Aprendendo sobre Seres Vivos e Não Vivos na Educação Infantil

A elaboração deste plano de aula tem como objetivo proporcionar uma experiência rica e significativa para as crianças pequenas na Educação Infantil, promovendo a observação e categorização da natureza. O tema “Seres Vivos e Não Vivos” é fundamental para o desenvolvimento da percepção infantil sobre o mundo ao seu redor e as diferenças entre os seres que podem viver e os que são inanimados. Durante essa aula, as crianças terão a oportunidade de desenvolver habilidades motoras e cognitivas através de atividades práticas, incentivando a autonomia e a expressão criativa.

Com uma duração de uma aula inteira, as crianças, com 4 anos e 11 meses, terão a chance de aprender de forma lúdica e interativa. Utilizando materiais simples, como figuras recortadas, elas poderão manifestar suas ideias e sentimentos, além de reconhecer suas capacidades e expressar suas percepções. A atividade central será o recorte e colagem de imagens que representem seres vivos e não vivos, promovendo a ampliação de suas relações interpessoais ao trabalharem em grupos e ajudarem uns aos outros.

Tema: Seres Vivos e Não Vivos
Duração: Uma aula inteira
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 4 anos e 11 meses

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Proporcionar às crianças a oportunidade de identificar e classificar seres vivos e não vivos através da observação, interação e atividades práticas.

Objetivos Específicos:

1. Estimular a observação e a curiosidade das crianças sobre o meio ambiente.
2. Desenvolver a habilidade de classificação e comparação entre seres vivos e não vivos.
3. Promover o trabalho em grupo, incentivando a cooperação e a comunicação entre os alunos.
4. Incentivar a expressão criativa por meio de atividades de colagem e artesanato.

Habilidades BNCC:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.

Materiais Necessários:

– Figuras impressas de seres vivos (animais, plantas) e não vivos (pedras, água, objetos)
– Tesouras com ponta arredondada
– Cola em bastão
– Papel colorido
– Lápis de cor
– Quadro branco e marcadores
– Caixa ou recipiente para classificar as figuras

Situações Problema:

– O que são seres vivos e não vivos?
– Como podemos identificar seres que são vivos e aqueles que não são?
– Por que é importante conhecer a diferença entre esses dois grupos?

Contextualização:

Introduce o tema iniciando uma conversa com as crianças sobre o que elas conhecem de seres vivos e não vivos. Pergunte como elas veem esses aspectos em seu cotidiano, como em passeios no parque ou na natureza. Este diálogo inicial facilitará a construção do conhecimento, permitindo que as crianças expressem suas ideias e experiências.

Desenvolvimento:

1. Iniciar a aula com uma breve explicação sobre os seres vivos e não vivos. Peça aos alunos exemplos de cada um.
2. Organizar os alunos em pequenos grupos, onde cada grupo terá a tarefa de pesquisar, através dos materiais impressos, figuras que representam seres vivos e não vivos.
3. Após a observação, cada grupo deve recortar as figuras e colá-las em uma folha, classificando as imagens de acordo com a categoria a que pertencem.
4. Promover um momento de exposição onde cada grupo apresentará seus recortes ao restante da turma, explicando suas escolhas.
5. Finalizar a atividade com um desenho livre em que as crianças possam retratar seu ser vivo ou não vivo preferido, utilizando lápis de cor para finalizar.

Atividades sugeridas:

1. Observando a Natureza:
Objetivo: Identificar e classificar seres vivos e não vivos no ambiente.
Descrição: Levar as crianças para uma caminhada ao redor da escola ou um espaço ao ar livre para observar. Incentivar a coleta de pequenas amostras (folhas, pedras).
Materiais: Sacolas para coleta, pranchetas e canetas.

2. Classificando as Figuras:
Objetivo: Desenvolver o raciocínio lógico e a habilidade de classificação.
Descrição: Após a coleta, as crianças se reúnem em grupos para organizar as figuras coleta ou desenhos de seres vivos e não vivos, em duas colunas.
Materiais: Figuras impressas, folhas de papel.

3. Arte com Recortes:
Objetivo: Trabalhar a coordenação motora e a criatividade.
Descrição: Usar as figuras coletadas para colar em um mural conjunto. Cada criança pode escolher uma figura para compor o mural da turma.
Materiais: Cola, tesouras, papel para mural.

4. Mostra de Saberes:
Objetivo: Estimular a expressão oral.
Descrição: Cada grupo apresenta suas colagens para a turma, explicando o que aprenderam durante as atividades.
Materiais: Mural exposto na sala.

5. História Ilustrada:
Objetivo: Desenvolver a imaginação e linguagem.
Descrição: Criar uma história em conjunto sobre um ser vivo explorador que descobre outros seres vivos e não vivos. Cada criança pode contribuir com um detalhe da história.
Materiais: Papéis, canetas, e o quadro onde a história será escrita.

Discussão em Grupo:

Promover uma discussão em grupo sobre os sentimentos que surgiram ao observar os seres vivos e não vivos. Pergunte como se sentem em relação a esses seres e se eles acham que há diferenças significativas entre eles.

Perguntas:

– Quais exemplos de seres vivos vocês conhecem?
– Por que vocês acham que os seres vivos precisam de cuidados?
– O que vocês acham que acontece com os seres não vivos?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação de cada criança nas atividades e na discussão em grupo. Serão considerados: a capacidade de identificar e classificar, a habilidade de comunicação e a expressão criativa nas produções artísticas.

Encerramento:

Concluir a aula revisitando as figuras e o que foi aprendido. Pergunte às crianças quais foram seus aprendizados e os que mais gostaram. Agradecer a participação e motivá-las a continuar observando seres vivos e não vivos em seu cotidiano.

