Aprendendo Folclore: O Negrinho do Pastoreiro na Educação Infantil
Este plano de aula tem como objetivo promover o aprendizado sobre o *folclore* brasileiro, focando na narrativa do *Negrinho do Pastoreiro*, uma importante história da nossa cultura popular. Durante a aula, as crianças terão a oportunidade de assistir a uma peça de teatro, participando ativamente de uma roda de conversa e explorando suas habilidades artísticas por meio de desenhos. Esta abordagem permitirá que os alunos compreendam a relevância do *folclore* e desenvolvam competências sociais e emocionais, como empatia, cooperação e criatividade.
A atividade foi elaborada para ser atraente e acessível, respeitando as características e necessidades das crianças entre 3 e 5 anos. Através da *interatividade*, do *teatro* e da *arte*, pretende-se despertar o interesse dos alunos pela cultura brasileira, estimulando uma valorização da diversidade e do respeito por diferentes modos de vida. A proposta é rica em estímulos visuais e sonoros, garantindo que todos os momentos sejam significativos.
Tema: Folclore
Duração: 1 hora
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 3 – 5 anos
Objetivo Geral:
Fomentar o conhecimento e a valorização do *folclore* brasileiro, por meio da apreciação de novas narrativas, da expressão artística e do desenvolvimento de habilidades sociais.
Objetivos Específicos:
– Promover a empatia e a valorização das emoções presentes nas histórias folclóricas.
– Incentivar a autonomia e a confiança nas capacidades individuais através de atividades artísticas.
– Estimular a comunicação oral e a escuta ativa durante a roda de conversa.
– Desenvolver habilidades motoras finas através da prática de desenho e pintura.
Habilidades BNCC:
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções.
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita.
Materiais Necessários:
– Fantasias e adereços para a encenação do Negrinho do Pastoreiro
– Materiais para desenho (papel, lápis de cor, giz de cera)
– Um livro ilustrado ou fantoches que representem a história
– Um espaço demarcado para a apresentação da peça de teatro
– Materiais de limpeza (toalhas, mesas) para garantir a organização após as atividades
Situações Problema:
Como podemos expressar o que sentimos em relação à história do *Negrinho do Pastoreiro*? De que maneira podemos compartilhar nossas opiniões e aprendizagens sobre o *folclore*?
Contextualização:
As histórias folclóricas fazem parte da rica cultura brasileira e são formas de transmitir valores e ensinamentos por meio de narrativas que ressaltam as relações humanas e a natureza. O *Negrinho do Pastoreiro* é uma das histórias que destaca a importância da amizade, da bondade e da coragem, temas que podem ser explorados de maneira lúdica e envolvente.
Desenvolvimento:
1. Abertura: Comece a aula explicando brevemente o que é *folclore* e por que ele é importante na nossa cultura. Use imagens ou pequenas histórias para ilustrar os conceitos.
2. Teatro: Apresente a peça *Negrinho do Pastoreiro* utilizando fantasias e fantoches. Se a turma permitir, envolva as crianças na encenação, permitindo que elas participem ativamente. Durante a apresentação, incentive-as a observar as emoções e as interações entre os personagens.
3. Roda de conversa: Após a apresentação, conduza uma roda de conversa. Pergunte o que as crianças acharam da história, quais sentimentos a narrativa despertou e o que aprenderam sobre o folclore. Essa etapa é crucial para desenvolver a empatia e a comunicação.
4. Desenho: Para finalizar, distribua materiais de desenho e peça para que as crianças façam uma ilustração de sua parte favorita da história ou como elas se sentiram durante a narrativa. Os desenhos podem ser expostos na sala para que todos vejam as diferentes interpretações.
Atividades sugeridas:
1. Teatro do Folclore:
– Objetivo: Apresentar e vivenciar a história do *Negrinho do Pastoreiro*.
– Descrição: A turma irá encenar a história, podendo usar fantasias ou criar seus próprios adereços.
– Instruções: Divida a turma em grupos, dando a cada grupo uma parte da história para representar. Estimule a criatividade, oferecendo sugestões de como interpretar os sentimentos dos personagens.
– Materiais: Fantasias, fantoches e um espaço para apresentação.
2. Roda de Conversa:
– Objetivo: Promover a comunicação e a reflexão sobre a história.
– Descrição: Após a peça, converse com os alunos sobre os sentimentos que o *Negrinho do Pastoreiro* provocou.
