel higiênico) e mostrará como as crianças podem pintá-los para criar seu boitatá.
4. Pintura e colagem: As crianças irão usar tintas para colorir seus rolinhos conforme sua interpretação do boitatá e, em seguida, colar pedaços de papel crepom para adicionar textura.
5. Finalização: Após a construção, as crianças poderão exibir suas obras para os colegas, promovendo uma roda de conversa sobre cada boitatá criado e o que representam.

Atividades sugeridas:

1. Contação de história:
Objetivo: Desenvolver a escuta e entendimento.
Descrição: O educador narrará a lenda e convidará as crianças a imitar sons.
Materiais: Nenhum material específico.
Adaptação: Crianças que não podem se mover podem participar, apontando para imagens que representam a história.

2. Pintura do boitatá:
Objetivo: Fomentar a criatividade e a coordenação motora fina.
Descrição: As crianças pintam o rolo de papel higiênico.
Materiais: Tintas e pincéis.
Adaptação: Para crianças que têm dificuldades motoras, utilizar esponjas para pintura.

3. Colagem de papel crepom:
Objetivo: Trabalhar a percepção tátil e as cores.
Descrição: As crianças colam papel crepom no boitatá pintado.
Materiais: Papel crepom e cola.
Adaptação: Assistência individual para colagem, se necessário.

Discussão em Grupo:

Os educadores podem realizar uma breve roda de conversa, perguntando sobre o que cada criança mais gostou na atividade e como imaginam o boitatá.

Perguntas:

– O que vocês acharam da lenda do boitatá?
– Quais cores vocês escolheram para pintar o boitatá e por quê?
– O boitatá é um amigo ou um guardião da floresta? Por quê?

Avaliação:

A avaliação deve ser realizada de forma contínua e observacional, analisando a participação das crianças nas atividades, a interação entre elas e o entendimento da história narrada.

Encerramento:

Para finalizar a aula, o educador pode reforçar a importância do folclore e como os mitos ajudam a entender e valorizar a cultura brasileira. É essencial agradecer a participação de todos e encorajar as crianças a levar para casa suas criações e contar a história para os familiares.

Dicas:

– Utilize músicas e sons que imitam a natureza durante a atividade para criar um ambiente sonoro que ajude as crianças a se conectarem ainda mais com a história.
– Lembre-se de respeitar o tempo de cada criança, permitindo que cada uma evolua em seu próprio ritmo.
– Explore diferentes texturas de papeis e tintas para enriquecer a experiência sensorial.

Texto sobre o tema:

O folclore brasileiro é um verdadeiro tesouro cultural que merece ser explorado desde a infância. As lendas, contos e mitos que fazem parte do nosso acervo cultural transmitem conhecimentos e valores que ajudam as crianças a entenderem seu lugar no mundo. A lenda do boitatá é um excelente exemplo de como as histórias podem não só entreter, mas educar sobre a importância da preservação do meio ambiente e das relações entre os seres.

O boitatá, frequentemente descrito como uma serpente de fogo, simboliza a proteção das matas e da fauna, representando a força da natureza. Ao contar essa lenda, os educadores proporcionam uma oportunidade ímpar para que os pequenos aprendam sobre a riqueza da biodiversidade e a relevância do respeito à natureza. Além disso, a lenda ajuda a cultivar a imaginação, permitindo que as crianças sonhem e interpretem a história de maneira única.

Durante a atividade de construção, as crianças não apenas exercitam a coordenação motora ao manusear os materiais, mas também exercitam o pensamento crítico. Elas refletem sobre as características do boitatá e como devem representá-lo em suas criações. Através da pintura e da colagem, fortalecem sua expressão artística e comunicativa, essencial no desenvolvimento da identidade e da autoconfiança.

Desdobramentos do plano:

Inspirado pela experiência de ouvir e criar, o plano de aula sobre o folclore pode ser desdobrado em diversas outras atividades. Uma possibilidade é a inclusão de outras lendas ou contos populares, apresentando figuras como a Iara ou o Saci Pererê, ampliando o repertório cultural dos alunos. Essas histórias podem ser contadas em formato de teatro de fantoches, onde as crianças podem atuar, contribuindo para o desenvolvimento da fala e da autoexpressão.

