“Arte e Tecnologia: Plano de Aula Inovador para o 9º Ano”
Este plano de aula é dedicado ao 9º ano do Ensino Fundamental e tem como foco a prova de Arte com ênfase em intermediação, arte e tecnologia. A proposta visa não só avaliar, mas também enriquecer a experiência educacional dos alunos através da criação e da apreciação das artes visuais, que se entrelaçam com as novas tecnologias. As atividades foram elaboradas com o intuito de estimular a criatividade e o pensamento crítico dos alunos, alinhando-se às diretrizes da BNCC.
Tema: Prova de Arte: Intermediação, Arte e Tecnologia
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 15 a 16 anos
Objetivo Geral:
Desenvolver a competência dos alunos em apreciar e criar obras artísticas por meio da intermediação de diferentes linguagens artísticas, integrando o uso de tecnologias digitais e fotografias como parte do processo criativo e de expressão artística.
Objetivos Específicos:
1. Analizar as diferentes formas de arte contemporânea e sua relação com a tecnologia.
2. Produzir uma obra de arte que utilize recursos digitais.
3. Refletir sobre o impacto da tecnologia nas práticas artísticas atuais.
4. Debater sobre a intermediação entre as artes visuais e as tecnologias de informação e comunicação.
Habilidades BNCC:
– (EF69AR01) Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas, em obras de artistas brasileiros e estrangeiros.
– (EF69AR03) Analisar situações nas quais as linguagens das artes visuais se integram às linguagens audiovisuais.
– (EF69AR04) Analisar os elementos constitutivos das artes visuais na apreciação de diferentes produções artísticas.
– (EF69AR06) Desenvolver processos de criação em artes visuais, com base em temas ou interesses artísticos.
Materiais Necessários:
– Computadores com acesso à internet.
– Softwares de edição de imagem (como GIMP ou Adobe Photoshop).
– Papel, lápis, tintas, e outros materiais de arte.
– Projetor multimídia para exibição de vídeos e imagens.
– Impressora para a eventual impressão de obras digitais.
Situações Problema:
1. Como a tecnologia influencia o processo de criação artística nas obras contemporâneas?
2. Quais são as possibilidades e limitações que a intermediação entre arte e tecnologia impõe?
Contextualização:
A arte contemporânea não se limita a práticas tradicionais, mas é amplificada pelo uso de tecnologias que proporcionam novas formas de criação e interação. A intermediação, nesse sentido, permite que os artistas utilizem diferentes mídias e suportes para expressar suas ideias e reflexões sobre a sociedade atual. Essa aula propõe uma abordagem colaborativa, onde os alunos poderão explorar e experimentar a integração das artes visuais, utilizando a tecnologia como suporte criativo.
Desenvolvimento:
1. Introdução (10 minutos): O professor inicia a aula apresentando um breve histórico da intermediação na arte, destacando a influência das novas mídias. Utilizar um projetor para exibir vídeos curtos sobre artistas contemporâneos que utilizam tecnologia (ex: Olafur Eliasson, Rafael Lozano-Hemmer).
2. Atividade de Análise (15 minutos): Dividir os alunos em grupos e distribuir imagens de obras que mesclam arte e tecnologia. Cada grupo deve apresentar sua análise, discutindo como a tecnologia foi utilizada e qual é o impacto disso na obra.
3. Atividade Prática (20 minutos): Os alunos criarão uma obra de arte digital utilizando diversos recursos tecnológicos. Se possível, utilizar aplicativos ou softwares que permitem edição de imagem e desenho. Orientar os alunos sobre como integrar elementos visuais com reflexões pessoais sobre como a tecnologia afeta suas vidas.
4. Apresentações (5 minutos): Reservar o tempo final para que os alunos compartilhem suas obras com a turma e expliquem seu processo criativo.
Atividades sugeridas:
Dia 1:
Objetivo: Introduzir a temática da intermediação na arte contemporânea.
Descrição: Exibição de vídeos sobre a utilização da tecnologia na arte.
Instruções: Em grupo, debater sobre o que foi visto e formar um conceito inicial sobre estas obras. Material: projetor, acesso à internet.
