“Aprenda Origami: Diversão e Aprendizado no 1º Ano!”

A proposta deste plano de aula visa introduzir os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao fascinante mundo das brincadeiras com origami. O origami, arte japonesa de dobrar papel, não apenas proporciona momentos lúdicos, mas também contribui para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras, além de estimular a criatividade dos alunos. A atividade será rica em experiências práticas e permitirá que as crianças explorem o conceito de formas e figuras, além de desenvolver sua coordenação motora ao manusear o papel.

Com a abordagem do origami, os alunos poderão trabalhar em equipe, fortalecendo o trabalho colaborativo e as habilidades de comunicação. Ao mesmo tempo, a atividade proporciona um olhar atento sobre as diferenças e semelhanças em estruturas, promovendo a observação detalhada e a descrição de formas, elementos e o uso consciente do material. Assim, o plano foi elaborado para que as crianças possam aprender de forma divertida e significativa, alinhando-se aos princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Tema: Brincadeiras com Origami
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 1º Ano
Faixa Etária: 8 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Estimular o desenvolvimento das habilidades motoras, criativas e colaborativas através da prática de origami, promovendo a aprendizagem de conceitos de forma, espaço e trabalho em equipe.

Objetivos Específicos:

– Realizar dobraduras simples em papel, desenvolvendo a coordenação motora.
– Reconhecer formas geométricas e suas propriedades através das atividades práticas de origami.
– Trabalhar em grupos, fortalecendo as interações sociais e habilidades comunicativas.
– Estimular a criatividade e a imaginação, permitindo que os alunos inventem suas próprias criações a partir das dobraduras.

Habilidades BNCC:

– (EF01AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (dobradura, colagem) fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais.
– (EF12LP17) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, instruções de montagem.
– (EF01MA14) Identificar e nomear figuras planas (círculo, quadrado, retângulo, triângulo) em desenhos apresentados.

Materiais Necessários:

– Papéis coloridos de origami (em diferentes tamanhos e cores)
– Tesouras
– Lápis ou canetas coloridas
– Instruções ilustradas para realizar as dobraduras (em formato impresso)
– Uma mesa ou espaço adequado para a atividade em grupo

Situações Problema:

– Como podemos transformar uma simples folha de papel em algo divertido por meio de dobraduras?
– O que podemos criar a partir do papel que não existia antes?

Contextualização:

O origami é uma prática que remonta a séculos e é muito utilizada em várias culturas, principalmente na japonesa. Além de ser uma forma de arte, é uma excelente forma de desenvolver habilidades motoras e de concentração. Ao realizar suas primeiras dobraduras, as crianças irão aprender sobre formas geométricas, prática da paciência e do controle motor, elementos fundamentais no aprendizado inicial.

Desenvolvimento:

1. Introdução ao Origami (10 minutos): Apresentar brevemente a história do origami, mostrando imagens de diferentes figuras que podem ser feitas. Encorajar os alunos a compartilhar o que eles conhecem sobre a prática.
2. Demonstração (15 minutos): Fazer uma demonstração simples de como criar uma dobradura básica, como uma pipa ou um barco. Explicar cada passo de forma clara e objetiva.
3. Atividade em Grupo (20 minutos): Dividir os alunos em pequenos grupos. Cada grupo deverá seguir as instruções para criar uma figura específica de origami. É interessante distribuir diferentes figuras entre os grupos, para que cada um se sinta incentivado a adaptar e criar novas formas.
4. Apresentação das Criações (5 minutos): Pedir aos grupos que apresentem suas figuras e falem um pouco sobre o processo de criação, o que aprenderam e as dificuldades enfrentadas.

Atividades sugeridas:

1. Dia 1 – Introdução ao Origami:
Objetivo: Introduzir a arte do origami.
Descrição: Através de um vídeo ou apresentação, mostrar os tipos de origami que existem.
Instruções: Permitir que os alunos escolham um tipo de origami que gostariam de aprender.
Materiais: Projetor, papel de origami.
Adaptações: Para alunos com dificuldades motoras, pode-se permitir o uso de papéis mais grossos ou a assistência de colegas.

2. Dia 2 – Dobrados Básicos:
Objetivo: Aprender a fazer a primeira dobradura.
Descrição: Ensiná-los a fazer uma dobradura simples como um coração.
Instruções: Demonstrar a sequência de passos e ajudar os alunos durante o processo.
Materiais: Papel de origami, instruções impressas.
Adaptações: Estudantes que precisarem podem fazer a dobradura com o auxílio de um parceiro.