– Instruções: Pergunte o que cada um sentiu durante a narrativa, se eles têm histórias semelhantes e o que aprenderam com isso.
– Materiais: Um espaço tranquilo onde todos possam se sentar e ouvir uns aos outros.
3. Desenho ilustrativo:
– Objetivo: Permitir a expressão artística e a comunicação através do desenho.
– Descrição: As crianças vão desenhar sua parte favorita da história.
– Instruções: Ofereça diversos materiais de arte e incentive cada criança a explicar seu desenho para os colegas.
– Materiais: Papel, lápis de cor, giz de cera, canetinhas.
Discussão em Grupo:
A discussão em grupo deve se concentrar em como a história do *Negrinho do Pastoreiro* pode nos ensinar a ser mais gentis e respeitosos. Questione como se sentiriam no lugar do Negrinho e que ações poderiam praticar em suas vidas para serem mais altruístas.
Perguntas:
– O que vocês aprenderam com a história do *Negrinho do Pastoreiro*?
– Como o Negrinho se sentiu em diferentes partes da história?
– O que você faria se estivesse no lugar do Negrinho?
– Como você pode ser um amigo melhor, assim como o personagem da história?
Avaliação:
A avaliação ocorrerá de forma contínua, observando a participação das crianças nas atividades e na roda de conversa. Será importante avaliar como elas expressam suas ideias e sentimentos sobre a história, além de considerar a capacidade de interação e respeito mútuo entre os colegas. O resultado dos desenhos também será uma forma de avaliar a compreensão e a apreciação da temática abordada.
Encerramento:
Finalize a aula destacando a importância do *folclore* e como ele está presente em nossas vidas. Convide as crianças a levarem suas ilustrações para casa e a contarem a história do *Negrinho do Pastoreiro* para suas famílias, celebrando o aprendizado e a cultura brasileira.
Dicas:
– Incentive a criatividade das crianças, permitindo que elas tragam elementos de casa para a encenação, como objetos que representem personagens da história.
– Adapte as histórias para o nível de compreensão dos alunos, tornando-as mais simples ou complexas conforme necessário.
– Utilize músicas ou rimas relacionadas ao folclore para dar um toque especial à aula, criando um ambiente lúdico e envolvente.
Texto sobre o tema:
O *folclore* brasileiro é um vasto universo de histórias, personagens e tradições que refletem a rica diversidade cultural do nosso país. As narrativas, como a do *Negrinho do Pastoreiro*, transmitem ensinamentos, valores e emoções que estão enraizados na vivência de diversas comunidades. Através delas, não só conhecemos diferentes formas de vida, mas também nos conectamos com nossas próprias raízes e valores. O folclore nos ensina a empatizar com o outro, respeitar as diferenças e valorizar o que é nosso, promovendo um sentido maior de comunidade e pertencimento.
O personagem do Negrinho, por exemplo, é mais do que uma figura de uma história; ele simboliza a luta contra a injustiça e a resiliência. Este relato cultural nos convida a refletir sobre a importância da bondade e da amizade, mostrando que, mesmo diante das dificuldades, a esperança pode prevalecer. A prática do teatro e das rodas de conversa nas aulas de *Educação Infantil* propicia um espaço valioso onde a crianças expressam seus sentimentos, compartilham experiências e desenvolvem sua comunicação e empatia, essenciais para a convivência social.
Por fim, a expressão artística através de desenhos e narrativas, mesmo nas mais simples formas, potencializa a criatividade dos alunos. Ela se torna uma ferramenta poderosa para que as crianças possam interpretar e reinterpretar o que aprenderam, possibilitando um aprendizado lúdico que vai além da sala de aula. O *folclore* brasileiro, portanto, não é apenas um conjunto de histórias; é uma linguagem que nos permite dialogar com o passado, com o presente e, especialmente, com quem somos.
Desdobramentos do plano:
A continuidade do plano pode ser abordada em diversas aulas futuras. Um desdobramento importante é a introdução de outros personagens e histórias do folclore brasileiro, como a *Mula Sem Cabeça*, *Iara* e *Saci Pererê*. Esses personagens também têm suas narrativas e culturas que podem ser exploradas em diferentes contextos, promovendo um aprofundamento na discussão sobre *identidade* cultural e *diversidade*. Os alunos podem criar uma “biblioteca de folclore” na sala de aula, onde cada história pode ser lida e recontada, incentivando a linguagem oral e a expressão artística.
