“Aprendendo a Área de Figuras Planas: Plano de Aula para 6º Ano”

A proposta do presente plano de aula visa promover um entendimento ampliado e detalhado sobre a área de figuras planas, um tópico fundamental no aprendizado da Matemática para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. O conteúdo aborda tanto os aspectos teóricos quanto práticos, permitindo que os alunos não apenas compreendam, mas também apliquem os conceitos em diferentes contextos. Para isso, as aulas são estruturadas em atividades diversificadas que envolvem raciocínio lógico, resolução de problemas, interações em grupo e práticas de experimentação com construções geométricas.

Este plano de aula tem como foco principal não apenas a memorização de fórmulas, mas também a conexão com o cotidiano dos estudantes, estimulando sua curiosidade e a busca por aplicações práticas para o que aprendem. Dessa forma, espera-se que os alunos desenvolvam uma compreensão sólida e aplicável à área de figuras planas, tornando-se mais confiantes em suas habilidades matemáticas.

Tema: Área de figuras planas
Duração: 4 horas aulas
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 12 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Compreender e aplicar o conceito de área de figuras planas, analisando suas características e propriedades, estabelecendo relações entre as fórmulas utilizadas e suas aplicações práticas no cotidiano.

Objetivos Específicos:

– Identificar e classificar diferentes figuras planas (triângulos, quadrados, retângulos, paralelogramos).
– Calcular a área de figuras planas utilizando fórmulas adequadas.
– Aplicar a noção de área em contextos cotidianos e resolver problemas práticos.
– Desenvolver a habilidade de trabalhar em grupo, promovendo a troca de ideias sobre o cálculo de área.
– Estimular o pensamento crítico e a resolução de problemas através de desafios matemáticos.

Habilidades BNCC:

– (EF06MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam as grandezas área (triângulos e retângulos), sem uso de fórmulas, inseridos, sempre que possível, em contextos oriundos de situações reais.
– (EF06MA29) Analisar e descrever mudanças que ocorrem na área de um quadrado ao se ampliarem ou reduzirem, igualmente, as medidas de seus lados.
– (EF06MA21) Construir figuras planas semelhantes em situações de ampliação e de redução, com o uso de malhas quadriculadas.

Materiais Necessários:

– Papéis quadriculados
– Régua
– Lápis
– Borracha
– Tesoura
– Folhas de cálculo para exercícios
– Cartolinas
– Projetor (opcional)
– Software de geometria (opcional)

Situações Problema:

1. Se uma sala de aula tem 5 metros de comprimento e 4 metros de largura, qual é sua área?
2. Um triângulo possui base de 10 cm e altura de 5 cm. Qual é sua área?
3. Se um retângulo foi ampliado em 50% de suas dimensões, como a área dele se altera?

Contextualização:

A área é um conceito importante que aparece em diversas situações do cotidiano. Saber calcular a área pode ser essencial, por exemplo, ao resolver a necessidade de um espaço para colocar um novo mobiliário em casa, ou ao preparar um jardim. A compreensão da área não se limita à Matemática, mas também se conecta a outras disciplinas, como Física e Artes, onde o espaço e a dimensão são fundamentais.

Desenvolvimento:

As aulas serão divididas em quatro momentos, cada uma com foco específico no conteúdo:

1. Aula 1: Introdução às Figuras Planas
– Apresentar as figuras planas e suas características principais.
– Explicar as fórmulas básicas para calcular a área de cada uma.

2. Aula 2: Cálculo da Área
– Realizar exercícios práticos em sala.
– Propor atividades em grupos onde os alunos possam debater e solucionar problemas envolvendo áreas.

3. Aula 3: Aplicações Práticas
– Propor uma atividade externa em que os alunos meçam e calculem a área de um espaço disponível na escola, como uma quadra ou um jardim.
– Analisar em grupo as respostas e discutir as possíveis variações nos resultados.

4. Aula 4: Projeto Final
– Cada grupo irá criar um projeto que envolva a construção de uma figura plana (como uma casa, um campo de futebol, etc.) e apresentar a área no contexto do que construíram.

Atividades Sugeridas:

1. Atividade 1: Criando Formas
Objetivo: Calcular áreas de formas simples.
Descrição Detalhada: Os alunos utilizarão papéis quadriculados para desenhar diferentes figuras (um quadrado, um retângulo, um triângulo). Após isso, eles deverão calcular a área com auxílio de uma régua.
Materiais: Papéis quadriculados, régua, lápis.
Adaptações: Para alunos com dificuldades, pode-se fornecer modelos a serem preenchidos.