Outra proposta é explorar a culinária folclórica introduzindo os alunos na confecção de receitas típicas, como o famoso quentão ou a pamonha. Isso promoveria a vivência de uma cultura alimentar rica e diversificada, além de proporcionar momentos de interação e socialização através da cozinha. A experiência de cozinhar em grupo permite que as crianças compartilhem, aprendam sobre diferentes sabores e desenvolvam habilidades de trabalho em equipe.

Além das atividades artísticas e de imaginação, a experiência com o boitatá pode conduzir a discussões sobre a preservação ambiental. Podem ser organizadas visitas a parques ou trilhas, onde as crianças aprenderão na prática a importância do cuidado com a natureza. Atividades ao ar livre incentivam a exploração e descobertas, permitindo que a criança vivencie a natureza que, através das histórias, foram apresentadas em sala de aula.

Orientações finais sobre o plano:

Ao trabalhar com crianças tão pequenas, é fundamental criar um ambiente acolhedor e seguro que estimule a exploração e a curiosidade. O papel do educador é ser um facilitador, sempre atento às necessidades individuais de cada criança e adaptando as atividades conforme as particularidades do grupo. A contação de histórias, além de desenvolver habilidades linguísticas e sociales, também deve ser divertida, envolvendo expressões e movimentos que façam a atividade mais lúdica.

É importante lembrar que o aprendizado se dá de maneira integrada e que as experiências sensoriais, como tocar, ver e ouvir, são essenciais na formação da criança. As atividades propostas devem estar interligadas com o dia-a-dia dos pequenos, permitindo que se sintam parte do contexto cultural em que estão inseridos e ajudando a construí-lo. O folclore é um recurso que estimula a criatividade e o respeito às tradições e deve ser explorado de diversas maneiras.

A avaliação deve ser contínua e reflexiva, levando em consideração o desenvolvimento de cada criança. O educador deve observar não apenas a realização das atividades, mas também a interação social e o envolvimento com a proposta. Dessa forma, a prática pedagógica se torna mais rica e alinhada às necessidades e potencialidades de cada criança.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de Fantoches: Criar um teatro simples com fantoches do boitatá e outros personagens folclóricos. As crianças podem usar meias ou caixas para fazer seus próprios fantoches e encenar a história.
Objetivo: Desenvolver a criatividade e a expressão.
Materiais: Meias, papel, tintas e materiais para decoração.
Adaptação: Crianças que têm dificuldade com fantoches podem atuar diretamente na narração.

2. Caça ao Tesouro Folclórico: Esconder figuras ou desenhos relacionados a lendas na sala e as crianças devem encontrá-los e contar o que aprenderam sobre cada um.
Objetivo: Incentivar a exploração e a memória.
Materiais: Figuras de personagens folclóricos impressas.
Adaptação: Para nomes ou personagens conhecidos, as crianças podem ser auxiliadas com pistas.

3. Música do Folclore: Apresentar cantigas ou músicas típicas do folclore, como “Sapo Não Lava o Pé”. As crianças podem imitar os sons dos animais relacionados por meio de instrumentos simples.
Objetivo: Desenvolver o ritmo e a sonoridade.
Materiais: Instrumentos de percussão como chocalhos ou tambores.
Adaptação: Oferecer opções sonoras variadas para quem não tem instrumentos.

4. Colagem de Histórias: Criar um mural ilustrando a história do boitatá com recortes e colagens das partes da lenda.
Objetivo: Trabalhar a coordenação motora e a criatividade.
Materiais: Revistas, tesouras e cola.
Adaptação: Para crianças que ainda não dominam a tesoura, a colagem pode ser feita com figuras pré-cortadas.

5. Passeio no Parque: Organizar uma saída para um parque onde as crianças possam observar a natureza que o boitatá protege, falando sobre a importância da conservação ambiental e do cuidado com os seres vivos.
Objetivo: Integrar o aprendizado com a prática.
Materiais: Materiais para registro das observações (cadernos, lápis).
Adaptação: Utilizar carrinhos, se necessário, para facilitar o deslocamento das crianças.

Este plano de aula é apenas um exemplo de como as lendas e o folclore brasileiro podem enriquecer a experiência educativa na Educação Infantil. Espero que essas sugestões possam ajudar a criar um ambiente de aprendizado divertido e significativo para os pequenos.


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