“Aprendendo Genética pelo Lazer: Pintura no 9º Ano”

Este plano de aula foi desenvolvido para proporcionar aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental uma experiência prática e reflexiva sobre a genética, utilizando a técnica de pintura como meio de expressão. Ao longo da aula, os estudantes terão a oportunidade de explorar a hereditariedade, as características genéticas e as influências do ambiente na expressão dessas características. O uso da arte não apenas facilitará a compreensão de conceitos científicos, mas também permitirá que os alunos mergulhem em um processo criativo que estimula a imaginação e a reflexão.

A abordagem integra conteúdos de Ciências com aprendizagens em Artes, possibilitando uma experiência multidisciplinar que se alinha às diretrizes da BNCC e à formação integral do aluno.

Tema: Pintura e Genética
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 9º Ano
Faixa Etária: 14 a 15 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Promover a compreensão dos conceitos básicos de genética e a hereditariedade por meio da expressão artística, utilizando a técnica de pintura para representar características genéticas, visando à integração de conhecimento científico e artístico.

Objetivos Específicos:

– Estudar e identificar as características genéticas de organismos, como cor dos olhos e cabelos, através de um projeto artístico.
– Desenvolver a capacidade de observação e análise de traços físicos relacionados à hereditariedade, incentivando a comparação com a aparência própria e de familiares.
– Estimular a criatividade e a expressão individual dos alunos por meio da pintura, promovendo um espaço em que arte e ciência coexistam.
– Refletir sobre a importância da genética nas diferenças individuais e nas relações familiares.

Habilidades BNCC:

– (EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias, estabelecendo relações entre ancestrais e descendentes.
– (EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários, segregação, gametas, fecundação), considerando-as para resolver problemas envolvendo a transmissão de características hereditárias em diferentes organismos.
– (EF69AR05) Experimentar e analisar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem), desenvolvendo a capacidade crítica em relação à produção artística.

Materiais Necessários:

– Tintas (acrílicas ou guache) nas cores primárias
– Pincéis de diferentes tamanhos
– Papel ou tela para pintura
– Paletas para mistura de tintas
– Copos com água para limpeza de pinceis
– Papel toalha para secagem
– Exemplares de plantas ou animais que apresentam variações fenotípicas
– Projetor ou tela para exibição de imagens (opcional)

Situações Problema:

– Como as características genéticas influenciam a aparência de um indivíduo?
– Quais traços podem ser herdados dos pais e como isso é percebido em nossos traços físicos?
– De que forma o meio ambiente pode alterar a expressão de características hereditárias?

Contextualização:

A genética é um campo fundamental das ciências que estuda como os órgãos e organismos se desenvolvem e como características são passadas de geração para geração. Compreender a hereditariedade nos ajuda a entender as semelhanças e diferenças entre os indivíduos dentro de uma espécie. O uso da arte de pintar para representar visualmente essas características permitirá que os alunos materializem suas reflexões sobre esses conceitos, criando uma ligação entre a ciência e a prática artística.

Desenvolvimento:

1. Abertura da Aula (10 minutos):
Após a apresentação do tema e dos objetivos da aula, iniciar uma conversa sobre genética e hereditariedade. Perguntar aos alunos sobre características que eles têm que reconhecem em seus familiares (ex: cor dos olhos, cabelo, etc.). Quais características são mais presentes ou diferentes?

2. Exposição Teórica (15 minutos):
Apresentar um breve resumo de como funciona a hereditariedade com base nas teorias de Gregor Mendel. Explicar de maneira simples os conceitos de genes, alelos, herança dominantes e recessivas. Utilizar exemplos visuais (imagens ou depoimentos) para facilitar a compreensão dos conceitos.

3. Iniciação da Atividade Prática (15 minutos):
Distribuir os materiais de pintura e explicar aos alunos que eles criarão uma representação da sua árvore genealógica, destacando características físicas (como se fossem genes). Podem desenhar um retrato de si mesmos e dos familiares, usando cores e formas que representem traços genéticos.

4. Pintura e Criação (20 minutos):
Dar espaço para que os alunos pintem suas representações, guiando-os a pensar sobre como as características que estão retratando podem se relacionar com as explicações científicas dadas anteriormente. Incentivar que eles reflitam sobre o que as cores e formas que escolheram representam.

Atividades sugeridas:

Atividade 1: Pesquisa em Grupo
Formar grupos e solicitar que pesquisem sobre características hereditárias em animais ou plantas, enfocando variações fenotípicas. Apresentar os resultados e discutir com a turma.
Objetivo: Compreender a diversidade genética na natureza.
Materiais: Acesso à internet, caderno ou cartolina para anotações.

Atividade 2: Jogo de Identificação
Criar cartões com características de diferentes organismos (ex: cor de pele, tipo de folhas) e promover um jogo de identificação (quem tem as mesmas características).
Objetivo: Facilitar a compreensão sobre como genes podem se expressar nas características físicas.
Materiais: Cartões.

Atividade 3: Debate sobre Hereditariedade e Ambiente
Promover um debate sobre como o meio ambiente pode influenciar a expressão genética.
Objetivo: Estimular o pensamento crítico.
Materiais: Folhas para anotações.

Discussão em Grupo:

Após as atividades práticas, promover uma discussão em grupo onde os alunos compartilharão suas representações artísticas e o que aprenderam sobre a conexão entre genética e hereditariedade. Perguntar como se sentiram ao retratar suas características e o que perceberam sobre as influências do ambiente.

Perguntas:

– Quais características você trouxe de seus pais ou avós?
– Como você descreveria sua árvore genealógica?
– Por que algumas características aparecem em algumas gerações e não em outras?
– Pode o ambiente alterar a forma como um gene se expressa?

