“Aprendendo Libras com Brincadeiras: Inclusão no Ensino Fundamental”

O plano de aula apresentado a seguir tem como objetivo promover a aprendizagem em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) por meio de brincadeiras, facilitando a inclusão e a acessibilidade no ambiente escolar. O uso de brincadeiras em Libras proporciona um espaço interessante para que os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental se familiarizem com a cultura surda, além de desenvolverem habilidades comunicativas fundamentais. O plano irá detalhar atividades que associam a prática ao aprendizado teórico, permitindo que os alunos não apenas entendam os sinais, mas que também se divirtam a partir de sua execução.

Tema: Brincadeiras em Libras
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 8 anos

Objetivo Geral:

Promover a aprendizagem de Libras por meio de brincadeiras, favorecendo a inclusão, a interação social e o desenvolvimento das habilidades de comunicação entre os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental.

Objetivos Específicos:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a fluência na Libras ao associar imagens e sinais de brincadeiras conhecidas.
Estimular a memória e a associação através de jogos e atividades lúdicas.
Fortalecer a interação entre os alunos por meio da prática coletiva em Libras.
Incentivar a inclusão e a empatia em relação às pessoas surdas e à sua cultura.

Habilidades BNCC:

– (EF02LP01) Utilizar, ao produzir o texto, grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas, letras maiúsculas em início de frases e em substantivos próprios, segmentação entre as palavras, ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação.
– (EF02LP12) Ler e compreender com certa autonomia cantigas, letras de canção, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto e relacionando sua forma de organização à sua finalidade.
– (EF12EF01) Experimentar, fruir e recriar diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional, reconhecendo e respeitando as diferenças individuais de desempenho dos colegas.

Materiais Necessários:

– Imagens de diversas brincadeiras populares.
– Cartazes com sinais da Libras correspondentes às brincadeiras.
– Materiais de papelaria como canetas, lápis e folhas.
– Quadro branco e pincéis para anotar as regras e as brincadeiras.
– Recursos audiovisuais, como vídeos que mostram as brincadeiras em Libras (se possível).

Situações Problema:

– Como podemos brincar e nos comunicar ao mesmo tempo utilizando a Libras?
– De que maneira as brincadeiras podem ajudar na inclusão de pessoas surdas?

Contextualização:

As brincadeiras são uma parte essencial do desenvolvimento infantil e representam não apenas diversão, mas também aprendizado e interação social. Neste plano, utilizamos a Libras para apresentar e ensinar brincadeiras conhecidas, promovendo a inclusão de surdos e ouvintes através da prática lúdica e do respeito às diferenças.

Desenvolvimento:

O desenvolvimento da aula ocorre em três etapas principais: introdução à Libras, prática com brincadeiras e atividade lúdica de fechamento.

1. Introdução:
O professor inicia a aula apresentando os conceitos básicos da Libras, explicando a importância da comunicação com pessoas surdas e diferentes formas de expressão. Uma breve apresentação em vídeo pode auxiliar na compreensão preliminar dos sinais.

2. Prática:
O professor apresenta uma lista de 5 a 10 brincadeiras populares, como “Pega-pega”, “Esconde-esconde” e “Amarelinha”. Para cada uma delas, será mostrado um cartaz com a imagem, a palavra correspondente e o sinal em Libras. O professor faz uma demonstração do sinal e solicita que os alunos repitam, estimulando a memorização e a prática.

3. Atividade Lúdica:
A turma será dividida em grupos pequenos, e cada grupo receberá uma brincadeira para praticar. Os alunos deverão se comunicar apenas por Libras enquanto brincam, incentivando a interação e o uso da língua de sinais. Ao final, cada grupo apresentará a brincadeira para os colegas, reforçando o aprendizado e a colaboração.