Outra possibilidade é incentivar as crianças a trazem histórias de *folclores* de suas próprias famílias. Isso poderia fomentar uma integração maior da cultura familiar na escola e valorizar a transmissão de saberes entre as gerações. O tema também poderá ser incluído em projetos interdisciplinares, que envolvem a arte, a música e a literatura, promovendo uma experiência de aprendizagem mais holística e significativa.
Por último, pensando em um projeto de final de semestre, os alunos poderiam organizar uma feira cultural onde as histórias de *folclores* aprendidas ao longo do tempo seriam apresentadas para os pais e para a comunidade. Fomentar o intercâmbio cultural vai além da sala de aula, permitindo que as crianças e suas famílias se conectem e se conheçam melhor através das histórias que dividem.
Orientações finais sobre o plano:
É fundamental que os educadores adotem uma postura flexível durante a execução do plano de aula. Esteja atento às reações das crianças e adapte as atividades conforme o envolvimento ou o entendimento delas. A ênfase deve ser sempre no aprendizado de forma divertida e envolvente. As reações e interações durante a roda de conversa são indicadores valiosos de como as crianças estão internalizando as lições e sentimentos que a história proporciona.
É recomendável também que o professor se familiarize bastante com a história do *Negrinho do Pastoreiro*, inclusive conduzindo leituras antes da aula, para que muitas informações enriquecedoras possam ser passadas aos alunos. Utilize recursos como músicas e ritmos que conectem com a narrativa, promovendo um ambiente mais dinâmico e que motive as crianças a participarem ativamente.
Por fim, o ensino do *folclore* deve nunca se limitar a uma única aula ou atividade. É um tema vasto e rico, envolvendo emoções, aprendizado cultural e descobertas importantes sobre si mesmos e sobre o outro. Portanto, qualquer oportunidade para revisitar e explorar novamente esse tema será sempre bem-vinda e enriquecedora, moldando a identidade cultural e social dos pequenos em formação.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Teatro de Fantoches:
– Objetivo: Incentivar a criatividade e a expressão oral.
– Descrição: As crianças poderão criar seus próprios fantoches representando personagens do folclore para recriar suas histórias favoritas.
– Materiais: Sacos de papel, canetinhas, tecidos e outros materiais para a confecção dos fantoches.
– Modo de condução: Após a criação, cada aluno poderá apresentar seu fantoche e a história que representa, promovendo assim a fala e a socialização.
2. Danças Folclóricas:
– Objetivo: Desenvolver a expressão corporal e cultural.
– Descrição: As crianças aprenderão danças tradicionais relacionadas com as histórias folclóricas apresentada.
– Materiais: Espaço amplo e música folclórica.
– Modo de condução: Ensine um passo a passo de uma dança e permita que as crianças improvisem movimentos que acham que combinam com a história.
3. Caça ao Tesouro Folclórico:
– Objetivo: Estimular o trabalho em equipe e a exploração.
– Descrição: Realizar uma caça ao tesouro onde as pistas estejam baseadas em contos folclóricos.
– Materiais: Cartões com enigmas ou dicas que levem a diferentes elementos da história.
– Modo de condução: Distribuir as pistas em local seguro e permitir que os alunos trabalhem em grupos para resolvê-las, aprendendo no processo.
4. Diário de Histórias:
– Objetivo: Fomentar a escrita e a autoexpressão.
– Descrição: As crianças terão um “diário de histórias” onde poderão desenhar e escrever um pouco sobre as histórias que aprenderam.
– Materiais: Cadernos, lápis, canetinhas.
– Modo de condução: Propor que as crianças após as aulas façam anotações e depois compartilhem o que escreveram e ilustraram, ampliando a discussão.
5. Músicas e Rimas do Folclore:
– Objetivo: Desenvolver a memória auditiva e o gosto pela literatura.
– Descrição: Apresentar músicas e cantigas tradicionais que estão igre.
– Materiais: Instrumentos musicais simples (pandeiro, chocalhos).
– Modo de condução: Ensinar uma música e convidar as crianças para tocarem também instrumentos, promovendo um ritmo e uma execução em grupo.
Essas sugestões fazem parte de um jardim de experiências que pode florescer em diferentes espaços e contextos, proporcionando às crianças um aprendizado lúdico e significativo que vai muito além das paredes da sala de aula.