“Aprendendo Alto e Baixo: Atividades Lúdicas para Crianças”
A elaboração deste plano de aula se propõe a explorar o conceito de alto e baixo, utilizando abordagens lúdicas para envolver as crianças pequenas. É fundamental que as atividades estimulem a prática e a construção do conhecimento através do brincar, favorecendo a interação social e a expressão individual. As crianças nessa faixa etária têm uma curiosidade natural pelo mundo ao seu redor, e este plano visa não apenas apresentar os conceitos de forma dinâmica, mas também promover o desenvolvimento de habilidades sociais e motoras.
Neste contexto, o plano apresentado possui uma estrutura flexível e adaptável, adequada para a faixa etária de 3 anos e 11 meses a 5 anos e 11 meses, garantindo uma experiência educativa rica e diversificada. A proposta de trabalhar o tema de forma lúdica permite que as crianças aprendam enquanto brincam, criando um ambiente de aprendizado prazeroso e engajador.
Tema: Conceito Alto e Baixo
Duração: 60 minutos
Etapa: Educação Infantil
Sub-etapa: Crianças Pequenas
Faixa Etária: 3 anos e 11 meses a 5 anos e 11 meses
Objetivo Geral:
Promover o entendimento dos conceitos de alto e baixo através de atividades lúdicas que estimulem a expressão corporal e a interação social, desenvolvendo a coordenação motora e a comunicação entre as crianças.
Objetivos Específicos:
– Realizar comparações simples entre objetos e alturas.
– Promover a coordenação motora através de movimentos que imitam as ideias de alto e baixo.
– Incentivar a comunicação e a expressão das ideias e sentimentos dos alunos ao trabalhar em grupo.
– Utilizar materiais diversos para representar visualmente os conceitos trabalhados.
Habilidades BNCC:
Campo de Experiências “O EU, O OUTRO E O NÓS”
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
Campo de Experiências “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras.
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos.
Campo de Experiências “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
Materiais Necessários:
– Fitas adesivas coloridas para demarcar espaços (alto e baixo).
– Brinquedos de diferentes tamanhos (bloquinhos, bonecos, etc.).
– Almofadas grandes e pequenas.
– Papel e lápis de cor.
– Música de diferentes ritmos (com ênfase no alto e baixo).
Situações Problema:
1. O que acontece quando colocamos um objeto no chão e outro no alto?
2. Como podemos mostrar que algo é alto e que algo é baixo?
3. Quais sentimentos vocês têm ao brincarem em diferentes alturas?
Contextualização:
No cotidiano das crianças, o conceito de alto e baixo é frequentemente percebido em relação a diversos aspectos, como a altura das pessoas, os objetos ao seu redor e a natureza. Para tornar esses conceitos claros e acessíveis, é fundamental utilizar as brincadeiras como uma forma de compreender essas diferenças. Através das atividades, as crianças poderão explorar e vivenciar esses conceitos de maneira prática e visual, estimulando a curiosidade e a interação social.
Desenvolvimento:
As atividades a seguir foram planejadas para serem desenvolvidas em uma única aula de 60 minutos e estão distribuídas em sequência lógica:
1. Roda de Conversa (15 minutos)
– Objetivo: Introduzir o tema e fomentar a participação.
– Descrição: Inicie com uma roda de conversa onde as crianças devem verbalizar o que entendem por alto e baixo. Utilize exemplos do cotidiano, como a altura de pessoas, árvores, etc. Pergunte sobre objetos que elas acham altos ou baixos.
– Instruções: O professor deve facilitar a conversa, garantindo que todas as crianças tenham a oportunidade de falar, e pode usar imagens ou exemplos visuais para ilustrar as comparações.
2. Brincadeira das Alturas (20 minutos)
– Objetivo: Explorar fisicamente os conceitos através do movimento.
– Descrição: Organize as crianças em grupos e distribua as almofadas. Uma parte do grupo deve se posicionar em pé nas almofadas maiores (alto) e a outra no chão (baixo). Altere as posições das almofadas e incentive as crianças a que se movam de acordo com comandos como “alto” e “baixo”.
– Instruções: O professor deve supervisionar e incentivar a colaboração entre os alunos, garantindo que todos possam experimentar a atividade.
3. Arte do Alto e Baixo (15 minutos)
– Objetivo: Aumentar a expressão artística enquanto reafirma os conceitos.
