“Aprendendo Regras com a História ‘Meu Nome é Zé’ na Educação Infantil”
O plano de aula a seguir foi estruturado para promover a compreensão das regras e combinados na rotina diária, utilizando a prática de contação de história com o tema “Meu Nome é Zé”. Por meio dessa atividade, as crianças pequenas, no contexto da Educação Infantil, irão explorar a importância da convivência em grupo e o respeito aos outros, além de desenvolver habilidades comunicativas e criativas fundamentais para essa fase.
A proposta é que, em um ambiente lúdico e acolhedor, os alunos possam perceber a necessidade de seguir regras que garantem uma boa convivência, enquanto se divertem com a história. Isso não apenas reforça a fanfarra do aprendizado, mas também estabelece um espaço seguro para a expressão de sentimentos e a ampliação da empatia entre os pequenos. O plano está pensado para uma interação saudável com as crianças, onde o respeito, a escuta e a expressão serão chaves para o sucesso das atividades.
Tema: Regras e combinados e contação de história “Meu Nome é Zé”
Duração: 4 horas
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças pequenas
Faixa Etária: 5 anos
Objetivo Geral:
Promover o entendimento da importância das regras e combinados na convivência diária, estimulando habilidades de comunicação e empatia através da contação da história “Meu Nome é Zé”.
Objetivos Específicos:
– Desenvolver a capacidade de escuta ativa durante a contação de histórias.
– Incentivar a expressão pessoal das crianças, promovendo a comunicação de ideias e sentimentos.
– Proporcionar um ambiente de cooperação e respeito entre os colegas.
– Estimular a imaginação das crianças por meio da criação de seus próprios personagens e histórias.
Habilidades BNCC:
– EI03EO01: Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
– EI03EO04: Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
– EI03EF01: Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral.
– EI03EF04: Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de encenações.
Materiais Necessários:
– Livro “Meu Nome é Zé” (ou material para contar a história de forma lúdica).
– Cartolinas e canetinhas coloridas para atividades artísticas.
– Bonecos ou fantoches que representem os personagens da história.
– Instrumentos musicais simples (como tambores, pandeiros) para atividades rítmicas.
– Espaço para movimentação e criações artísticas.
Situações Problema:
– Por que seguir regras é importante?
– Como podemos expressar o que sentimos quando não estamos de acordo com algo?
– O que cada personagem da história sente e como isso se relaciona com a empatia?
Contextualização:
Em grupos, as crianças serão convidadas a discutir brevemente sobre suas experiências com regras e combinados de forma lúdica. A história “Meu Nome é Zé” apresenta um personagem que tem um nome especial e desafios em sua vida. Através dessa narrativa, elas poderão perceber os sentimentos que surgem em situações de conflitos e a importância de normas para resolver essas questões.
Desenvolvimento:
– Apresentação da História: Inicie a contação da história “Meu Nome é Zé”, utilizando fantoches ou bonecos para dar vida aos personagens. Ao longo da narrativa, pause em momentos importantes para que as crianças possam compartilhar o que sentem em relação às atitudes dos personagens.
– Roda de Conversa: Após a história, faça uma roda de conversa onde as crianças compartilham suas impressões sobre como Zé lidou com as suas dificuldades e como as regras podiam ajudar na harmonia do seu dia a dia.
– Atividade Artística: Distribua cartolinas e canetinhas e peça que as crianças desenhem como se sentem seguindo ou não as regras. As crianças poderão compartilhar seus desenhos e explicar o que representam, ajudando a consolidar a ideia da empatia.
– Dinâmica de Movimento: Crie uma atividade realizada ao ar livre onde as crianças deverão marchar enquanto recitam alguns dos combinados criados em conjunto anteriormente. Isso ajuda a fixar a importância deles de maneira divertida e instigante.
Atividades sugeridas:
1. Contação da História (1 hora)
– Objetivo: Estimular a escuta e a expressão.
