“Projeto Inclusivo: Literatura de Cordel e TDAH na Educação”

O presente plano de aula tem o intuito de desenvolver um projeto voltado para a Educação Especial, com foco na Literatura de Cordel, em comemoração ao Dia Mundial do TDAH. A proposta busca não apenas o conhecimento das especificidades da literatura de cordel, mas também a sensibilização acerca do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, promovendo um ambiente inclusivo que respeite as diferentes formas de aprendizagem dos alunos. Por meio da literatura, os estudantes terão a oportunidade de expressar suas emoções e pensamentos, reconhecendo e valorizando a diversidade das experiências humanas.

Neste contexto, as atividades propostas irão abordar aspectos educativos, práticos e reflexivos em relação à literatura de cordel e ao TDAH, trazendo um olhar crítico sobre como essas duas temáticas podem se inter-relacionar. O trabalho será voltado para estimular a criatividade dos alunos, desenvolver competências em leitura e produção escrita, além de proporcionar um melhor entendimento sobre o TDAH, contribuindo para que alunos com diferentes perfis tenham oportunidades equitativas de aprendizado.

Tema: Projeto para Trabalhar Literatura de Cordel com Educação Especial
Duração: 45 min
Etapa: Ensino Fundamental 2
Sub-etapa: 6º Ano
Faixa Etária: 11 a 12 anos

Objetivo Geral:

Planejamentos de Aula BNCC Infantil e Fundamental

Desenvolver a habilidade de ler e produzir textos de literatura de cordel, trabalhando aspectos da inclusão específica para alunos com TDAH, promovendo um ambiente de aprendizado que valorize a diversidade e a criatividade.

Objetivos Específicos:

– Identificar os elementos da literatura de cordel, como rimas e ritmos.
– Criar um cordel que aborde questões relacionadas ao TDAH, visando à conscientização.
– Fomentar a expressão oral e escrita através de leituras dramatizadas e produção de textos.
– Desenvolver a empatia e compreensão sobre o TDAH entre os alunos, respeitando as diferenças.
– Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo na produção dos cordéis.

Habilidades BNCC:

– (EF06LP01) Reconhecer a impossibilidade de uma neutralidade absoluta no relato de fatos e identificar diferentes graus de parcialidade/imparcialidade.
– (EF06LP11) Utilizar conhecimentos linguísticos e gramaticais: tempos verbais, concordância nominal e verbal, regras ortográficas, pontuação etc.
– (EF67LP12) Produzir resenhas críticas e vídeos que apresentem e/ou avaliem produções culturais.

Materiais Necessários:

– Exemplares de cordéis (físicos ou digitais).
– Papel, canetas coloridas, e materiais para confecção de cartazes.
– Equipamento audiovisual para apresentações.
– Recursos digitais (computadores/tablets) com acesso à internet.

Situações Problema:

– Como a literatura de cordel pode ser uma ferramenta poderosa para abordar o TDAH na escola?
– Quais são as dificuldades enfrentadas por alunos com TDAH em sala de aula e como a literatura pode auxiliar?

Contextualização:

A literatura de cordel é uma forma de expressão popular que se caracteriza por contar histórias através de versos rimados e ilustrados. Essa forma literária é uma rica manifestação cultural que, além de entretenimento, pode ser utilizada como uma ferramenta educativa para tratar de temas sociais relevantes. Ao relacionar essa expressão com o TDAH, promovemos uma reflexão crítica sobre as dificuldades enfrentadas por esses alunos e a importância da inclusão no ambiente escolar.

Desenvolvimento:

A aula pode ser estruturada da seguinte forma:

1. Abertura (10 min): Introduzir o tema do TDAH e a literatura de cordel, questionando os alunos sobre o que sabem sobre ambos os temas.

2. Leitura de Cordéis (15 min): Realizar a apresentação de alguns cordéis que trabalham temas de inclusão e diversidade. Essa leitura pode ser dramática, onde os alunos são convidados a interpretar diferentes personagens.

3. Discussão em Grupo (10 min): Organizar os alunos em grupos menores para discutir as leituras, como a literatura de cordel pode abordar a questão do TDAH e as percepções que possuem sobre isso.