Atividades sugeridas:

Segunda-feira:
Objetivo: Introduzir a Libras e suas aplicações.
Atividade: Apresentar os sinais e as imagens de brincadeiras populares.
Descrição: O professor apresenta os sinais em Libras para cada brincadeira, pondo ênfase na repetição e prática.
Materiais: Cartazes e vídeos de exemplos.

Terça-feira:
Objetivo: Completar um cartaz de palavras e sinais.
Atividade: Criar um cartaz coletivo onde os alunos desenham as brincadeiras e escrevem os sinais.
Descrição: Os alunos trabalham em duplas para ilustrar e descrever a forma correta de sinalizar cada palavra.
Materiais: Folhas de papel, canetas coloridas e lápis.

Quarta-feira:
Objetivo: Praticar os sinais em um contexto lúdico.
Atividade: Jogo de memória com palavras e sinais.
Descrição: O professor prepara um jogo de memória utilizando imagens e palavras de brincadeiras. Os alunos devem fazer as combinações corretas.
Materiais: Cartões com palavras e imagens.

Quinta-feira:
Objetivo: Aprender brincadeiras novas com Libras.
Atividade: Apresentar e brincar de “O que sou eu?” usando sinais.
Descrição: Um aluno faz o sinal de uma brincadeira sem dizer o nome, e os demais tentam adivinhar qual é.
Materiais: Lista de brincadeiras para os sinais.

Sexta-feira:
Objetivo: Revisar o que foi aprendido ao longo da semana.
Atividade: Brincadeira em grupos.
Descrição: Os alunos formam grupos e escolhem uma brincadeira para apresentar, utilizando a Libras.
Materiais: Criar espaço para que se brinquem.

Discussão em Grupo:

Após as atividades, reúna os alunos para discutir como foi a experiência de se comunicar em Libras. Questione sobre a facilidade ou dificuldade de entender e usar os sinais durante as brincadeiras.

Perguntas:

– Por que é importante conhecer Libras?
– Qual foi a sua brincadeira favorita e como você sinaliza?
– Como você se sentiu ao comunicar-se com os colegas usando Libras?

Avaliação:

A avaliação será contínua, levada em consideração a participação dos alunos nas atividades, o envolvimento durante as discussões e a capacidade de usar Libras corretamente ao sinalizar as brincadeiras. Uma autoavaliação onde os alunos podem escrever ou desenhar como se sentiram durante as atividades pode ser uma boa forma de captar feedback.

Encerramento:

Durante o encerramento, o professor reforça a importância da Libras e agradece a participação dos alunos. É essencial fornecer um espaço para perguntas e feedback dos alunos, a fim de que eles se sintam Ouvidos e isso promove um maior engajamento nas próximas aulas.

Dicas:

Incluir vídeos de pessoas surdas realizando brincadeiras pode enriquecer a experiência.
Usar materiais visuais, como cartazes e desenhos, ajuda os alunos a memorizar os sinais.
Dinamizar as atividades com músicas e vídeos pode tornar as aulas mais interessantes.

Texto sobre o tema:

A Libras é uma língua completa e rica, utilizada por milhões de pessoas surdas no Brasil. Ao aprender e utilizar esta linguagem, os alunos têm a oportunidade de conhecer uma cultura rica e diversa, que muitas vezes é desconhecida na vida cotidiana. Ao se engajar em jogos e brincadeiras enquanto aprendem Libras, as crianças não apenas praticam sinais, mas também desenvolvem empatia e respeito pela comunidade surda. As brincadeiras atuam como um veículo versátil para o aprendizado de Libras, já que possibilitam interação entre todos os alunos, promovendo a inclusão e a socialização.

Ao introduzir a Libras na rotina escolar, pais e educadores podem diminuir barreiras e preconceitos, além de incentivar a construção de um ambiente escolar mais justo e inclusivo. As brincadeiras passam a ser parte fundamental desses aprendizados, pois elas permitem que as crianças explorem o que aprenderam numa atmosfera divertida e colaborativa. Assim, todos se tornam agentes de mudança para um mundo mais acessível e respeitoso.

