“Aprendendo Folclore: Atividades Lúdicas para Educação Infantil”
A proposta deste plano de aula é proporcionar uma rica experiência de aprendizado voltada para o folclore, especificamente para crianças bem pequenas no período da Educação Infantil. É fundamental que as atividades e abordagens adotadas sejam lúdicas e atraentes, permitindo que os alunos se conectem com a cultura brasileira através de brincadeiras, contação de histórias e pinturas com lápis de cor. O foco é não apenas no aprendizado da temática folclórica, mas também no fortalecimento de habilidades sociais, emocionais e motoras.
Neste contexto, as crianças explorarão personagens e histórias do folclore, aprendendo sobre a diversidade cultural do Brasil de forma divertida. Atividades práticas e interativas irão estimular a criatividade e a expressão emocional, além de promover o convívio social saudável entre os pequenos. As brincadeiras e as narrativas do folclore servirão como ponto de partida para o desenvolvimento das habilidades fundamentais nessa faixa etária.
Tema: Folclore
Duração: 200 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 3 anos
Objetivo Geral:
Promover a interação e a expressão criativa das crianças bem pequenas através de atividades lúdicas relacionadas ao folclore, estimulando a socialização, a autonomia e o respeito às diferenças.
Objetivos Específicos:
– Introduzir as crianças ao universo do folclore brasileiro, destacando suas principais figuras e histórias.
– Fomentar a socialização e a comunicação entre as crianças através de jogos e atividades em grupo.
– Desenvolver habilidades motoras finas por meio da pintura e manipulação de materiais.
– Estimular a imaginação e a criatividade das crianças nas contações de histórias.
– Promover a apreciação pela diversidade cultural e o respeito pelas diferenças.
Habilidades BNCC:
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
– (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– (EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.
– (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
– (EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações.
– (EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
Materiais Necessários:
– Livros de histórias do folclore brasileiro (ex: Saci Pererê, Curupira, Iara)
– Lápis de cor
– Papéis em branco e coloridos
– Materiais para colagem (papéis, tesoura, cola)
– Bonecos ou fantoches (opcional)
– Espaço amplo para atividades físicas
Situações Problema:
Como as histórias do folclore podem nos ensinar a respeitar e valorizar a diversidade cultural que nos cerca? Que personagens podemos encontrar nas histórias de nosso folclore e quais suas características?
Contextualização:
As crianças ouvirão histórias do folclore que refletem costumes, mitos e lendas do Brasil. A abordagem lúdica e interativa permitirá às crianças vivenciar emoções e compreender melhor as tradições culturais. Além disso, as atividades práticas como pintura e jogos ajudarão a consolidar o aprendizado de maneira divertida.
Desenvolvimento:
Na primeira fase, será feita a contação de histórias onde o professor irá ler ou narrar histórias folclóricas, utilizando ilustrações para captar a atenção das crianças. Após as histórias, os alunos poderão discutir sobre os personagens e suas características. O professor pode fazer perguntas simples para instigar a imaginação, como “O que você acha que o Saci gosta de fazer?”.
A segunda fase envolverá… a atividade de pintura. As crianças devem desenhar seus personagens preferidos utilizando lápis de cor, sendo incentivadas a compartilhar suas escolhas com o grupo. Isso não só desenvolve a habilidade manual, mas também promove a comunicação e o respeito às opiniões dos colegas.
A terceira fase consistirá em brincadeiras em grupo, como imitar os movimentos dos personagens folclóricos. Por exemplo, pular como o Saci ou correr como o Curupira. Essa atividade reforça a expressão corporal e o entendimento de que cada personagem possui suas peculiaridades.
Atividades sugeridas:
– Dia 1: Contação de histórias. O professor lerá o livro do Saci Pererê para as crianças. Após a leitura, as crianças dialogarão expressando o que entenderam.
Materiais: Livro do folclore.
Objetivo: Desenvolver a oralidade e a escuta.
Adaptação: Para crianças com dificuldades de concentração, pode-se usar fantoches para representar a história.
