“Aprendendo e Brincando: Plano de Aula com Bambolê para Crianças”
A presente proposta de plano de aula é especialmente dirigida para crianças bem pequenas, com idades compreendidas entre 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. O foco desse plano é explorar atividades lúdicas que utilizem o bambolê como ferramenta principal de desenvolvimento motor, social e emocional dos alunos. As brincadeiras com bambolê não apenas promovem a coordenação motora, mas também permitem que as crianças tenham experiências de socialização, compartilhamento e respeito às regras em um ambiente seguro e divertido.
Ao longo dessa semana, os educadores terão a oportunidade de trabalhar com as crianças elementos como movimento, criatividade e interação social, propiciando um espaço onde as crianças possam expressar-se e interagir de maneira saudável umas com as outras. O plano está concebido de forma a respeitar as particularidades da faixa etária, garantindo que as atividades sejam acessíveis e estimulantes, promovendo assim um efetivo aprendizado e desenvolvimento.
Tema: Brincadeira com Bambolê
Duração: 5 dias
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Bem Pequenas
Faixa Etária: 3 e 4 anos
Objetivo Geral:
Promover o desenvolvimento motor, social e emocional das crianças por meio de brincadeiras com bambolê, estimulando a interação, compartilhamento e criatividade.
Objetivos Específicos:
– Proporcionar experiências de movimento e deslocamento utilizando o bambolê, desenvolvendo a coordenação motora.
– Estimular a comunicação entre as crianças, facilitando o compartilhamento de ideias e experiências.
– Desenvolver a noção de espaço e das regras básicas de convívio social durante as atividades.
– Promover a criatividade, permitindo que as crianças explorem diferentes possibilidades de brincar com o bambolê.
Habilidades BNCC:
– (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
– (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
– (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
– (EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc.
– (EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).
Materiais Necessários:
– Diversos bambolês de tamanhos variados.
– Brinquedos e outros objetos para interações.
– Música infantil para estímulo durante as atividades.
– Papel e tintas para atividades artísticas.
Situações Problema:
– Como fazer diferentes tipos de movimentos dentro e fora do bambolê?
– Como podemos brincar juntos de forma divertida com os bambolês?
– Que sons conseguimos criar utilizando os bambolês?
Contextualização:
A utilização do bambolê permite que as crianças se sintam livres para explorar seu corpo e a forma como ele se movimenta no espaço. Essa prática lúdica incentiva a socialização entre os pequenos, o que é fundamental para seu desenvolvimento psicológico e emocional. Além disso, a proposta de brincar com os bambolês estimula a percepção de limitações e desafios, que são importantes para a construção da confiança que as crianças precisam desenvolver desde cedo.
Desenvolvimento:
Durante a semana, os educadores poderão implementar as seguintes atividades, divididas por dias, cada uma com seus respectivos objetivos, descrições e sugestões de adaptação.
Atividades sugeridas:
Dia 1: Introdução ao bambolê
– Objetivo: Familiarização com o objeto e exploração do movimento.
– Descrição: Apresentar o bambolê para as crianças, incentivando-as a segurá-lo e a perceber suas formas e cores. As crianças devem ser levadas a brincar livremente, experimentando entrar e sair do bambolê.
– Instruções: Enquanto as crianças brincam, o educador pode improvisar uma música e incentivar a movimentação ao som dela.
– Sugestões de adaptação: Caso uma criança tenha alguma limitação motora, o educador pode propor atividades de tocar e ajudar em movimentos em grupo.
Dia 2: Movimentação ao redor do bambolê
– Objetivo: Explorar a noção de espaço e distância.
– Descrição: Criar um espaço onde os bambolês estão dispostos no chão. As crianças devem se deslocar entre os bambolês, orientando-se sobre os conceitos de dentro, fora, acima e abaixo.
– Instruções: Perguntar para as crianças como elas podem se mover de formas diferentes ao redor do bambolê (pular, rodar, rastejar) e fazê-las imitarem.
– Sugestões de adaptação: Utilizar marcadores coloridos no chão para ajudar crianças a compreenderem as distâncias.
Dia 3: Criação de histórias com bambolês
– Objetivo: Estimular a imaginação e a comunicação.
– Descrição: Propor às crianças que cada uma crie uma “história” onde o bambolê é o personagem principal, utilizando o espaço disponível.
– Instruções: As crianças podem narrar suas histórias e criar uma sequência de movimentos que representem a narrativa contada.
– Sugestões de adaptação: Para crianças tímidas, permitir que elas se unam em grupos para contar histórias coletivamente.
