“Domine a Concordância e Regência: Aprendizado Prático no Ensino Médio”

A Concordância e Regência Verbal e Concordância Nominal são temas essenciais para a construção de uma língua portuguesa que respeita as normas da gramática. No 3º ano do Ensino Médio, esses conceitos são fundamentais não apenas para a comunicação eficaz, mas também para o desenvolvimento do pensamento crítico e analítico dos alunos. O domínio dessa temática propicia habilidades que vão além da escrita e fala corretas, pois instiga uma reflexão sobre as escolhas linguísticas e seu impacto na clareza e na precisão do discurso.

Neste plano de aula, o objetivo é explorar de forma abrangente a concordância e regência verbal e a concordância nominal em contextos que incentivem a aplicação prática do conhecimento gramatical. Serão discutidos exemplos do cotidiano, além de realizar atividades que promovam a prática e a reflexão crítica sobre o uso da língua. Com essa abordagem, busca-se não apenas o aprendizado mecânico das regras, mas uma compreensão mais profunda de como a língua reflete e molda a realidade dos sujeitos que a utilizam.

Tema: Concordância e Regência Verbal e Concordância Nominal
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Médio
Sub-etapa: 3º Ano do Ensino Médio
Faixa Etária: 18 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver nos alunos a habilidade de utilizar corretamente as regras de concordância e regência verbal, além da concordância nominal, promovendo a compreensão crítica da norma padrão da língua portuguesa.

Objetivos Específicos:

– Compreender as regras básicas de concordância verbal e nominal.
– Analisar exemplos de uso adequado e inadequado das regras de concordância e regência.
– Praticar a aplicação de tais regras em produções textuais.
– Refletir sobre a importância da norma padrão em diferentes contextos sociais.

Habilidades BNCC:

– EM13LP08: Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos.
– EM13LP06: Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras.
– EM13LP05: Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumidos e os argumentos utilizados, avaliando sua força e eficácia.

Materiais Necessários:

– Quadro branco e marcadores coloridos
– Projetor e computador para exibição de slides
– Textos impressos com exemplos de concordância e regência
– Folhas de atividades e canetas

Situações Problema:

– Questão 1: Em textos publicitários, como a escolha entre a forma singular e plural pode influenciar a interpretação da mensagem?
– Questão 2: Como a falta de concordância pode afetar a credibilidade de um texto acadêmico?

Contextualização:

A utilização correta da língua é fundamental para a boa comunicação e para a construção de relações de respeito e credibilidade nos mais diversos ambientes, sejam eles acadêmicos, profissionais ou informais. O estudo das regras de concordância e regência se torna imprescindível na formação de cidadãos críticos e conscientes, que saberão se expressar com precisão e adequação.

Desenvolvimento:

1. Introdução ao Tema (10 minutos)
Iniciar a aula apresentando um exemplo prático onde a falta de concordância ou regência provoca ambiguidades ou erros. Por exemplo: “A professora disse que os alunos estava atrasados” e analisar o erro da concordância verbal.

2. Explicação Teórica (15 minutos)
Apresentar as regras básicas de:
Concordância Verbal: Diferença entre sujeito simples e composto, o impacto do núcleo do sujeito na escolha do verbo, e o uso do verbo no infinitivo.
Concordância Nominal: Apresentar conceitos como gênero e número, a relação entre adjetivos e substantivos, e como se deve fazer a concordância de maneira correta em orações.

3. Atividades Práticas (15 minutos)
– Dividir a turma em grupos e distribuir textos com exemplos errôneos. Cada grupo deve identificar os erros e propor correções.
– Os grupos devem apresentar suas correções para a sala, estimulando a discussão sobre as escolhas feitas.

4. Reflexão e Conclusão (10 minutos)
Promover um debate sobre a importância das normas padrão da língua na construção de um discurso claro e persuasivo. Discutir como a linguagem pode influenciar a percepção social.