Dicas:

– Mantenha um ambiente lúdico e acolhedor para promover a expressão livre.
– Utilize slogans ou rimas para ajudar a recordar as classificações dos seres.
– Mostre vídeos curtos de natureza ou documentários infantis para enriquecer a discussão.

Texto sobre o tema:

Os seres vivos são aqueles que possuem características que os definem como tal, como o crescimento, a reprodução e a interação com o meio ambiente. Exemplos de seres vivos são as plantas, os animais e os seres humanos. Por outro lado, os seres não vivos são aqueles que não possuem essas características, como rochas, água, e objetos feitos pelo homem. Esta distinção é importante para que possamos compreender melhor o mundo ao nosso redor e o papel que cada elemento desempenha na natureza.

A educação infantil é uma fase crucial para o desenvolvimento das crianças, onde a curiosidade é um traço marcante. Ao explorar o conceito de seres vivos e não vivos, as crianças não apenas aprendem sobre biologia, mas também fortalecem suas habilidades de observação, classificação e comunicação. Trabalhar este tema em sala de aula promove não só conhecimento científico, mas também a sensibilização para a preservação do meio ambiente.

Por meio das atividades lúdicas, como recortes e colagens, as crianças se expressam e trabalham a coordenação motora, desenvolvendo habilidades que são essenciais em seu crescimento. Quando perguntamos o que eles sabem sobre o mundo em que vivem, estamos também incentivando habilidades de pensamento crítico e cooperação durante as discussões em grupo. Dessa forma, o aprendizado se torna mais significativo e integrado ao seu cotidiano.

Desdobramentos do plano:

A atividade proposta no plano pode servir de ponto de partida para uma série de aprendizados sobre o meio ambiente. Após a aula sobre seres vivos e não vivos, o professor pode sugerir uma atividade de campo onde os alunos possam observar a diversidade da fauna e flora em um passeio ao parque. Essa experiência prática seria crucial para solidificar o conhecimento adquirido. Ao retorno, os alunos poderiam criar um diário naturalista, ilustrando e descrevendo o que observaram.

Além disso, as crianças poderiam desenvolver um projeto sobre a sustentabilidade e a conservação dos seres vivos. Essa proposta não apenas reforçaria a importância dos seres vivos, mas também criaria consciência sobre a preservação e o respeito ao meio ambiente. Poderiam, por exemplo, cultivar pequenas plantas, acompanhando seu crescimento e compreendendo a importância da água e da luz solar.

Por fim, um desdobramento possível é a utilização da tecnologia, como tablets ou computadores, para buscar informações sobre a biodiversidade local e global. Ensinar as crianças sobre as diversas espécies e seus habitats seria uma forma de instigá-las a pensarem como parte de um ecossistema maior, promovendo um sentimento de responsabilidade em relação à natureza.

Orientações finais sobre o plano:

Em relação à organização da aula, o professor deve preparar previamente todos os materiais necessários, garantindo que as atividades possam fluir sem interrupções. É essencial que as crianças estejam familiarizadas com o uso de tesouras e colas, de modo que se sintam confortáveis na execução das tarefas propostas. Além disso, a condução das discussões deve ser feita de forma a garantir que todas as vozes sejam ouvidas, incentivando a participação e o respeito entre os colegas.

A inclusão de momentos de flexibilização nas atividades pode ajudar a atender diferentes ritmos de aprendizado. Algumas crianças podem gostar mais da parte artística e dedicar-se mais ao desenho, enquanto outras podem se sentir mais motivadas na observação e na coleta. É importante que o professor esteja atento para ajustar as atividades de acordo com as necessidades e interesses individuais dos alunos.

Por último, a ideia é que toda a experiência seja vivenciada de forma lúdica, com a ênfase em uma abordagem exploratória. Isso garantirá que as crianças tenham um entendimento não apenas conceitual, mas também afetivo sobre o tema, criando laços que poderão ser explorados em futuras atividades relacionadas à natureza e ao meio ambiente.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça ao Tesouro da Natureza:
Objetivo: Explorar a natureza a partir da observação e identificação de seres vivos e não vivos.
Descrição: Prepare um mapa simples que represente a área ao redor da escola, incluindo pontos de interesse. As crianças devem procurar e anotar ou desenhar o que encontrarem em cada ponto.
Materiais: Mapas impressos, lápis, caixa de coleta.

2. Teatro de Fantoches:
Objetivo: trabalhar a expressão oral e a narrativa.
Descrição: Usar fantoches para contar a história de um ser vivo que interage com objetos não vivos. As crianças podem criar seus próprios fantoches e encenar.
Materiais: Sacos de papel, materiais de arte.

3. Jogo de Memória:
Objetivo: Desenvolver a memória e a associação.
Descrição: Criar cartões de memória com imagens de seres vivos e não vivos. Jogar em duplas ou em grupo.
Materiais: Cartões impressos, mesa ou área para jogar.

4. Dança dos Seres Vivos:
Objetivo: estimular o movimento e a expressividade corporal.
Descrição: As crianças representam diferentes seres vivos em uma dança. Quando a música parar, elas devem imitar o movimento do ser que escolheram.
Materiais: Música alegre, espaço livre.

5. Jardim de Histórias:
Objetivo: Promover a narrativa e a escrita criativa.
Descrição: As crianças podem criar um pequeno “jardim” usando potes e terra. Cada planta pode ter uma história, e elas podem fazer registros sobre o que aprenderam com seus seres vivos.
Materiais: Vasos, terra, sementes ou mudas.

Este plano foi cuidadosamente elaborado, tendo como base as necessidades e o contexto da faixa etária de 4 anos e 11 meses, estimulando o aprendizado de forma prazerosa e significativa.


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