Desdobramentos do plano:

Com o resultado da semana de atividades, o projeto pode ser expandido para incluir tópicos como a história da comunidade surda no Brasil e os desafios enfrentados por essas pessoas em um contexto social mais amplo, como acessibilidade e direitos. Essa proposta pode ser desenvolvida através de debates interdisciplinares com outras turmas, promovendo uma maior conscientização entre os estudantes sobre as diversas formas de comunicação e sobre a importância de serem respeitosos com as diferenças. Além disso, é possível contar com a participação de profissionais da área, como intérpretes de Libras, para palestras e workshops que complementem o conhecimento adquirido nas aulas.

A inclusão de atividades de Libras não deve se restringir apenas a este plano de aula; ele pode ser um pilar para abordagens futuras. A escola pode criar um espaço dedicado a Libras onde alunos e colaboradores possam interagir, propiciando uma troca cultural rica. Esse espaço pode incluir recursos visuais, como murais educativos, onde as práticas e as interações com a língua de sinais sejam constantemente estimuladas. O sucesso deste projeto também pode contar com o apoio da comunidade, convidando familiares a participarem das aulas e atividades, reforçando a ideia de inclusão.

Por fim, é fundamental que a proposta de ensino em Libras persista e se torne um elemento recorrente no cotidiano escolar. Assim, pode-se enriquecer o repertório linguístico e cultural das crianças, abrindo portas para o respeito e a compreensão mútua em um espaço onde todos são acolhidos e valorizados, estabelecendo uma cultura escolar inclusiva e diversificada.

Orientações finais sobre o plano:

As orientações para a implementação deste plano incluem observar a dinâmica da turma e as dificuldades de cada aluno, para assim ajustar as atividades às reais necessidades de aprendizado. É importante proporcionar um ambiente seguro, onde todos os alunos se sintam confortáveis para se expressar e participar. Nesse sentido, incentivar a interação e o trabalho em grupo ajuda a fortalecer o vínculo entre os alunos, criando um clima de companheirismo.

Outra orientação é ser sempre um facilitador, buscando adequar o plano conforme as respostas e feedbacks dos alunos exijam. A flexibilidade em relação aos horários e nas atividades propostas pode contribuir para que todos se sintam desejosos de participar. Relacione os conteúdos estudados a situações vividas pelos alunos para que o aprendizado seja significativo e prazeroso.

E por último, mas não menos importante, reforce a importância da continuidade do aprendizado em Libras, incorporando a linguagem nas diversas disciplinas, o que não só valoriza o aluno surdo, mas acrescenta aos alunos ouvintes um novo olhar sobre a comunicação e a interação com o mundo ao seu redor.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. “Desfile de Brincadeiras” – Os alunos devem desenhar a brincadeira que mais gostam e, na sequência, apresentar em Libras para a turma. Essa atividade desenvolve a motricidade fina e promove a prática da língua em um ambiente descontraído.
2. “Teatro de Sinais” – Os alunos criam uma peça curta com personagens que se comunicam em Libras. Essa atividade estimula a criatividade e a expressão corporal, primordial à Libras.
3. “Caça ao Tesouro” – Dividir a turma em grupos e elaborar dicas em Libras que levem a determinados pontos da escola. Essa atividade promove o trabalho em equipe enquanto ensina Libras de uma maneira prática.
4. “Cântico em Libras” – Os alunos escolhem uma canção e a traduzem para Libras, apresentando-a ao final da aula. Essa atividade combina linguagem, música e expressão artística, promovendo a inclusão.
5. “Histórias em Sinais” – Os alunos escolhem um conto ou história curta e recontam utilizando Libras. A imaginação e a criatividade são estimuladas, além da habilidade de contar histórias, que é fundamental na cultura surda.

Dessa forma, o plano de aula favorece um amplo aprendizado inclusivo e engajador em torno da Língua Brasileira de Sinais, oferecendo uma rica variedade de atividades que atendem às necessidades dos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental.


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