– Descrição: Entregue papel e lápis de cor para que as crianças desenhem objetos que representem alto e baixo. Peça que apresentem seus desenhos para a turma e expliquem o que cada desenho representa.
– Instruções: O professor pode estimular a troca de ideias entre os alunos, ajudando-os a verbalizar os conceitos e incentivar a criatividade.
4. Momento Musical (10 minutos)
– Objetivo: Integrar movimento e ritmo com os conceitos de altura.
– Descrição: Coloque uma música e crie uma dança onde as crianças devem alternar entre movimentos altos (como levantar os braços) e baixos (se agachar).
– Instruções: O professor deve demonstrar os movimentos e incentivar as crianças a se movimentarem livremente, respeitando seus limites.
Atividades sugeridas:
– Discussão de diferentes contextos onde se aplicam os conceitos de alto e baixo (ex: montanhas, prédios, pessoas, etc.).
– Criar uma mural com fotos dos alunos, onde um lado representará “alto” e o outro “baixo”, com ajuda dos adultos.
– Propor um jogo em que um aluno é o “guia” e os outros devem agir de acordo com comandos de “alto” ou “baixo”.
Discussão em Grupo:
Realizar uma roda de reflexão final onde as crianças possam compartilhar o que aprenderam e como se sentiram sobre as atividades. Pergunto a cada uma: “O que você mais gostou de fazer hoje?”.
Perguntas:
– O que é mais alto que você?
– O que você costuma fazer quando quer alcançar algo alto?
– Como se sente quando está em um lugar baixo?
Avaliação:
A avaliação se dará de forma contínua e empírica. O professor deverá observar a participação dos alunos nas atividades, suas interações e a compreensão dos conceitos apresentados. Será importante também avaliar as expressões e os feedbacks durante as atividades e conversas.
Encerramento:
Para finalizar, convoque as crianças para uma roda e agradeça pela participação. Peça que compartilhem um momento alto e um momento baixo que tiveram durante a aula. Isso ajudará a reforçar o aprendizado e a bondade que elas demonstraram umas com as outras durante as atividades.
Dicas:
Sugira que os pais continuem a exploração dos conceitos de alto e baixo em casa através de brincadeiras e observações do cotidiano. Propor atividades que possam reforçar a aprendizagem, como observar prédios altos, árvores e comparar com objetos baixos em casa.
Texto sobre o tema:
O conceito de alto e baixo é fundamental no desenvolvimento da percepção espacial das crianças. Esse entendimento se inicia nas primeiras interações de vida, onde as crianças começam a optar por objetos em diferentes alturas para explorar. Ao introduzirmos esses conceitos por meio da atividade lúdica, proporcionamos um contexto de aprendizado que vai além do simples memorizar de definições. É essencial observar que as crianças têm a habilidade notável de aprender enquanto brincam, e a explor ação das alturas se torna uma oportunidade perfeita para integrar movimento e aprendizado cognitivo.
Durante as actividades, é importante proporcionar um ambiente seguro onde as crianças possam experimentar e expressar-se livremente. A música, os movimentos corporais e a linguagem criativa se entrelaçam, permitindo que os alunos não apenas entendam, mas também sintam o significado de “alto” e “baixo” de forma vivencial. Além disso, por meio do jogo, as crianças desenvolvem e ampliam suas interações sociais, algo que fortalece o sentimento de comunidade e cooperação no grupo, contribuindo assim para um aprendizado significativo e para o fortalecimento de vínculos.
Assim, a prática de atividades que envolvem conceitos abstratos como alto e baixo se torna um ponto de partida para diversas outras aprendizagens. Estimula-se o desenvolvimento da linguagem, da coordenação motora e das relações interpessoais. Ao final, a experiência de aprender sobre alturas se transforma em uma possibilidade de criação de memórias afetivas por meio da convivência e da exploração conjunta do conhecimento.
Desdobramentos do plano:
Após o término do plano, sugerimos explorar os conceitos apresentados em diferentes contextos. Uma sugestão é organizar uma saída pedagógica ao parque, onde os alunos poderão observar e comparar a altura das árvores, dos brinquedos e outros elementos do ambiente natural. Será uma oportunidade de aplicar os conceitos de forma prática, ajudando a consolidar o aprendizado e expandindo as percepções sobre o mundo ao redor.
