“Aprendendo Matemática e Consciência Digital no 1º Ano”

A proposta deste plano de aula é promover a aprendizagem de conceitos fundamentais relacionados à matemática e à convivência social, especificamente focando na ordem crescente e decrescente dos números, no entendimento do tempo através de horas, minutos e segundos, e na resolução de problemas envolvendo multiplicação e adição. Simultaneamente, abordaremos a questão do uso consciente dos dispositivos eletrônicos, ressaltando os perigos que seu uso excessivo pode trazer aos jovens alunos. O ensino se dará de maneira contextualizada e colaborativa, buscando fomentar o pensamento crítico e a capacidade de resolução de problemas.

Os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental têm um momento de desenvolvimento crucial, onde a interação entre o aprendizado teórico e a prática se torna essencial. Este plano contempla atividades práticas, discussões em grupo e reflexões sobre o cotidiano dos alunos, promovendo um aprendizado significativo. O enfoque nas situações-problema ajudará a conectar a matemática à realidade, enquanto as discussões sobre o uso de tecnologia farão com que os alunos se tornem mais conscientes sobre o mundo ao seu redor.

Tema: Revisão de ordens crescente e decrescente, tempo, multiplicação e uso consciente das tecnologias.
Duração: 225 Minutos.
Etapa: Ensino Fundamental 1.
Sub-etapa: 1º Ano.
Faixa Etária: 8 anos.

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a habilidade dos alunos em operar com números ordinais e cardinais, compreender a representação do tempo e solucionar problemas envolvendo adição e multiplicação, além de fomentar a consciência crítica sobre o uso de dispositivos eletrônicos.

Objetivos Específicos:

– Identificar ordens crescentes e decrescentes de números de até 4 ordens.
– Compreender como ler e interpretar horas, minutos e segundos.
– Resolver problemas de multiplicação envolvendo os números 6, 7, 8 e 9 e relacioná-los com situações práticas do cotidiano.
– Desenvolver estratégias para adição e subtração, com foco em problemas que envolvem reserva.
– Refletir sobre os perigos associados ao uso excessivo de telas e dispositivos eletrônicos e como isso impacta a vida diária.

Habilidades BNCC:

– (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade ou de ordem em diferentes situações cotidianas.
– (EF01MA06) Construir fatos básicos da adição e utilizá-los em procedimentos de cálculo para resolver problemas.
– (EF01MA08) Resolver problemas de adição e de subtração, envolvendo números de até dois algarismos.
– (EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite).
– (EF12EF03) Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de brincadeiras e jogos populares.

Materiais Necessários:

– Cartolinas e canetinhas coloridas.
– Relógios para atividades práticas.
– Materiais manipulativos para matemática (como blocos de contagem).
– Listas de situações problemas impressas.
– Vídeos curtos sobre os perigos dos dispositivos eletrônicos.
– Projetor e computador para apresentações.

Situações Problema:

– Se juntarmos 6 maçãs e 7 laranjas, quantas frutas teremos ao todo?
– Se eu tiver 28 reais e for ao mercado comprar doces que custam 9 reais, quanto sobrará após a compra?
– Se meu amigo ganhou 6 figurinhas e eu ganhei 7, quem tem mais figurinhas?
– Quantas horas temos em um dia? Se agora são 13 horas, que horas são em 4 horas?

Contextualização:

A matemática está presente em diversas situações do cotidiano, desde a distribuição de alimentos a atividades que envolvem o controle do tempo. É fundamental que os alunos reconheçam essas relações e desenvolvam a capacidade de resolver problemas práticos. Além disso, abordar o uso consciente de dispositivos eletrônicos é essencial na formação de cidadãos críticos e responsáveis, enfatizando como o equilíbrio entre a tecnologia e a vida real é vital.

Desenvolvimento:

As aulas serão divididas em quatro encontros de 45 minutos cada, totalizando 180 minutos de atividades diretas, mais 45 minutos dedicados à reflexão e discussão:

1. Primeiro Encontro:
– Iniciar revisando números ordinais e cardinais em uma dinâmica de grupo onde os alunos devem organizar objetos em ordem crescente e decrescente.
– Atividade prática: Usar cartolinas para criar sequências numéricas.
– Finalizar com uma discussão sobre a importância de organizar informações.

2. Segundo Encontro:
– Abordar o conceito de tempo. Usar relógios de brinquedo para ensinar como ler horas, minutos e segundos.
– Explicar através de exemplos práticos como o tempo influencia nosso dia a dia.
– Atividade: Interpretar horários do cotidiano e registrar em cartazes.