4. Produção de Cordel (10 min): Orientar os grupos na criação de um cordel próprio que aborde o TDAH, estimulando a criatividade e o uso da linguagem poética. Cada grupo deve elaborar no mínimo quatro estrofes.

Atividades sugeridas:

Dia 1:
Objetivo: Introduzir a literatura de cordel.
Descrição: O professor fará uma leitura de um cordel clássico, analisando seus elementos.
Instruções: Selecionar um cordel ilustrado e realizar a leitura em voz alta, chamando atenção para suas rimas e ilustrações.
Materiais: Cordéis e cartolinas para anotações.

Dia 2:
Objetivo: Compreender o TDAH.
Descrição: Apresentar um vídeo educativo sobre o TDAH.
Instruções: Após a exibição, promover uma roda de conversa com os alunos sobre o que aprenderam.
Materiais: Vídeo sobre o TDAH.

Dia 3:
Objetivo: Criação de cordéis.
Descrição: Dividir a turma em grupos e orientá-los sobre como criar um cordel.
Instruções: Os alunos devem rascunhar ideias e elaborar um pequeno cordel que aborde o TDAH.
Materiais: Papel, canetas, e exemplos de cordéis.

Dia 4:
Objetivo: Dramatização de cordéis.
Descrição: Ensaiar uma apresentação dos cordéis produzidos.
Instruções: Cada grupo deve praticar a leitura oral de seu cordel, preparando a apresentação para a turma.
Materiais: Espelhos, e espaço para ensaio.

Dia 5:
Objetivo: Apresentação final.
Descrição: Realizar a apresentação dos cordéis para a turma.
Instruções: Os grupos devem apresentar suas criações e promover um debate sobre as mensagens transmitidas.
Materiais: Espaco de apresentação.

Discussão em Grupo:

Após as apresentações, os alunos devem refletir sobre:
1. O que aprenderam sobre o TDAH através dos cordéis?
2. Como a literatura pode servir para sensibilizar sobre a inclusão e as dificuldades enfrentadas?
3. Quais foram os desafios enfrentados durante a produção dos cordéis?

Perguntas:

1. O que é o TDAH e como ele pode afetar o aprendizado?
2. Qual a importância da inclusão de alunos com TDAH nas escolas?
3. De que forma a literatura de cordel pode contribuir para promover a empatia e a conscientização sobre o tema?

Avaliação:

A avaliação será realizada com base na participação nas discussões, na colaboração durante a produção dos cordéis e na apresentação final, considerando a criatividade, clareza e respeito às opiniões dos colegas.

Encerramento:

Finalizar a aula com uma roda de conversa, onde os alunos podem compartilhar o que mais gostaram de aprender e discutir como podem aplicar o conhecimento em suas interações cotidianas.

Dicas:

– Incentivar a participação ativa de todos os alunos, especialmente aqueles que têm dificuldade de se expressar.
– Adaptar as atividades para que cada aluno, independentemente de suas capacidades, possa contribuir.
– Estar atento às reações dos alunos, promovendo um ambiente seguro para a troca de experiências.

Texto sobre o tema:

A literatura de cordel é uma forma literária que surge no Brasil, com raízes profundas na tradição oral. Os cordéis são poemas que contam histórias, lendas e acontecimentos de forma lúdica, e muito frequentemente são impressos em folhetos, com ilustrações coloridas. Essa tradição popular tem se mostrado uma viável ferramenta educativa, não apenas pela sua forma envolvente mas também pelo seu conteúdo rico em aprendizado cultural. Ao abordar a literatura de cordel dentro do espectro do TDAH, criamos uma oportunidade de discussão e reflexão sobre os desafios que alunos com esse transtorno enfrentam no dia a dia escolar. Promove-se, assim um espaço inclusivo onde todos os alunos possam se sentir representados e compreendidos em suas singularidades.

Além disso, promover a conscientização sobre o TDAH através da literatura possibilita um ambiente de respeito, empatia e inclusão. O TDAH é um transtorno que afeta o comportamento, a concentração e os impulsos dos indivíduos, tornando a compreensão e aceitação por parte das demais crianças vital para o seu desenvolvimento social e emocional. Portanto, ao integrar a literatura de cordel nesse contexto, trazemos um olhar mais humano e acolhedor para as necessidades dos alunos, reforçando a importância da solidariedade em sala de aula. Os cordéis podem ser uma bela forma de criar narrativas que não apenas informem, mas que também toquem o coração dos leitores, permitindo que compartilhem suas vozes e experiências.