– Dia 2: Pintura do personagem favorito. As crianças usarão lápis de cor para desenhar seu personagem.
Materiais: Lápis de cor, papel.
Objetivo: Melhorar a coordenação motora fina.
Adaptação: Oferecer papéis em tamanhos diferentes para atender a diferentes preferências.
– Dia 3: Brincadeira com música do folclore. O professor colocará uma música folclórica e as crianças devem dançar como seus personagens preferidos.
Materiais: Música folclórica.
Objetivo: Estimular a movimentação e as referências culturais.
Adaptação: Para crianças que não conseguem se movimentar, podem ser oferecidos objetos para agitar ao ritmo da música.
– Dia 4: Jogo de imitação onde as crianças devem representar os personagens do folclore.
Materiais: Espaço amplo.
Objetivo: Incentivar a criatividade e a expressividade.
Adaptação: Crianças que se sentirem tímidas podem participar apenas como observadoras.
– Dia 5: Criação de uma mini peça de teatro com os personagens que aprenderam.
Materiais: Bonecos ou fantoches.
Objetivo: Fomentar a criatividade e a socialização.
Adaptação: Permitir que as crianças queiram contar a história em duplas ou pequenos grupos, para que se sintam mais confortáveis.
Discussão em Grupo:
Reunir as crianças para compartilhar suas experiências sobre as histórias e personagens que mais gostaram. Promover um ambiente em que cada criança possa expressar suas opiniões e sentimentos em relação ao que aprenderam.
Perguntas:
– Qual personagem do folclore você mais gosta e por quê?
– O que você aprendeu com a história do Saci?
– Como você se imagina fazendo as brincadeiras dos personagens?
Avaliação:
A avaliação será feita de forma contínua, observando a participação, a interação e a capacidade de expressar conhecimentos adquiridos. O professor registrará as observações em um diário de bordo, permitindo identificar o progresso das crianças ao longo da semana.
Encerramento:
Para encerrar, o professor pode fazer uma roda de conversa em que as crianças compartilham algo que aprenderam. Seria interessante também repassar brevemente todas as histórias contadas, reforçando o aprendizado.
Dicas:
– Utilize recursos visuais como cartazes com imagens dos personagens folclóricos.
– Crie um ambiente acolhedor e motivador para as crianças se sentirem confortáveis em compartilhar suas opiniões.
– Varie as atividades durante a semana para manter o interesse e a atenção das crianças.
Texto sobre o tema:
O folclore brasileiro é um universo rico e diversificado que reflete as tradições e a cultura do povo. Ele é formado por uma variedade de lendas, mitos e contos que representam a diversidade de etnias que compõem a sociedade brasileira. As histórias que giram em torno de personagens como Saci, Curupira, Iara, entre outros, são não apenas entretenimento, mas também importantes formações de identidade cultural. Ao contar essas histórias para as crianças, estamos não apenas compartilhando um aspecto importante da nossa cultura, mas também proporcionando um momento de aprendizado e reflexão sobre valores como solidariedade, respeito e amor à natureza.
Nessa jornada através do folclore, os alunos têm a oportunidade de desenvolver um senso crítico e criativo. Através das narrativas e das brincadeiras, eles são levados a entender e respeitar a diversidade de ideias e culturas existentes ao nosso redor. Essas experiências formativas são essenciais não apenas para a construção de um conhecimento mais amplo, mas também para auxiliar a formar cidadãos mais conscientes e respeitosos.
Finalmente, a inclusão de atividades práticas e lúdicas, como a pintura, não só estimula a criatividade dos pequenos, mas ainda ajuda a desenvolver habilidades motoras finas que são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Ao explorar cores, texturas e formatos, as crianças têm a chance de expressar suas individualidades e, ao mesmo tempo, conectarem-se com um legado cultural que faz parte de nossa identidade como nação.