Atividades sugeridas:

1. Correção de Texto (Grupo)
Objetivo: Identificar e corrigir erros de concordância e regência em um texto apresentado.
Descrição: O professor irá imprimir um texto com erros e cada grupo deverá encontrar e corrigir os erros.
Instruções: Comentar em grupo e apresentar as correções para a turma, justificando as escolhas.
Materiais: Texto impresso com erros.

2. Criação de Frases (Individual)
Objetivo: Aplicar as regras de concordância na produção escrita.
Descrição: Os alunos deverão criar cinco frases que exemplifiquem as regras de concordância verbal e nominal que aprenderam.
Instruções: Após a criação, os alunos trocarão as frases com um colega para revisão.
Materiais: Folhas em branco e canetas.

3. Debate sobre a Norma Padrão (Grupo)
Objetivo: Refletir sobre a importância da norma padrão em diferentes contextos.
Descrição: Dividir a turma em dois grupos, um defendendo a importância da norma padrão e o outro defendendo a variação linguística.
Instruções: Cada grupo deve preparar argumentos e debater os pontos de vista em sala.
Materiais: Nenhum material específico.

Discussão em Grupo:

– Quais as principais dificuldades que vocês encontram no uso da concordância e regência?
– Como a forma como falamos e escrevemos pode afetar a nossa imagem profissional e pessoal?
– É correto dizer que a norma padrão é sempre a melhor opção? Justifique sua resposta.

Perguntas:

– O que caracteriza o uso correto da concordância verbal?
– Em que situações a regência verbal pode gerar confusão?
– Como nós, como falantes, podemos ser agentes de mudanças linguísticas sem perder a clareza e a precisão?

Avaliação:

A avaliação será realizada através da observação das atividades em grupo, das contribuições durante os debates e pela qualidade das frases que cada aluno produzir e corrigir. Os alunos serão encorajados a justificar suas escolhas linguísticas, promovendo o raciocínio crítico e a reflexão sobre o uso da língua.

Encerramento:

Finalizar a aula destacando a importância de uma comunicação clara e efetiva. Reforçar que o domínio das regras de concordância e regência não é apenas uma exigência escolar, mas uma competência fundamental em um mundo cada vez mais comunicativo e digital.

Dicas:

– Incentivar os alunos a lerem textos variados, prestando atenção nas opções de concordância e regência escolhidas pelos autores.
– Criar um quadro de pontos, onde os alunos podem compartilhar erros comuns e suas correções em sala.
– Sugerir práticas de redação onde enfatizem a revisão focando na correção gramatical.

Texto sobre o tema:

A concordância e a regência são elementos fundamentais do sistema gramatical da língua portuguesa, responsáveis pela harmonia e a precisão do discurso. A concordância refere-se à necessidade de os elementos da oração, como o sujeito e o verbo, e os substantivos e adjetivos, estarem em desacordo quanto a gênero e número. Por exemplo, em “As crianças brincaram”, o verbo “brincaram” concorda em número com “as crianças”, que está no plural. Essa concordância é vista como um indicador da correção na escrita e fala e pode influenciar a percepção que os interlocutores têm de um discurso ou texto.

A regência, por sua vez, diz respeito à relação que um termo estabelece com outros na oração, sendo fundamental para a clareza e adequação lexical. Um exemplo clássico é a diferença entre “assistir o filme” e “assistir ao filme”, onde o uso da preposição “a” é crucial para a correta interpretação da frase. Compreender as nuances entre concordância e regência não apenas aprimora a escrita e a fala dos alunos, mas também os capacita a avaliar criticamente textos e a se expressar de maneira eficaz em diversos contextos.

Discutir as regras de concordância e regência é também abordar o que significa ser um falante consciente da língua. Ao refletir sobre suas próprias práticas linguísticas, os alunos são desafiados a considerar não apenas as normas gramaticais, mas também como a linguagem reflete e molda a sociedade na qual estão inseridos. Isso leva a uma maior autoestima linguística e cultural, à medida que eles reconhecem a língua como um potente instrumento de comunicação, criação e transformação social.

