“Plano de Aula: Desenho e Dança no 2º Ano do Ensino Fundamental”

A seguir, apresento um plano de aula detalhado para o segundo ano do Ensino Fundamental, com foco no tema “Desenho e na Linguagem da Dança”. Este plano está estruturado de acordo com as diretrizes da BNCC e visa proporcionar uma experiência rica e interativa aos alunos, unindo a expressão artística do desenho à dinâmica da dança.

Introduzir os alunos ao universo da relação entre o desenho e a dança pode despertar não apenas a criatividade, mas também a apreciação das diversas formas de arte. O uso de dobraduras e desenhos como ferramentas para explorar os conceitos de movimento e expressão corporal enriquecerá a atividade, promovendo uma vivência integrada e significativa para as crianças.

Neste contexto, o plano de aula contempla atividades que possibilitam aos alunos expressarem-se artisticamente ao mesmo tempo em que experimentam a linguagem da dança. As atividades propostas são adaptáveis a diferentes perfis de alunos e utilizam recursos que fomentam a interação e o aprendizado colaborativo.

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Tema: Desenho e na Linguagem da Dança
Duração: 50 minutos
Etapa: Ensino Fundamental 1
Sub-etapa: 2º Ano
Faixa Etária: 7 a 8 anos

Objetivo Geral:

Desenvolver a capacidade de expressão artística dos alunos através da intersecção entre o desenho e a dança, promovendo a criatividade, o trabalho em grupo e a apreciação pelas artes visuais e corporais.

Objetivos Específicos:

– Fomentar a criação artística através de desenho e dobradura.
– Relacionar movimentos e formas da dança com representações visuais.
– Estimular a percepção espacial e corporal por meio de práticas artísticas.
– Promover a colaboração entre os alunos durante a execução das atividades.

Habilidades BNCC:

(EF15AR04) Experimentar diferentes formas de expressão artística (desenho, pintura, colagem, dobradura) utilizando materiais recicláveis.
(EF15AR10) Experimentar diferentes formas de orientação no espaço (deslocamentos, planos, direções, caminhos) na construção do movimento dançado.
(EF15AR11) Criar e improvisar movimentos dançados, considerando os aspectos estruturais, dinâmicos e expressivos dos elementos constitutivos do movimento, com base nos códigos de dança.

Materiais Necessários:

– Folhas de papel em branco para desenho.
– Papel colorido para dobraduras.
– Lápis de cor, canetinhas e tesouras.
– Música para dança (preferencialmente instrumental).
– Um espaço livre para as atividades.

Situações Problema:

– Como você pode desenhar o que está sentindo ao dançar?
– De que maneira um movimento pode ser representado através do desenho?
– Que formas e cores podemos usar para expressar a intensidade dos movimentos dançados?

Contextualização:

A dança é uma forma de expressão rica e multidimensional, permitindo que as emoções e os movimentos do corpo se conectem de maneiras inigualáveis. Ao mesmo tempo, o desenho serve como uma ferramenta poderosa para traduzir essas emoções e movimentos em formas visuais. Neste contexto, propomos que os alunos explorem essa conexão ao desenhar ou criar dobraduras que representem danças, ritmos e movimentos, utilizando a arte como forma de comunicação.

Desenvolvimento:

1. Introdução ao tema (10 min): Inicie a aula conversando com os alunos sobre o que eles sabem sobre arte e dança. Pergunte se algum deles já dançou ou desenhou algo que represente uma sensação, um ritmo ou uma história. Destaque a relação entre as expressões artísticas e como a dança pode inspirar desenhos, por exemplo, através do movimento, da cor e da forma.

2. Atividade 1: Demonstração de movimentos (15 min): Coloque uma música instrumental e peça que os alunos se movimentem em resposta ao ritmo. Eles devem dançar livremente, explorando diferentes formas de se expressar pelo movimento. Após um tempo, peça que parem e expliquem suas escolhas de movimentos.

3. Atividade 2: Criação de desenho ou dobradura (15 min): Cada aluno deverá, então, escolher um ou mais movimentos que fez e representá-los graficamente. Isso pode ser feito através de desenhos ou criando dobraduras que remetam aos movimentos da dança. Lembre-os de pensar nas cores e formas que melhor representam a energia dos movimentos dançados.

