“Aprendendo Matemática com o Folclore Brasileiro: Uma Aventura!”

Este plano de aula tem como objetivo principal promover um reforço na aprendizagem matemática através da temática do folclore brasileiro. Com a utilização de leituras e situações-problema, os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental poderão explorar conceitos matemáticos de maneira lúdica e contextualizada, associando a matemática a histórias e personagens do folclore que são parte da cultura brasileira. O foco é desenvolver habilidades numéricas, lógica e raciocínio crítico, ao mesmo tempo que retoma e valoriza a rica tradição cultural do Brasil.

Tema: Oficinas de Reforço Matemático com o Tema Folclore
Duração: Duas semanas
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 8 anos

Objetivo Geral:

Desenvolver habilidades matemáticas dos alunos do 1º ano do Ensino Fundamental por meio de oficinas que integram o conhecimento cultural do folclore brasileiro, utilizando leituras e situações-problema para estimular a aprendizagem da matemática de maneira lúdica e contextualizada.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

1. Fomentar o interesse pela matemática através de histórias e personagens do folclore brasileiro.
2. Desenvolver a capacidade de resolver problemas matemáticos com base em situações cotidianas.
3. Estimular a leitura e a interpretação de textos folclóricos.
4. Promover o entendimento de conceitos matemáticos como contagem, adição e subtração.
5. Trabalhar em grupo para fortalecer a cooperação e o aprendizado colaborativo.

Habilidades BNCC:

1. (EF01MA01) Utilizar números naturais como indicador de quantidade em diferentes situações cotidianas.
2. (EF01MA04) Contar a quantidade de objetos de coleções até 100 unidades.
3. (EF01MA08) Resolver e elaborar problemas de adição e subtração, utilizando estratégias de cálculo.
4. (EF01LP16) Ler e compreender quadras, quadrinhas e outros gêneros do folclore.
5. (EF01LP25) Produzir recontagens de histórias lidas baseadas em textos folclóricos.

Materiais Necessários:

1. Livros de histórias do folclore brasileiro (como “O Saci”, “A Iara”, “O Curupira”).
2. Materiais manipulativos (blocos de montar, fichas numéricas, etc.).
3. Papel e canetas coloridas para desenhar e escrever.
4. Quadro branco e canetas.
5. Recursos audiovisuais (se possível, clipes de vídeos que contem histórias folclóricas).
6. Cartolinas para trabalhos em grupo.

Situações Problema:

1. O Saci tem 5 bolinhas e quer dividir com seus amigos. Se ele der 2 bolinhas para cada amigo, quantas bolinhas ele terá sobrando?
2. A Iara tem 8 flores e dá 3 para seu amigo. Quantas flores ela tem agora?
3. Se o Curupira corre 10 metros e volta 4 metros, quantos metros ele está de onde começou?

Contextualização:

O folclore brasileiro é rico em histórias e personagens que refletem a cultura e as tradições do nosso país. Ao trabalhar com essas narrativas, os alunos poderão não apenas entender significados e ensinamentos, mas também desenvolverem habilidades matemáticas em um contexto significativo. Este plano utiliza essas histórias como pano de fundo para a realização de atividades matemáticas, onde a conexão entre a matemática e a cultura se torna evidente.

Desenvolvimento:

As oficinas serão realizadas ao longo de duas semanas. Em cada dia, os alunos poderão explorar um novo personagem ou história do folclore, seguido de atividades práticas em matemática.

Atividades sugeridas:

1. Dia 1: O Saci e as Bolinhas
Objetivo: Resolver problemas de adição e subtração.
Descrição: Leia uma história do Saci que envolva contagem de objetos. Após a leitura, proponha as situações problemas.
Instruções práticas: Utilize as bolinhas (ou materiais manipulativos) para que cada aluno represente a situação de contar e resolver. Trabalhe em grupos para facilitar a troca de ideias.
Materiais: Bolinhas, papel e canetas para anotações.
Adaptação: Para alunos que precisam de mais apoio, diminua a quantidade de bolinhas.

2. Dia 2: A Iara e as Flores
Objetivo: Praticar operações simples de adição e subtração.
Descrição: Apresentar uma história da Iara, ressaltando a troca de flores. Após isso, faça perguntas de quanto ela tinha e quanto ficou.
Instruções práticas: Utilizar fichas de flores para manipulação e resolução dos problemas.
Materiais: Fichas de flores, papel.
Adaptação: Permitir que alunos desenhem as flores e escrevam as operações.

3. Dia 3: Curupira e a Corrida
Objetivo: Trabalhar com a noção de distância e ordem.
Descrição: Leia uma história sobre o Curupira e sua corrida.
Instruções práticas: Realizar uma atividade física onde os alunos corram algumas distâncias e depois voltem contadas em metros.
Materiais: Fita métrica, espaço aberto.
Adaptação: Permitir que alguns alunos usem equipamentos de apoio, se necessário.