2. Atividade 2: Resolvendo Desafios
Objetivo: Aplicar fórmulas em contextos reais.
Descrição Detalhada: Apresentar aos alunos problemas que envolvam situações práticas, como o cálculo da área de um tapete para uma sala.
Materiais: Folhas de cálculo com problemas.
Adaptações: Em duplas, os alunos podem discutir as respostas antes de apresentar.

3. Atividade 3: Projeto do Jardim
Objetivo: Planejar um espaço real com base nos cálculos realizados.
Descrição Detalhada: Os alunos criarão um projeto de um jardim, decidindo qual será a área que eles terão no espaço da escola, desenhando e calculando as áreas de diversas plantas e caminhos.
Materiais: Cartolinas, lápis e canetas, régua.
Adaptações: Alunos com diferentes habilidades podem trabalhar juntos em grupos.

4. Atividade 4: Feira de Saberes
Objetivo: Apresentar os resultados de forma colaborativa.
Descrição Detalhada: Realizar uma feira onde cada grupo apresentará suas criações, explicando a proposta, as cálculos feitos e a importância da área no design de espaço.
Materiais: Materiais de exposição.
Adaptações: Permitir o uso de recursos visuais diversos.

Discussão em Grupo:

Ao final da atividade prática do Jardim, reunir os grupos e proporcionar um momento de discussão sobre as dificuldades enfrentadas, as diferentes abordagens que surgiram e o que aprenderam sobre a medição de área. Isso permitirá que os alunos troquem experiências e validem diferentes perspectivas sobre o mesmo tema.

Perguntas:

1. Como a forma de um objeto influencia sua área?
2. Quais diferentes contextos você pode pensar em que o cálculo de área é importante?
3. Como a experiência de medir áreas reais mudou sua visão sobre o cálculo matemático?

Avaliação:

A avaliação será tanto processual quanto final, levando em consideração a participação, envolvimento nas atividades de grupo, qualidade das explicações na apresentação final e a precisão nos cálculos apresentados. Uma autoavaliação também pode ser aplicada, onde os alunos reflitam sobre suas aprendizagens.

Encerramento:

Ao final do ciclo de aulas, deve-se promover uma conversa onde os alunos poderão compartilhar suas percepções sobre o cálculo de áreas e como podem aplicar esses conhecimentos em suas vidas fora da escola. Essa prática é importante para fortalecer a conexão entre teoria e prática.

Dicas:

– Estimule os alunos a trazer problemas do dia a dia onde seja necessário calcular áreas.
– Promova a use de tecnologias, como aplicativos de geometria, para enriquecer a experiência da aprendizagem.
– Incentive a utilização de métodos visuais no ensino, como desenhos, diagramas e softwares.

Texto sobre o tema:

A área de figuras planas é um conceito essencial em Matemática que se refere ao espaço bidimensional ocupado por uma figura geométrica. Entender esse conceito é fundamental não apenas em ambientes escolares, mas também em diversas situações cotidianas. Um exemplo comum é a necessidade de calcular a área de um cômodo quando se deseja comprar um novo tapete ou móveis. Cada figura possui sua própria fórmula para cálculo de área, como a de um quadrado, que é dada pela multiplicação do comprimento do lado por si mesmo, e a de um retângulo, que é obtida pela multiplicação da largura pelo comprimento. Os triângulos, por outro lado, têm a área calculada pela fórmula (base × altura) / 2, evidenciando a importância de conhecer todas as características dos triângulos para resolver problemas que se relacionem a eles facilmente.

Além das aplicações práticas, o conceito de área é uma porta de entrada para o estudo mais profundo da geometria e pode se ramificar para entender conceitos de perímetro, ângulos e até mesmo a relação entre diferentes figuras, como polígonos e suas semelhanças. A habilidade de calcular áreas pode ser também um indicador do desenvolvimento do raciocínio lógico dos estudantes. Aprender a raciocinar matematicamente e a aplicar esse raciocínio em problemas que envolvem a prática da vida real é, sem dúvida, uma das mais valiosas habilidades que a educação pode oferecer.

Por fim, o domínio da área de figuras planas permite que estudantes não apenas desenvolvam competências matemáticas, mas também promovam a criatividade ao criar novos espaços ou projetos, refletindo um aprendizado que pode ser muito além do simples cálculo, atingindo uma transformação mais ampla na forma de pensar e agir dos alunos.

Desdobramentos do plano:

Após a conclusão deste plano de aula sobre a área de figuras planas, os educadores podem expandire esse aprendizado incluindo a explore de figuras tridimensionais, levando os alunos a compreender a relação entre volume e área. Essa continuidade permitirá que os estudantes transitem naturalmente entre os conceitos de duas e três dimensões, facilitando a estruturação do aprendizado. Além disso, atividades práticas como construções de modelos em papelão proporcionariam uma aplicação de conceitos matemáticos de maneira tangible, permitindo que os alunos visualizem e interajam com os conceitos na prática.