4. Exibição e reflexão (10 min): Após a conclusão dos desenhos ou dobraduras, a turma se reúne e cada aluno apresenta seu trabalho, explicando como ele representa a dança que realizaram. Incentive a apreciação mútua, promovendo comentários respeitosos sobre as obras dos colegas.

Atividades sugeridas:

Dia 1: Reflexão sobre a relação entre desenho e dança. Discussão em grupo sobre danças conhecidas e suas características. Os alunos devem desenhar algo que represente um movimento de sua dança favorita.

Dia 2: Introduzir a dobradura como técnica artística. Ensinar a fazer uma dobradura simples que represente um animal ou objeto em movimento. Pedir que as crianças personalizem sua peça, relacionando-a a um movimento dançado.

Dia 3: Explorar a música e o movimento novamente. Os alunos devem dançar livremente, mas desta vez com um foco em como podem se expressar através do ritmo. Após a dança, os alunos desenham a sensação que tiveram com a música.

Dia 4: Criar um mural coletivo com os desenhos e dobraduras. As crianças trabalharão em grupo para organizar as peças de forma criativa no mural, promovendo o trabalho colaborativo.

Dia 5: Apresentação das obras. Cada grupo poderá explicar brevemente o que o desenho ou a dobradura representa e como se conecta com a dança.

Discussão em Grupo:

Ao final das atividades, promovam uma discussão para refletir sobre:
– Como a dança pode inspirar a criação artística?
– Que emoções diferentes danças nos fazem sentir e como isso se reflete na arte visual?
– De que maneiras podemos continuar explorando a dança e o desenho em outras atividades?

Perguntas:

1. Quais movimentos você mais gosta de dançar e por quê?
2. Como você pode descrever a sensação de dançar utilizando apenas palavras?
3. O que você sentiu ao pintar ou desenhar algo que representa seu movimento?

Avaliação:

A avaliação poderá ser realizada de forma contínua, observando a participação dos alunos nas atividades, sua criatividade nas produções artísticas e a capacidade de refletir sobre suas experiências e as dos colegas durante a apresentação final. Profundidade e expressão nas obras criadas também serão consideradas.

Encerramento:

Finalize a aula revisitando os principais conceitos discutidos. Reforce que a arte, seja na forma de dança ou desenho, é uma maneira poderosa de expressar sentimentos, histórias e experiências. Convide os alunos a continuarem explorando essas formas de expressão de maneira divertida e criativa.

Dicas:

– Busque sempre adaptar o material e a abordagem às necessidades específicas de cada aluno, garantindo inclusão e acessibilidade.
– Incentive a colaboração e o respeito mútuo entre os alunos durante os trabalhos em grupo.
– Sempre que possível, utilize a tecnologia, como vídeos de danças, para inspirar e ilustrar as diferentes formas de dança que podem ser representadas artisticamente.

Texto sobre o tema:

A relação entre desenho e dança é um universo rico para exploração, especialmente na fase inicial de aprendizado. O desenho é uma forma de expressão que permite a representação visual de sentimentos, ideias, e histórias. Quando unimos essa prática à dança, criamos um terreno fértil para o desenvolvimento da criatividade e do autoconhecimento. As danças refletem ritmos que podem desencadear no artista, seja ele bailarino ou desenhista, sentimentos profundos, que se transformam em cores, traços e formas no papel. Enquanto dançamos, nosso corpo se torna o veículo de uma narração visual que, quando registrada, fala por nós em um idioma acessível e também interpretativo.

A dança, por sua vez, é uma forma de arte que oferece um espaço de liberdade e movimento, permitindo ao corpo expressar, de maneira única, a musicalidade que se sente em cada batida. É um diálogo entre a música e o movimento, em que cada passo, cada giro ou mesmo uma pausa é crucial para compreender a mensagem a ser transmitida. A experiência de dançar não é apenas física; ela envolve sensações internas, e é aí que a arte do desenho pode capturar a essência dessa experiência. Afinal, o que são os desenhos, senão a materialização das emoções vividas? Com esta prática, não apenas honramos a dança, mas também oferecemos uma nova forma de reflexividade aos nossos próprios sentimentos e experiências.

Neste sentido, ao integrarmos essas duas linguagens artísticas, promovemos não apenas o aprendizado estético, mas também o autodescobrimento. As crianças aprendem a ver o mundo sob novas perspectivas, ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades importantes como a coordenação motora, a criação e a comunicação efetiva entre seus pares. Assim, ao encorajar o fluxo de ideias e movimentos entre desenho e dança, não apenas cultivamos uma atmosfera criativa, mas também preparamos nossos jovens alunos para se tornarem seres humanos mais empáticos e expressivos.