3. Terceiro Encontro:
– Introduzir multiplicação através de problemas práticos (ex.: garrafinhas de água). Dividir a classe em grupos para resolver problemas envolvendo 6, 7, 8 e 9.
– Atividade: Cada grupo cria situações em que a multiplicação é necessária e apresenta para a turma.

4. Quarto Encontro:
– Reflexão sobre o uso de tecnologia. Assistir a um vídeo curto e discutir sobre os riscos e os benefícios do uso de dispositivos eletrônicos.
– Os alunos escreverão uma reflexão sobre a quantidade de tempo que passam em telas, visando a conscientização.

Atividades sugeridas:

1. Organização de Números:
Objetivo: Revisar a ordem crescente e decrescente.
Descrição: Usar cartolinas onde os alunos escrevem números e os organizam em grupos.
Materiais: Cartolinas, canetinhas.
Adaptação: Para alunos com dificuldades, usar números em formato visual (imagens de objetos).

2. Relógio Vivo:
Objetivo: Aprender a ler horas.
Descrição: Com um relógio de brinquedo, os alunos devem representar diferentes horas.
Materiais: Relógio de brinquedo.
Adaptação: Fazer duplas por conta das dificuldades em ler.

3. Caça ao Problema:
Objetivo: Resolver situações problemas de multiplicação.
Descrição: Criar um jogo onde os alunos devem encontrar problemas em locais específicos na escola.
Materiais: Problemas impressos.
Adaptação: Disponibilizar ajuda ao grupo que tiver mais dificuldades.

4. Debate sobre Telinhas:
Objetivo: Refletir sobre o uso da tecnologia.
Descrição: Realizar um debate com os alunos sobre a experiência deles com tecnologia.
Materiais: Vídeo selecionado, espaço para a roda de conversa.
Adaptação: Fornecer temas direcionados a alunos tímidos.

Discussão em Grupo:

Os alunos devem discutir as diferentes maneiras como utilizam a matemática no dia a dia e como o uso de tecnologia afeta suas rotinas. Promover um espaço seguro para que possam compartilhar suas experiências e reflexões.

Perguntas:

– Como usamos a matemática em nossas atividades cotidianas?
– O que você acha que acontece se passamos muito tempo em dispositivos?
– Como podemos balancear nosso tempo entre brincadeiras e telas?

Avaliação:

A avaliação será contínua e ocorrerá ao longo das atividades, observando a participação, a capacidade de resolver os problemas e a colaboração em grupo. Será realizada também uma atividade prática onde os alunos demonstrarão o que aprenderam sobre o tempo e a multiplicação. Comentários e reflexões também serão analisados.

Encerramento:

Para finalizar, reunir-se em roda e compartilhar o que cada um aprendeu e como pretende aplicar no cotidiano. Valorizar a participação de todos, destacando a importância dos conceitos discutidos e agradecendo pelo empenho.

Dicas:

– Utilize jogos de tabuleiro que envolvem matemática e estratégias para engajar mais os alunos.
– Diversifique os métodos de ensino, utilizando recursos visuais e tecnológicos que atraiam a atenção dos alunos.
– Esteja atento ao nível de compreensão de cada aluno, adaptando o material sempre que necessário.

Texto sobre o tema:

Para um bom aprendizado de matemática, é necessário que o aluno aprenda na prática conceitos que podem parecer abstratos à primeira vista. A ordem dos números, as operações básicas, e como contamos e organizamos o tempo na nossa rotina são elementos que se conectam diretamente ao dia a dia. A matemática não se limita à sala de aula, mas se expande por toda a vida, ajudando na resolução de problemas e na tomada de decisões. Além disso, à medida que a tecnologia avança, torna-se indispensável que discutamos e reflitamos sobre seu uso. A exposição excessiva a telas pode resultar em impactos negativos, como problemas de atenção e de socialização. Conduzir discussões em sala sobre a importância de equilibrar o tempo em dispositivos eletrônicos é fundamental para a formação de cidadãos conscientes e saudáveis.

Educação deve ser um espaço que não apenas transmita conhecimento, mas também promova a reflexão crítica dos alunos sobre o mundo em que vivem. Assim, ao incluir discussões sobre os perigos das telinhas, os alunos aprendem a se posicionar com responsabilidade em um mundo cada vez mais digital. Fomentar esse tipo de análise crítica é essencial, ajudando os estudantes a se tornarem mais conscientes dos impactos do uso da tecnologia em suas vidas, ressaltando a importância do equilíbrio.

Em suma, o conhecimento matemático aliada ao desenvolvimento de uma consciência crítica sobre o uso de tecnologias, ajudam o aluno a tornar-se não apenas um aluno eficaz, mas um cidadão ativo e consciente em uma sociedade em constante transformação. A matemática e a tecnologia devem andar lado a lado, mas é vital que a primeira se mantenha como um suporte na vida do aluno, e não como uma distração ou um final em si.