– Descrição: O professor lê a história de forma animada. Após cada trecho, faz perguntas sobre as emoções dos personagens e incentiva as crianças a expressarem suas opiniões.
– Materiais: Livro ou fantoches.
– Adaptação: Para alunos mais tímidos, permitir que desenhem suas impressões ao invés de falarem.
2. Roda de Conversa (1 hora)
– Objetivo: Criar empatia e promover a comunicação.
– Descrição: Após a história, as crianças sentam em círculo e compartilham o que aprenderam e como as regras podem ajudar na convivência.
– Materiais: Nenhum específico.
– Adaptação: Se necessário, o professor pode utilizar um boneco que “ouve” para que as crianças falem mais soltas.
3. Desenho Expressivo (1 hora)
– Objetivo: Fomentar a autoconfiança e a autoexpressão.
– Descrição: As crianças desenham sobre as regras que mais apreciam e o que isso representa para elas.
– Materiais: Cartolinas, lápis, canetinhas.
– Adaptação: Oferecer recortes de revistas para quem preferir criar colagens.
4. Movimento Rítmico (1 hora)
– Objetivo: Trabalhar coordenação motora e expressividade.
– Descrição: Usando tambores e pandeiros, as crianças marcham enquanto recitam as regras aprendidas.
– Materiais: Instrumentos musicais.
– Adaptação: Para crianças com dificuldades motoras, pode-se usar claps e passos mais simples.
Discussão em Grupo:
– Como as regras ajudam nossa turma a se sentir feliz?
– Alguém já se sentiu triste por não seguir alguma regra? Como foi?
– O que podemos criar juntos para tornar a sala mais acolhedora?
Perguntas:
– O que você acha que acontece quando não seguimos as regras?
– Como você se sentiria se alguém não respeitasse o que você diz?
– O que podemos fazer juntos para melhorar nosso dia na escola?
Avaliação:
A avaliação será contínua e realizada durante as atividades. O professor observará a participação dos alunos nas discussões, na contação da história, e em suas produções artísticas. Também é importante considerar a capacidade de autoexpressão e como as crianças interagem umas com as outras durante a prática das atividades.
Encerramento:
O professor irá sintetizar o que foi trabalhado, destacando a importância das regras e combinados para a convivência pacífica. Será promovida uma breve reflexão sobre como cada um pode aplicar o que aprenderam em suas rotinas diárias, tanto na escola quanto em casa.
Dicas:
– Utilize fantoches e bonecos sempre que possível, pois isso pode provocar maior engajamento nas crianças.
– Crie um mural na sala de aula com os combinados que foram discutidos, permitindo que todos possam visualizar e se lembrar deles.
– Incentive o uso de músicas que contenham letras sobre amizade e regras, isso poderá facilitar a internalização dos conceitos trabalhados.
Texto sobre o tema:
As regras e combinados são fundamentais na convivência em grupo, pois proporcionam um espaço seguro onde as crianças podem explorar suas emoções e desenvolver suas habilidades sociais. Ao aprenderem a respeitar limites, os pequenos não apenas se sentem mais confiantes, mas também criam um ambiente mais harmonioso e equilibrado. Ao introduzirmos histórias que falem sobre sentimentos e as consequências de nossas ações, como “Meu Nome é Zé”, as crianças têm a oportunidade de se verem refletidas nos personagens, identificando suas próprias vivências.
Contar histórias é uma prática que vai muito além do simples ato de ler. Era uma forma poderosa de transmitir ensinamentos, enquanto a contação estimula a imaginação e fomenta a empatia. Quando uma criança escuta uma história, ela não apenas se envolve com a narrativa, mas também é convidada a pensar sobre as consequências das ações dos personagens. Assim, o aprendizado se torna muito mais significativo.
Para consolidar esses ensinamentos, as atividades práticas como discussões, desenhos e dinâmicas de movimento, não apenas ajudam na fixação dos conteúdos, mas promovem uma interação rica e autêntica entre as crianças. Isso permite que cada uma delas encontre seu espaço na relação com os outros, desenvolvendo sua habilidade de comunicação e fortalecimento da cooperação, essenciais para uma convivência saudável.