Desdobramentos do plano:

A partir deste plano de aula, vários desdobramentos podem ser explorados em projetos interdisciplinares. Por exemplo, é possível integrar a história da dança nas aulas de História, discutindo como diferentes culturas expressam suas tradições através do movimento. Assim, os alunos poderão investigar as danças de diversas partes do mundo e como estas refletem as características culturais locais, levando ao desenvolvimento de desenhos ou dobraduras que representem essas culturas.

Outro desdobramento interessante se dá na área da ciência, onde se pode explorar temas como o movimento do corpo humano. Discutir o funcionamento dos músculos e articulações envolvidos na dança pode levar a uma série de experimentos artísticos, onde os alunos desenham ou adquirem dobraduras de figuras dançantes, representando suas partes do corpo e suas funções. Além disso, na educação física, será possível desenvolver rituais de dança, integrando diferentes estilos e formas de movimentação, sempre vinculando a prática à produção artística.

Por fim, as produções artísticas e reflexões podem culminar numa exposição, onde os alunos terão a oportunidade de apresentar suas obras, assim como coreografias, estimulando o reconhecimento da arte enquanto forma de expressão coletiva. O destaque aqui está em construir um ambiente no qual a arte e a educação caminhem juntas, promovendo não apenas o aprendizado das técnicas, mas também o entendimento dela como um todo.

Orientações finais sobre o plano:

Ao final deste plano, algumas orientações são essenciais a serem destacadas. Primeiramente, recordar que cada aluno tem um ritmo próprio de aprendizagem e que a arte serve como um importante canal para que exprimam suas singularidades. É fundamental que os educadores estejam atentos às necessidades de cada criança, promovendo um espaço acolhedor onde todos possam se sentir confortáveis em explorar os limites de sua criatividade.

Outra orientação pertinente diz respeito ao uso de materiais acessíveis e sustentáveis. Fomentar a utilização de recursos recicláveis ou que possam ser reutilizados é imprescindível não apenas para potencializar a criatividade dos alunos, mas também para promover uma consciência ambiental na prática pedagógica. Assim, o aprendizado se estende além do ambiente escolar, favorecendo a construção de um futuro mais sustentável.

Por último, cabe ressaltar a importância da interatividade e troca de saberes durante as atividades. O aprendizado social promove uma formação mais robusta e enriquecedora, onde as experiências individuais dos alunos se confluem, resultando em aprendizados coletivos. Permita que cada aluno se torne um investigador da própria arte e da arte do outro, contribuindo para um ambiente mais colaborativo e inclusivo.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Dança dos Animais: Proponha que os alunos escolha um animal e imitem seus movimentos através da dança. Após a atividade, cada aluno deverá desenhar o animal que representou e como ele se move, relacionando movimentos corporais à representação gráfica.

2. O Mural da Dança: Monte um mural na sala de aula onde cada aluno desenhará seu movimento favorito, utilizando materiais diversos. Depois, componham uma coreografia baseada nos movimentos do mural, organizando uma apresentação.

3. Música em Dobradura: Utilize embalagens recicláveis e instrua os alunos a criar dobraduras que representem notas musicais. Ao final, cada aluno pode apresentar sua dobradura e explicar como o movimento da dança pode ser traduzido em formas.

4. Teatro de Sombras: Defina um espaço onde os alunos possam dançar e fazer movimentos representativos de maneira a formar sombras. Os alunos poderão desenhar as sombras projetadas e aprender sobre formas e espaço.

5. Desenho da Emoção: Proponha que os alunos desenhem uma emoção que sentem ao dançar. Depois, cada aluno deverá expressar essa emoção através de movimentos de dança, criando uma curadoria entre arte plástica e prática corporal.

Essas sugestões permitem que os alunos experimentem e se expressem artisticamente, unindo a dança e o desenho em uma única vivência criativa. Por meio dessas atividades lúdicas e interativas, a capacidade de expressão deles será ampliada, contribuindo não apenas para o processo de aprendizado, mas também para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e artísticas.

Ao longo de todo o plano de aula, busque sempre encorajar os alunos a explorarem suas emoções e a refletirem sobre suas experiências artísticas, promovendo um aprendizado significativo e duradouro.


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