Avaliação:

A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação e o engajamento dos alunos nas atividades. Será considerado também a qualidade da pintura e a capacidade de relacionar os conhecimentos prévios com as novas aprendizagens.

Encerramento:

Finalizar a aula reforçando a importância da genética na compreensão de nós mesmos e na nossa herança familiar. Incentivar os alunos a continuarem explorando o tema, sugerindo que cada um escolha um traço de sua árvore genealógica e desenvolva mais sobre as influências genéticas em casa.

Dicas:

– Fornecer uma breve lista de leitura adicional sobre genética para aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos.
– Incentivar a discussão em casa com os familiares sobre suas características físicas e ancestralidade.
– Propor que os alunos apresentem suas árvores genealógicas em outras disciplinas ou em um projeto de classe mais amplo.

Texto sobre o tema:

A genética é a ciência que se ocupa do estudo da hereditariedade, e seus princípios foram inicialmente formulados por Gregor Mendel, que, em seus experimentos com ervilhas, descobriu as leis que regem a transmissão de características de pais para filhos. Essa transmissão é realizada por meio de unidades chamadas genes, que são responsáveis por definir características como cor dos olhos, tipo de cabelo e até mesmo certas doenças. A hereditariedade é um dos aspectos fundamentais da biologia, pois nos permite compreender não apenas a diversidade da vida, mas também a semelhança entre os indivíduos de uma mesma espécie.

Os genes são compostos de sequências de DNA, localizado nos cromossomos das células. Cada indivíduo recebe um conjunto de cromossomos de cada um dos pais, carregando assim sua herança genética. Esse processo é complexo, pois envolve não apenas a transmissão de características físicas, mas também a interação dos genes com o ambiente. Desta forma, o ambiente pode influenciar a forma como os genes se expressam, resultando em variações que podem ser observadas ao longo de gerações. A abordagem da arte na aprendizagem sobre genética permite que os alunos explorem esses conceitos de forma criativa, utilizando suas próprias características como ponto de partida para a reflexão sobre a diversidade e a individualidade.

Desdobramentos do plano:

Este plano de aula pode ser desdobrado em uma série de atividades complementares que aprofundem a temática da genética. Uma sugestão é organizar uma exposição das obras produzidas pelos alunos, onde cada um poderá explicar a sua pintura e as características que decidiu destacar. Isso estimulará não apenas a expressão artística, mas também a habilidade de comunicação e debate.

Outra possibilidade é integrar visitas a laboratórios ou centros de ciências, onde os alunos possam vivenciar experimentos relacionados à genética, como o uso de modelos de DNA e as técnicas de edição genética. As aulas podem ser desenvolvidas com recursos digitais, como vídeos e animações, que facilitem a compreensão de conceitos complexos, estimulando um aprendizado dinâmico e interativo.

Adicionalmente, a inclusão de temas como bioética e a discussão das implicações sociais da manipulação genética pode ser abordada em discussões em sala de aula, permitindo que os alunos expandam seus conhecimentos e desenvolvam um sentido crítico sobre questões atuais relevantes, como a edição genética e a biotecnologia.

Orientações finais sobre o plano:

Esse plano de aula deve ser implementado de forma flexível, permitindo que os alunos se sintam à vontade para expressar suas ideias e questionamentos. A interação e a troca de experiências são essenciais para o fortalecimento do aprendizado. Incentivar a participação ativa e a curiosidade dos alunos será crucial para um ensino mais eficaz e envolvente.

A integração de artes e ciências não apenas enriquece o aprendizado, mas também promove habilidades importantes, como a criatividade, o pensamento crítico e a capacidade de se expressar. É importante que o docente esteja preparado para adaptar o plano de acordo com as necessidades e interesses do grupo, explorando o potencial de cada aluno.

Promover um espaço onde a curiosidade é bem-vinda, e as perguntas são encorajadas, se tornará fundamental para instigar o interesse pela genética e suas múltiplas facetas, fomentando uma aprendizagem significativa e duradoura. Isso é particularmente importante em tempos onde a compreensão científica é essencial para a formação de cidadãos críticos e informados.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Caça às Características: Criar uma dinâmica de grupo onde os alunos devem encontrar colegas que compartilhem semelhanças em suas características genéticas. Por exemplo, quem tem olhos castanhos, cabelo cacheado, etc. É uma forma divertida de conhecer a diversidade do grupo.
– Materiais: Cartões com características para serem preenchidos.

2. Jogo da Herança: Utilizar cartas com características genéticas e promover um jogo onde os alunos devem montar sua “família” com as cartas. Eles devem discutir as características e como elas podem ser herdadas.
– Materiais: Cartas impressas de características.

3. Teatro de Pantomima: Os alunos, em grupos, devem representar características genéticas sem falar, enquanto os colegas tentam adivinhar qual é a característica que está sendo expressa. Uma maneira divertida de refletir sobre aspectos visuais.
– Materiais: Nenhum, apenas espaço para a atividade.

4. Desenho por Papéis: Cada aluno deverá iniciar um desenho representando uma característica e, em seguida, trocar com o colega do lado, adicionando algo que representa sua própria herança genética ao trabalho do outro.
– Materiais: Papel e lápis.

5. Experiência de Mixagem de Cores: Utilizar tintas para que os alunos criem uma nova cor que represente uma característica genética. Por exemplo, misturar azul e amarelo para criar verde, e discutir como essas combinações podem ser vistas na genética.
– Materiais: Tintas, pincéis e papel.

Essas sugestões vão enriquecer a experiência de aprendizagem, promovendo a interação, a reflexão e, sobretudo, a apreciação pelo tema, de forma lúdica e divertida.


Botões de Compartilhamento Social