Desdobramentos do plano:

A aplicação desse plano de aula pode ser ampliada de diversas formas, permitindo que os alunos não só pratiquem, mas também aprofundem seu conhecimento sobre a língua portuguesa. Uma possibilidade é fazer uma parceria com outras disciplinas, como Literatura, onde se analisa como os grandes autores utilizam a concordância e a regência em seus textos. Tal abordagem interdisciplinar enriquece a compreensão linguística e a apreciação literária dos alunos, contribuindo para uma formação mais holística.

Outro desdobramento viável é a realização de um projeto onde os alunos criem um pequeno documentário sobre a importância do uso correto da língua em diferentes contextos sociais. Isso pode incluir entrevistas com profissionais de diversas áreas, discutindo como a comunicação eficaz é crucial em suas respectivas profissões. Essa atividade incentiva o desenvolvimento de habilidades comunicativas, como oratória e trabalho em equipe, além de reforçar a relevância do que foi aprendido em sala de aula.

Finalmente, uma atividade prática que pode ser interessante é promover um concurso de redação ou de oratória, desafiando os alunos a aplicar as regras de concordância e regência em suas produções. Os alunos podem ser incentivados a escrever de forma criativa, utilizando a língua para explorar temas relevantes e atuais, ampliando assim sua capacidade de argumentação e expressão pessoal.

Orientações finais sobre o plano:

A implementação deste plano de aula requer que o professor esteja atento às dinâmicas e ao perfil dos alunos, adaptando as atividades para garantir que todos participem ativamente. É importante promover um ambiente de aprendizado colaborativo, onde os alunos possam expressar suas dúvidas e incertezas. Incentivar a troca de ideias e a construção coletiva do conhecimento é fundamental para que a aprendizagem se torne mais significativa.

Além disso, o professor deve estar preparado para abordar questões de variação linguística e preconceito linguístico, promovendo um espaço onde a diversidade de expressões e modos de comunicação seja respeitada. O ensino da norma padrão deve ser apresentado com a ressalva de que ela é um dos muitos registros da língua, valorizando as diferentes formas de se expressar presentes no cotidiano dos alunos.

Por fim, reforçar a ideia de que a língua é um organismo vivo e que as regras gramaticais, embora fundamentais, não são rígidas. Elas devem ser constantemente reavaliadas e discutidas, promovendo a reflexão crítica dos alunos em relação às suas próprias práticas comunicativas e à linguagem como um todo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Jogo da Concordância: Criar um bingo de frases onde os alunos devem completar com a forma correta do verbo e os adjetivos, estimulando a prática de concordância nominal e verbal.
Objetivo: Reforçar a prática de concordância de forma divertida.
Materiais: Cartelas de bingo.

2. Teatro Improvisado: Dividir os alunos em grupos e dar a eles frases com erros de concordância. Eles deverão encenar e corrigir os erros falados no ato.
Objetivo: Trabalhar a reflexão e a fala correta em um ambiente descontraído.
Materiais: Frases impressas com erros.

3. Crie Seu Jargão: Os alunos devem criar um “jargão da turma”, criando frases com erros de concordância e regência, e levar um colega a corrigir.
Objetivo: Encorajar a familiarização com os erros e as correções de maneira leve.
Materiais: Folhas e canetas.

4. Caminhada Linguística: Fazer uma caminhada pela escola onde os alunos devem encontrar e registrar frases em cartazes ou murais, identificando erros de concordância, e trazer para análise.
Objetivo: Conectar a teoria com o cotidiano, reforçando a observação crítica.
Materiais: Cadernos para anotações.

5. Construção de Histórias Coletivas: Iniciar uma história em grupo, onde cada aluno deve colocar uma frase, tendo que obedecer às regras de concordância e regência, promovendo a construção colaborativa.
Objetivo: Incentivar a prática da linguagem coesa.
Materiais: Quadro ou computador para a escrita da história final.

Com estas sugestões e o desenvolvimento percebido durante o plano, o aprendizado de concordância e regência verbal e nominal se torna uma experiência rica e interativa, estimulando não só a prática gramatical, mas a reflexão crítica dos alunos sobre a língua portuguesa e seu uso no cotidiano.


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