Além disso, é possível fazer a conexão com outras disciplinas, como a Matemática, ao introduzir a contagem de objetos de diferentes alturas, ou com a Arte, incentivando as crianças a desenhar locais ou brinquedos que associem aos conceitos de alto e baixo. Esse tipo de abordagem multidisciplinar permite que as crianças vejam a interconexão dos saberes, ampliando sua visão sobre o conhecimento.
Por fim, o plano pode ser desdobrado em atividades futuras onde outros conceitos, como longo e curto, possam ser trabalhados de maneira semelhante, garantindo uma sequência de aprendizagem onde os alunos possam ir ampliando seus conhecimentos e compreensões sobre o espaço e a representação de objetos em seu cotidiano.
Orientações finais sobre o plano:
É importante garantir que o ambiente da sala de aula seja acolhedor e propício para experimentação. O professor deve estimular a curiosidade das crianças e promover diálogos que incentivem a reflexão e a troca de ideias. Durante a execução do plano, o docente deve ser um mediador ativo, observando o envolvimento e a interação dos alunos e adaptando as atividades conforme necessário, buscando atender a todos os ritmos de aprendizagem.
Além disso, a utilização de recursos visuais e auditivos pode enriquecer a experiência. Optar por materiais que estimulem a criatividade e a exploração ajuda a cativar a atenção dos alunos e a fixar melhor os conceitos trabalhados. Propor atividades em movimento também é uma estratégia valiosa, pois crianças pequenas aprendem com o corpo e a interação ativa com o ambiente é fundamental para o seu desenvolvimento integral.
Por fim, é aconselhável manter os pais informados sobre o que foi trabalhado em sala de aula e incentivá-los a explorar esses conceitos em casa. O envolvimento familiar no processo educativo é essencial para criar uma continuidade no aprendizado e promover experiências significativas, repletas de apoio e motivação para as crianças.
5 Sugestões lúdicas sobre este tema:
1. Caça ao Tesouro Alto e Baixo: Organizar uma caça ao tesouro onde as crianças devem encontrar objetos altos e baixos pela sala ou pátio. Este jogo ajuda a reforçar a identificação de alturas e estimula a curiosidade.
Materiais: Objetos como caixas, brinquedos, livros.
Objetivo: Aprender a classificar objetos em relação à altura.
Modo de condução: O professor dá pistas sobre o local onde os tesouros estão escondidos e acompanha a atividade, promovendo discussões sobre os objetos encontrados.
2. Teatro de Sombras: Utilizar uma lanterna e silhuetas de objetos altos e baixos, onde as crianças possam criar uma história com os personagens. Isso promove o entendimento dos conceitos de maneira criativa e divertida.
Materiais: Lanterna, cartolina para as silhuetas.
Objetivo: Explorar a criatividade e representar o conceito de modo visual.
Modo de condução: Após as crianças criarem as silhuetas, o professor orienta a formação das histórias e interações entre os personagens.
3. Jogo da Estátua: Levar as crianças a brincar de “estátua”, onde elas devem manter diferentes posições que representem objetos altos e baixos quando a música para.
Materiais: Música.
Objetivo: Reforçar a aprendizagem sobre as diferenças de alturas através do movimento.
Modo de condução: O professor controla a música e incentivar que cada criança mostre sua ideia do que é alto e baixo, garantindo interação e diversão.
4. Construção de Torres: Propor que as crianças construam torres de blocos, onde uma torre deve ser alta e a outra baixa. Depois, deverão apresentar para a turma e exemplificar o que construíram.
Materiais: Blocos de montar.
Objetivo: Incentivar a comparação entre alturas através da construção.
Modo de condução: O professor deve observar as construções e fazer perguntas que incentivem a reflexão sobre as maiores e as menores torres construídas.
5. Contação de Histórias: Utilizar uma história que aborde personagens altos e baixos, como um gigante e um anão. Ao final, discutir com as crianças sobre os personagens e suas características.
Materiais: Livro ou história ilustrada.
Objetivo: Ampliar a compreensão através da linguagem e expressão.
Modo de condução: Incentivar a participação das crianças e a tornarem-se também narradores, promovendo um espaço de colaboração.
Este plano de aula não apenas ensina as crianças sobre conceitos importantes, mas também as torna ativas em seu processo de aprendizagem, promovendo habilidades sociais e motoras em um ambiente lúdico e colaborativo.