Desdobramentos do plano:

A continuidade desse plano de aula poderá se desdobrar em diversas atividades complementares que aprofundam tanto os conhecimentos de matemática quanto a reflexão sobre o uso de dispositivos eletrônicos. Por exemplo, uma proposta pode ser a criação de um “Diário da Tela”, onde os alunos anotam diariamente o tempo em que utilizam dispositivos e refletem sobre como poderiam equilibrar essas horas com outras atividades. Essa prática não só reforça a noção de tempo, mas também instiga o autocuidado e a autorreflexão.

Outro desdobramento interessante seria a organização de um “Dia Sem Telas”, promovendo atividades recreativas na escola que não envolvam aparelhos eletrônicos. Essa experiência pode ser uma oportunidade de os alunos vivenciarem atividades lúdicas e educativas, como jogos de tabuleiro, atividades esportivas e oficinas de artes, reforçando a importância de interações sociais e do brincar.

Ainda, os conhecimentos em matemática podem ser aplicados em práticas de vida real, como uma feira escolar onde os alunos devem calcular despesas e receitas, promovendo o aprendizado prático das operações matemáticas que estudaram. Tais experiências permitem que os alunos percebam a matemática como uma ferramenta vital para gerenciar suas próprias realidades.

Orientações finais sobre o plano:

Ao implementar este plano de aula, o professor deve estar atento às dinâmicas grupais, promovendo um ambiente acolhedor e colaborativo. É importante estimular cada aluno a contribuir com seus insights e experiências, respeitando as particularidades de cada um. O uso de diferentes estratégias de ensino, como aprendizado baseado em problemas e atividades práticas, pode aumentar o engajamento dos alunos e facilitar a compreensão dos conceitos.

Além disso, sempre que possível, é fundamental usar a tecnologia de maneira construtiva e reflexiva. Auxiliar os alunos a melhorarem suas habilidades críticas em relação ao uso de tecnologias pode ser um passo essencial para uma formação integral. Isso inclui ensiná-los a pesquisar, analisar e criticar informações que consomem, transformando-as em conhecimento.

Por fim, a reflexão sobre o uso de dispositivos deve ser contínua. A escola não é apenas um espaço de aprendizagem acadêmica, mas também de formação de valores. Portanto, cultivar a consciência crítica dos alunos sobre o que consomem e como consomem, seja no âmbito das telinhas ou em qualquer outro aspecto da vida, degenera em cidadãos mais responsáveis e informados.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Quizz Matemático da Ordem:
Objetivo: Revisar a ordem de números.
Descrição: Criar um jogo de perguntas e respostas onde os alunos devem organizá-los rapidamente em ordem crescente ou decrescente.
Materiais: Cartões com números.
Adaptabilidade: Os alunos podem competir em duplas ou grupos.

2. Jogo do Tempo:
Objetivo: Aprender a ler as horas.
Descrição: Conduzir uma brincadeira onde os alunos devem montar um relógio de papel, representando diferentes horas de acordo com a chamada do professor.
Materiais: Papéis, canetinhas, e artesanato.
Adaptabilidade: Para aqueles com dificuldades de entendimento, use relógios de plástico e explique com exemplos práticos.

3. Teatro do Uso Consciente:
Objetivo: Fomentar a reflexão sobre o uso de tecnologia.
Descrição: Os alunos criarão pequenas peças teatrais encenando situações de uso excessivo de dispositivos e discutir as consequências.
Materiais: Coisas para encenação, como adereços.
Adaptabilidade: Dar apoio aos que têm dificuldade com a encenação, como o uso de fantoches.

4. Corrida de Problemas:
Objetivo: Resolver situações problemas em grupo.
Descrição: Criar uma corrida onde os alunos devem resolver problemas matemáticos em estações diferentes.
Materiais: Questões impressas em cada estação.
Adaptabilidade: Grupos de alunos com dificuldades podem ter um mentor para ajudar nas questões.

5. Caça ao Tesouro do Tempo:
Objetivo: Compreender a passagem do tempo.
Descrição: Criar uma busca pelo tesouro onde os alunos precisam encontrar pistas que representam diferentes horas do dia.
Materiais: Pistas escritas em cartões.
Adaptabilidade: Para os alunos mais pequenos, o professor pode orientar as pistas e ajudar a localizar os cartões.

Este plano de aula, com suas atividades diversificadas e interativas, busca não só desenvolver habilidades matemáticas, mas também formatos de pensamento crítico, essencial para a formação integral dos alunos.


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