4. Dia 4: Criação de Quadrinhas
Objetivo: Compreender a estrutura dos poemas.
Descrição: Após ler algumas quadrinhas do folclore, eles devem criar suas próprias quadrinhas que envolvam contas.
Instruções práticas: Dividir a sala em grupos, incentivando a criatividade na construção das rimas e operações.
Materiais: Papel, canetas coloridas.
Adaptação: Auxiliar na construção da linguagem, utilizando modelos.

5. Dia 5: Revisão Matemática com Folclore
Objetivo: Revisar as situações matemáticas aprendidas.
Descrição: Recapitular as histórias e problemas dialogando com os alunos sobre o que aprenderam e como os números fazem parte da narrativa.
Instruções práticas: Fazer um jogo em que vários problemas de adição ou subtração são colocados em cenários e os alunos resolvem juntos.
Materiais: Quadro branco, canetas.
Adaptação: Para alunos que precisam de suporte, ofereça o auxílio na leitura das situações.

Discussão em Grupo:

Reunir os alunos para discutir como as histórias e personagens do folclore ajudam a entender a matemática. Perguntas como “Qual foi a atividade matemática mais divertida?”, “Como você se sentiu resolvendo os problemas?”, podem ser feitas. Essas interações propõem o entendimento de que a matemática não é apenas números, mas sim, uma linguagem que faz parte das nossas histórias diárias.

Perguntas:

1. Que personagens do folclore você mais gostou de conhecer?
2. Como você conseguiria explicar a situação do Saci para alguém que não conhece a história?
3. Que operações você usou para resolver as atividades propostas?

Avaliação:

A avaliação será contínua, observando a participação dos alunos nas atividades, sua capacidade de resolver problemas matemáticos, e a criatividade nas produções textuais. No final das duas semanas, um pequeno teste pode ser aplicado envolvendo as histórias e os conhecimentos matemáticos adquiridos.

Encerramento:

Finalizar as oficinas realizando um círculo de compartilhamento onde cada aluno pode contar o que aprendeu. As histórias do folclore e a matemática se entrelaçam, permitindo uma integração ainda mais forte do saber.

Dicas:

1. Utilize muita expressão oral ao narrar as histórias, pois isso envolve os alunos.
2. Varie os materiais utilizados para manter o interesse nas atividades.
3. Ofereça sempre um feedback positivo para encorajar a participação e a autoconfiança.

Texto sobre o tema:

O folclore brasileiro é um vasto universo de histórias cotidianas que refletem as vivências e a cultura do nosso povo. Contos como o do Saci, da Iara e do Curupira não são apenas narrativas para entreter, mas representam a sabedoria popular e valores arraigados em nossa sociedade. Neste contexto, ao integrar a matemática com o folclore, os alunos têm a oportunidade de enxergar os números e as operações dentro de um quadro de relevância cultural. O aprendizado passa a ser uma aventura que os conecta com suas raízes e, ao mesmo tempo, com o conhecimento técnico necessário para navegar pelo mundo atual. As histórias não só tornam o aprendizado mais leve e interessante, mas também ajudam os alunos a desenvolverem um entendimento mais profundo da matemática, que muitas vezes é vista como uma disciplina isolada e árida.

Através das oficinas de reforço, buscamos evidenciar que a aprendizagem não deve ser dissociada da cultura. O folclore proporciona não só temas ricos para exploração, mas também um ambiente propício à discussão, à interatividade e à construção de conhecimento de forma compartilhada. Quando os alunos manipulam objetos, leem histórias e debatem sobre as experiências, eles se tornam protagonistas de sua aprendizagem. Assim, a matemática ganha vida nas tramas e nos personagens que fazem parte do cotidiano. O desafio está em inovar constantemente as metodologias e estratégias, sempre buscando conectar as temáticas culturais com o aprendizado escolar efetivo.

E assim, ao final deste ciclo de aprendizagem, espera-se que os alunos não apenas tenham avançado em suas habilidades matemáticas, mas também que tenham crescido enquanto indivíduos mais críticos, que reconhecem e valorizam suas tradições culturais.

Desdobramentos do plano:

O projeto pode se expandir para outras disciplinas, como Artes e Educação Física, onde os alunos poderiam criar representações visuais das histórias do folclore, como desenhos, pinturas e representações teatrais. Essas ações possibilitam uma experiência multidisciplinar, reforçando o aprendizado colaborativo e integrativo. Além disso, as oficinas podem culminar em uma apresentação para os pais, onde os alunos demonstram o que aprenderam, compartilhando conhecimentos matemáticos e culturais.