Desdobramentos do plano:
Após a conclusão das atividades planejadas, o professor pode explorar novos caminhos relacionados ao folclore. Por exemplo, uma sugestão é promover uma semana temática onde cada dia seja dedicado a um tipo diferente de folclore, explorando também lendas de outros países para comparar com as brasileiras. Este exercício poderia levar as crianças a uma maior apreciação da diversidade cultural global, enquanto mantém o foco na cultura local.
Outra proposta é promover uma apresentação ao final da semana, onde as crianças possam compartilhar com os pais e outros membros da escola o que aprenderam. Isso não só valida o aprendizado delas, mas também cria um ambiente de festividade onde as histórias e os personagens ganham vida através da encenação. Isso ajuda a reforçar a confiança das crianças e a importância da comunicação interpessoal, habilidades fundamentais conforme indicado nas diretrizes da BNCC.
Além disso, integrar outras linguagens artísticas, como a música e a dança, pode enriquecer ainda mais a experiência educacional. É interessante incluir músicas folclóricas nas atividades de dança, fazendo com que as crianças se sintam cada vez mais envolvidas e motivadas a explorar aspectos variados do folclore. Isso ajudará a solidificar o aprendizado de maneira prazerosa e rica em memórias significativas que as crianças terão.
Orientações finais sobre o plano:
É importante que o professor se sinta à vontade para adaptar as atividades conforme as necessidades específicas da turma, respeitando o ritmo de cada criança. O foco deve ser sempre o aprendizado lúdico, onde cada atividade é um convite para novas descobertas. Ao planejar, deve-se considerar as diferentes formas como as crianças se comunicam e interagem, garantindo que todos tenham oportunidade de se expressar e vivenciar plenamente cada atividade proposta.
As turmas de crianças bem pequenas são, geralmente, bastante dinâmicas e variadas, então é essencial ser flexível e estar preparado para mudar a abordagem se necessário. O mais importante é criar um ambiente seguro onde as crianças possam explorar, criar e se divertir. Isso incentivará não apenas o aprendizado, mas também relacionamentos saudáveis entre elas, promovendo um espaço de cuidado e respeito.
Por fim, é fundamental que os professores reflitam sobre as experiências obtidas ao longo do plano e considerem quais aspectos funcionaram bem e quais podem ser melhorados em futuras implementações. Essa prática reflexiva é essencial para o aprimoramento contínuo da prática pedagógica e para a construção de um ambiente de aprendizado cada vez mais inclusivo e enriquecedor.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
– Brincadeira do Fantoche: As crianças poderão criar seus próprios fantoches a partir de material reciclável, representando personagens do folclore. A atividade promove habilidades manuais e a criatividade.
Materiais: Sacos de papel, canetinhas, tesoura, cola.
Objetivo: Estimular a criatividade e a expressão.
– Música e Movimento: Propor uma atividade onde as crianças reproduzam sons de personagens do folclore, como o som do sapo, do vento e da chuva. Isso estimula a exploração sonora e a expressão corporal.
Materiais: Instrumentos musicais simples (como tambores).
Objetivo: Explorar sons e ritmos do folclore.
– Trilha do Saci: Criar um circuito no espaço da sala que simule uma “trilha” e, ao longo da trilha, as crianças precisam completar atividades que representem o folclore, como pular como o Saci ou dançar como a Iara.
Materiais: Fitas coloridas, objetos decorativos.
Objetivo: Desenvolver coordenação motora e a noção de espaço.
– Jardim Encantado: As crianças podem plantar sementes ou mudas no espaço da escola e associar essa atividade a contação de histórias sobre o Curupira, que protege as florestas. Isso ensina sobre a natureza e a importância do cuidado ambiental.
Materiais: Sementes, terra, vasos.
Objetivo: Promover a responsabilidade e o cuidado com a natureza.
– Teatro de Sombras: Usar uma lona ou papel grande para criar um teatro de sombras, onde as crianças poderão recriar histórias do folclore projetando suas sombras. Seria uma forma inovadora de contar histórias clássicas.
Materiais: Lona, lanternas, bonecos recortados.
Objetivo: Estimular a criatividade e o trabalho em grupo.