Dia 2:
Objetivo: Analisar obras que misturam diferentes formas de arte.
Descrição: Estudo de casos de artistas contemporâneos.
Instruções: Cada grupo apresenta uma análise sobre a obra escolhida, discutindo caráter técnico, conceitual e a relação com a tecnologia. Materiais: grelhas de análise e imagens das obras.
Dia 3:
Objetivo: Produzir uma obra de arte digital.
Descrição: Utilização de softwares de edição de imagem.
Instruções: Criação de uma obra que dialogue com a intermediação usando ferramentas digitais, como inserir imagens e criar colagens. Materiais: computadores e softwares de edição.
Dia 4:
Objetivo: Refletir sobre a prática de criação em grupo.
Descrição: Apresentação das obras criadas.
Instruções: Cada grupo expõe seu trabalho e discute o que aprenderam sobre a intermediação. Materiais: Projetor para o apoio visual das apresentações.
Dia 5:
Objetivo: Finalizar e entregar as obras.
Descrição: Impressão e exposição das obras na escola.
Instruções: Realizar uma mostra das obras feitas ao longo da semana, promovendo uma discussão aberta sobre os temas abordados. Materiais: impressoras, espaço para exposição.
Discussão em Grupo:
Após as apresentações, promover uma discussão em grupo onde os alunos possam trocar ideias sobre como a tecnologia pode afetar a percepção da arte e suas práticas. Questões como “Como a tecnologia modifica a experiência estética?” ou “Que papel a obra do espectador desempenha na arte digital?” podem ser levantadas.
Perguntas:
1. Como você percebia a arte antes e como essa percepção mudou após as atividades de hoje?
2. Que aspectos você considera mais interessantes na relação entre arte e tecnologia?
3. Em sua opinião, a tecnologia aproxima ou distancia as pessoas da arte? Por quê?
Avaliação:
A avaliação será baseada na participação em grupos, criatividade nas produções artísticas e capacidade de reflexão sobre as obras apresentadas. O professor deverá observar como os alunos interagem com o conteúdo e com os colegas durante as discussões e atividades práticas.
Encerramento:
Conclua a aula fazendo uma breve síntese com os principais pontos abordados e incentivando os alunos a continuarem a explorar as interfaces entre arte e tecnologia fora da sala de aula.
Dicas:
– Incentivar o uso de mídias sociais para que os alunos compartilhem suas obras.
– Oferecer oficinas extras de técnicas de arte digital ou edição de vídeo e imagem.
– Criar um mural virtual com as obras dos alunos, promovendo um concurso de arte online.
Texto sobre o tema:
A intermediação entre arte e tecnologia tem se tornado uma das zonas de maior efervescência criativa nos dias atuais. Com a ascensão das mídias digitais e uma sociedade cada vez mais conectada, a maneira como interagimos com as obras de arte está sendo profundamente transformada. Através da tecnologia, artistas contemporâneos têm a oportunidade de ampliar sua atuação, explorando novas formas de expressão que dialogam com as realidades e desafios contemporâneas. Obras como as de Naozo Tanaka e Felix Gonzalez-Torres mostram como a arte pode transcender as barreiras tradicionais, proporcionando novas interações e experiências sensoriais ao público.
Essas experiências permitem que os espectadores não sejam apenas consumidores, mas também co-criadores, exploradores e até críticos de suas próprias interações. Nesse contexto, é vital que a educação artística aborde a integração dessas novas linguagens e suporte os alunos no desenvolvimento de habilidade críticas e criativas, preparando-os para a dinâmica do mundo contemporâneo.
Ademais, é essencial estimular uma reflexão crítica sobre o papel da arte e da tecnologia na apropriação e disseminação das ideias. Como a arte tem influenciado a sociedade e como a sociedade influencia a produção artística? Essas reflexões são fundamentais para ajudar os alunos a formarem uma visão mais completa em relação ao seu papel como indivíduos ativos e críticos dentro da cultura.