3. Dia 3 – Criatividade em Origami:
Objetivo: Incentivar a criatividade e a originalidade.
Descrição: Incentivar os alunos a criar suas próprias figuras a partir da base que aprenderam.
Instruções: Permitir que eles explorem diferentes formas e cores e apresentem suas criações.
Materiais: Papéis de diferentes cores e tamanhos.
Adaptações: Para alunos que tiverem mais dificuldade, propor que criem variações simples das formas aprendidas.

4. Dia 4 – Descrição e Análise:
Objetivo: Promover a reflexão sobre a atividade.
Descrição: Pedir aos alunos que descrevam as formas feitas.
Instruções: Conversar sobre as semelhanças e diferenças entre as figuras.
Materiais: Caderno e lápis.
Adaptações: Alunos que não consigam escrever podem compartilhar oralmente.

5. Dia 5 – Expondo as Criações:
Objetivo: Expor e partilhar as criações.
Descrição: Criar um espaço na sala de aula para expor as figuras de origami.
Instruções: Cada aluno ou grupo explica seu processo criativo e mostra suas figuras.
Materiais: Fita adesiva para pendurar os origamis.
Adaptações: Alunos tímidos podem ter um defensor que possa ajudar a apresentar.

Discussão em Grupo:

No final da atividade, promove-se uma discussão sobre o que cada aluno aprendeu ao longo da semana. Questões como “Qual foi a parte mais divertida do origami?” ou “O que você achou que foi mais difícil?” podem ser levantadas para estimular a comunicabilidade e o respeito às opiniões dos colegas.

Perguntas:

– O que você achou mais interessante sobre a arte de fazer origami?
– Como fazer uma dobradura ajudou você a trabalhar em equipe?
– Quais formas geométricas você identificou durante a atividade?
– O que você gostaria de fazer como próximo origami?

Avaliação:

A avaliação será realizada de forma contínua, observando a participação e engajamento dos alunos nas atividades propostas, seu progresso nas habilidades motoras e a capacidade de trabalhar em colaboração. A produção das dobraduras será também um ponto a ser considerado, analisando o esforço e a criatividade de cada aluno.

Encerramento:

Concluir a aula com uma recapitulação do que foi aprendido e um feedback positivo sobre as criações dos alunos. Reforçar a importância do trabalho em equipe e da criatividade, incentivando os alunos a continuarem explorando o origami em casa ou em outros momentos de lazer.

Dicas:

– Utilize papéis de diferentes texturas e cores para tornar a atividade mais atrativa.
– Crie um ambiente de sala de aula que favoreça a criatividade, decorando o espaço com as produções dos alunos.
– Motive os alunos a ajudarem uns aos outros, fomentando um clima de colaboração e inclusão.

Texto sobre o tema:

O origami, que significa “dobrar papel” em japonês, é muito mais do que uma simples atividade recreativa. Essa arte ancestral promove uma série de benefícios que vão além do prazer estético e do entretenimento. Desde suas origens, o origami tem sido utilizado em diversas culturas não apenas como uma forma artística, mas também como uma ferramenta pedagógica que estimula a lógica e a coordenação motora. Ao dobrar uma folha de papel, as crianças têm a oportunidade de experimentar a mágica transformação de um objeto bidimensional em uma forma tridimensional. O processo de manuseio do papel exige concentração e paciência, e proporciona uma experiência sensorial envolvente, que enriquece o aprendizado.

Além de ser uma prática lúdica, o origami incita a criatividade. Enquanto os alunos são ensinados a criar figuras específicas, eles também são incentivados a modificar e inventar novas criações, explorando assim o potencial de sua imaginação. As atividades de origami não só aprimoram as habilidades motoras finas, mas também fortalecem a memória e a habilidade de seguir instruções. O uso de papéis coloridos e variados durante as atividades artesanais contribui para que as crianças se relacionem com as cores e formas de uma maneira única, e ao mesmo tempo, lúdica.

No contexto escolar, o origami serve como um recurso pedagógico valioso para trabalhar com diversas disciplinas. Na matemática, por exemplo, as crianças podem aprender a identificar e criar diferentes formas geométricas, como triângulos, quadrados e hexágonos. Enquanto isso, na língua portuguesa, elas podem se envolver em atividades de escrita ao descrever suas criações ou ao seguir instruções de montagem. Por meio do origami, os alunos são incentivados a desenvolver habilidades essenciais para o século XXI, como a resolução de problemas, a colaboração e a criatividade, refletindo assim a importância dessa prática no ambiente educacional atual.