Dia 4: Música e dança com o bambolê
– Objetivo: Aumentar a coordenação motora e a expressão corporal.
– Descrição: Colocar músicas animadas e incentivar as crianças a dançar segurando seus bambolês.
– Instruções: Durante o ritmo da música, sugerir diferentes movimentos que podem ser feitos com o bambolê, como girar, balançar e até mesmo criar formações em grupo.
– Sugestões de adaptação: Criar uma dança com passos simples que as crianças possam acompanhar facilmente.
Dia 5: Conclusão e exposição dos aprendizados
– Objetivo: Consolidar o que foi aprendido e compartilhar experiências.
– Descrição: Organizar uma “feira de brincadeiras com bambolê”, onde cada criança pode mostrar seu movimento favorito ou a história que criou.
– Instruções: Encorajar as crianças a falarem sobre o que mais gostaram nas atividades da semana.
– Sugestões de adaptação: Permitir que as crianças queiram colaboradores que podem ajudar a contar histórias ou realizar os movimentos.
Discussão em Grupo:
Após cada atividade, promover um momento onde as crianças possam compartilhar o que acharam mais divertido, como se sentiram durante os exercícios e se enfrentaram alguma dificuldade nas atividades.
Perguntas:
1. O que você mais gostou de fazer com o bambolê?
2. Como você se sentiu quando saiu ou entrou no bambolê?
3. Que sons diferentes conseguimos fazer com os bambolês?
Avaliação:
A avaliação será feita de forma informal, observando o envolvimento das crianças nas atividades, sua capacidade de compartilhar, respeitar regras e trabalhar em conjunto. Ao final da semana, a construção de um mural com desenhos e escritos sobre as experiências vivenciadas também servirá como um registro do que foi aprendido.
Encerramento:
Encerrar as atividades com uma roda de conversa onde as crianças poderão relembrar e discutir o que aprenderam e as experiências que mais gostaram. Poderiam, ainda, contar alguma novidade que gostariam de experimentar na próxima semana.
Dicas:
1. Crie um ambiente seguro e lúdico, onde as crianças se sintam confortáveis para explorar.
2. Incentivar a participação ativa de todos e reforçar comportamentos de respeito e solidariedade.
3. Utilizar músicas e ritmos variados para tornar as atividades mais dinâmicas e engajadoras.
Texto sobre o tema:
O uso do bambolê na educação infantil é uma prática que traz não apenas benefícios físicos, mas também cognitivos e socioculturais. As crianças, durante a primeira infância, estão em um período crucial de desenvolvimento motor e social, e linguagem e comunicação se tornam fundamentais para a formação da identidade e da autoconfiança. Ao manipular e brincar com o bambolê, os pequenos não apenas trabalham a habilidade motora…
A capacidade de expressar-se e compreender as interações sociais é igualmente relevante. O bambolê, como recurso lúdico, proporciona oportunidades únicas para que as crianças desenvolvam essas interações. A prática de compartilhar o espaço e os materiais com os colegas resulta na construção de laços que podem se transformar em amizades duradouras e em um ambiente escolar mais harmonioso. Durante as atividades, as crianças aprendem a se comunicar, a expressar suas emoções e a respeitar as diferenças entre si, promovendo uma cultura de inclusão e respeito mútuo dentro do grupo.
Além do mais, brincar com o bambolê criatividade e imaginação. Esse instrumento simples se torna um veículo para a expressão de ideias, sentimentos e histórias, permitindo que os pequenos criem mundos novos e se sintam protagonistas de suas narrativas. Cada movimento, cada girar e cada transição abre espaço para que eles explorem suas capacidades e se sintam empoderados, resultando em um desenvolvimento holístico que vai muito além da sala de aula.
Desdobramentos do plano:
Os desdobramentos deste plano de aula podem chegar a vários âmbitos do aprendizado em Educação Infantil. A prática do brincar livre, especialmente com um recurso como o bambolê, permite que as crianças explorem não apenas aspectos físicos, mas também emocionais e sociais. Por exemplo, a repetição dos movimentos e o envolvimento em histórias podem fornecer uma estrutura narrativa que as crianças podem retomar, o que levará a um entendimento progressivo do mundo ao seu redor. Essa prática de repetição é fundamental para a construção do conhecimento nesta fase do desenvolvimento humano, uma vez que cria um caminho seguro para que se sintam confiantes em explorar seus desejos e habilidades.