Outro desdobramento interessante seria a incorporação de aspectos da história da Matemática que envolvem o estudo das áreas, como as contribuições dos antigos egípcios e babilônios para o cálculo das áreas de terrenos e edifícios, promovendo uma conexão entre a Matemática e a sua evolução ao longo do tempo. Isso pode instigar o interesse dos alunos por como a Matemática não é apenas uma questão de números e cálculos, mas uma linguagem que cresce e se adapta com a sociedade.

Por fim, incentivar estudos de campo, onde os alunos possam ir além da sala de aula para medir a área de espaços reais, como parques, irá enriquecer a experiência de aprendizagem, estabelecendo conexões diretas com a realidade ao seu redor e mostrando como a Matemática se faz presente em cada aspecto do cotidiano, desde o planejamento urbano até as práticas agrícolas.

Orientações finais sobre o plano:

Na formalização desse plano, é importante que os educadores se sintam livres para adaptá-lo conforme a realidade de suas turmas e a dinâmica da escola. O aprendizado em Matemática deve ser baseado na participação ativa dos alunos, incentivando sempre que possível o trabalho em grupo e a troca de experiências. É fundamental que se promova um ambiente seguro, onde os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas dúvidas e desafios enfrentados durante as atividades, permitindo que o professor atue como mediador e apoiador do processo.

Outra orientação relevante é a necessidade de se utilizar avaliações formativas ao longo do processo para observar como cada aluno está construindo o conhecimento e ajustando o plano de ensino se necessário. Isso quer dizer que, se algum conteúdo não estiver claro, é preferível revisitar os conceitos, fortalecendo a base de aprendizado para que os alunos possam avançar de maneira sólida.

Em última análise, o objetivo final deste plano deve ser não apenas a aquisição de competências matemáticas, mas o desenvolvimento do interesse e da curiosidade dos alunos em relação à Matemática como um todo, mostrando que ela pode ser uma ferramenta poderosa e criativa que ajudará a moldar suas vidas e suas interações com o mundo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

Sugestão lúdica 1: “Caça ao Tesouro Geométrico”
Objetivo: Proporcionar uma experiência interativa na busca por diferentes figuras geométricas na escola.
Descrição: Os alunos formarão duplas e, munidos de uma lista de figuras (circulos, triângulos, quadrados, retângulos), devem encontrá-las e tirar fotos do que identificarem em cada parte da escola.
Materiais: Lista de figuras e dispositivos para tirar fotos.
Como adaptar: Permitir que os alunos desenhem as figuras que encontrarem, caso não possam fotografar.

Sugestão lúdica 2: “Construindo com Blocos”
Objetivo: Usar blocos de montar para explorar áreas em três dimensões.
Descrição: Os alunos poderão construir figuras tridimensionais e calcular tanto a área das faces como o volume dos blocos.
Materiais: Blocos de montar variados.
Como adaptar: Para grupos de alunos com diferentes ritmos, sugerir construções que variem em complexidade.

Sugestão lúdica 3: “Teatro da Área”
Objetivo: Dramaturgia eática em que os alunos representam o cálculo de área.
Descrição: Cada grupo interpreta uma figura geométrica e realiza uma apresentação, explicando suas propriedades e como calculam a área.
Materiais: Fantasias e elementos de cenário.
Como adaptar: Variar a complexidade das apresentações de acordo com o nível de habilidade de cada grupo.

Sugestão lúdica 4: “Desafio dos Jogos de Tabuleiro”
Objetivo: Integrar Matemática e jogos de estratégia.
Descrição: Organizar uma competição onde os alunos jogam jogos de tabuleiro que envolvem cálculo de áreas para avançar nas partidas.
Materiais: Jogos de tabuleiro relacionados à Matemática.
Como adaptar: Para atender alunos que precisam de mais desafios, criar regras específicas que aumentem a custa do jogo.

Sugestão lúdica 5: “Exposição de Artes Geométricas”
Objetivo: Misturar arte e Matemática na representação de figuras.
Descrição: Os alunos criam obras artísticas inspiradas em figuras geométricas e suas áreas, expondo-as para a turma.
Materiais: Materiais de arte variados (tintas, papéis, tesouras).
Como adaptar: Para alunos com dificuldades motoras, propor o uso de softwares de design em vez de técnicas tradicionais de montagem.

Este plano de aula proporciona uma abordagem abrangente e rica sobre as áreas de figuras planas, resultando em um aprendizado significativo e aplicável que conectará a matemática à vida cotidiana dos alunos.


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