Desdobramentos do plano:
Após a implementação deste plano de aula, novas oportunidades de aprendizagem podem ser exploradas. Em primeiro lugar, o desenvolvimento contínuo das habilidades de empatia pode ser potenciado através de atividades periódicas de “histórias em grupo”, onde as crianças contam suas próprias vivências e aprendem sobre a diversidade de experiências. Essa prática não apenas enriquece o quadro de relações, mas também valoriza a individualidade de cada um.
Além disso, a construção de um mural de regras com arte das crianças pode se tornar um projeto permanente, onde cada entrada adiciona novos combinados à convivência na sala. Isso transforma a perspectiva delas sobre as regras, pois agora, elas não são apenas normas estabelecidas, mas sim criações coletivas do grupo, refletindo a identidade da turma.
Por fim, explorar a possibilidade de criar pequenos grupos de teatro, onde as crianças dramatizam situações em que as regras são desafiadas, pode enriquecer ainda mais o processo. Isso permite que os alunos vivenciem as consequências de suas ações em um contexto seguro, sempre acompanhados por um adulto que possa orientá-los através das diversas emoções que podem emanar de tais experiências.
Orientações finais sobre o plano:
É essencial que a execução do plano de aula seja feita de forma flexível e adaptativa. As crianças são únicas e suas reações às atividades podem variar. Portanto, estarmos abertos a modificar o plano durante sua realização é uma habilidade que o professor deve sempre cultivar. Caso uma atividade não esteja gerando o resultado esperado, não hesite em alterar o enfoque ou o ritmo, adaptando-se às necessidades da turma.
Além disso, é fundamental que a repetição e a prática sejam lançadas ao longo dos dias em sala de aula. Assuntos como regras e convivência são perspectivas que precisam ser constantemente revisitadas, pois à medida que as crianças crescem, suas experiências e compreensões vão se transformando. Ao relembrarmos e reafirmarmos a importância das normas, estamos, na realidade, consolidando aquele conhecimento.
Por último, o professor deve estar sempre atento à comunicação com os pais e responsáveis, apresentando as atividades e reforçando a importância da continuidade do aprendizado em casa. Compartilhar os aprendizados e as experiências enriquece não só a relação da escola com as famílias, mas também promove um alinhamento entre a educação formal e os ensinamentos da família.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Jogo das Emoções: Utilizar cartões com diferentes expressões faciais. As crianças devem sortear um cartão e atuar a emoção, enquanto as outras tentam adivinhar qual é. Essa atividade permite que os alunos explorem diferentes sentimentos em relação a regras e combinados e promove a compreensão das emoções dos outros.
2. Teatro de Fantoches: Promover uma atividade onde as crianças criem suas histórias com o uso de fantoches. Esse exercício favorece a expressão em grupo e a criatividade, além de permitir que as crianças experiênciem o papel de mediadores de conflitos e jogos de cena.
3. Mural das Regras Colaborativas: Fazer um mural onde cada criança pode adicionar suas propostas de regras ou combinados para a sala. Essa atividade não só estimula o senso de pertencimento, mas também ensina sobre o valor de escutar e respeitar as opiniões dos colegas.
4. Roda de Cantigas: Criar uma roda de cantigas que falam sobre amizade e respeito. Os pequenos poderão dançar e participar ativamente, criando memórias afetivas sobre o tema abordado. Isso também proporciona um espaço de interação e convivência.
5. Caixa de Histórias: Criar uma caixa de histórias com objetos que representam diferentes sentimentos e situações. As crianças podem sortear um objeto e criar histórias com base nele, permitindo uma reflexão sobre como cada situação é afetada pelas regras e combinados.
Com essas atividades e abordagens, a sala de aula se tornará um espaço dinâmico de aprendizado, onde cada criança se sentirá valorizada e respeitada, promovendo uma convivência saudável e rica em ensinamentos.