Desdobramentos do plano:

A proposta de trabalhar a literatura de cordel em conjunto com questões relacionadas ao TDAH vai muito além de um simples projeto pontual. Esse plano é um convite à reflexão profunda sobre como a literatura pode servir como uma ponta de lança para abordar a inclusão nas escolas e comunidades. É essencial reconhecer que a captação de experiências e a expressão dos sentimentos através da literatura pode ajudar não apenas aqueles que apresentam o transtorno, mas também seus colegas e educadores a desenvolverem uma maior sensibilidade e empatia.

Além disso, a continuidade desse projeto pode abrir portas para outras iniciativas que explorem diferentes culturas e representações literárias, contribuindo para que os alunos compreendam a diversidade cultural do Brasil. Ao introduzir novos gêneros literários, podemos enriquecer as discussões e ampliar as vertentes de aprendizado. Esse tipo de abordagem é vital para que os alunos percebam que, independentemente das diferenças, todos têm voz e merecem ser ouvidos.

Por fim, ao finalizar este projeto, não apenas realizamos uma atividade educativa, mas também cultivamos a formação de cidadãos mais conscientes sobre a importância da inclusão, do respeito à diversidade e do valor que cada um tem na construção de um ambiente escolar mais acolhedor. A literatura de cordel, nesse contexto, torna-se uma potente ferramenta, pois é capaz de unir, educar e transformar, promovendo mudanças significativas na forma como os alunos veem a si mesmos e ao próximo.

Orientações finais sobre o plano:

É importante que os educadores estejam cientes de que o sucesso deste projeto depende não apenas da execução das atividades, mas também da atuação consciente e empática de cada profissional envolvido. A maneira como um professor interage com seus alunos, especialmente aqueles que podem ter dificuldades comportamentais, pode definir a eficácia do aprendizado em grupo. A habilidade do educador em criar um ambiente seguro onde os alunos se sintam valorizados é essencial.

Além disso, deve-se considerar a formação contínua dos educadores sobre o TDAH e suas implicações para que possam lidar de maneira construtiva com os desafios que possam surgir. A troca de experiências com especialistas na área pode oferecer novas perspectivas e abordagens que enriqueçam ainda mais o projeto, tornando-o uma experiência de aprendizado rica e variada.

Por último, é fundamental incentivar a participação dos alunos não apenas no decorrer do projeto, mas também nas decisões sobre como será a apresentação final. Ao deixá-los escolher formas de expressar suas ideias e emoções, cria-se um sentimento de protagonismo e responsabilidade que pode levá-los a valorizar ainda mais o conhecimento adquirido.

5 Sugestões lúdicas sobre este tema:

1. Teatro de fantoches: Criar uma peça que traz a história de um personagem com TDAH em sua escola, ajudando os alunos a se identificarem e a discutirem sobre o assunto.
Material: Fantoches de papel, canetas e cartolinas.

2. Desenho coletivo: Promover uma atividade onde cada aluno contribui com um desenho que represente seu entendimento do TDAH e a inclusão, formando um mural coletivo.
Material: Papéis grandes para mural, tintas e pincéis.

3. Cantos de leitura: Criar um espaço na sala de aula ou na biblioteca onde alunos possam ler ou contar seus cordéis para os colegas em pequenos grupos.
Material: Almofadas para os alunos se sentarem e cordéis produzidos.

4. Dia do cordel: Organizar um evento onde cada grupo apresenta seus cordéis em uma feira onde possam expô-los e apresentar suas criações para outros alunos e professores.
Material: Mesas para expor, cordéis e espaço para apresentações.

5. Jogo da inclusão: Desenvolver um jogo de cartas que traz situações e desafios relacionados ao TDAH e como lidar com eles. Os alunos podem jogar e discutir em grupos.
Material: Cartas, caneta e papel.

Esse plano de aula visa promover um ambiente inclusivo, educativo e divertido, permitindo que os alunos se sintam envolvidos em um projeto que realmente faz a diferença na percepção do transtorno e na valorização da diversidade.


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