Desdobramentos do plano:
Primeiramente, a intermediação entre arte e tecnologia não deve ser vista apenas como uma tendência, mas como uma transformação cultural profunda. Os alunos que participam deste plano têm a oportunidade de compreender a arte em um contexto mais amplo, onde o diálogo crítico entre linguagens é imperativo para a evolução das práticas artísticas. Essa compreensão pode levar os alunos a envolverem-se ativamente em projetos em suas comunidades, promovendo e criando espaços de discussão sobre arte contemporânea, utilizando tecnologia como uma ferramenta de inclusão.
Além disso, as habilidades desenvolvidas ao longo das atividades podem permitir que os alunos se tornem não apenas receptores de arte, mas criadores e críticos com uma postura reflexiva. Isso pode estimular o interesse por carreiras relacionadas às artes visuais, design e novas mídias. Propostas de cursos técnicos e oficinas práticas em tecnologia e arte podem ser implementadas, proporcionando continuidade ao aprendizado e formação de talentos.
Por fim, o impacto social da arte mediada pela tecnologia pode abrir caminho para que os alunos se tornem agentes de mudança em suas comunidades. Criar espaços para expressar suas vozes através da arte, enquanto interagem com questões sociais e culturais, pode permitir que desenvolvam um entendimento mais profundo sobre a posição da arte como forma de contestação e expressão política. Os alunos podem assim se engajar em projetos sociais que utilizem a arte como um veículo de transformação e luta por igualdade e justiça.
Orientações finais sobre o plano:
É imprescindível que o professor mantenha uma postura flexível e aberta durante as atividades, permitindo que os alunos se sintam encorajados a expressar sua criatividade e individualidade. A arte deve ser um espaço seguro para a exploração e a autoexpressão. Portanto, crie um ambiente de sala de aula onde as ideias possam ser trocadas livremente, e conversas colaborativas sejam a norma.
Além disso, é fundamental lembrar que cada aluno tem seu próprio ritmo e estilo de aprendizado. Proporcionar opções nas atividades, permitindo que cada estudante escolha como criar sua obra ou como participar das discussões, pode enriquecer a experiência de todos. Ao focar nas capacidades individuais e coletivas, pode-se fomentar um ambiente realmente colaborativo, onde o aprendizado mútuo é uma meta.
Por último, encoraje os alunos a continuarem sua relação com a tecnologia e a arte além do espaço escolar. Isso pode incluir a participação em exposições locais, concursos de arte ou a criação de um blog ou canal no qual possam mostrar suas criações e reflexões. Fomentar essa curiosidade contínua pode não só beneficiar seus conhecimentos e habilidades, mas também oferecer uma forma de conectar com a comunidade artística mais ampla.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Oficina de Videoarte: Proponha uma atividade onde os alunos possam criar curtas-metragens utilizando seu smartphone. Os alunos devem filmar a realidade ao seu redor, criando uma narrativa ou mensagem específica. A atividade estimula a criatividade e o uso de tecnologia na arte.
2. Crie seu Meme: Os alunos devem criar memes que transmitem uma mensagem sobre arte e tecnologia, utilizando ferramentas digitais. Esse exercício lúdico ajuda a conectar a crítica social com uma linguagem contemporânea e acessível.
3. Desenho de Colagem Digital: Incentive os estudantes a fazer colagens usando softwares de edição de imagem. A ideia é misturar elementos gráficos e textuais para criar uma nova obra que dialogue com a intermediação da arte.
4. Jogo de Interpretação: Promova uma atividade onde os alunos devem interpretar obras de arte conhecidas utilizando tecnologia (ex: aplicativos de realidade aumentada). Eles podem criar uma proposta de interação com a obra, como se fosse uma “visita guiada”.
5. Criação de Podcast: Os alunos podem criar um pequeno podcast discutindo o impacto das tecnologias na arte contemporânea. Essa atividade incentiva a pesquisa, a conversação e o uso de ferramentas de gravação e edição de áudio.
Esse plano de aula oferece uma ampla gama de oportunidades para os alunos explorarem a arte contemporânea de maneira dinâmica e significativa, preparando-os para se tornarem críticos e criativos em um mundo saturado de informações e inovações.