Outro desdobramento importante é a capacidade de fomentar a interação social entre as crianças. À medida que elas se envolvem em jogos com o bambolê, desenvolvem habilidades para se relacionar com os demais, aprendem a compartilhar, a seguir regras básicas e a resolver conflitos de maneira construtiva. Através da criação de pequenos grupos para as atividades, os educadores podem ajudar as crianças a desenvolver essa habilidade de convívio social, abrindo espaço para discussões sobre respeito e amizade, essenciais para o crescimento emocional.
Por fim, a proposta de utilizar o bambolê nas atividades diárias estimula a criação e a improvisação. As crianças se tornam ativas em sua própria educação, desenvolvendo não só a percepção do corpo, mas também a capacidade e a liberdade de criar, inovar e se expressar. Essas são habilidades que perdurarão por toda a vida, sendo essenciais para o desenvolvimento não apenas no contexto escolar, mas também em suas futuras interações na sociedade.
Orientações finais sobre o plano:
As orientações para o sucesso deste plano de aula inicia-se por meio da observação cuidadosa dos comportamentos das crianças durante as atividades. O educador deve estar atento ao seu envolvimento, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar e se sentir incluídos. É fundamental que os momentos de brincadeira sejam mediados de forma a proporcionar segurança, além de instigar a curiosidade e o desejo de experimentar, características inerentes à infância.
Além disso, é importante ressaltar que a adaptação das atividades deve ser uma constante. Cada criança tem seu próprio ritmo e forma de aprendizado, e isso deve ser respeitado. Os educadores devem estar prontos para alterar as propostas, oferecendo alternativas que possam atender diferentes perfis de alunos dentro da sala de aula. Essa flexibilidade ajudará a criar um ambiente acolhedor e de aprendizado para todas as crianças, possibilitando que cada uma delas se sinta valorizada.
Por último, a reflexão sobre a prática é um aspecto que não deve ser negligenciado. Ao final da semana, promover uma reunião de feedback entre os educadores contribui para que as experiências sejam revisadas e aprimoradas, possibilitando que os projetos futuros sejam ainda mais ricos e relevantes para o desenvolvimento das crianças. Essa prática de compartilhamento e reflexão em grupo é o que cimenta as bases de uma educação cooperativa e integrada, refletindo os valores de uma comunidade escolar saudável e dinâmica.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Trilha do Movimento
– Objetivo: Desenvolver a coordenação motora e o reconhecimento de espaços.
– Descrição: Criar um circuito com bambolês espalhados, e as crianças devem pular de um para outro, mantendo um ritmo divertido. Isso promove o desenvolvimento da coordenação e a percepção de espaço.
– Materiais necessários: Bambolês e música animada.
– Modo de condução: Professor deve mostrar como criar o trajeto e convidar os alunos a experimentarem diferentes maneiras de se deslocar.
2. Dança do Bambolê
– Objetivo: Estimular a expressão corporal e o ritmo.
– Descrição: Com música, as crianças dançam segurando o bambolê e, em determinados momentos, o professor poderá pedir para diferentes movimentos, como girar ou levantar o bambolê.
– Materiais necessários: Bambolês e músicas infantis com ritmos variados.
– Modo de condução: Propor que as crianças dancem livremente e que algumas até possam demonstrar seus próprios passos.
3. Bambolê e Arte
– Objetivo: Explorar a criatividade.
– Descrição: As crianças usam os bambolês como molde para desenhos no chão ou na areia, podendo interagir com cores e formas.
– Materiais necessários: Tintas atóxicas, papel grande e pincéis.
– Modo de condução: Cada criança deve posicionar o bambolê no papel e pintar ao redor, criando uma composição artística única.
4. Contação de Histórias
– Objetivo: Desenvolver a habilidade de narrar e criar narrativas.
– Descrição: Criar uma roda de histórias, onde cada criança deve contar uma pequena história usando o bambolê como protagonista.
– Materiais necessários: Bambolês e espaço para o círculo.
– Modo de condução: O educador inicia a primeira história e, depois, passa a vez para as crianças.
5. Rodízio do Bambolê
– Objetivo: Promover o trabalho em equipe e a solidariedade.
– Descrição: Organizar as crianças em grupos, onde devem trabalhar juntas para passar o bambolê entre eles sem utilizar as mãos.
– Materiais necessários: Bambolês e espaço livre.
– Modo de condução: O professor deve explicar a regra e observar como cada grupo se adapta e trabalha em conjunto.
Assim termina o nosso plano de aula, onde o objetivo foi explorar de forma lúdica o uso do bambolê, promovendo o desenvolvimento global das crianças na educação infantil. É importante que cada atividade seja adaptada às necessidades e especificidades das crianças, garantindo um ambiente seguro e estimulante.