Desdobramentos do plano:

O plano de aula sobre origami pode ser estendido para futuras atividades que explorem não apenas a arte de dobrar papel, mas também a conexão desta prática com a cultura japonesa e outras artes. Ao longo do ano letivo, seria interessante promover um “Dia do Origami”, onde os alunos podem apresentar suas criações e compartilhar o que aprenderam. Isso não apenas solidifica o conhecimento sobre origami, mas também promove uma verdadeira celebração da cultura e da arte.

Outra ideia seria enriquecer as aulas de história e geografia alinhadas ao tema, trazendo histórias sobre a origem do origami, sua evolução e suas diferentes formas ao redor do mundo. Isso pode gerar discussões sobre diversidade cultural e comparação entre as tradições artísticas de diferentes lugares, promovendo um entendimento maior do contexto histórico dessas práticas.

Além disso, o uso do origami pode ser aproximado de outras áreas do conhecimento. Ao interligar com a matemática, as crianças podem se aprofundar no estudo das simetrias e proporções presentes nas figuras feitas. Em ciências, os alunos podem explorar a biologia através de figuras que imitam formas de animais e plantas, fazendo assim uma ponte entre o conteúdo artístico e a natureza.

Orientações finais sobre o plano:

É essencial que, ao aplicar este plano de aula, o professor esteja atento às particularidades dos alunos e ao ambiente de aprendizagem que deseja criar. A interação e a comunicação são fundamentais. Portanto, propor discussões e interações após a prática pode revelar o que os alunos absorveram e como se sentiram em relação ao que aprenderam. As instruções devem ser claras e demonstrativas para garantir que todos os alunos possam participar e expressar suas ideias e sentimentos.

O ambiente deve ser acolhedor, permitindo que cada aluno se sinta livre para criar sem medo de errar. A valorização das produções individuais é crucial para fortalecer a auto-estima e confiança das crianças em suas capacidades artísticas e criativas. O professor deve sempre encorajar a experimentação, o que pode augurar novos aprendizados e práticas futuras que expandam o uso do origami.

Por fim, vistas como um elemento valioso da educação, as práticas artísticas como o origami podem e devem ser incorporadas frequentemente no currículo escolar, uma vez que promovem aprendizagens significativas e multifacetadas, aliando diversão, desenvolvimento e prática criativa que pode se desdobrar em diversas áreas.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Origami Musical:
– Objetivo: Associar o movimento e a dança ao origami.
– Descrição: Os alunos fazem suas dobraduras ao som de músicas animadas. A cada mudança de música, eles devem mudar suas criações.
– Materiais: Músicas divertidas e papéis de origami.
– Modo de condução: Criar um ambiente festivo, onde os alunos podem se mover e interagir enquanto praticam a arte de dobrar papéis.

2. Criação de Histórias em Origami:
– Objetivo: Fomentar a narrativa e a criatividade.
– Descrição: Após a criação das dobraduras, os alunos devem inventar uma história envolvendo suas figuras.
– Materiais: Papéis de origami e canetas para anotação.
– Modo de condução: Cada aluno pode compartilhar ou encenar suas histórias para a turma, criando um momento cativante e interativo.

3. Desafio de Colaboração:
– Objetivo: Fortalecer o trabalho em equipe.
– Descrição: Os alunos, divididos em grupos, devem criar uma figura complexa de origami, cada membro pode fazer uma parte da construção.
– Materiais: Papéis variados e necessidades de instruções impressas.
– Modo de condução: As equipes devem colaborar, discutir e criar juntos, promovendo a comunicação e solução de problemas.

4. Origami e Matemática:
– Objetivo: Integrar a matemática ao aprendizado do origami.
– Descrição: Ao dobrar, os alunos contarão e nomearão as formas geométricas encontradas.
– Materiais: Papel de origami e um quadro para registrar as contagens.
– Modo de condução: Discutir as formas geométricas usadas e suas propriedades durante a atividade, estimulando o aprendizado matemático.

5. Expedição de Origami da Natureza:
– Objetivo: Relacionar a arte do origami à natureza.
– Descrição: Os alunos irão criar dobraduras de figuras de animais e plantas para discutir os seres vivos da natureza.
– Materiais: Papéis adequados e referências visuais de plantas e animais.
– Modo de condução: Conduzir uma discussão sobre a importância de cada ser vivo e suas representações artísticas através do origami, promovendo respeito e cuidado com a natureza.

Este plano de aula visa não só proporcionar um aprendizado significativo sobre o origami, mas também criar um ambiente de aula repleto de interação, criatividade e cooperação. Ao envolver os alunos em atividades lúdicas, a aula se torna um espaço onde o aprendizado flui de maneira orgânica e instigante.


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