Para a continuidade do aprendizado, é possível incentivar os alunos a trazerem suas próprias histórias ou folclores de diferentes regiões do Brasil ou até do mundo. Isso não apenas amplia o repertório cultural dos alunos, mas também proporciona a troca de experiências e histórias, fomentando um ambiente de respeito à diversidade. Os alunos podem ser desafiados a incluir esses novos folclores em atividades matemáticas semelhantes, promovendo a integração entre culturas e conhecimentos.

Por fim, ao refletir sobre a metodologia aplicada, pode-se procurar feedback com os alunos e seus familiares, buscando sempre aprimorar as práticas pedagógicas. A adaptação e a inovação constante são essenciais para que o aprendizado permaneça relevante e significativo. Assim, podemos seguir diferentes caminhos na construção do conhecimento, sempre ancorados na riqueza cultural que nos cerca, unindo saberes e experiências.

Orientações finais sobre o plano:

É crucial que o professor esteja sempre atento à dinâmica da sala e às interações entre os alunos. As atividades devem ser flexíveis o suficiente para permitir que diferentes perfis de estudantes possam se expressar e se envolver no aprendizado. O uso de recursos variados mantém o interesse e a atenção dos alunos, o que é fundamental no aparelho pedagógico do 1° ano. É a partir desse envolvimento que o aprendizado realmente ocorre.

Além disso, o professor deve incentivar a colaboração em grupo, criando um ambiente onde os alunos sintam-se seguros para compartilhar ideias e respostas. A construção do conhecimento se fortalece quando os alunos conseguem dialogar e refletir sobre o que estão aprendendo, e isso pode ser promovido através de discussões abertas e debates sobre os conteúdos trabalhados.

Por fim, ao encerrar as atividades, uma reavaliação do que foi aprendido e o que ainda precisa ser reforçado é essencial. Manter um registro do desempenho dos alunos nas atividades propostas pode ajudar a delinear novos caminhos de aprendizagem e abordar as dificuldades particulares que possam surgir. Dessa forma, o processo educativo se torna mais contínuo e dinâmico, garantindo que todos os alunos avancem em sua trajetória de aprendizado.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Contação de Histórias com Movimento: Levar as histórias do folclore para o espaço aberto da escola, permitindo que os alunos se movam como os personagens da narrativa. Dessa maneira, a matemática pode ser apresentada através das distâncias percorridas, fazendo medição no contexto da história.
Objetivo: Relacionar matemática e movimento.
Materiais: Fita métrica, cartões com personagens folclóricos.
Modo de condução: Propor que os alunos se movimentem e ao parar a história perguntá-los sobre distâncias contadas.

2. Jogo de Tabuleiro do Folclore: Criar um jogo de tabuleiro com personagens do folclore que envolva desafios matemáticos a serem superados para continuar no jogo. Os alunos devem desenhar o tabuleiro e criar cartões com perguntas de matemática.
Objetivo: Fazer a conexão com a matemática e a socialização.
Materiais: Cartolina, canetas, dados.
Modo de condução: Incentivar a elaboração de regras e compartilhar com outras turmas.

3. Desenho de Personagens e Adição de Características: Após a leitura de uma história, os alunos desenham seus personagens, e cada característica adicionada deve ser acompanhada de uma operação matemática (ex. “O Saci agora tem 4 braços, ajudando os amigos a contar melhor.”).
Objetivo: Trabalhar a adição de uma forma criativa.
Materiais: Papel, lápis de cor.
Modo de condução: Estimular a criatividade e a relação da matemática com a arte.

4. Festa do Folclore: Organizar uma festa onde cada aluno traz um prato típico de uma história folclórica, e durante a festa acontecem jogos e atividades que envolvem contagem e distribuições.
Objetivo: Aprender sobre medida e contagem de uma maneira prática.
Materiais: Ingredientes e utensílios da culinária, folhas de actividades.
Modo de condução: Fazer a contagem dos alimentos e os porções que cada pessoa leva.

5. Roda de Cantigas e Contagem: Realizar uma roda de cantigas folclóricas onde cada canção envolva uma alguma contagem que poderá ser feita pelos alunos. Isso faz uma ponte entre a música e a matemática.
Objetivo: Relacionar a musicalidade com a contagem.
Materiais: Letra das cantigas.
Modo de condução: Incentivar os alunos a contar com as mãos ou com objetos durante a música.

Dessa forma, essas sugestões lúdicas valorizam o aprendizado da matemática de maneira divertida e engajadora, unindo as ricas histórias do folclore brasileiro a aspectos matemáticos fundamentais, promovendo um ambiente escolar interativo e colaborativo que engrandece a formação de nossos alunos.

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